Segundo Plutarco, o olho humano era um-dos símbolos de Osíris. Assim € que, em alguns monumentos antigos do Egito, encontrava-se um olho ao lado da cabeça de Osíris, o Sol, Diz-se também que o olho era consagrado a Apolo ou deus do Sol, pelo fato de que este astro dirige seus olhares para todos os lados.
O olho interno ou espiritual, o olho de que dispõe o Adepto mais elevado (Dangma ou Mahâtmã), O “Olho aberto de Dangma" é a faculdade da in- tuição espiritual, através da qual se obtém o conhecimento direto e seguro, faculdade in- timamente relacionada com o “terceiro olho” (ver). O “Olho de Dangma” é aquilo que, na Índia, conhece-se pelo nome de “Olho de Shiva”. (Doutrina Secreta, 1, 77)
Símbolo muito sagrado no Antigo Egito, Era denominado de ou- ta: o olho direito representava o Sol e o esquerdo a Lua, Como disse Macróbio: “O outa (ou uta) não é o emblema do Sol, rei do mundo, que, de seu trono elevado vê sob si todo o Universo?”, [Ver Culto da Vaca e Uzat ou Udja,]
Os “olhos” que em si mesmo desenvolveu o Senhor Buddha, na vigésima hora de sua vigia, quando, sentado ao pé da árvore Bo, estava alcançando a condição de Buddha, São os olhos do Espírito glorificado, para os quais a matéria deixou de ser um obstáculo físico e que têm a faculdade de ver todas as coisas dentro do espaço do Universo ilimitado. Na manhã seguinte àquela noite memorável, no fim da terceira vigília, o “Senhor de Compaixão” atingiu o supremo Conhecimento.
O último neoplatôênico de fama da Escola de Alexandria, Viveu no séc. VI, durante o reinado do imperador Justiniano, Houve vários escritores e filósofos com este nome nas épocas anterior e posterior a Cristo, sendo um deles o mestre de Pro- clo; outro, um historiador do séc. VII e alguns outros, (Glossário da Chave da Teosofia) Olimpo (Gr.) — Montanha da Grécia que, segundo Homero e Hesfodo, era a man- são dos deuses. [Com o tempo, o Olimpo foi considerado como o próprio céu ou empf- reo.) Ollus (Alg.) — Matéria ao negro. . OM ou AUM (Sânsc)- Uma sflaba mística, a mais sagrada de todas as palavras da Índia. É “uma invocação, uma benção, uma afirmação e uma promessa”, tão sagrada que era verdadeiramente a palavra em voz baixa da Maçonaria oculta primitiva. Ninguém de- ve estar perto, quando se pronuncia esta palavra para algum fim, Esta sflaba é colocada geralmente no início das Sagradas Escrituras e é anteposta às preces. É composta de três letras À, U, M, que, segundo a crença popular, constituem a representação dos três Ve- das e também dos três deuses À (A gn), V (Varuna) e M (Maruts), ou seja: Fogo, Ã gua e Ar. Na filosofia esotérica, estes são os três fogos sagrados, o “fogo triplo” no Universo e no Homem, além de muitas outras coisas, Em linguagem oculta, este “fogo triplo” re- presenta igualmente a suprema Tetraktis e é simbolizado por Agni [Fogo], denominado de Abhimânin (ver), e sua transformação em seus três filhos Pâvaka, Pavamâna e Zuchi, “que bebe a água até a última gota”, isto é, aniquila os desejos materiais, Este monossífla- bo é chamado de Udgitha e é muito sagrado tanto entre os brahmânes como entre os bu- distas. [O Pranava, Om, é, como já se disse, uma sílaba composta pelas letras 4, -U, M, das quais as duas primeiras se combinam para formar a vogal composta O. É a sflaba mística, emblema da Divindade Suprema, ou seja, a Trindade na Unidade, visto que re- presenta o Ser Supremo (Brahma) em sua tripla condição de Criador (BrahmÃ4, À) Conservador (Vishnu, U) e Destruidor ou, melhor dizendo, Renovador (Shiva, MD, É preciso advertir que a seita dos vishnuitas altera a ordem destas três divindades, colocan- do em primeiro lugar Vishnu (À) seguido de Shiva (UU) e Brahmâ (M), OM é o Mistério dos mistérios, fonte de todo poder e verdadeira essência de todo ensinamento. É também à essência dos Vedas; É a expressão laudatória ou glorificadora com a qual começam to- dos os livros sagrados e místicos. Tal palavra é pronunciada pelos yogês e pelos místicos em geral durante a meditação, Segundo os comentaristas exotéricos, dos termos denomi- nados vydkritis ou Aum, Bhá, Bhuvas, Swar (Om, Terra, Atmosfera, Céu), o Pranava é talvez a mais sagrada. (Doutrina Secreta, 1, 466) A palavra Om ou Atum, que corres- ponde ao Triângulo superior, quando pronunciada por um homem muito puro e santo, chamará ou despertará não apenas as potências menos elevadas, que residem nos ele- mentos e espaços planetários, mas também seu Eu superior, ou seja, o “Pal” que está em seu interior. Pronunciada de modo devido por um homem medianamente bom, contri- buirá para fortalecer sua moralidade, sobretudo se, entre dois Aums, medita profunda- mente sobre o Aum que reside dentro de si, concentrando toda à sua atenção em sua glória inefável. Porém, at daquele que a pronuncia após cometer uma falta grave e trans- cendental! Por este único fato atrairá, sobre sua fotosfera impura, forças e presenças 438
