Ver: Bfja. Vijânan (Sánsc.) — Inteligente, conhecedor, discernidor; sábio, douto, instruído. Vijânita (Sânsc.) — Ver Vijânan. Vijaya (Sânsc.) — Vitória, conquista; botim. Vijita (Sânsc.) — Vencido, dominado, submetido. Como substantivo: vitória, con- quista. Vijitâtman (Sânsc.) — Que venceu a si próprio, que venceu ao eu inferior, que do- mina a si mesmo, 741
Pequena custódia que se põe dentro da grande e em cujo interior se coloca uma hóstia, que representa o corpo de Cristo; ao seu redor emanam raios dourados em todas as direções. Pelos documentos relativos à Pérsia, sabemos que o viri! de nossos tempos figurava também nas cerimônias masdeístas, nas quais representava Mithra e que Mithra não era mais do que a força emanente do Sol, concebido como regulador do tem- po, iluminador do mundo e agente de vida. O Veda dos hindus confirma sobejamente esta interpretação do símbolo e dá, ao mesmo tempo, o primeiro sentido da fórmula cristã: per quem omnia facta sunt. (E. Burnouf, “O Budismo no Ocidente”, artigo publi- cado nos primeiros números da revista Estudos Teosóficos.) Viruddha (Sânsc.) — Oposto, contrário, hostil; odioso, proibido, perigoso; detido, impedido, Virúdha (Sânsc.) — Crescido, desenvolvido, formado; profundo, elevado. Vírya (Sânsc.) — Virilidade; poder, força, energia, vigor, empenho, zelo, Viryavant (Sânsec.) — Forte, potente, esforçado, animado; poderoso; eficaz, Visarga (Sânsc.) — Emanação; criação, produção; doação; abandono, desistência; cessação, fim. Vishaya (Sânsc.) — Esfera, domínio; alcance; objetivo; assunto, matéria; ocupação; objeto sensível ou dos sentidos; gozo, prazer; lugar próprio. Vishnu (Sânsc.) — Segunda pessoa da Trimáriu (Trindade) hindu, composta de Brahmã, Vishnu e Shiva. À palavra Vishnu provém da raiz vish, “penetrar ou preen- cher”, No Rig- Veda, Vishnu não é um deus elevado, mas simplesmente uma manifesta- ção da energia solar, descrito “cruzando aos saltos as sete regiões do Universo em mês passadas e envolvendo todas as coisas com o pó (de seus ralos de luz)", Quaisquer que sejam os outros seis significados ocultos desta declaração, esta se refere à mesma classe de tipos dos 7 e 10 Sephiroth, dos 7 e 3 orifícios do perfeito Adão Kadmon, dos 7 “prin- cípios” e da trfada superior do homem etc. Com o passar dos tempos, este tipo místico chega a ser um grande deus, o conservador e renovador, aquele “de mil nomes (Sahasra- nâma)”, [É representado também descansando sobre a serpente Ananta (“sem fim”), 744
Ver Vivaswat. Vivaswat ou Vivaswant (Sânsc.) — O “Brilhante”, o Sol. [Aquele que ilumina; o Sol ou o deus deste nome (Bhagavad-Gitá, IV, 1, 4).] Viveka (Sânsc.) — Discernimento, distinção; faculdade de análise e comparação. Vivekin (Sânsc.) — Que sabe discernir ou fazer distinções, Vividha (Sânsc.) — Vário, múltiplo, diverso; de espécie diversa, de diversas classes. Vivificação (Alg.) — Volatilização da matéria fixa com a ajuda do mercúrio, Vivikta (Sânsc.) — Separação; solidão, isolamento, retiro, Como adjetivo: separado, afastado, retirado, isolado, solitário; livre de; puro, claro. Viviktasevin (Sánsc.) — Que busca ou frequenta a solidão ou o retixo. Vivriddha (Sânsc.) — Crescido, aumentado, desenvolvido; grande, vasto, conside- rável, abundante, numeroso; prevalecido. Viyoga (Sânsc.) — Desunião, disjunção, separação, divisão; ruptura; ausência, perda. Viyukta (Sânsc.) - Desligado, desprendido, desunido, dividido; solto, separado; isento, livre, alheio, Viz (Sânsc.) — Comunidade, tribo, povo, gente, especialmente a terceira casta; um indivíduo da terceira casta. (Ver Vaiízya.) Vizâkhi (Sánsc.) — Um asterismo lunar. Vizála (Sánsc.) — Grande, vasto, extenso, dilatado, Vizârada (Sánsc.) — Experto, conhecedor, sábio; hábil, familiarizado. Vizecha (Sânsc.) — Variedade, diferença, distinção, classificação; classe, espécie, in- divíduo; peculiaridade; eminência, superioridade. Vizichta (Sânsc.) — Separado, distinto; peculiar, especial; ilustre, distinto, excelente; o melhor, Virzichtadvaita (Vizichta-dvyaita) (Sânsc.) — Literalmente: “dualismo com dife- rença”, À segunda das três Escolas da Vedânta. 746
