Glossário Teosófico
Sânscrito ou Sânskrito
Linguagem clássica dos brahmanes, jamais conhecida ou falada em sua verdadeira forma sistematizada (dada mais tarde aproximadamente por Pâ- nini), exceto pelos brahmanes Iniciados, por ser eminentemente uma “linguagem de mistério”. Atualmente se degenerou no chamado prácrito (prákrita). (O sânscrito, como seu nome indica, é a linguagem levada à perfeição. No sânscrito, assim como no hebraico e outros alfabetos, cada letra tem seu significado oculto e sua razão de ser; é uma causa e um efeito de uma causa precedente e a combinação destas produz muitas vezes um efeito sumamente mágico. Às vogais, especialmente, contém as potências mais ocultas e formi- dáveis (Dourmrina Secreta, 1, 121) À raiz do sânscrito, muito erroncamente chamada de “irmão mais velho" do grego, ao invés de mãe, foi a primeira linguagem, atualmente a língua dos Mistérios dos Iniciados da quinta Raça-Mãe. Às línguas semíticas são descen- dentes bastardas das primeiras corruptelas fonéticas dos filhos mais velhos do sânscrito primitivo, (fbid., II, 210) De um autógrafo de Leupol, membro da Academie de Stanistas € co-autor do Dicionário clássico sânscrito-francês, coplo textualmente os seguintes pa- rágrafos: “Gardons te latin, C'est Fidiome de notre sang; le grec, cest le dialecte de notre esprit; mais allons jusquà cette admirable parler des preniers temps de nôtre race, la langue sanscrite, C'est la soeeur ainée de toutes nos tangues; et nous serions de parvenus bien ingrats si nous laissions misérablement perir celle qui sest depouilléêe pour nous ren- dre riches... Féprouve une vraie tristesse en voyvant FEglise se tenir sur la reserve à pro- pos de cette langue e de cette litterature, qui lui fourniraient des arguments solides et de nombreux moyens daction, Nest-çe pas un prétre, un religieux, un missionnaire, un fran- çais, le pére Paulin de Saint Barthelemy, qui le premier fit imprimer una grammaire Sans- crite, en 1790, à Rome, avec approbation du Sacre Collége et sur les instances de la Congrégation établie de propaganda fide, laquelle supporte tous lesfrais de Lentreprise?” Doloroso é reconhecer que, apesar de ser o sânscrito, o grego é o latim, as três línguas clássicas por excelência, a primeira destas seja na Espanha, principalmente, objeto não de indiferença, mas de viva e feroz hostilidade, uma vez que, salvo honrosíssimas exceções, a maior parte dos filósofos deste país juntou suas forças para desprestigiar e diminuir a altíssima importância de tal língua, ao ponto de que um de tais filólogos, segundo afirma o Dr. Gelabert em seu Manual de Língua Sânscrita, sustentar que seu estudo só pode ser utilizado no campo limitado das comparações com o grego e o latim e até afirmar que em vão se esforçam certos gramáticos para demonstrar o contrário, em prólogos pomposos € com vistas interesseiras. E acrescenta o citado Gelabert em uma nota: “A língua sânscrita — segundo se declarou com escândalo numa cátedra de Madrid, por quem se 608