Chuang
Um grande filósofo chinês. Chubilgan (Mong.) — Ou Khubilkhan, Significado idêntico ao de Chutuktu. 115
Glossário Teosófico
Um grande filósofo chinês. Chubilgan (Mong.) — Ou Khubilkhan, Significado idêntico ao de Chutuktu. 115
Às preces para chuva celebradas nos países católicos têm seu precedente no paganismo, Em tempos de secas pertinazes, as mulheres pagãs, após terem jejuado, levavam em procissão as estátuas dos deuses. lam com os pés descalços e os cabelos sol- tos e prontamente começava a chover a cântaros, como diz Petrônio: Et statim urceatim pPluebat (Dictionnaire Philosophique, verbete Idolatrie). Chyavâna (Sânsc.) — Um sábio, filho de Bhrigu, e autor de alguns hinos, Chyuta (Sânsc.) — Este nome significa “o caído” na geração, como diria um caba- lista. É o oposto a achyuta, “que não está sujeito a mudança ou diferenciação”, quabfi- cativo aplicado à Divindade. (Ver Achyuta.)
Do latim cyclus e do grego Kyklos. Os antigos dividiam o tempo em um sem-número de ciclos, rodas dentro de rodas, períodos de duração diversa, sendo que cada um deles marcava o início ou o fim de algum acontecimento cósmico, mundano, ff- sico ou metafísico. Havia ciclos que duravam apenas poucos anos e ciclos de duração imensa, Assim, temos o grande Ciclo Órfico, referente à mudança etnológica das raças, que durou 120,000 anos, e o Ciclo de Cassandro, de 136,000, que produziu uma mudan- ça completa nas influências planetárias e suas correlações entre os homens e os deuses, fato inteiramente perdido de vista pelos astrólogos modernos.
À principal cidade da Atlântida. Degenerada em “antro de iniqgúidade”, foi destruída na grande catástrofe ocorrida cerca de 200,000 anos atrás, (P. Hoult)
Ver Cidade de Nove Portas, Cidade de Nove Portas —- É o corpo físico, freqlientemente denominado “Cidade de Brahma”, com suas nove aberturas, mediante as quais se relaciona com o mundo ex.- terior. (Ver Bhiagavad-Giháã, V,13,)
Nome dado à filosofia esotérica interior, os segredos ensinados antigamente aos candidatos Iniciados, expostos pelos hierofantes na última e suprema Iniciação. São designadas com este nome as ciências ocultas em geral, Os rosacruzes as- sim denominavam a Cabala e especialmente a filosofia hermética. (Chave da Teosofia)
À ciência dos segredos da Natureza física, psíquica, mental e espiritual, conhecida pelo nome de Ciências Herméticas e Esotéricas, No Ocidente, po- de-se citar a Cabala; no Oriente, o misticismo, a magia, a filosofia yoga, aquela a que, muitas vezes, os chelas da Índia referem-se como o sétimo “Darzana” (escola de filoso- fia), sendo necessário notar que, na Índia, há apenas seis darzanas conhecidos pelo mun- do profano. Estas ciências são ocultas do povo e, durante séculos, são assim mantidas pelo fato de que nunca seriam apreciadas pelas classes que receberam uma educação egoísta, nem seriam compreendidas pelas classes incultas. As primeiras podem fazer mau uso de tais ciências, empregando-as em proveito próprio, convertendo assim a ciência divina em magia negra. Várias vezes acusou-se a filosofia esotérica e a Cabala pelo fato de sua literatura estar cheia de “uma gíria bárbara e sem sentido”, incompreensível para as inteligências comuns. Porém não ocorre o mesmo com as ciências exatas, como a ma- temática, a medicina, a fisiologia, a química e outras? Porventura os sábios oficiais não escondem igualmente seus descobrimentos com uma terminologia greco-latina de cunho 116
Há vários “Círculos”, qualificados com adjetivos místicos. Assim temos: 1º) o “Cruzado do Círculo Perfeito” de Platão, que o apresenta cruzado, em forma de X; 2º) a “Dança Circular” das Amazonas ao redor de uma imagem priápica, idêntica à dan- va das Gopís ao redor do Sol (Krishna), as pastoras que representam os signos do Zodía- co; 3º) o “Círculo da Necessidade”, de 3.000 anos, dos egípcios e ocultistas, sendo de 1.600 a 3,000 o tempo médio de duração do ciclo entre os renascimentos ou reencarna- ções, Este assunto será tratado no verbete Renascimento ou Reencarnação.
Desta cerimônia religiosa fez-se uma lei para todos os descendentes varões de Abraão e, assim, a circuncisão velo a se constituir na marca distintiva do cha- mado “povo de Deus”, Os judeus davam a todos os infiéis o nome de incircuncisos, O próprio Jesus foi submetido a esta operação cruenta, sendo a “Circuncisão do Senhor" à primeira festa celebrada todos os anos pela Lereja.
É a faculdade inata ou adquirida através de certa educação oculta, de ouvir tudo o que se diz a qualquer distância.
