Uma seita [judaica] constituída pelos seguidores de Zadok, discípulo de Antígono Saccho. Eram acusados de terem negado a imortalidade da alma (pessoal) e a ressurreição do corpo (físico e pessoal). O mesmo fazem os teósofos, embora não ne- guem nem a imortalidade do Ego nem a ressurreição de todas as suas numerosas e su- cessivas vidas, que sobrevivem na memória do Ego. Porém, juntamente com os saduceus — uma seita de ilustrados filósofos, que eram, em relação aos demais judeus, o que os cultos e Wustrados gnósticos eram em relação aos demais gregos, durante os primeiros séculos de nossa era —, negamos a imortalidade da alma animal e a ressurreição do corpo físico, Os saduceus eram os homens sábios e instrufdos de Jerusalém e desempenhavam os mais elevados cargos, tais como sumos-sacerdotes e juízes, enquanto que os fariseus eram quase todos, do primeiro ao último, os pouco escrupulosos hipócritas da Judéia. Sadus (Caild.) — Na mitologia caldéia, constituem uma classe de espíritos ou gênios. Sadvritta (Sâánsc.) — Bem natural; de bem natural; de bons costumes. Saehrimmer (Esc.) — O porco que há no Walhall, do qual comem todos os dias os guerreiros, que morrem no campo de batalha, e que, contudo, está sempre inteiro. Safekh (Eg.) — Escreve-se também Sebek e Sebakh. Deus das trevas e da noite, que tem por emblema o crocodilo, Na lenda e transformação tifoniana, € idêntico a Tífon, Está relacionado com Osíris e Hórus e é o grande inimigo de ambos na Terra. Freqiien- temente é chamado de “triplo crocodilo”. Em astronomia, é idêntico a Makara ou Capri- cômio, o mais místico de todos os signos do Zodíaco,
Pedra preciosa de cor azul. Os filósofos dão o nome de Safira à sua água mercurial. ' Saga (Esc.) — À deusa “que canta as façanhas dos deuses e heróis” e a quem os cor- vos negros de Odin revelam a história do passado e do futuro, segundo o Edda dos anti- gos escandinavos. [Ver Edda e Skaldas.) Sagadgada (Sânsc.) — Balbuciante. Sagandha (Sánsc.) — Odorffero, 586
Elementais ou espíritos da Natureza, Falando dos corpos desta classe de espíritos, diz Paracelso: “Há dois tipos de carne: uma que vem de Adão e outra que não vem de Adão, A primeira é material e grosseira, visível e tangível para nós; a outra é in- tangível e não é feita de terra... Um ser que não descende de Adão pode passar através da matéria sólida sem sofrer qualquer dano, Tanto os seres que não descendem de Adão como aqueles que dele descendem são organizados e têm seu corpo substancial. Mas há tanta diferença entre a substância que compõe seus respectivos corpos como aquela que existe entre à Matéria e o Espírito, Contudo, os elementais não são propriamente espíri- tos, porque têm carne, sangue e ossos; vivem e propagam sua espécie, comem e falam, trabalham e dormem etc. São seres que ocupam um lugar entre os homens e os espíritos, parecendo com os primeiros em sua forma e organização e com os últimos em sua rapi- dez de locomoção. Carecem de princípios superiores e, portanto, não são imortais e, quando morrem, perecem como os animais. Nem a água nem o fogo podem causar-lhes danos e não podem ser encerrados em nossas prisões materiais. Porém estão sujeitos a doenças, Seus costumes, ações, formas, maneiras de falar etc., não são muito diferentes daquelas dos seres humanos, porém há muita variedade. Têm apenas intelecto animal e são incapazes de desenvolvimento espiritual. Estes espíritos da Natureza não são animais; têm razão e linguagem como o homem; têm mente, porém não têm alma espiritual... Têm filhos e estes são como eles. E assim como o homem é feito à imagem de Deus e está mais próximo de Deus, os espíritos elementais são feitos à imagem do homem e dele es- tão mais próximos.” (Lib. Phil, IL, citado por Franz Hartmann em Os Elementais.) Sagara (Sânsc.) — Rei [de Ayodhyã, da raça solar], pai de sessenta mil filhos, que, por terem faltado ao respeito com o sábio Kapila, foram reduzidos a cinzas por um só Olhar dos olhos deste. (Ver Kapila.) Sâgara (Sânsc.) — O oceano, [O rio Ganges recebeu o nome de Sâgara em homena- gem ao rei Sagara,) Sâgarâlaya (Sânsc.) — O deus Varuna, que tem o mar por residência, Sagarbha (Sânsc.) — Irmão. Sagardagan (Sánsc.) — Um dos quatro sendeiros que conduzem ao Nirvâna, Sagotra (Sânsc.) — Linhagem, parentesco,
Os orientalistas mostram sete de tais livros: os Li- vros de Mamit, do Culto, de Interpretações, de Ida ao Hades, dois livros de Orações (Kanmagarri e Kanmikri: Talbot) e o Kantolita, o perdido Saltério assírio.
