Glossário Teosófico

Olimpiodoro

O último neoplatôênico de fama da Escola de Alexandria, Viveu no séc. VI, durante o reinado do imperador Justiniano, Houve vários escritores e filósofos com este nome nas épocas anterior e posterior a Cristo, sendo um deles o mestre de Pro- clo; outro, um historiador do séc. VII e alguns outros, (Glossário da Chave da Teosofia) Olimpo (Gr.) — Montanha da Grécia que, segundo Homero e Hesfodo, era a man- são dos deuses. [Com o tempo, o Olimpo foi considerado como o próprio céu ou empf- reo.) Ollus (Alg.) — Matéria ao negro. . OM ou AUM (Sânsc)- Uma sflaba mística, a mais sagrada de todas as palavras da Índia. É “uma invocação, uma benção, uma afirmação e uma promessa”, tão sagrada que era verdadeiramente a palavra em voz baixa da Maçonaria oculta primitiva. Ninguém de- ve estar perto, quando se pronuncia esta palavra para algum fim, Esta sflaba é colocada geralmente no início das Sagradas Escrituras e é anteposta às preces. É composta de três letras À, U, M, que, segundo a crença popular, constituem a representação dos três Ve- das e também dos três deuses À (A gn), V (Varuna) e M (Maruts), ou seja: Fogo, Ã gua e Ar. Na filosofia esotérica, estes são os três fogos sagrados, o “fogo triplo” no Universo e no Homem, além de muitas outras coisas, Em linguagem oculta, este “fogo triplo” re- presenta igualmente a suprema Tetraktis e é simbolizado por Agni [Fogo], denominado de Abhimânin (ver), e sua transformação em seus três filhos Pâvaka, Pavamâna e Zuchi, “que bebe a água até a última gota”, isto é, aniquila os desejos materiais, Este monossífla- bo é chamado de Udgitha e é muito sagrado tanto entre os brahmânes como entre os bu- distas. [O Pranava, Om, é, como já se disse, uma sílaba composta pelas letras 4, -U, M, das quais as duas primeiras se combinam para formar a vogal composta O. É a sflaba mística, emblema da Divindade Suprema, ou seja, a Trindade na Unidade, visto que re- presenta o Ser Supremo (Brahma) em sua tripla condição de Criador (BrahmÃ4, À) Conservador (Vishnu, U) e Destruidor ou, melhor dizendo, Renovador (Shiva, MD, É preciso advertir que a seita dos vishnuitas altera a ordem destas três divindades, colocan- do em primeiro lugar Vishnu (À) seguido de Shiva (UU) e Brahmâ (M), OM é o Mistério dos mistérios, fonte de todo poder e verdadeira essência de todo ensinamento. É também à essência dos Vedas; É a expressão laudatória ou glorificadora com a qual começam to- dos os livros sagrados e místicos. Tal palavra é pronunciada pelos yogês e pelos místicos em geral durante a meditação, Segundo os comentaristas exotéricos, dos termos denomi- nados vydkritis ou Aum, Bhá, Bhuvas, Swar (Om, Terra, Atmosfera, Céu), o Pranava é talvez a mais sagrada. (Doutrina Secreta, 1, 466) A palavra Om ou Atum, que corres- ponde ao Triângulo superior, quando pronunciada por um homem muito puro e santo, chamará ou despertará não apenas as potências menos elevadas, que residem nos ele- mentos e espaços planetários, mas também seu Eu superior, ou seja, o “Pal” que está em seu interior. Pronunciada de modo devido por um homem medianamente bom, contri- buirá para fortalecer sua moralidade, sobretudo se, entre dois Aums, medita profunda- mente sobre o Aum que reside dentro de si, concentrando toda à sua atenção em sua glória inefável. Porém, at daquele que a pronuncia após cometer uma falta grave e trans- cendental! Por este único fato atrairá, sobre sua fotosfera impura, forças e presenças 438

Círculo de leitura

Receba novos textos e percursos de estudo.