Glossário Teosófico

Clisus

O poder específico oculto contido em todas as coisas; a força da vida, que nos vegetais sobe das raízes para o tronco, folhas, flores e sementes, fazendo com que estas produzam um novo organismo, (F. Hartmann) Coagulação (Alg.) — Termo da Física e da Química. É o elo da composição dos mistos, que faz a ligação mútua das partes. À coagulação É apenas o rudimento da fixa- ção. Há dois tipos de coagulações, bem como dois tipos de soluções. Uma é feita pela via fria, a outra pela quente, e cada uma subdivide-se ainda em outras duas; uma é perma- nente, a outra não. À primeira denomina-se fixação e a outra, simplesmente, coaguinção. Os metais são um exemplo da primeira, os sais da segunda. À coagulação fuosófica é a reunião inseparável do fixo do volátil numa massa tão fixa que não teme os ataques do fogo mais violento e comunica sua fixidez aos metais que transmuta, Coágulo (Alq.) — Coalho. Coagular (Alg.) — Em termos de Química Hermética, significa dar consistência às coisas líquidas, não as transformando em corpos compactos ou cujas partes sejam liga- das, como aquelas do queijo obtido do leite, mas retirando sua umidade supérflua e redu- zindo o líquido a pó e, depois, a pedra. Os filósofos químicos chamam também de coa- gular, cozer a matéria até a perfeição do branco ou do rubro. Codex Nazaraeus (Lat.) — O Livro de Adão (é preciso notar que este último nome significa anthropos, homem ou humanidade). O Credo Nazareno é chamado, algumas vezes, de “sistema bardesiano”, embora pareça que Bardesanes (228 a 155 a.C.) nada te- nha a ver com ele, O certo é que nasceu em Edessa (Síria) e foi um famoso astrólogo e sabeu, antes de sua suposta conversão; porém, por outro lado, era um homem bem-edu- cado e de família nobre e não teria utilizado o quase incompreensível dialeto caldeu-si- ríaco misturado com a misteriosa linguagem dos gnósticos, na qual o Codex está escrito. À seita dos Nazarenos era pré-cristã. Plínio e Josefo falam dos Nazaritas, dizendo que tinham residência às margens do Jordão, 150 anos a.C. (Anr. Jud., XIII, p. 9), e Munk afirma que “o Nazaritismo (Naziareate) era uma instituição fundada antes das leis de Musah” ou Moisés (Munk, p. 169). Em árabe, seu nome moderno é Ei Mogtasila;, nos idiomas europeus designam-se os Nazarenos pelos nomes de Mendaítas (Mendeanos ou Mandeanos) ou “Cristãos de São João” (ver Batismo). Porém, se a palavra “batistas” pode ser bem aplicada aos mesmos, não o é com o significado cristão, pois, enquanto eles eram e ainda são sabeus ou astrólatras puros, os mendaítas da Síria, chamados “galileus”, são politeístas puros, como o pode comprovar qualquer viajante na Síria e no Eufrates, uma vez informado de seus misteriosos ritos e cerimônias. (Ver Ísis sem Véu, II, 290 e sS., ed. inglesa). Desdo o princípio, conservaram suas crenças tão secretas que Epifânio, que escreveu contra as Heresias no séc.XIV, confessa-se incapaz de dizer em que acre- ditavam os Nazarenos e limita-se a consignar que estes não mencionam nunca o nome de Jesus nem se intitulam cristãos (obra citada, 190). Contudo, é inegável que algumas das supostas opinioes filosóficas e doutrinas de Bardesanes encontram-se no Códice dos Na- zarenos. (Ver Norberg, Codex Nazaraeus ou o Livro de Adão e também Mendaitas.) 118

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