No Egito, é o de Hórus; na Babilônia, é o deus Bel; na Grécia, é o coração dilacerado de Baco, Seu símbolo era à persea (árvore da Pérsia e do Egito). Seu fruto, que tem forma de pêra, e especialmente sua semente, se parecem com um co- ração, É visto algumas vezes sobre a cabeça de Ísis, mãe de Hórus, com o fruto aberto ao meio, deixando ver claramente a semente cordiforme., Os católicos-romanos adotaram desde então o culto do “Sagrado Coração” de Jesus e da Virgem Maria, Saguna (Sânsc.) — Literalmente: *com gunas”, Dotado de atributos, modos ou qua- lidades (gunas). Saha (Sânsc.) — Paciente, que sofre. Como prefixo, em palavras compostas, signifi- ca: com, juntamente, (Ver Sahaloka.) Sahabhãva (Sânsc.) — Coexistência, 587
Ver Sahasradriz. Sahasrakirana (Sánsc.) — “Que lança mil raios de luz.” O Sol. Sahasrapad (Sânsc.) — “De mu pés.” Epíteto de Brabhimã. Sahasrapâda (Sânsc.) — O Sol, Vishnu, Sahasrâra (Sânsc.) — Que tem mil pétalas (ou folhas). Sahasrâra-padma (Sáânsc.) — Lótus de mil folhas ou pétalas, um dos sete principais padmas ou plexos do corpo, É o lótus (chakra ou plexo) superior, situado na parte mais alta da cabeça (no cérebro ou, como supõem alguns, na própria glândula pineal) e do qual parte o suchumnâá (ver esta palavra), É o sétimo e mais elevado centro, que precisa ser vivificado antes de se alcançar a plena iluminação. Sahasrâra-patra (Sânsc.) — Lótus, Sahâstitã (sahâã-stitã) (Sânsc.) —- Coexistência. Sahâyatã (Sânsc.) — Qualidade ou condição de companheiro ou associado; compa- nhia, reunião, associação. 588
Os escritores modernos falam dele como de um perso- nagem enigmático, Frederico 11 da Prássia costumava dizer que era um homem que nin- guém chegou a compreender, Muitas são as suas “biografias” e cada qual mais descabe- lada é extravagante, Alguns o consideravam como um deus encarnado; para outros, era um hábil judeu alsaciano, À única coisa que se sabe com certeza é que o Conde de Saint Germain (qualquer que fosse seu verdadeiro nome patronímico) tinha direito a seu nome e título, porque havia comprado uma propriedade chamada San Germano, no Tirol ita- liano, e havia pago ao Papa o título. Era de uma galhardia e finura incomuns; sua imensa erudição e suas faculdades lingúísticas eram inegáveis, pois falava inglês, italiano, fran- cês, espanhol, português, alemão, russo, sueco, danês e muitas línguas eslavas e orientais com a mesma facilidade que sua língua nativa, Era imensamente rico; nunca recebeu uma moeda de quem quer que seja — na verdade, nunca aceitou um copo de água nem com- partilhou do pão com qualquer pessoa; antes, pelo contrário, dava os mais extraordiná- rios presentes a todos os seus amigos e também às famílias reais da Europa, Seu talento como músico era maravilhoso; tocava todos os instrumentos, porém o violino era o seu favorito. “Saint Germain rivalizava com o próprio Paganini”, dizia um belga octagená- rio, em 1835, depois de ouvir o “mestre genovês”. “É Saint Germain ressuscitado que toca o violino no corpo de um esqueleto italiano”, exclamava um barão lituano, que havia ouvido a ambos tocar. — Nunca