Glossário Teosófico

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Verbetes: O

Odur (Esc)

É o esposo humano da deusa Freya, um descendente da estirpe divi- Ba, na mitologia do Norte.

Oenoho ou Oeaohoo

É o Um; o primeiro Logos não manifestado; o Pai- Mãe dos deuses; o “Seis em Um” ou a Raiz setenária, da qual tudo procede. Tudo depende do acento dado a estas sete vogais, que podem ser pronunciadas como uma, três e até sete sílabas, acrescentando um e após o o final. Este nome místico é revelado porque, sem um completo domínio de sua tripla pronúncia, permanece sempre ineficaz. Diz-se que é “Um” referindo-se à não separação de tudo quanto vive e tem seu ser, seja em estado ativo, seja em passivo. Em certo sentido, Oeaohoo é a Raiz sem raiz de Tudo e, portanto, é uno com Parabrahman; noutro sentido, é o nome que se dá à Vida Una manifestada, à eterna Unidade vivente. À “Raiz” significa o eterno Sar, a perene Realidade incondicio- nada, seja Parabrahman, seja Múlaprakriti, porque ambos são os dois símbolos do Uno. “Contempla... a refulgente glória sem par, o Espaço luminoso, filho do Espaço obscuro, que surge das profundezas das grandes Águas negras. É o Oeaohoo, o mais jovem (a “Nova Vida”), o * * * (a quem tu conheces agora como Kwan-Shai-Yin), Brilha como o Sol, é o resplandescente Dragão divino de Sabedoria (o Logos, o Verbo do Pensamento Divino). Contém em si mesmo as sete Hostes Criadoras (Sephiroth) e, assim, é a essência da Sabedoria manifestada. Aquele que se banha na luz de Oceaohoo jamais será enganado pelo vêu de Máyãá [ilusão]”, (Estâncias de Dzyan, 11, 7 e comentário)

Oesaihu ou Oeaihwu

À maneira de pronunciar esta palavra depende do acento. É um termo esotérico aplicado aos seis em um do místico sete. O nome oculto para desi- gnar a sempre presente manifestação do Princípio Universal “de sete vogais”.

Oferendas

Dons oferecidos às divindades. As oferendas mais antigas consistiam em frutas da terra, pão, vinho, azeite, sal, leite, manteiga, reses etc. Os parses não 434

Ofiolatria (do grego ophis, serpente, e latreia, adoração)

Adoração ou culto das serpentes. Ofiomancia (do grego ophis, serpente, e manteia, adivinhação) -— Como expressa seu nome, era a adivinhação através das serpentes, Este meio de saber o futuro era muito usado entre os antigos e vários exemplos são encontrados nos poetas. Consistia em tirar presságios nos diversos movimentos de tais répteis.

Ofiomorfo (de ophis, serpente, e morphé, forma)

Literalmente, “que tem forma de serpente”, O mesmo que Ofis, porém em seu aspecto material, como o Ophis-Chris- tos. Entre os gnósticos, a serpente representava a “Sabedoria na Eternidade”. (Ver Ofis.) Ofiozenes (do grego Ophiozenes) —- Nome dado em Chipre aos encantadores de serpentes venenosas e outros animais,

Ofis (Gphis em grego)

O mesmo que Chnufis ou Knef, ou Logos; o deus-serpente ou Agathodaemon. Ofis é também a Sabedoria divina ou Christos. (Ver Ennoia.)

Ofitas (do grego Ophites)

Fraternidade gnóstica do Egito e uma das mais primiti- vas seitas do Gnosticismo ou Gnosis (sabedoria, conhecimento), conhecida pelo nome de “Irmandade da Serpente”. Floresceu no início do séc. II e, embora sustentasse alguns dos princípios de Valentino, tinha seus próprios ritos ocultos e sua simbologia. Uma ser- pente viva, que representava o princípio — Crhistos (isto é, a Mônada Divina que se reen- carna no Jesus, o homem), -— era exibida em seus mistérios e venerada como símbolo de Sabedoria, Sophia, representáção de todo-bom e do todo-sábio. Os gnósticos não cons- tituíam uma seita cristã; na acepção comum da palavra, como o Christos do conceito pré- cristão e da Gnrosis não era o “Deus-homem”" Cristo, mas o Ego divino, unificado com o Buddhi. Seu Crhistos era o “eterno Iniciado”, o Peregrino, representado por centenas de símbolos ofídios, alguns milhares de anos antes da era dita “cristã”. Isso pode ser visto na “tumba de Belzoni” do Egito, em forma de serpente alada com três cabeças (Amâ-Buddhi-Manas) e quatro pernas humanas, que simbolizavam seu caráter andrógi- no; nos muros da baixada das câmaras sepulcrais de Ramsés V encontra-se sob a forma de serpente com asas de abutre, sendo necessário advertir que o abutre e o falcão são emblemas solares, “Os céus estão rabiscados de inumeráveis serpentes”, escreve Hers- chel falando do mapa celeste dos egípcios. “O Meissi (Messias?), que significava a Pala- vra sagrada, era uma boa serpente”, diz Bonwick em seu Crença Egípcia. “Esta ser- pente de bondade, com sua cabeça coroada, estava montada sobre uma cruz e constitufa o estandarte sagrado do Egito.” À este “Sanador” e “Salvador” é que se referiam os ofitas e não a Jesus nem às suas palavras. “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim convém que seja levantado o Filho do Homem”, segundo disse ao explicar o signi- ficado de sua ofis. Tertuliano, sabendo ou não, fazia uma mescla dos dois. À serpente com asas é o deus Chnufis. À boa serpente levava a cruz da vida ao redor de seu pescoço ou suspensa pela boca. Às serpentes aladas passaram a ser os Serafins (Seraph, Saraph) dos judeus. No capítulo 87 do Ritual (Livro dos Mortos), a alma"hurhana transformada em Bata, a serpente onisciente, diz: “Eu sou a serpente Ba-ta, de longos anos, Alma da Al- ma, sepultada e nascida todos os dias; sou a Alma que desce à Terra”, isto é, o Ego. 435

