Glossário Teosófico

Sol

Este astro é de uma só vez Espírito e Matéria, (Doutrina Secreta, 1, 521) e é um manancial perene de vida, que, como luz, dele emana sem cessar. Como “doador de vida” que é, conserva e sustenta a todas as criaturas (1, 313) e é o coração de todo o Sis- tema Solar (1, 5390-591), É também fonte de calor e eletricidade. Porém o So! que vemos, a estrela central de nosso sistema, é apenas um reflexo, sombra ou casca do verdadeiro Sol central espiritual (1, 700), Este reflexo, como coisa concreta exterior, é um Kâma- ráúpa, pois todos os sóis formam o Kâma-rúpa do Kosmos. Para seu próprio sistema, o Sol é Buddhi, por ser o reflexo e o veículo do verdadeiro Sol, que é Áfmã, invisível neste plano. Neste reflexo estão todas as forças Foháticas (eletricidade, etc.) (111, 562). Em to- das as religiões populares exotéricas, o Sol tem um aspecto dual, que foi antropomorfi- zado pelos profanos; assim, o Sol era Osíris-Tífon, Ormuzd-Ahrimán, Bel Júpiter, e Ba- al, o luminoso doador de vida e de morte e assim, num mesmo pilar, monolito, pirâmide, torre ou templo, originalmente erigido para glorificar o primeiro princípio ou aspecto, com o passar do tempo, transforma-se em templo de um ídolo ou, o que ainda pior, em emblema fálico, em sua forma mais grosseira e brutal. O Lingam dos hindus tem seu sig- nificado espiritual e altamente filosófico, mas os missionários enxergam nele apenas um “emblema indecente” (III, 288). O Sol é emblema da divindade benfeitora, que dá a vida; é a manifestação exterior do sétimo Princípio de nosso sistema planetário. Jeová é o Sol e portanto é também o Cristo da Igreja romana (III, 323). Por mais que os cristãos qua- lfiquem de idolatria o culto do Sol, sua religião encontra-se inteiramente baseado no culto solar é lunar (1, 417). O jesuíta Cornélio de Lápide, em seu Sermão sobre a Santa Virgem, coloca na boca de São Bernardo as seguintes palavras, dirigidas à Virgem Maria: “O Sol-Cristo vive em ti e tu vives nele.” (1, 431) Ver Dupuis, Origem de todos os cut- tos, capítulos IX e XII, Em todo o Egito o Sol era o símbolo divino por excelência e sua luz era considerada como a manifestação visível e material de Deus. Osíris é chamado de Alma do Sol; a luz solar era, pois, o corpo, isto é, a manifestação sensível da Divindade. O Sol era personoficado de maneira geral pelo deus Rá; o Sol nascente por Hórus, o Sol poente por Toum (ou Tum). Algumas divindades secundárias simbolizavam outros as- pectos do astro, (Pierret, Dict. d Arch. Egypt.). Ver Sárya, Sistema Solar, Solstícios, Pás- coa etc. Sol (Alg.) — Entre os químicos, o Sol é o ouro comum. Os filósofos chamam de Sol O seu enxofre, seu ouro.

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