Glossário Teosófico

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Verbetes: S

Samkalpa

Ver Sankaipa, Samkhara (Pál.)— Ver Sanskára, Samlaya (Sânsc.) — Desaparecimento, dissolução. Sammajjana (Sânsc.) — Fusão ou mútua absorção, Samma-sambuddha (Pál.) — Recordação de todas as encarnações pelas quais al- guém já passou, É um fenômeno da memória obtido através do Yoga. Um título do Se- nhor Budda, o “Senhor de Mansidão e Resignação”; significa: “Iluminação perfeita”.

Sammâsambuddha

Ver Samyaksambuddha,. Sammoha (Sânsc.) — Confusão; perturbação; desordem ou extravio mental: erro; ilusão, cegueira, ofuscamento, obcecação; aturdimento; perplexidade; perda do conheci- mento. i Sammrichta (Sânsc.) — Limpo, purificado. Sammúíddha (Sânsc.) — Perturbado, confuso; enganado; alucinado; ofuscado; per- plexo. Sâmni (Sânsoc.) — Espécie de métrica usada no Veda. 599

Sampratichthã (Sânsc,)

Lugar; fundamento, base, assento, sustentação; duração; conservação, Sampravritta (Sânsc.) — Saído; apresentado; aparecido; passado; acabado. Samptrna (Sânsc.) — Cheio, completo. Samraj (Sânsc.) — Senhor do universo; governador, soberano. Epíteto de Indra, Varuna etc. 600

Samskâra

Ver Sanskâãra. Samtan (fib.) — O mesmo que Dhvâna ou meditação, Samuchchhraya (Sânsc.) — Elevação, altura; oposição, inimizade, No budismo, é o corpo. Samudâchaâra (Sânse.) — Intenção, destfenio, Samudâgama (Sánsc. — Conhecimento,

Samudaya (Sânse,)

Ascensão, subida; reunião, multidão, esforço; batalha, Samudbhava (Sâánsc.) — Nascimento; origem, Samuddharana (Sânsc.) — Elevação; destruição, Samuddhartri (Sênso.)— Salvador, lbertador, redentor. Samuddhata (Sânsc.) — Enaltecido; altaneiro, orgulhoso, Samudgama (Sânsc.) — Ascensão; produção, nascimento, Samudra (Sânsc.)— Mar, oceano, Samudyama (Sánse.) — Esforço; zelo; ardor. Samúha (Sánsc.) — Coleção; multidão. Samúhya (Sánrsc.) — O fogo sagrado; o lugar onde é colocado. Samukha (Sânsec.) — Eloquente, Samupâzrita (Sânsc.) — Atento, aplicado; refugiado; que observa, Samutkrama (Sánsc.) — Ascensão, subida, elevação. Samuttha (Sânsc.) — Saído, nascido; originado; resultante, Samutthâna (Sánsc.) — Elevação, auge, crescimento, desenvolvimento; execução de uma obra, sSamváda (Sánsc.) — Conversação, colóquio, prática, palestra. Samvadana (Sânsc.) — Conversação; encanto, feitiço; fórmula mágica. Samvara (Sánsc,.) — Uma divindade adorada pelos tântrikas. Samvarta (Sânsc.) - Um Kalpa menor, Um período na criação depois do qual so- brevém uma aniquilação parcial do mundo. [A revolução de um Kalpa.] 601

Samyamana (Sánsc,)