pretendeu possuir poderes espirituais, mas deu provas de ter direito a tais pretensões, Costumava passar de 37 a 49 horas em êxtase profundo, sem despertar, e então sabia tudo o que tinha de saber e demonstrava o fato vaticinando o futuro sem nunca equivocar-se, Foi quem profetizou ante os reis Luís XV e Luís XVl e a infeliz Maria Antonieta. Numerosas testemunhas ainda vivas no início deste século (XIX) atestavam sua memória maravilhosa. Saint Germain podia ler uma folha de papel pela manhã e, embora tenha passado ligeiramente a vista por ela, repetia seu conteúdo, sem errar uma só palavra, dias depois. Sabia escrever com as duas mãos ao mesmo tem- po, redigindo coma direita uma composição poética e com a esquerda um documento di- plomático de suma importância, Lia cartas fechadas, sem necessidade de tocá-las, en- quanto ainda se encontravam na mão do portador, Foi o maior Adepto no que se refere à transmutação dos metais, produzindo ouro e os diamantes mais prodigiosos, artes que, segundo afirmava, havia aprendido com certos brâhmanes da Índia, que lhe ensinaram a cristalização (“vivificação”) artificial do carbono puro. Como diz K. Mackenzie, “em 1780, ao visitar um embaixador francês em Haya, transformou um soberbo diamante em pedaços com um martelo, diamante de sua própria manufatura e cuja duplicata, também fabricada por ele, acabava de vender a um joalheiro por 5.500 lufses de ouro”. Em 1772, em Viena, era amigo e confidente do Conde Orloff, a quem havia socorrido e salvado em São Petersburgo, em 1762, quando se encontrava comprometido nas famosas conspira- 589
Nasceu na França (Ambroise), em 1743, Um grande místico e escritor, que fez seus estudos filosóficos e teosóficos em Paris, durante a Revolução. Foi discípulo fervoroso de Jacob Boehme e estudou sob a direção de Mar- tinez Paschalis e finalmente fundou uma Loja mística semimaçônica, “o Rito Retificado de St. Martin", que tinha sete graus, Foi um verdadeiro teósofo. Atualmente alguns charlatães de Paris o estão parodiando e se fazem passar por Iniciados martinistas, de- sonrando assim o nome do último Adepto. (Ver Martinistas.) Sainya (Sánsc.,) — Exército, hoste. Sairandhrf ou Sairindhrt (Sánsc.) — Servente ou camareira: mulher de casta de- gradada, Epíteto de Draupadi durante sua servidão, (Ver Mahâbhârata.) Sairibha (Sânsc.) - O Svarga ou paraíso de Indra. Sais (Eg.) — Lugar onde foi encontrado o famoso templo de Ísis-Neith, no qual a estátua de Neith estava sempre coberta (Neith e Ísis são sinônimos), com a célebre ins- crição: “Sou tudo o que foi, é e será e nenhum mortal retirará meu véu”. (Ver Sirio,) Saka (Sânsc.) — Literalmente: “o Um” ou Eka. Este termo é empregado para desig- nar o “Dragão de Sabedoria” ou as divindades que se manifestam, consideradas de modo coletivo, Saka (Sânsc.) — Segundo os orientalistas, é o mesmo que os clássicos Sacae, Du- rante o reinado de seu rei Y udhichthira, começou o Kaliyvuga. Sàka (Sánsc.) — Erva, toda substância herbácea comestível. Poder, força. (Ver Sá- ka-dwífpa.) Sâka-dwipa (Sánsc.) -— Um dos sete continentes ou ilhas mencionados nos Purânas (obras antigas), Sakala (Sânsc.) — Completo, inteiro; divisível; que tem partes, Sakalavidyâmaya (Sânsc.) = Que tem todo conhecimento, Sakâma (sa-kâma) (Sânsc.) -- Com desejo; acompanhado de desejo. Sakâma-tapas (Sânsc.) — Devoção, austeridade, mortificação ou sacrifício acom- panhado de desejo egoísta, 590