À faculdade de ver com o olho interior ou visão espiritual. Tal co- mo empregada atualmente, é um termo vago e pretencioso, que abrange em seu signifi- 117
Pai da Igreja e escritor fecundo, que havia sido neo- platônico e discípulo de Ammonio Saccas. Viveu entre o segundo e o terceiro séculos de nossa era, em Alexandria,
O poder específico oculto contido em todas as coisas; a força da vida, que nos vegetais sobe das raízes para o tronco, folhas, flores e sementes, fazendo com que estas produzam um novo organismo, (F. Hartmann) Coagulação (Alg.) — Termo da Física e da Química. É o elo da composição dos mistos, que faz a ligação mútua das partes. À coagulação É apenas o rudimento da fixa- ção. Há dois tipos de coagulações, bem como dois tipos de soluções. Uma é feita pela via fria, a outra pela quente, e cada uma subdivide-se ainda em outras duas; uma é perma- nente, a outra não. À primeira denomina-se fixação e a outra, simplesmente, coaguinção. Os metais são um exemplo da primeira, os sais da segunda. À coagulação fuosófica é a reunião inseparável do fixo do volátil numa massa tão fixa que não teme os ataques do fogo mais violento e comunica sua fixidez aos metais que transmuta, Coágulo (Alq.) — Coalho. Coagular (Alg.) — Em termos de Química Hermética, significa dar consistência às coisas líquidas, não as transformando em corpos compactos ou cujas partes sejam liga- das, como aquelas do queijo obtido do leite, mas retirando sua umidade supérflua e redu- zindo o líquido a pó e, depois, a pedra. Os filósofos químicos chamam também de coa- gular, cozer a matéria até a perfeição do branco ou do rubro. Codex Nazaraeus (Lat.) — O Livro de Adão (é preciso notar que este último nome significa anthropos, homem ou humanidade). O Credo Nazareno é chamado, algumas vezes, de “sistema bardesiano”, embora pareça que Bardesanes (228 a 155 a.C.) nada te- nha a ver com ele, O certo é que nasceu em Edessa (Síria) e foi um famoso astrólogo e sabeu, antes de sua suposta conversão; porém, por outro lado, era um homem bem-edu- cado e de família nobre e não teria utilizado o quase incompreensível dialeto caldeu-si- ríaco misturado com a misteriosa linguagem dos gnósticos, na qual o Codex está escrito. À seita dos Nazarenos era pré-cristã. Plínio e Josefo falam dos Nazaritas, dizendo que tinham residência às margens do Jordão, 150 anos a.C. (Anr. Jud., XIII, p. 9), e Munk afirma que “o Nazaritismo (Naziareate) era uma instituição fundada antes das leis de Musah” ou Moisés (Munk, p. 169). Em árabe, seu nome moderno é Ei Mogtasila;, nos idiomas europeus designam-se os Nazarenos pelos nomes de Mendaítas (Mendeanos ou Mandeanos) ou “Cristãos de São João” (ver Batismo). Porém, se a palavra “batistas” pode ser bem aplicada aos mesmos, não o é com o significado cristão, pois, enquanto eles eram e ainda são sabeus ou astrólatras puros, os mendaítas da Síria, chamados “galileus”, são politeístas puros, como o pode comprovar qualquer viajante na Síria e no Eufrates, uma vez informado de seus misteriosos ritos e cerimônias. (Ver Ísis sem Véu, II, 290 e sS., ed. inglesa). Desdo o princípio, conservaram suas crenças tão secretas que Epifânio, que escreveu contra as Heresias no séc.XIV, confessa-se incapaz de dizer em que acre- ditavam os Nazarenos e limita-se a consignar que estes não mencionam nunca o nome de Jesus nem se intitulam cristãos (obra citada, 190). Contudo, é inegável que algumas das supostas opinioes filosóficas e doutrinas de Bardesanes encontram-se no Códice dos Na- zarenos. (Ver Norberg, Codex Nazaraeus ou o Livro de Adão e também Mendaitas.) 118
Célebre tesoureiro da França, nascido em 1408, que obteve tão importante cargo através da magia negra, Era tido como grande alquimista e chegou a adquirir uma fortuna fabulosa. Porém em pouco tempo foi desterrado e, depois de se re- tirar para a ilha de Chipre, ali morreu no ano de 1460, deixando enorme fortuna, lendas inumeráveis e má reputação.
Era um colégio da Babilônia muito famoso, durante os pri- meiros séculos do Cristianismo, Sua fama, contudo, foi muito obscurecida pela aparição de mestres helênicos em Alexandria, tais como Filon, o Judeu, Josefo, Aristóbulo e ou- tros. Os primeiros vingaram-se de seus afortunados rivais, qualificando os alexandrinos de teurgos e profetas impuros, Porém os alexandrinos, crentes na taumaturgia, não eram considerados como pecadores ou impostoures, quando os judeus ortodoxos encontravam- se no topo de tais escolas hazim. Estes eram colégios que ensinavam profecias e ciências ocultas, Samuel era chefe de um desses colégios, em Ramah; Eliseu, em Jericó, Hillel ti- nha uma academia regular para profetas e videntes e o próprio Hillel, discípulo do colé- - gio babilônico, foi o fundador da seita dos fariseus e dos grandes rabinos ortodoxos. Coliridianos ou Collyridianos [Do gr. coilyris, bolo ou pãozinho] — Seita de gnós- ticos dos prinieiros séculos do Cristianismo, que transferiram seu culto e adoração de Astoreth Jou Ástarté] para Maria, como virgem e rainha dos céus, Considerando as duas como idênticas, ofereciam, em certos dias, para a última, como tinham oferecido à pri- meira, bolos e tortas, com sínibolos sexuais inscritos neles,
Nasceu em 1524, Foi o melhor astrólogo do séc. XYl e um cabalista melhor ainda. Gastou uma fortuna no esclarecimento de seus mistérios. Diz-se que morreu envenenado por um judeu rabino-cabalista.
Alsaciano, nascido em Orléans, segundo K. Mackenzie: outros autores dizem que era judeu que, graças a seus estudos astrológicos, foi protegido por Carlos Vil e Luís XI e que exerceu má influência sobre este último.
Ver Coliridianos.
Ver Saint-Germain.
Ver (Os) Sete Princípios do Homem.