Glossário Teosófico

Consulte um termo

Verbetes: C

Cruz jaina

É o mesmo que Svástika, Martelo de Thor, ou Cruz hermética, Cubit (Alg.) — Terra ou enxofre vermelho dos Sábios.

Cubitali (Lat)

“Que tem a altura de um côvado”, Ver Gnomos, Pigmeus, Ele- mentais.

Cubos

Este nome é aplicado aos Barichad-Pitris (uma classe de anjos), por terem dominado a matéria em sua forma quádrupla, O cubo perfeito simboliza os seres angeli- cais, (Doutrina Secreta) Cucurbita (Alg.) — Forno secreto dos filósofos; algumas vezes, o vaso que contém à matéria do forno secreto, no qual se coze e se digere a matéria da Arte Hermética,

Culto da lebre

À lebre era sagrada em muitos países e especialmente entre os egípcios e os hebreus, Embora estes últimos considerem-na como um animal impuro, un- gulado, impróprio para comer, algumas tribos tinham-na como sagrada, e a razão disso era que, em certas espécies, o macho amamentava sua ninhada. A lebre era, portanto, considerada como animal andrógino ou hermafrodita e assim representava um atributo do Demiurgo ou Logos criador. À lebre era um símbolo da Lua, na qual, segundo dizem os judeus, até hoje se pode ver a face do profeta Moisés, Além disso, a Lua está relacio- nada com o culto de Jehovah, uma divindade que é, por excelência, o deus da geração; talvez também, pelo mesmo motivo, Eros, o deus do amor sexual, é representado carre- gando uma lebre. Este animal era também consagrado a Osíris. Lenormant escreve que a lebre “devia ser considerada como símbolo do Logos... o Logos devia ser hermafrodita e, como sabemos, a lebre é um tipo andrógino”,

Culto da vaca

À idéia de um tal culto é tão errônea como injusta. Nenhum egfp- cio adorou à vaca nem há atualmente qualquer hindu que a adore, embora tanto a vaca como o touro fossem sagrados então, como o são hoje, mas unicamente como símbolo físico natural de um ideal metafísico, exatamente como uma igreja fabricada com ladri- lhos e argamassa é sagrada para os cristãos civilizados simplesmente por causa de seus muros, À vaca era consagrada a Ísis, a Mãe universal, a Natureza, e a Hathor, princípio feminino da Natureza, ambas as deusas associadas ao Sol e à Lua, como o provam o dis- co e os cornos (meia-Lua) da vaca, (Ver Hathor e Isis.) Nos Vedas, a aurora da criação é representada por uma vaca. Esta aurora é Hathor e o dia, que a ela se segue, ou seja, a 125

Culto de Íbis

À fbis, Hab em egípcio, era consagrada a Toth, em Hermópolis. Chamavam-na de mensageiro de Osíris, porque é o símbolo da sabedoria, do discerni- mento e da pureza, haja visto que tal ave aborrece a água por pouco impura que seja, Tem grande utilidade por devorar os ovos dos crocodilos e das serpentes, e suas creden- ciais, para receber honras divinas como símbolo, eram: a) suas asas negras, que a relacio- nam com as trevas primitivas ou o Caos; e b) sua forma triangular, por ser o triângulo a primeira figura geométrica e um símbolo do mistério da Trindade. Até hoje, a bis é uma ave sagrada entre algumas tribos de coptas, que vivem ao longo do Nilo.

Culto do Disco

Era muito comum no Egito, porém não nos últimos tempos, pois começou com Amenófis HI, que era dravidiano e o trouxe da Índia Meridional e Ceilão, Era o culto do Sol sob outra forma, o Aten-Nephru, sendo necessário notar que Aten-Ra era idêntico a Adonai dos judeus. o “Senhor dos céus” ou o Sol. O círculo ou disco alado era emblema da Alma. O Sol foi durante um tempo o símbolo da Divindade Universal, que brilha sobre o mundo inteiro é sobre todas as criaturas. Os sabeus consideravam o Sol como o Demiurgo e uma Divindade Universal, como o faziam os hindus e ainda hoje os zoroastrianos, O Sol é inegavelmente 0 único criador da Natureza física, Lenormant, apesar de suas crenças cristãs ortodoxas, viu-se obrigado a confessar a semelhança entre o culto do disco e o culto hebreu, “Aten representa Adonai, ou Senhor, o Tammuz assf- rio é o Adonis sírio...” (The Gr. Dionys. Myth).

