Glossário Teosófico
Sistro [do grego seístron e do latim sistrum])
Em egípcio, Ssesh ou Kemken, Ins- trumento musical, feito comumente de bronze, porém, às vezes, de ouro ou prata, de forma circular, provido de um cabo e quatro varinhas metálicas que passam por uns agulheiros, em cuja extremidade estão presas algumas peças também metálicas, que soam como cascavéis, Na parte alta possufa, como adorno, uma figura de Ísis ou de Hathor. Era um instrumento sagrado utilizado nos templos para produzir, através de sua combi- nação de metais, sons e correntes magnéticas. Até hoje sobrevive na Abissínia cristã com o nome de Sanasel e os bons sacerdotes o empregam para “expelir demônios das casas e outros lugares”, ato muito compreensível para os ocultistas, por mais que provoque o riso dos céticos orientalistas. À sacerdotisa tinha comumente tal instrumento na mão di- reita durante a cerimônia da purificação do ar ou “conjuração dos elementos”, como di- ria E. Levi, enquanto que os sacerdotes empunhavam o sistro com a mão esquerda, utili- zando a direita para manipular a “chave da vida": a cruz ansata ou Tau. Sisumara (Sánsc.) — Um cinturão rotatório imaginário sobre o qual se movem todos os corpos celestes. Esta multidão de astros e constelações é representada sob a figura de Sisumara, uma tartaruga (alguns dizem que é uma toninha!), dragão, crocodilo etc. Po- rém, como é um símbolo da meditação do Yoga do santo Vâsudeva ou Krishna, tem de ser um crocodilo ou, melhor, um delfim, uma vez que é idêntico ao Makâra do Zodíaco. Dhruva, a antiga estrela polar, está na ponta da cauda deste monstro sideral, cuja cabeça dirige-se para o Sul e cujo corpo se dobra formando um anel. Mais acima, ao longo da cauda, estão Prajâpati, Agni etc, e em sua raiz estão Indra, Dharma e os sete Richis (a Ursa Maior) etc. Seu significado é, naturalmente, místico.