Ver Vízve. Vizvakarman (Vishwakarman) (Sânsc.) — “ Aquele que a tudo cria”, Um deus vé- dico, uma personificação da Força criadora, descrita como o Unico “deus onividente... o gerador, ordenador, que... está acima da compreensão dos mortais (não Iniciados)”. Nos hinos do Rig- Veda especialmente dedicados a ele, diz-se que “se sacrifica a si mesmo a si mesmo”, Os nomes de sua mãe, “a amável e virtuosa Yoga Siddhâ” (Purânas) e de sua filha Sarjiâã (consciência espiritual) demonstram seu caráter místico. (Ver Doutrina Secreta, sub voce.) Como artífice dos deuses e forjador de suas armas, é chamado Ráru, “artífice”, Takchaka, “carpinteiro” ou “cortador de madeira” etc., etc. [E sinônimo de Tvachtri e é o grande padroeiro dos Iniciados. (Doutrina Secreta, II, 651.) Ver Tva- chtri.] Vizvâmitra (Sânsc.) — Príncipe da raça lunar e inspirado richi, No Râmâyana nar- ram-se alguns feitos notáveis de sua vida, entre outros suas rudes austeridades e a luta que sustentou contra o muni Vazichtha pela posse de uma vaca simbólica. Vizvamôrti (Sânsc.) — Omniforme; que existe em todas as formas; que assume to- das as formas; cuja forma é o universo, Vizvarâpa (Sânsc.) — De forma universal. Vizvatomukha (Sânsc.) — Que tem a face voltada para todos os lados; presente em todo lugar; que olha para todas as partes. Vizvatryarchâs (Vishwatryarchas) (Sânsc.) — O quarto raio solar (místico) dos sete. [Os nomes dos Sete Raios solares, que são: Suchumnaá, Harikeza, Vizvakarman, Viz- vatryarchãs, sannaddha, Sarvâvasu e Svará), são todos místicos e cada um deles tem sua distinta aplicação num estado de consciência distinto, para fins ocultos... À totalidade dos Sete Raios difundidos por todo o sistema solar constitui, por assim dizer, a base física do Eter da ciência, base na qual a luz, o calor, a eletricidade etc., Forças da ciência ortodo- xa, relacionam-se entre si para produzir seus efeitos terrestres. Como efeitos psíquicos e espirituais, emanam do Upâdhi supra-solar e têm sua origem nele próprio, no Eter do ocultista ou AÁkãsa. (Doutrina Secreta, 1, 561, nota.) Vizve (Sânsc.) — Plural] de Vizva. Os Vizve constituíam um grande número de deuses inferiores, dos quais resta apenas a memória, denominados Vizvadevas ou Vizvedevas, “todos os deuses”, ou seja, a totalidade de semideuses ou divindades de ordem inferior, correspondentes talvez a “Todos os Santos” da Igreja Romana. Estavam relacionados com as cerimônias funerais, No período purânico, constituíam uma classe de semideuses, em número de dez ou doze, filhos de Yama ou Dharma, deus da justiça, é cujos nomes eram; Vasu, Satya, Kratu, Dakcha, Kâla, Kâma, Dhriti, Kuru, Purôravas e Mâdravas, À estes dez, algumas vezes, acrescentam-se outros dois, chamados: Rochaka ou Lochana e Dhuri ou Dhvani. (Ver Vishnu-Purâna.) F47
Ver Pontos masoréticos. Volátil (Alg.) — Que voa, que se eleva ao alto, que se sublima no alto do vaso, du- rante a destilação, ou que se evapora pela ação do fogo comum ou do fogo inato dentro da matéria, causa da fermentação. Os filósofos dão este nome ao seu mercúrio ou água mercurial, no início da obra. Voluspa (Esc.)— Um poema intitulado “Canto da Profetisa” ou “Canto de Wala”.