Ação de domar, dominar ou refrear. Samyamani (Sânsc.) -— À região do corpo chamada Yama-loka ou Região da Morte, situada próximo ao ouvido direito (a fonte ou região temporal), assim denominada por- que uma leve lesão recebida na mesma pode causar a morte, (Uttara-Gftã, II, 21.) Samyamat (Sânsc.) — Juiz. Samyamin (Sânsc.) — Continente, disciplinado; austero; que domina a si mesmo. Samyata (Sânsc. — Dominado, vencido, reprimido, disciplinado, subjugado, Samyatâtman (Sânsc.) — Que domina a si mesmo, que tem o eu subjugado. Samyatendriya (-«indriya) (Sânsc.) — Que tem os sentidos refreados. Sâmyâvasthã (Sânsc.) — Estado de equilíbrio dos três gunas (modos ou qualidades). Samyoga (Sânsc.) — Conjunção, umtão; aliança; relação; combinação; conexão; afi- nidade; coerência. Samyuga (Sânsc.) - Combate, guerra, Samyuj (Sânsc.) — Associado, unido; dotado, Samyukta (Sânsc.) — Juntado, unido; pertencente; relativo; dotado, provido. Samyuttaka Nikaya (Pál.) — Obra búdica, composta principalmente de diflogos entre Buda e seus discípulos. Sana (Sánsc.) — Um dos três Kuwnáras esotéricos, cujos nomes são: Sana, Kapila e Sanatsujâta, misteriosa trfada que contém o mistério da geração e reencarnação. Sana ou Sanaischara (Sânsc.) — O mesmo que Sani ou o planeta Saturno. No Pan- teão hindu, é filho de Sôrya, o Sol, e de Safijná, a consciência espiritual, filha de Vizva- karman ou, melhor, de Chhâyãâ, a sombra que Safilhâ deixa atrás de si. Literalmente, Sa- naischara significa: “aquele que se move lentamente”, Sanaka (Sânsc.) — Uma planta sagrada, cujas fibras são tecidas para o fabrico de vestimentas amarelas para os sacerdotes budistas. Sananda (Sánsc.) — Nome de um dos quatro filhos de Brahmã. (Ver Kumâras.) Sânanda (Sa-ânanda) (Sânsc.) — “Com felicidade”; gozoso, acompanhado de gozo ou felicidade, Sânandi-Sam&âdhi (Sânsc.) — Samâdhi ou contemplação acompanhado de gozo ou felicidade. (Ver Aforismos de Patafijali, L, 17)

Sandhãá (Sânsc,)

Combinação, composição; união, reunião; conjunto, agregado, Estado ou condição estável e permanente. Sandhabhâchya (Sânse.) — Linguagem enigmática ou por parábolas. Sandhâna (Sâánsc.) — União, associação; combinação; ajuste; ordem, Sandhânita (Sânsc.) — Aderido, ligado; ajustado, adaptado, Sandhi (Sânsc.) — União, conjunção; aliança, coalisão; combinação; intervalo ou tempo de repouso; período de união de dois vugas ou manvantaras. À conjunção das fa- ses positiva e negativa de uma força; é sinônimo de Suchumnã;, à conjunção de dois tan- vas. Quando um rativa passa para outro, o Ákáza intervém, Na realidade, não pode haver mudança de um estado da matéria para outro sem que haja intervenção deste fattva oni- penetrante, Este estado que intervém não é contudo o Sandhi. Através da conjunção táttvica, produz-se sempre um novo conjunto Tatftva, que é indicado pela duração do alento, Assim, quando se unem Agni e Váyu, a duração está em alguma parte entre estes dois. Coisa semelhante ocorre com os outros taítvas. Se as fases positiva e negativa num objeto aparecem em sucessão regular imediata durante algum tempo, pode-se dizer que estão em conjunção (Sandhi). Porém, se vierem de direções opostas e se neutralizam uma à outra, o resultado disso é o Ákãâza ou Suchumnã. Como se vê, há muito pouca diferen- 604

Sandihana

Ver Sandigdha. Sandita (Sánsc.) — Ligado, afeito, dedicado. Sandoha (Sânsc.) — Reunião, multidão, Sanga (Sânsc.) — Apego, afeição, inclinação; interesse; desejo; devoção; reunião; assembléia, mistura; confluente, Sangama (Sânsc.) — Reunião, concurso; encontro; união conjugal; associação; con- Junção, Sangara (Sânsc.) — Contrato, convênio; compromisso; empenho, obrigação. Sangha ou Samgha (Sânsc.) — Assembléia ou corporação de sacerdotes, também chamada Bhikshu Sangha; a palavra “igreja”, usada para traduzir o termo em questão, não expressa seu verdadeiro significado. [Por Sangha entende-se principalmente a con- gregação ou fraternidade dos discípulos de Buddha, ou seja, a Igreja búdica. O Sangha constitui o terceiro ponto do Trirama (ver esta palavra), Sangha significa também: mul- tidão, reunião, grupo, coro, assembléia, legião.)