A pegado, afeiçoado, aplicado, dedicado, ocupado, atento, devoto, Sakti ou Shakti (Sânsc.) — À energia feminina ativa dos deuses; no hinduísmo po- pular, as sakfis são suas esposas ou deusas; no Ocultismo, sakri é a coroa da Luz astral. À Força e as seis forças da natureza sintetizadas. À Energia Universal. [Um poder; a fase negativa de uma força qualquer; a esposa de um deus, sendo o deus a fase positiva da força. (Râma Prasãd)— Ver: Zaktis.) Sakti dhara (Sânsc.) — Literalmente: aquele “que empunha a lança”, título dado a Kârttikeya por ter morto Târaka, um daitya ou gigante-demônio. Este último, embora demônio, parece que foi um Yog1 tão elevado, por causa de sua santidade e suas austeri- dades religiosas, que fazia tremer à sua frente todos os deuses. Isso faz de Kârttikeya, o deus da guerra, uma espécie de São Miguel,
Bana ou “palavra” pronunciada por Gautama Buddha em suas instru- ções orais. Sakwala é um sistema mundano ou, melhor, solar, dos quais há um número infinito no universo, e que denota o espaço até onde se estende a luz de cada Sol. Cada Sakwala contém Terras, infernos e céus (que significam as esferas boas e más, sendo a nossa Terra considerada como um inferno, no Ocultismo); chega à plenitude de sua vida, entra em decadência e, finalmente, é destruído em perfodos que se repetem com regula- ridade, em virtude de uma lei imutável, Na Terra, o Mestre ensinou que nela já haviam existido quatro grandes “continentes” (a Terra dos Deuses, Lemáúria, Atlântida e o “continente” atual dividido nas cinco partes da Doutrina Secreta) é que ainda surgiriam mais três, Os primeiros “não se comunicavam entre si”, sentença que demonstra que Buddha não falava dos atuais continentes conhecidos em seu tempo (uma vez que Párâla ou América era perfeitamente conhecida dos antigos hindus), mas das quatro formações geológicas da Terra, com suas quatro raças-raízes, que já desapareceram, Sâkya (Sânse.) — Nome patronfmico de Gautama Buddha, Sàkyamuni Buddha (Sânsc.) — Nome do fundador do budismo, o grande Sábio, o Senhor Gautama, (Ver Buddha Sic'dhârtha.) 591
Nome que os rosacruzes davam aos elementais do fogo. O animal em questão, assim como seu nome, tem significado sumamente oculto e é muito usado em poesia, Tal nome é quase idêntico em todos os idiomas, Assim, Selamander, em in- glês; samandel, em persa; Salamandala, em sânscrito e Salamandra, em grego, latim, francês, espanhol, italiano, português etc, — [Espíritos que vivem no elemento do fogo (EF. Hartnann).) Saliva da Lua (Alg.) — Mercúrio dos filósofos ou a matéria da qual se extrai este mercúrio, | Salimali (Sánsc.) — Uma das sete zonas [ou dwfpas]; é também uma espécie de ár- vore. [Sáimali ou Shálmali é o nome dado nas histórias antigas ao desaparecido conti- nente da Lemúria.)
