Glossário Teosófico

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Verbetes: O

Ostraca

Este nome é utilizado para designar alguns textos em escrita egípcia, copta ou grega, traçados em fragmentos de vasilhas de barro, jarros ou pedaços le pe- dra, quando o papiro tinha um preço muito elevado. (Pierret, op. cit.)

Otto-Tackenius

Célebre alquimista, que descobriu um processo para obter o al- kahest, mênstruo ou dissolvente universal. Otz (Hebr.) — “Árvore”, a Árvore do Jardim do Éden, a dupla vara hermafrodita, O valor das letras que compõem tal palavra é 7 e 9, sendo o sete o sagrado número femi- nino e o nove o número da energia fálica ou masculina. (Doutrina Secreta, 1, 139 e TI, 227) Otz-Chiim (Hebr)—- À Árvore da Vida, ou melhor de Vidas, Nome dado aos dez Sephiroth ordenados num diagrama de três colunas. (W. W. W) Ouadj ou Ouadji (Eg.) — Deusa que simboliza o Norte e oposta a Nejeb (ou Ne- kheb), a deusa da Melodia ou do Sul. É uma forma de Sejet (ou Sekhet), (Pierret)

Ouas (Es)

Nome hieroglífico do cetro, que certos deuses levavam na mão; termi- na em uma cabeça de lebre com as orelhas para trás, suposto emblema da quietude, (!- dem) Oudja (Eg.) — Olho simbólico ou sagrado. Os dois oudjas são os dois olhos do Sol, frequentemente personificados por Shou e Tewnout. Segundo o sistema de M. Grébaut (Hino a AâÁmmon-Ra), o Sol, em seu curso do leste para o oeste, olha com um de seus olhos para o Norte e com o outro para o Sul, razão pela qual as duas regiões do Egito e as duas regiões do céu são denominadas de oudjas. As duas asas do disco são freqiente- mente substituídas por dois olhos. Os dois oudjas também designam o Sol e a Lua, À palavra oudja significa: “saúde”, “bem-estar”. (Ibidem) Oulam ou Oulom (Hebr.) — Esta palavra não significa “eternidade” ou duração in- finita, como se encontra traduzida nos textos, mas significa simplesmente um vasto pe- ríodo de tempo, cujo princípio e cujo fim não se conhece. À palavra “eternidade”, pro- priamente dita, não existe na língua hebraica com a significação aplicada pelos vedanti- nos ao Parabrahman, por exemplo. (Doutrina Secreta, 1, 378)

Ouphnekhat

É o mesmo que Upanichad, diferenciando-se ambas as palavras unicamente segundo o método de transliteração adotado.

Ovo Áureo

Também chamado de “Ovo Luminoso” ou “Invólucro áureo”. É uma espécie de aura magnética, sutilíssima, invisível, de forma ovalada, que envolve cada ho- mem e que é a emanação direta: 1º) do Raio âtmico em seu triplo aspecto de criador, conservador e destruidor (ou regenerador) e 2º) do Buddhi-Manas. O sétimo aspecto deste Aura individual é a faculdade de assumir a forma do corpo e se converter no “Ra- diante”, o luminoso Augoeides (ver), No momento da morte, o Corpo áureo assimila a essência do Buddhi e do Manas e se torna o veículo destes princípios espirituais, que não são objetivos, e recebendo do alto a radiação plena do Átman, ascende como Manas Tai- jasi, o estado devachânico. (Doutrina Secreta, 111, 445-446) Pelo fato de refletir todos os pensamentos, palavras e ações do homem, o Ovo áureo é o conservador de cada registro Kármico e também é o armazém de todos os poderes humanos, bons ou maus, recebendo e distribuindo à vontade — melhor dizendo, com o único pensamento -— todas as potencia- lidades, que se convertem em potências em atividade. O Ovo áureo contém o homem di- vino e o homem físico e está diretamente relacionado com ambos. Esta Aura é o espelho no qual os sensitivos e clarividentes percebem o verdadeiro homem e o vêcem tal como é, não como parece ser, (Ibidem, II, 495) E designada por vários nomes: é o Sárrârmaã, o fio argênteo que se encarna do princípio ao fim do manvantara, recolhendo o aroma espiri- tual de cada personalidade. Dá ao homem sua forma astral, na qual é modelada a entida- de física, já como feto ou como menino ou homem e é também o material do qual o Adepto forma seus corpos astrais, (Ibidem, UI, 446)

Ovos

No Egito, OS Ovos eram consagrados a Ísis e, por esta razão, os sacerdotes egípcios não os comiam nunca, (Doutrina Secreta, 1, 392) (Ver Ísis.)

Ovos de Páscoa

Desde os tempos primitivos, os ovos são simbólicos. Havia o “Ovo do Mundo", no qual Brabmãâ esteve contido durante a gestação, chamado pelos hindus de Hiranya garbha, e o Ovo do Mundo dos egípcios, que procede da boca da “Divindade não criada e eterna”, Knef, e que é emblema do poder criador, Havia o Ovo da Babilônia, que incubou Ishtar, a Vênus babilônica, e que, segundo se diz, caiu do céu no ria Eufrates. Por isso os ovos coloridos foram muito usados todos os anos durante a primavera, em quase todos os países e no Egito, eram trocados como símbolos sagrados, na estação primaveril, que foi, é e sempre será emblema de nascimento ou de renasci- mento cósmico e humano, celeste e terrestre, Eram pendurados nos templos egípcios e até hoje podemos vê-los suspensos nas mesquitas maometanas,

Oxyrinco

Nome de um peixe consagrado à deusa egípcia Hathor, Existem alguns monumentos em bronze onde podem ser vistos estes peixes, que possuem na cabeça o disco e os chifres de tal deusa. Pisce Venus latuit, diz Ovídio. (Pierret, op. cit.) 447

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