Sanghai-Dag-po (Tib,)

O “Senhor oculto”; qualificativo daqueles que se absor- veram e se identificaram com o Absoluto, Este termo se aplica aos “nirvânis” e aos “ji- vanmuktas”, Sanghãta (Sânsc.) — Massa, agregado, monte; união, combinação; organismo, cor- po. À imaginação. O terceiro inferno ardente. Sangin (Sânsc.) — Apegado, afeito, inclinado; interessado: desejoso, sos

Sangue

O sangue é a vida do homem e, segundo afirma Levi, “é a primeira encar- nação do fluido universal, a luz vital! materializada. Seu nascimento é a mais maravilhosa de todas as maravilhas da Natureza, vive se transformando perpetuamente, porque é o Proteu universal, Procede de todos os princípios aos quais não existia a menor quantida- de dele e se converte em carne, ossos, cabelos, unhas... lágrimas e suor, Não está sujeito à corrupção nem à morte. Quando a vida desaparece, o sangue começa à se decompor e se sabeis reanimá-lo e infundir-lhe vida através de uma nova magnetização de seus glóbulos, a vida retornará a ele. À substância universal, com seu duplo movimento, é o grande arcano do ser; o sangue é o grande arcano da vida e, como diz Ramatsariar, “contém todos os mistérios secretos da existência"; nenhum ser vivo pode existir sem ele, — Comer sangue é profanar a obra do Criador”. Seguindo a lei universal e tradicional, Moisés proibia à ingestão do sangue das reses. Segundo vários autores que tratam deste assunto, o sangue tem poderosas virtudes ocultas, que os magos e feiticeiros utilizam para suas práticas reprováveis. “O sangue é um fluido muito singular, que produz no in- terior força da força. Se a ferida o retira violentamente do corpo, fará no exterior estra- gos mais feios”, diz Goethe nos Paralipomenos do Fausto, e segundo diz um velho ditado citado por Rodolfo Steiner, “O que tem poder sobre teu sangue, tem poder sobre ti”. (O Significado Oculto do Sangue, de R. Steiner.) — Segundo Paracelso, com os vapores do sangue, pode-se evocar qualquer espírito que se deseja ver; porque suas emanações ad- ministram a certos espíritos (dos mortos ou dos elementos) os materiais necessários para que apareçam temporalmente de um modo visível. Esta afirmação é corroborada por di- versos fatos: os hicrofantes de Baal se faziam profundas incisões no corpo € com seu próprio sangue produziam aparições objetivas e tangíveis. Coisa análoga era feita pelos sacerdotes da Antiguidade, os membros de certa seita na Pérsia, as feiticeiras de Tessália, os yakuis da Sibéria, com seus sacrifícios cruentos, e muitos outros, especialmente em al- guns pontos da Bulgária e Moldávia, (Ver Ísis sem Vén, II, 567 e segs.)

Sangue (Herm,)

Muitos Químicos trabalharam com sangue de animais, tomando-o pela matéria da qual os filósofos fazem o seu magistério. Alguns destes últimos, de fato, deram a este o nome de Sangue ou Sangue humano, Mas, segundo Filaleto, este termo expressa apenas sua matéria ao negro. Sangyas (Tib.) - Nome tibetano de Buddha. Sangye Khado (Sánsc.) — À rainha dos Khados ou gênios femininos; as dákinis dos hindus e as filith dos hebreus. Sanhâra ou Samhãâra (Sânsc.) — Concentração, contração; coleção; compêndio; reabsorção; dissolução; conclusão; destruição; fim; confusão. Uma das divisões do infer- no. Sanhita (Sânsec.,) — Coleção. Sanhitâ (Sânsc.) — Gramaticalmente, é a união de duas letras ou Sandhi. — Univer- salidade; discurso, conjunto de palavras; coleção de textos; coleção de hinos, orações ou invocações; assim, Rigveda- Sanhitã é a coleção de hinos do Rig-Veda, Sanhôti (Sânsc.) — Clamor, tumulto, Sani (Sânsc.) — Dom, oferenda; honra tributada; petição, solicitação. Ponto do hovi- zonte, 606

Sansâra

Ver Samsâra. Sansâragamana (Sânsc.) — O curso da transmigração. Sansáramârga (Sânsc.) — O caminho da vida. Sansarana (Sânsc.) — Transmigração; trânsito de uma existência para outra. Sansarga (Sânsc.) — Mistura, união, conexão; contato; participação, associação, co- munidade de bens; trato, relação; sensualidade; apego às coisas exteriores.