Culto do Touro (ver Ápis)

O culto do touro e do carneiro era tributado a um só e mesmo poder, o da criação geradora, sob dois aspectos: o celeste ou cósmico e o terres- tre ou humano. Os deuses de cabeça de carneiro pertencem todos a esse último, enquanto os de cabeça de touro pertencem ao primeiro dos aspectos, Osíris, a quem o touro era consagrado, nunca foi considerado como divindade fálica, nem mesmo Shiva com seu touro Nandi, apesar do lingam. Como Ápis, Nandi é da cor pura do leite. Ambos consti- tufam emblemas do poder gerador ou evolutivo no Kosmos universal. Aqueles que con- sideram os deuses solares e os touros como de caráter fálico, ou o relacionam com o Sol, incorrem em erro, Somente os deuses lunares, os carneiros e os cordeiros são priápicos, e isso convém muito pouco a uma religião que, embora inconscientemente, desde sempre adotou para seu culto um deus proeminentemente lunar e acentuou sua preferência es- colhendo o cordeiro (cujo pai é o morueco, detalhe também proeminentemente fálico) para seu símbolo mais sagrado -— para difamar outras religiões mais antigas por usar igual simbolismo. O culto do touro, Ápis, Hapi Ankh ou o Osíris vivente, deixou de existir há cerca de 3,000 anos. O culto do carneiro e do cordeiro permanece até hoje, Mariette Bey descobriu, próximo a Mênfis, o Serapeum, necrópole de touros Ápis, imponente cripta subterrânea de dois mil pés de comprimento e vinte de largura, que contém as múmias de trinta touros sagrados. Se daqui a mil anos fosse descoberta, sob as cinzas do Vesúvio ou do Etna, uma catedral católico-romana com seu cordeiro pascal, poder-se-ia perdoar as gerações futuras por inferir que os cristãos eram adoradores do “cordeiro” e da 126

Culto fálica ou Culto Sexual

Veneração ou adoração àqueles deuses ou deusas que, como Shiva e Durgê na Índia, simbolizam respectivamente os dois sexos. (Chave da Teosofia) Ver Fálico, Linga etc.

Curetes

Sacerdotes Iniciados da antiga Creta, que estavam a serviço de Cibeles. À Iniciação em seus templos era muito severa; durava vinte e sete dias, durante os quais o aspirante era deixado sozinho numa cripta, sofrendo provas terríveis. Pitágoras foi Ini- ciado em tais ritos e saiu vitorioso. Cutha -- Antiga cidade da Babilônia, cujo nome foi dado a uma tábua que apresenta um relato da “criação”. A “Tábua de Cutha” fala de um “templo de Sittam”, no santuá- rio de Nergal, o “gigante rei da guerra, senhor da cidade de Cutha”, que é puramente esotérico. Deve ser lida simbolicamente, se surgir a ocasião.

Cynocéphalus

Ver Cinocéfalo. Cythraul (Celt.) — Este nome é nada mais do que a personificação de Annufna (ver). Não designa nem Satã nem Ahriman; expressa um elemento de Necessidade, de negação, À seguinte passagem, de Sion Cent, específica bem a natureza de Cythraul: “Nada de vi- da, nada de tendência em Cythraul. É elemento de Necessidade, de trevas, sem vida, sem distinção de existência ou de personalidade, Não é mais do que vazio, morte, nada” (Barddas, vol.D. (E. Bailly) nR7

Círculo de leitura

Receba novos textos e percursos de estudo.