Eminente médico e alquimista francês, que viveu na primeira metade do século XVII, Compilou uma obra intitulada Bibliotêque des Philosophes Chimiques, reu- nião de tratados sobre a ciência hermética, entre eles a Tábua de Esmeralda de Hermes, seguida do comentário de Hortulano; A Soma da Perfeição, de Geber; A Turba dos Filá- sofos, de Artéfio; Flamel, o Trevisano, As Doze Chaves da Filosofia, de Basile Valentin; O Triunfo Hermético, À Luz saindo das Trevas, O Azoht, Os Sete Capítulos atribuídos a Hermes etc. Na prefácio desta rara e curiosa coleção, o autor expõe importantes obser- vações sobre a Alquimia, Falando dos enigmas e das intricadas explicações com que foi descrita a preparação da pedra filosofal, diz textualmente: “Se os Filósofos tivessem querido ensinar de modo claro seu Magistério e tentado tornar inteligível tudo o que es- creveram, não haveria necessidade de fazer uma vasta coleção das obras para expor sua ciência. O mais breve de seus tratados nos teria instruído plenamente e facilmente nos tornariam tão sábios quanto eles próprios com muito poucas palavras. (Prefácio da 3º edição, Paris, 1741, pp. CVIL e CVIIT, Todos estes filósofos escreveram nurna lingua- gem muito obscura para não profanar e tornar pública uma coisa tão preciosa, que, se fosse conhecida, causaria desordem e transtornos prodigiosos na sociedade humana, Es- creveram apenas para os filhos da Ciência, isto é, para os que são Iniciados emseus mis- térios e, por esta razão, é muito difícil para os aprendizes entender e decifrar livros, que propositadamente foram escritos por enigmas e estão cheios de contradições. E embora devamos esperar a revelação de tão grande Mistério, principalmente através do Paidas Luzes, certo é que só mediante tais contradições e mentiras aparentes encontramos a verdade; só no meio destes espinhos colheremos esta rosa misteriosa. Só poderíamos en- trar nos ricos jardins das Hespérides, para neles ver esta bela árvore de ouro e colher os frutos preciosos, depois de vencer o dragão que vela sem cessar e impede a entrada, Só podemos ir à conquista deste velocino de ouro através das agitações e balanços deste mar desconhecido, passando por entre estas rochas e depois de ter dominado os monstros terríveis que o guardam (pp. IV e V)... Aqueles que são bastante felizes para adquirir o conhecimento desta arte e a posse deste raro tesouro, por mais malvados e viciados que fossem antes, terão mudado os seus costumes e se tornaram homens de bem; de modo que, não tendo nada mais a desejar neste mundo, suspiram apenas por Deus e pela bem- aventurança eterna, que sem cessar têm diante dos olhos e exclamam como o profeta; “Senhor, só me falta a posse de vossa glória para estar plenamente satisfeito,” (Id. XX), Sam (Sânsc.) — Prefixo equivalente a com, juntamente, dotado, provido ou acompa- nhado de. (Ver Sa.) Sam (Eg.) — Sacerdote que desempenhava um importante papel nas cerimônias fu- nerárias. Era chefe dos sacerdotes de Fta, em Mênfis, durante a sexta dinastia, Suas in- sfgnias habituais eram a pele de pantera e a trança que descia por suas costas. (Pierret, Dict. dArch, Égypt.) 592
Uma das “flores de santidade” (bhâva puchpas). Sama É a quinta, Ou seja, à “resignação”, Há oito de tais flores, a saber: clemência ou caridade, domínio de si mesmo, afeto (ou amor ao próximo), paciência, resignação, devoção, meditação e ve- racidade, Sama é também a repressão de toda perturbação mental, [Esta palavra significa também: igualdade, identidade, semelhança, indiferença, equanimidade, equilíbrio, com- pensação; como adjetivo: igual, idêntico, inalterável, equânime, equilibrado, imparcial, indiferente, desapaixonado, reto, plano etc.) Samã (Sânsc.) — Ano. Sâma (Sânsc.) — Igualdade, identidade, semelhança. Samabhihãâra (Sánsc.) — Repetição, reiteração; excesso, demasia.