Sansâri (Sânsc,)

Aquele que está sujeito à vida transmigratória, à roda de nasci- mentos e mortes (sâmsara),

Sânscrito ou Sânskrito

Linguagem clássica dos brahmanes, jamais conhecida ou falada em sua verdadeira forma sistematizada (dada mais tarde aproximadamente por Pâ- nini), exceto pelos brahmanes Iniciados, por ser eminentemente uma “linguagem de mistério”. Atualmente se degenerou no chamado prácrito (prákrita). (O sânscrito, como seu nome indica, é a linguagem levada à perfeição. No sânscrito, assim como no hebraico e outros alfabetos, cada letra tem seu significado oculto e sua razão de ser; é uma causa e um efeito de uma causa precedente e a combinação destas produz muitas vezes um efeito sumamente mágico. Às vogais, especialmente, contém as potências mais ocultas e formi- dáveis (Dourmrina Secreta, 1, 121) À raiz do sânscrito, muito erroncamente chamada de “irmão mais velho" do grego, ao invés de mãe, foi a primeira linguagem, atualmente a língua dos Mistérios dos Iniciados da quinta Raça-Mãe. Às línguas semíticas são descen- dentes bastardas das primeiras corruptelas fonéticas dos filhos mais velhos do sânscrito primitivo, (fbid., II, 210) De um autógrafo de Leupol, membro da Academie de Stanistas € co-autor do Dicionário clássico sânscrito-francês, coplo textualmente os seguintes pa- rágrafos: “Gardons te latin, C'est Fidiome de notre sang; le grec, cest le dialecte de notre esprit; mais allons jusquà cette admirable parler des preniers temps de nôtre race, la langue sanscrite, C'est la soeeur ainée de toutes nos tangues; et nous serions de parvenus bien ingrats si nous laissions misérablement perir celle qui sest depouilléêe pour nous ren- dre riches... Féprouve une vraie tristesse en voyvant FEglise se tenir sur la reserve à pro- pos de cette langue e de cette litterature, qui lui fourniraient des arguments solides et de nombreux moyens daction, Nest-çe pas un prétre, un religieux, un missionnaire, un fran- çais, le pére Paulin de Saint Barthelemy, qui le premier fit imprimer una grammaire Sans- crite, en 1790, à Rome, avec approbation du Sacre Collége et sur les instances de la Congrégation établie de propaganda fide, laquelle supporte tous lesfrais de Lentreprise?” Doloroso é reconhecer que, apesar de ser o sânscrito, o grego é o latim, as três línguas clássicas por excelência, a primeira destas seja na Espanha, principalmente, objeto não de indiferença, mas de viva e feroz hostilidade, uma vez que, salvo honrosíssimas exceções, a maior parte dos filósofos deste país juntou suas forças para desprestigiar e diminuir a altíssima importância de tal língua, ao ponto de que um de tais filólogos, segundo afirma o Dr. Gelabert em seu Manual de Língua Sânscrita, sustentar que seu estudo só pode ser utilizado no campo limitado das comparações com o grego e o latim e até afirmar que em vão se esforçam certos gramáticos para demonstrar o contrário, em prólogos pomposos € com vistas interesseiras. E acrescenta o citado Gelabert em uma nota: “A língua sânscrita — segundo se declarou com escândalo numa cátedra de Madrid, por quem se 608

Sansiddha (Sánsec,)

Perfeito, consumado, cumprido; feliz; emancipado. Sansiddhi (Sânsc.,) — Perfeição; êxito; resultado, bem-aventurança, felicidade, bea- titude, santidade, Sanskâra ou Samskâra (Sânsc.) — De sam e kr, literalmente: melhorar, refinar, aperfeiçoar, impressionar, Na filosofia hindu, este termo é usado para designar as im- pressões deixadas na mente pelas ações individuais ou circunstâncias exteriores e susce- tíveis de serem desenvolvidas em alguma ocastão futura favorável e ainda num renasci- mento vindouro. O sanskâra designa, portanto, os germes de propensões e impulsos pro- cedentes de nascimentos anteriores, para serem desenvolvidos nesta ou em futuras en- carnações (janmas), No Tibet, o Sanskãra é denominado de doodyed; na China, é desig- nado como ação ou karma ou, pelo menos, como relacionado a este. Estritamente falan- do, é um termo metafísico, que nas filosofias exotéricas € definido de vários modos; por exemplo, no Nepaul, como ilusão; no Tibet, como noção, e no Ceilão, como discerni- mento, O verdadeiro significado é tal como foi expressado antes.e'como se ehcontra re- lacionado com o karma e Suas operações. Sanskára é um dos cinco' Skandhas ou atribu- tos, no budismo: as “tendências da mente", (Ver Skandhas.) [Na filosóúfia Yoga, Sanskã- ra significa impressão; a marca ou impressão deixada sobre uma coisa por outra, marca que às vezes pode ser chamada à vida; as inmipressões na matéria mental deixadas pelos hábitos; os mesmos hábitos adquiridos. Tal palavra tem também os seguintes significa- dos: preparação; ordenação; cultivo; educação; purificação; sacramento; consagração; qualquer rito ou cerimônia; faculdade anfmica; conceito intelectual; os conceitos (em lin guagem búdica) etc. A palavra sanskâra é sinônimo de Vásana (Râma Prasãd).) Sansparza (Sâánsc.) — Toque, contato; choque; impressão; comunhão, Sanstha (Sânsc.) — Que está, que vive, que habita ou reside; que está contido ou concentrado; que pertence; que descansa em; que depende de; que está possuído de; que participa de; que está unido a. Sansthã (Sânsc.) — Estação; estabilidade; fixidez; estado, condição; forma; mani- festação; aparição; regra, natureza, caráter; ordem estabelecida; conclusão, fim, término; morte. Como adjetivo: situado, residente; assentado; estabelecido, fixo.

