Glossário Teosófico

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Verbetes: C

Caomancia (Chaomantia)

Adivinhação através de visões aéreas; clarividência; segunda visão, (F. Hartmann)

Capnomancia

Adivinhação através da fumaça, da qual os antigos retiravam vati- cínios, A prática mais comum era observar a fumaça dos sacrifícios; era sinal de bom au- Búrio se a fumaça que safa do altar era rápida, pouco densa e se elevava em linha reta, 100

Caprípedos

Sobrenome do deus Pã e também dos Faunos e Sátiros, que têm pés de cabra,

Cardan, Jerônimo

Astrólogo, alquimista, cabalístico e místico, bem conhecido na literatura; nasceu em Pavia, em 1501, e morreu em Roma, em 1576.

Carmelo

Montanha da Palestina que, em outro tempo, foi morada dos profetas Elias e Eliseu, e onde estes realizaram uma profusão de prodígios. Este lugar é ainda hoje célebre pelos diversos monumentos, que atraem a veneração dos peregrinos.

Carmenta

Profetisa da Arcádia, que passou a ser Itália, onde o povo romano deu-lhe honras divinas e construiu um templo, entre o Tibre e o Capitolino, em sua ho- menagem,

Carmentais

Festas celebradas em Roma todos os anos, no dia 15 de janeiro, em honra de Carmenta, para que esta desse fecundidade às mulheres,

Carnac

Antiqiíssimo local da Bretanha (França), onde há um templo de estrutura ciclópica, consagrado ao Sol e ao Dragão e do mesmo tipo de Karnac, no Antigo Egito, e Stonehenge, na Inglaterra (ver “Origem do Mito Satânico” nó Simbolismo Arcaico), Foi construído pelos sacerdotes hierofantes pré-históricos do Dragão Solar ou Sabedoria simbolizada (sendo que os mais elevados são os Kumáras solares que se encarnaram). Cada uma das pedras do referido templo era nele colocada pessoalmente pelos sacerdo- tes-adeptos, que se sucediam no poder, e comemoravam em linguagem simbólica o grau de poder, condição e conhecimento de cada um. (Ver Doutrina Secreta, II, 38] e ss. e também Karnak.)

Carnaval

Assim são chamados os últimos dias que precedem a Quaresma ou tem- po de penitência, e sobretudo o domingo, segunda e terça-feira, que antecedem a Quar- ta-feira de Cinzas, As barulhentas festas de Carnaval podem ser consideradas como um resquício dos regozijos pagãos das Bacanais, Lupercais, e outras festas semelhantes, consagradas totalmente ao desenfreio, às fantasias, aos prazeres, ao vinho e ao amor.

Caron

Ver Caronte. Caronte (Charon) (Gr.) — É o Khu-en-ua egípcio, o piloto de cabeça de falcão, que guiava o barco condutor das almas através das águas negras que separam a vida da mor- te. Caronte, filho de Erebo e da Noite, é um Khu-en-ua, Os mortos eram obrigados a pagar um pequeno óbolo (pequena peça de moeda) pela passagem ao barqueiro da laguna Estígia e do Arqueronte, razão pela qual os antigos colocavam sempre uma moeda sob 101

Cascarones

Nome cabalístico dado aos fantasmas ou sombras dos mortos, os “es- píritos” dos espíritas, que figuram entre os fenômenos físicos. São assim denominados por constituírem simples formas ilusórias, vazias de seus princípios superiores,

Casta

1) Originalmente, era o sistema das quatro classes hereditárias em que se dividia a população hindu: Bráhbmana, Kchatriya, Vaisya e Sudra (ou seja: sacerdotes, guerreiros, mercadores e agricultores, servos e homens dedicados a ocupações mais vis, que constituem a casta inferior), Além das quatro castas primitivas, surgiram depois, na ndia, centenas de outras resultantes da união de um indivíduo pertencente a uma casta com uma mulher de uma classe ou subclasse diferente, ou vice-versa, (Ver Leis de Manu, IeX,e Bhagavad-Gitá, 1, 41 e XVII, 41-44.) 2) Às quatro castas, como se sabe, são: Primeira casta, por assim dizer, essencial e principal (o Ramayana é, no fundo, apenas um canto e elogio a esta casta, com o pretexto de relatar as aventuras de Rama), a casta dos Brahmanes, saídos, segundo uma tradição, da boca de Brahma; segundo outra, da boca de Prajapati; definitivamente, o significado é o mesmo, pois Prajapati (em sânscrito, “Senhor das criaturas”) é, nos Brahamas, a personificação do Criador do Universo. Po- rém, como em um princípio, Prajapati sacrificou-se voluntariamente para assegurar a Criação (foi feito em pedaços pelos deuses e com esses pedaços os deuses formaram os diversos seres da Natureza; donde, naturalmente, surgiu o panteísmo, base da religião hindu), então imaginou-se (o Céu não podia ficar sem um deus principal, assim como ne- nhum reino sem rei) um duplo, ou seja, Brahma. Um dos hinos védicos declara que os Brahmanes safram da boca, da parte mais nobre, portanto, de Purusha, a fonte primeira do Universo. Com isso e por causa disso o Brahmane é, entre todos os seres criados, o superior, É um verdadeiro “deus de forma humana”, que deve ser venerado por todos e ao qual se deve obedecer sem vacilar. Os sacerdotes hindus são brahmanes, porém nem todos os brahmanes são sacerdotes, Os que não o são costumam dedicar-se, em geral, à agricultura. O dever principal dos mesmos é estudar os livros sagrados (inventados e co- letados por seus antecessores) e cumprir os ritos. As Leis de Manu estipulam que a exis- tência de um brahmane deve compreender os quatro estados sucessivos seguintes: 1º) Brahmacarya ou estudante solteiro; 2º) Grihastha, dono-de-casa, isto é, o homem casa- do que vive com a mulher e os filhos (sacerdote ou não), consagrado aos deveres pró- prios de sua condição; 3º) Vanaprastha ou anacoreta, que vive no bosque, em reclusão religiosa, após ter cumprido todos os deveres, seja de sacerdote, seja de homem do mun- do; 4º) Samnyasin, ou mendigo religioso, que, vagabundo e livre de toda preocupação e de toda responsabilidade material, consagra-se à pobreza, aos exercícios espirituais e às mortificações da carne. À segunda casta é a dos Kshatrivas ou Kchatryas. Esta casta é aquela dos reis, príncipes, nobres, guerreiros principais e donos de grandes extensões de terra. Saíram, em um princípio, dos braços (ou-do peito) de Brahma, Buda, o fundador do Budismo, e Mahavira (“Grande Alma”, também denominado Vardhamana), o santo fundador do Jainismo ou Djainismo, pertenciam a esta segunda casta. À terceira casta é a dos Vaisyas, isto é, comerciantes e agricultores ricos, saídos do ventre de Brahma ou das Suas coxas. À quarta casta (o brahmane já tem quem o enriqueça, o defenda, o alimente e O vista e, então, só necessita daqueles que o sirvam cegamente) é a dos Sudras, saídos dos pés de Brahma. À palavra nishada indica também um homem de casta impura; a palavra vrishala significa, em geral, as castas. Em janeiro de 1948, a Assembléia Constituinte hindu aboliu as castas, Estabele- ceu-se que todos os homens eram iguais perante a lei. “Enquanto houver homens — disse Gandhi — que sejam considerados como indignos, não poderemos falar de independên- 102