Expressão utilizada pelos teósofos para representar o descenso do Logos nos mundos objetivos, Descreve-se a Divindade tri-una manifestando-se em três Ondas de Vida: a primeira é a emanação de vida do terceiro Logos, o Brahmãâ dos hin- dus, o Espírito Santo dos Cristãos, Estendendo-se de dentro para fora, dota a substância dos diversos mundos de uma simples capacidade para responder ao impulso ou vibração (os tanmâáiras), À vida do segundo Logos, o Vishnu dos hindus, o Christos dos cristãos, de modo parecido inunda então os diferentes planos, produzindo, como emanações, os devas e os pitris, agrupando os átomos em formas e formando centros estáveis, que se desenvolvem lentamente através do choque e da resposta ou reação ao choque, com o que adquirem consciência própria e uma consciência ainda mais vivida, até que se en- contrem preparados para a descida da terceira Onda de Vida, a do primeiro Logos, Shi- va, o Pal, graças ao qual chegam a ter consciência de si mesmos, entrando assim nas filas da humanidade, (As Ondas de Vida de “O Sonhador”, obra citada por P. Hoult.) Ondinas (Undines, em inglê:) (Cab.) — Ninfas e espíritos das águas. Uma das qua- tro classes principais de espíritos elementais, que são: Salamandras (do fogo), Silfos (do Ar), Ondinas (da Água) e Gnomos (da Terra). [Ver Elementais.) Onech (Hebr.) — A Fênix, assim chamada de Enoch ou Fenoch, Porque Enoch (ou Khenoch) significa, literalmente, Iniciador ou instrutor e, portanto, o Hierofante que re- vela o último mistério. A Fênix está sempre associada com uma árvore, a mística Ababel do Korão, à Árvore de Iniciação ou do Conhecimento. 439
Adivinhação do futuro, particularmente das crianças, através do exame dos traços ou figuras que ficam marcadas nas unhas, esfre- gando-as previamente com azeite e fuligem e expondo-as em seguida ao Sol.
Arte de explicar ou interpretar os sonhos. À oniro- cricia (ou oneirocricia) — diz o sábio bibliófilo M. Paul Lacroix — é um dos frutos do sim- bolismo oriental. Chegou a ser uma arte, que tinha praticantes entusiastas, uma ciência que tinha seus promotores e doutores, uma religião que tinha seus sacerdotes e seus fa- náticos, uma potência que tinha seus escravos submissos e seus depositários respeitados. Podia se prometer um futuro brilhante e ilimitado. Porém, por desgraça, a indústria, filha da cobiça, dela se apoderou e, primeiro, fê-la perder a dignidade e depois seu poder; por último, o charlatanismo fê-la cair no maior descrédito, até o ponto de, hoje em dia, não ter quase mais nenhum devoto além das pessoas ignorantes e supersticiosas, Contudo é possível que a arte onfrica, despojada de seus erros e prejuízos, deixe, um dia, de ser ob- Jeto de desdém talvez excessivo e ocupe o lugar honroso de antigos tempos. (Ver Chris- tian, História da Magia, pp. 442 e ss, Ver também Erodinium.)
Adivinhação do futuro através dos sonhos, No Gênese, XL e XL, são relatados casos notáveis dessa índole, nos quais José interpretava os sonhos do Faraó e de dois de seus eunucos., (Ver Erodinium e Onirocracia.)
Aquele que interpreta os sonhos (M, Trevifio). (Ver Onirocrítica.) Onnofre ou Oun-nofré (E£g.) — O rei do país dos mortos, o mundo inferior, e neste conceito £ idêntico a Osfris, que [em sua qualidade de Sol noturno ou desaparecido] “re- side no Amenti [ou região inferior], junto a Oun-nefer, rei da eternidade, grande deus manifestado no abismo celeste” (um hino da XIX dinastia). (Ver Osíris.) Onokoro (Jap.) — À Uha do mundo que Tsanagi criou, cravando sua lança na massa caótica de nuvens de água, graças ao que apareceu a terra seca. (Doutrina Secreta, L, 238)
Adivinhação de acontecimentos futuros através do nome de uma pessoa, ou seja, pelo valor numérico e anagramático das letras que entram no nome e so- brenome de um indivíduo.
Este gênero de adivinhação distingue-se da onomancia por ser feita através de horóscopos e não de nomes de pessoas, mas dos lugares e das coisas, Onufis (Onuphis) (Eg.) — Touro muito corpulento e de cor negra, consagrado a Osíris e cujos pelos, segundo se diz, estavam na direção contrária à natural, disposição que parecia representar, para os egípcios, o Sol. Este touro era alimentado com muito cuidado e tinham por ele um respeito religioso. (Arr. expl., obra citada por Noél)
Adivinhação através dos signos ou figuras que aparecem nos ovos. Suidas atribui a origem deste meio de adivinhação a Orfeu, que ensinou à maneira de perceber na gema e clara do ovo, em certas condições, o que a ave dele nascida teria visto ao seu redor durante sua breve vida, (Doutrina Secreta, 1, 388) (Ver Onscopia.) 440
Arte de adivinhar através dos ovos. Em Suetônio há um caso deste gê- nero de adivinhação, Ophanim (Hebr.) — À maneira mais correta de escrever é Auphanim, As “rodas” vistas por Ezequiel e por São João no Apocalipse; esferas-mundos, (Ver Doutrina Se- creta, 1, 119.) Símbolo dos querubins ou Karuhbs (as esfinges assírias). Como estes seres estão representados no Zodíaco por Tauro, Leo, Scorpio e Aquarius, ou seja, o Touro, o Leão, a Águia e o Homem, é evidente o significado oculto destes seres colocados em companhia dos quatro evangelistas, Na Cabala constituem um grupo de seres destinados ao Sephira Chokmah, Sabedoria, (Ver Auphanim é Os quatro Animais.) Ophis, Ophiomorfos, Ophites, etc. — Ver Ofis, Ofiomorfo, Ofites etc.