Em metafísica e filosofia oculta, a Vontade é o que governa os universos manifestados na eternidade, À Vontade é o único princípio do MOVIMENTO abstrato eterno ou sua essência animadora, “A Vontade — diz Van Helmont — é o primeiro de to- dos os poderes... À vontade é a propriedade de todos os seres espirituais e neles se mos- tra tanto mais ativamente quanto mais livres da matéria estejam.” E Paracelso ensina que “a vontade determinada é o princípio de todas as ações mágicas. Por não se imaginar perfeitamente os homens e não ter fé nos resultados, as artes (ocultas) são tão incertas, sendo que poderiam ser perfeitamente certas”. Como todas as demais forças, a Vontade é setenária em seus graus de manifestação. Emanando da única, eterna, abstrata e pura- mente inativa Vontade (Amã em Layam), converte-se em Buddhi em seu estado Alaya, desce como Mahat (Manas) e vai descendo a escala de graus até chegar a ser o divino Eros, em sua manifestação inferior, animal, o desejo erótico, À Vontade, como princípio eterno, não é espírito nem substância, mas ideação eterna, Como muito bem expressou Schopenhauer em seu Parerga, “na realidade pura não há nem matéria nem espírito. À tendência à gravitação numa pedra é tão inexplicável quanto o pensamento no cérebro humano... Se a matéria pode — ninguém sabe por que — cair no chão, pode também — nin- guém sabe por que — pensar... Ião prontamente, também na mecânica, como saímos do terreno do puramente matemático, da mesma forma chegamos à inescrutável adesão, gravitação etc., nos encontramos frente a fenômenos que, para nossos sentidos, são tão misteriosos quanto a VONTADE”. A Vontade é do Manas superior. É a tendência uni- versal harmônica, que atua através do Manas superior. (Doutrina Secreta, III, 584) Através de nossa Vontade, manifestando-se como Desejo, atraímos ou repelimos os ob- jetos que nos rodeiam; aquilo que desejamos apaixonadamente ou queremos de modo resoluto vem a nós. À ação de nossa vontade ou desejo sobre os objetos e as pessoas que nos rodeiam leva à reação de aproximação ou afastamento. Às pessoas chamadas de “a- fortunadas” são aquelas que estão dotadas de desejos poderosos e vontade enérgica; um magnetismo sutil leva às suas mãos aquilo que desejam. É preciso que tal força seja sus- tentada e enérgica para que atue vivamente, porém com segurança e, se estudarmos com atenção o mundo que nos circunda, veremos claramente demonstrada a existência desta força em nós mesmos e nos demais, É o reflexo da Vontade divina em nós, que diz: “Seja e eis que é”, (Corão, II, 117) O estudante recordará como Dante fala da Divindade, para a qual a Vontade e o ato são a mesma coisa. (A. Besant, The Universal Text Book ofRe- ligion and Morais, tomo 1, pp, 123-124) À Vontade, como já se disse, é a Força das for- ças e, segundo P, Christian, é o supremo arcano da alta Magia. (Ver Oração.) Vontade (Alg.) - Enxofre dos Sábios ou seu ouro vivo. Voodalak (Eslav.) — Um vampiro, um cadáver animado por seus princípios infe- nores e que conserva uma espécie de semivida em si mesmo, saindo durante a noite de sua tumba, fascinando suas vítimas vivas e chupando-lhes o sangue. As tribos moldávias, rumenas e sérvias e todas as eslavas que vivem nos Balcãs, como também os tcheços (boêmios), morávios e outros acreditam firmemente na existência de tais fantasmas ou espíritos e, por conseguinte, os temem, [Ver Vampiros.) 748