Sansthâpana (Sânsc,)

Estabelecimento, restabelecimento, restauração. Sanstuti (Sânsc.) — Elogio, louvor, loa. Sant (Sánsc.) — Bom, justo; honrado; puro; real; nobre; excelente etc, (Ver Sat.)

Santa

Ver Zânia e Zânti.

Santa Chama

Ver: Chama santa, Santamas (Sânsc.) — Obscuridade profunda e geral. Santan (Sônsc.) — Continuidade, série não interrompida; ramificação; conexão; transição; propagação; produção; sucessão, prole, Santâpa (Sánsc.) — Calor, ardor; pena ou paixão que consome, Santâpana (Sânsc.) — Ardente; que causa viva pena ou uma grande paixão, Nome de uma das flechas de Kâma,

Santo dos Santos

Os assiriólogos, os egiptólogos e os orientalistas em geral pro- vam que o lugar em questão existia em todos os templos da Antiguidade. No grande templo de Bel-Merodach, cujos lados estavam voltados para os quatro pontos cardeais, tinha em seu último extremo um “Santo dos Santos” oculto por um véu da vista dos profanos; ali, “no início do ano, senta-se o divino rei do céu e da Terra, o senhor dos céus”, Segundo Heródoto, havia alí a imagem de ouro do deus com uma mesa também de ouro à frente, como a mesa habraica dos pães de proposição, e sobre a qual parece ter si- do colocado alimento. Em alguns templos havia também “um pequeno cofre ou arca com tábuas gravadas de pedra”. (Myer, Qabbalah). Em resumo, agora está muito bem prova- do que o “povo eleito” não tinha qualquer coisa própria original, mas todos os detalhes de seu rito e religião foram copiados de outras nações mais antigas, As Hibbert Lectures do professor Sayce e outros provam sobejamente tal fato. À história do nascimento de Moisés é a de Sargon, o babilônico, que precedeu Moisés em cerca de dois mil anos, e não é de se estranhar que, segundo o Dr. Sayce, o nome de Moisés, Moshed, tenha rela- ção com o nome do deus-Sol babilônico como o “herói” ou “chefe”. (Hib. Lect., pp. 46 e segs.) “As classes sacerdotais — diz J. Myer — estavam divididas em sumos-sacerdotes, os devotos ou ligados a certas divindades, como os levitas hebreus; ungidores ou purífica- dores; os kali, “lustres' ou “anciãos ; os adivinhos e o Makhkhu ou “Grande', no qual o professor Delitzeh vê o Rab-mag [chefe dos magos] do Antigo Testamento... Os acádios e os caldeus guardavam um sábado ou dia de descanso a cada sete dias de trabalho; ti- nham também dias de ação de graças e dias para a mortificação e a oração; havia sacrifí- cios de vegetais e animais, de carnes e vinho... O número sete era especialmente sagra- do... O grande templo da Babilônia existia muito antes do ano 2250 antes de nossa era. Seu *Santo dos Santos' encontrava-se dentro do santuário de Nebo, o profético deus da Sabedoria.” Dos acádios, o deus Mardak passou para os assírios, tendo sido antes Mero- dach, “o misericordioso”, dos babilônios, único filho e intérprete da vontade de Ea ou Hea, a grande Divindade de Sabedoria. Em uma palavra, os assiriólogos retiraram o véu de todo o sistema do “povo escolhido”, Santocha (Sânsc.) — Contentamento, felicidade, bem-estar.

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