Cazotte, Santiago

Vidente prodigioso, que predisse a decapitação de vários per- sonagens da realeza e a sua própria, em uma cena alegre, algum tempo antes da primeira Revolução Francesa. Nasceu em Dijon, em 1720, e estudou filosofia mística na escola de Martinez Pasqualis, em Lion, No dia 11 de setembro de 1791, foi preso e condenado à morte pelo presidente do governo revolucionário, um homem que, para vergonha do Estado, havia sido seu companheiro de estudos e membro da Loja mística de Pasqualis, em Lion. Cazotte foi executado no dia 25 de setembro na praça do Carrossel,

Cececo d’ Ascoli, chamado Francesco Stabili

Viveu no séc, XII e foi considerado o mais famoso astrólogo de seu tempo. [Foi professor em Bologna e astrólogo da corte do duque da Calábria] Existe, contudo, uma obra sua, publicada na Basiléia, no ano de 1485, intitulada Commentarii in Sphaeram Joannis de Sacrabosco., Foi queimado vivo pela Inquisição em Florença, no ano de 1327.

Celibato

Sobre este ponto, diz Delacroix, a nova lei está em oposição aberta com a antiga. Entre os judeus, o celibato era visto com menosprezo e condenado; todos eles eram casados, também os levitas e sacerdotes. À lei cristã, pelo contrário, declara que o celibato é um estado muito mais perfeito. À maneira enérgica e figurada com que se ex- pressa sobre este assunto foi tomada ao pé da letra por alguns indivíduos irreflexivos, que acreditaram que, para serem cristãos perfeitos, era preciso que se eliminassem do número dos homens. Esse foi o caso de Orígenes, que se mutilou, movido por um zelo imprudente pela castidade tão encomiada pelo Evangelho. Contudo, nos primeiros sécu- los da Igreja, havia bispos, sacerdotes e diáconos casados, e o próprio apóstolo São Pau- lo, em sua primeira Epístola a Timóteo (cap. III, 2, 4 é 12), diz: “.. é necessário que o Bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher... que tenha filhos em sujeição com toda a honestidade... " e “Os diáconos sejam esposos de uma só mulher; que governem bem seus filhos... E acrescenta no cap. IV, 1-3: “... nos tempos vindouros alguns apos- tatarão da fé, dando ouvidos a espíritos de erro e a doutrinas de demônios... que proibi- rão o casamento...". Isso não constituiu obstáculo para que o Papa Calixto II, no Concf- lio de Reims, do ano de 1119, excomungasse todos os eclesiásticos casados e declarasse seus filhos bastardos,

Cenobita (do grego Koinos, comum, e bios, vida)

O religioso que professa a vida monástica, vivendo em comunidade e submetido a certa regra. Dá-se-lhe este nome para distingui-lo do anacoreta, que leva uma vida solitária, vivendo em retiro e isolado do comércio humano,

Centro

Esta palavra é usada pelos teósofos em seu significado comum, Pode ser definido como um foco de vida ou de consciência em qualquer plano. Assim, no plano físico, aplica-se aos gânglios nervosos e, no astral, à contraparte astral daqueles gânglios, que recebe sensações e as traduz em termos de sentimento. Como diz The Dreamer, são os reflexos nos respectivos núcleos do upadhi do Eu único. (P. Hoult)

Centro astral

É o centro do corpo astral que corresponde aos gânglios do físico. O ponto onde a sensação entra na consciência do homem, (Ver Chakra.) (P. Hoult)

Centro Laya

Ver Ponto Lava. Cérbero (Cerberus) (Gr. Lat.) — O monstro canino de três cabeças que, segundo a crença, vigiava o umbral do Hades, passou do Egito para a Grécia e Roma, Era o 103

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