Um sistema de feitiçaria africa- na; uma seita de magos negros, à qual são muito afeitos os negros de Nova Orleans. Floresce igualmente em Cuba e na América do Sul, (Ver Uragas.) Vyâdhi (Sânsc.) — Enfermidade, padecimento. Vyâghra (Sânsc.) — Tigre. No fim de uma palavra composta: o primeiro, o prínci- pal, o melhor; príncipe de, Vyâhritis (Sânsc.) — Literalmente: “fgneas”, palavras acesas pelo fogo e dele nas- cidas, As três palavras místicas criadoras, que, segundo Manu, foram extraídas dos Ve- das por Prajâpati: bhár, do Rig-Veda; bhuvah, do Yajur- Veda e Swar, do Sâma- Veda (Manu, 11, 76), Todas as três, diz-se, possuem poderes criadores, O Satapatha Brâhmana explica que tais palavras são “as três essências luminosas” extraídas dos Vedas por Pra- Jápati (“senhores da criação”, progenitores), através do calor, “Ele (Brahmã) pronunciou a palavra bhár e surgiu a Terra; bhuvah, e surgiu o firmamento e swar e surgiu o céu,” Mahar é a quarta “essência luminosa” e foi tomada do Atharva veda. Porém, como esta palavra é puramente mânirica e mágica, é, por assim dizer, conservada à parte, Vyákarana (Sânsc.) — Gramática. Um dos Vedângas. À ciência da gramática foi cuidadosamente estudada entre os hindus, desde tempos remotíssimos e estudada mais como uma ciência do que como um meio de adquirir ou regular à linguagem. (Dowson) Vyakta (Sânsc.) — Manifestado, visível, descoberto, diferenciado; definido, qualifi- cado, Vyakta-râpa (Sânsc.) — Que tem uma forma manifestada. Vyaktaya (Sánsc.) — (Sufixo ya) — Às coisas manifestadas ou visíveis, o mundo vi- sível, Vyakti (Sânsc.) — Manifestação; aparição; distinção; diferenciação; variedade; indi- víduo. Vyála (Sânsc.) — Malvado, perverso, vicioso, Vyâmizra (Sâánsc.) — Confuso, misturado, variado, ambíguo. Vyâna (Sânsc.) — À manifestação vital, que faz com que cada parte do corpo con- serve sua forma. (Râma Prasãd) — Ver Ares Vitais, Vyâipad (Sânsc.) — Calamidade, morte. Vyapâzraya (Sánsc.) — Partida; ato de refugiar-se; dependência; asilo, refúgio, am- paro; ajuda, sustento, apoio; assento, fundamento; esperança, recurso; lugar, uso; aplica- ção. No final de uma palavra composta: que recolhe, que se acolhe; que confia ou espera em; que se refugia em. Vyapeta (Sánsc.) — Separado, alijado; cessado; desaparecido, desvanecido. Vyapetabhi(s) (Sánsc.) — Cujo temor se desvaneceu; livre de temor. Vyâpta (Sânsc.) — Penetrado, preenchido, impregnado, Vyâsa (Sânsc.) — Literalmente: “aquele que desenvolve ou amplia”, um intérprete ou, melhor, um revelador, porque o que ele explica, interpreta e amplia é um mistério para o profano. Este termo foi aplicado, em tempos antigos, aos Gurus mais elevados na India. Houve numerosos Vyâsas em Aryavarta; um deles foi o compilador e ordenador dos Vedas; outro, o autor do Mahâbhárata, o vigésimo oitavo Vyása ou revelador na or- dem de sucessão, € o último digno de nota foi o autor do Unrtara Mimânsã, o sexto siste- 750
Ver Vuduísmo, Votan (Mexr.) — O herói deificado dos mexicanos e, provavelmente, o mesmo que Quetzal-Coatl; um “filho das serpentes”, um admitido no “agulheiro da serpente”, o que significa um adepto admitido na Iniciação na câmara secreta do Templo. O missionário Brasseur de Bourbourg pretende provar que é um descendenta de Cam, o filho maldito de Noé (Ver Isis sem Véu, 1, pp. 545 e segs.). [Ver Wotan.) VYrata (Sânsc.) — Lei ou poder dos deuses, Vontade, decreto, mandato, ordem, es- tatuto; domínio; esfera; conduta, método de vida, eleição; resolução, propósito; voto, obra santa ou piedosa, devoção; observância religiosa; dever, obrigação; tarefa; obediên- cia, serviço; ocupação, Como adjetivo, no final de uma palavra composta: devoto, fiel, obediente; adicto; dedicado, consagrado; servidor; adorador. Vratânli (Sânsc.) — [Plural de vrata.] “Leis ativas” de Varuna, cursos ou vias de uma ação natural. (Ver Hinos do Rig- Veda, X, 90-1) Vrichni (Sânsc.) — Filho de Yadu e um dos antecessores de Krishna, que, por tal motivo, leva o nome de Varchneya, “descendente de Vrichni", carneiro. Como adjetivo: varonil, forte, potente. Nome de uma raça de príncipes, descendentes de Vrichni. Vriddha (Sânsce.) — Adulto; ancião, velho, grande, hábil, eminente, distinguido, Vriddha Garga (Sânse.) — De vriddha, “antigo”, e Garga, um antigo sábio, um dos mais antigos escritores que trata da astronomia. Vriddha Mânava (Sânsc.) — As leis de Manu,