“De mesmo ânimo”. Equânime. equilibrado, imparcial, in- diferente. Samâchãâra (Sáânsc.,) — Uso aprovado; conduta honrosa; relato, relação. Samícharan (Sânsc.) -- Que faz, que executa; executor, autor. Samachittatva (Sânsc.)— Igualdade de ânimo, equanimidade. Samada (Sânsc.) — Ébrio, furioso. Samôdâna (Sánsc.) — Observâncias ou práticas diárias dos budistas. Samadarzana (Sânsc.) — Que a tudo vê ou olha com imparcialidade ou de modo igual, Samadarzin (Sânsc.) — Que olha ou vê à tudo com imparcialidade, que vê a identi- dade do Espírito Universal, Samâdhâna (Sânsc.) — Aquele estado em que o yogijá não pode desviar-se do sen- deiro do progresso espiritual, no qual tudo o que é terrestre, exceto o corpo físico, dei- xou de existir para ele, [É a qualidade que torna o estudante incapaz, por natureza, de afastar-se do caminho reto. Todos os interesses egoístas, que tentam desviar o homem do caminho escolhido, perdem seu domínio sobre ele e este vai se aperfeiçoando até atin- gr um grau em que pode, sem vacilar, empreender qualquer ocupação do mundo com a certeza de voltar à sua vida habitual, uma vez cumprida a tarefa que se impôs, (O Ho- mem, Fragmentos de Uma Verdade Esquecida, p. 239.) Samâdhi (Sânsc.) — É um estado de arrebatamento extático completo. Tal palavra deriva das palavras sam-âdha, “posse de si mesmo”, Quem possui tal poder é capaz de exercer um domínio absoluto sobre todas as suas faculdades, tanto físicas quanto men- tais. É o supremo grau do Yoga. [O Samâdhi (contemplação extática ou supraconsciên- cia) é aquele estado em que a concentração mental chega a um ponto tão extremo, que a mente assim fixa unifica-se com o objeto em que se encontra concentrada (ou seja, o Es- pírito), cessando todas as suas transformações, e o asceta perde a consciência de toda in- dividualidade, inclusive a sua própria, e se converte no TODO. O Samádhi é um estado em que a consciência se encontra tão dissociada do corpo, que este permanece insensível, um estado de alienação ou de êxtase, no qual a mente está completamente consciente de si mesma, e do qual volta ao corpo com o conhecimento ou experiências adquiridas durante o mesmo, recordando-os logo que retorna ao cérebro físico. (A. Besant, Intro- dução ao Yoga, p. 18,) — O Samádhi É de dois tipos: Savikalpa (sabija ou samprajíáta- Samâádhi) e nirvikalpa (nirbíja ou asamprajfâta-Samâádhi). O primeiro é aquele em que à mente se encontra em repouso temporal, sem estar completamente absorvida no Espírito; o segundo, o mais elevado, é aquele em que, graças a um desprendimento total supremo, 593
Espécie de sacerdotes magos ou, como dizem alguns, sacerdotes feiticeiros da Tartária ou Mongólia, Não são budistas, mas seguidores da an- tiga religião Bhon do Tibet. Vivem principalmente na Sibéria e países limítrofes, Tanto homens como mulheres podem ser samaneus, Todos eles são magos ou, melhor dizendo, sensitivos ou médiuns artificialmente desenvolvidos, Atualmente aqueles que atuam co- mo sacerdotes entre os tártaros são, em geral, muito ignorantes e estão muito abaixo dos faquires no saber e educação, [É possível que os samaneus sejam os descendentes dos fi- lósofos conhecidos antigamente pelo nome de brachmanes, muitas vezes confundidos com os brahmanes. Outros acreditam que os samaneus são os gimnosofistas de que falam os antigos.) Samanismo -— Culto do espírito, a mais antiga religião da Mongólia, Samaíijasa (Sánsc.) — Próprio, bom, correto, bem-feito; virtuoso; experimentado; apropriação; destino. Samanta (Sánsc.) — Limite, término; de todas as partes; universal, Sâmanta (Sánsc.) — Restritivo; limítrofe, Samanta-bhadra (Sânsc.) — Literalmente: “Sábio Universal”, Nome de um dos quatro Bodhisattvas da Escola Yoga-chârya do Mahãyâna (ou Grande Veículo) de Sabe- doria de tal sistema, Há quatro Bodhisattvas terrestres e três celestiais. Os quatro pri- meiros só atuam nas raças atuais, porém mais ou menos na metade da quinta Raça- Mãe surgiu o quinto Bodhisattva, que, segundo a lenda esotérica, foi Gautama Buddha, mas que, por ter aparecido muito cedo, teve de desaparecer corporalmente do mundo por al- gum tempo. ' Samantabhuj (Sânsc.) — Agni, o fogo. Samanta-prabhãâsa (Sânsc.) — Literalmente: “esplendor universal” ou “luz des- lumbrante”, Nome sob o qual cada um dos quinhentos Arhats perfeitos reaparece como Buddha na Terra, 595