Og

Nome de um gigante, rei de Basán, mencionado por Moisés (Deuteronômio, 111, 11), e cuja cama de ferro possufa nove codos de comprimento por quatro de largura. Segundo os rabinos, era um dos antigos gigantes que viveram antes do Dilúvio e que se salvou do cataclisma subindo sobre o telhado da arca de Noé,

Ogam

Ver, Ogham. Ogdôada (Gr.) — À tétrada ou “quaternário”, ao se refletir, produz a ogdôada, o “oito”, segundo os gnósticos marcosianos. Os oito grandes deuses foram denominados de a “sagrada Ogdôada”, [De certo modo, a Ogdôada é Aditi com seus oito filhos. (Doutrina Secreta, 1, 101)] Ogha (Sánsc.) — Reunião, massa, abundância, multidão; rio, torrente, caudal; cole- ção de preceitos; ensinamento, instrução, tradição, Ogham ou Ogam (Celt.) — Linguagem misteriosa das raças celtas primitivas, usada pelos druidas. Uma das formas desta linguagem consistia na associação de folhas de cer- tas árvores com as letras, À isso era dado o nome de Beth-luis-nion-Ogham e, para for- mar palavras e frases,as folhas eram penduradas na devida ordem num cordão. Godfrey Higgins indica que, para completar a confusão, interpunham-se entre tais folhas outras que nada significavam, (W. W, W.) Alfabeto simbóloco, melhor dizendo, mágico, de que se serviam os mystes antigos para alguns encantamentos, cujo caráter musical não pode ser colocado em dúvida. Provavelmente derivam de tal termo as palavras musicais gama, gamma ou gamut dos ingleses, (E, Bailey) Ogir ou Hler (Esc.) — Um chefe dos gigantes e aliado dos deuses, no Edda. O mais elevado dos deuses das águas, equivalente ao Okeanos grego.

Ogmio (Ogmius)

Deus da sabedoria e eloquência entre os druidas; de certo modo é, pois, Hermes, Ogygia (Gr.) — Antiga ilha submersa, conhecida pelo nome de Calipso e identificada por alguns com a Atlântida. Em certo sentido isso é exato. Porém,então, que parte da Atlântida seria, já que esta última era um continente? Oha (Sânsc.) — Atenção, serviço, favor; conceito, idéia, noção. Ohabrahman (Sânsc.) — Brahmâne verdadeiro, Ohas (Sânsc.) — Conceito, noção, idéia,

Oi- Ha-Hou

Permutação de Oeaohoo. O significado literal dessa palavra, entre os ocultistas orientais do Norte, é um vento circular, um torvelinho; porém, neste caso, é um termo utilizado para expressar o eterno e incessante Movimento Cósmico, ou melhor, a Força que o produz, a Força tacitamente admitida como uma Divindade, mas que nun- ca é denominada, É o Kárana [causa] etemo, a Causa sempre operante. (Doutrina Se- creta, 1, 120, nota.)

Oitava Esfera

Pouquíssimo é o que se revelou desta misteriosa esfera, que deve continuar sendo um arcano oculto de obras tais como a Doutrina Secreta, apesar da afirmação algo aventureira de Sinnet de que “não há agora muito mistério no enigma da oitava esfera”, E preciso colocar em julgamento algumas das afirmações feitas a esse respeito em certas obras, como o Buddhismo Esotérico. As personalidades que, por suas continuadas obras más, desviam-se constantemente do caminho da reta evolução, podem ver-se separadas da Origem de seu ser e passar a uma região conhecida pelo nome de “Oitava Esfera”, para ali serem desintegradas e resolvidas em seus elementos cósmicos. (P. Hoult) (Ver Naraka) 436

Olaeus Borrichius

Autor de uma obra em latim intitulada De ortu et progressu chemiae (Origem e Progresso da Química), na qual remonta a Alquimia aos tempos bíbli- cos, situando seu berço nas oficinas de Tubalcain. Oleum Ardens (Aig.) — Ólco de tártaro rotificado, Óleum Colchotharinum (Alg.) — Óleo vermelho de vitriol. Oleum Palestrinum (Alg.) — Vinagre. Oleum Vitrio!li Aurificatum (A/g.) — Óleo de vitrio edulcorado com ouro. É pro- priamente o óleo incombustível dos filósofos.

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