Glossário Teosófico

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Verbetes: R

Rituais

No Museu do Louvre conservam-se diferentes papiros manuscritos, cha- mados Rífuais egípcios, que contêm instruções para as cerimônias religiosas que devem ser praticadas em certas épocas, na embalsamação dos cadáveres etc, Ritvij (Sênso.) — Sacerdote sacnificador, (Ver Leis de Manu, 11, 143,)

Roda

Expressão simbólica utilizada para representar um mundo ou globo, À “Grande Roda” é a duração total de nosso ciclo de existência ou mahâkalpa, isto é, a re- volução completa de nossa cadeia especial! de sete globos ou esferas, do princípio ao fim. As “Pequenas Rodas” significam as Rondas, que também são sete. (Doutrina Secreta, 1, 72, nota) À palavra “roda” aplica-se igualmente aos ciclos repetidos de acontecimen- tos ou de manifestação, tais como os estados alternativos de nascimento e morte (ver: Samsára), assim como os de atividade e repouso do universo, designados respectiva- mente como manvantara é pralaya, que constituem à “Roda de Brahma". (P, Houft)

Rodolfo 1I

Um dos soberanos que maior proteção dispensaram à Alquimia € aos sábios a ela consagrados. Subiu ao trono da Alemanha em 1576. Educado na Espanha, na corte de Felipe II, adquiriu neste país grande afeição pela astrologia e pela Alquimia. Cansando-se rapidamente das árduas tarefas do governo do império, confiou-o aos cui- dados de seus ministros e encerrou-se no castelo de Praga para entregar-se livre e ex- clusivamente, até o fim de sua vida, a seus estudos favoritos. Recebeu as primeiras lições de Alquimia de seus médicos, Thaddeus de Hayec e, mais tarde, de Miguel Mayer e Martin Rulland., Todos os alquimistas, quaisquer que fossem suas nacionalidades e condi- ções, tinham a segurança de ser bem recebidos na corte do imperador, que os recom- pensava com generosidade quando, em sua presença, executavam um experimento digno de interesse, De sua parte, os alquimistas não se mostravam ingratos; deram a seu régio protetor o título de Hermes da Alemanha e em todas as partes decantaram seus méritos. Rodolfo, segundo seus biógrafos, figurava entre os afortunados possuidores da pedra filosofal, o que foi comprovado, depois de sua morte, quando se encontraram em seu la- boratório oitenta e quatro quintais (1 quintal = 4 arrobas) de ouro e sessenta de prata, fundidos em pequenas massas com o formato de ladrilhos. Roga (Sânsc.) — Enfermidade, pena, dor. Rogaha (Sânsc.) — Remédio, medicina. Rogalakchana (Sânsc.) — Sinal ou sintoma de enfermidade,

Roe Ru (Es)

À porta ou abertura, o lugar do céu de onde nasceu ou procedeu a Luz primordial, Sinônimo de “matriz cósmica”, Rodana (Sâánsc.) — Corrente de água; pranto, lágrimas.

Roger Bacon

Celebérrimo frade franciscano, que viveu na Inglaterra, no séc. XIII, Era um alquimista que acreditava firmemente na existência da pedra filosofal e também um grande mecânico, químico, físico e astrólogo. Em seu tratado Admirável Força da Arte e da Natureza, faz algumas indicações sobre a pólvora e prediz o emprego do vapor como força propulsora; descreve, além disso, a prensa hidráulica, o sino para mergulhadores e o caleidoscópio. Construiu também uma famosa cabeça de bronze, pro- vida de um aparelho acústico, que pronunciava oráculos. [Por sua vastíssima inteligência, a maior que já houve na Inglaterra, recebeu o qualificativo de Doctor Admirabile. Fez notáveis descobertas nas ciências físico-químicas, tais como o papel desempenhado pelo ar na combustão, as propriedades de vários sais, a ação das lentes e dos cristais convexos, as lentes acromáticas etc. Escreveu também algumas obras sobre Alquimia (Espelho dos Segredos etc.) Ver Bacon.)

Rohanee ou Rohani

Os sufis designam com este nome o Átma- Vidyà ou Conhe- cimento do Espírito. Rohel (Alg.) -- Sangue de dragão. Rohina (Sánsc.) — Parte da manhã, antes do meio-dia, em que se pratica a cerimônia do zrâddha. Rohini (Sânsc.) — O quarto asterismo lunar, chamado o Carro. 572

Roma (SânscJL

Á gua; corrente de água; aguiheiro; pêlo ou cabelo. Romaharcha (Sânsc.) — Ereção do cabelo; calafrio, estremecimento. Romaharchana (Sânsc.) — Horripilante; comovedor; que faz estremecer; que causa viva emoção, Romaka-pura (Sânsc.) — Era um ponto do continente da Atlântida, onde nasceu Asuramaya, (Doutrina Secreta, 11, 54.)

Romaktpas (Sânsc,)

Poros da pele. (Ver Nascida do Suor (Raça).) Roman (Sárnsc.) — Cabelo, pêlo, plumas, escamas,

Rondas (Círculos, Anéis, Revoluções)

Como se disse no verbete Cadeia Planetá- ria, esta encontra-se constituída por sete globos ou mundos dispostos em forma de dois arcos unidos em sua extremidade inferior, um descendente (que compreende os globos designados pelas letras A, B e O) e outro ascendente (que compreende os globos E, Fe G), figurando o globo D (o quarto) no ponto de união entre ambos os arcos. Os sete glo- bos da Cadeia constituem, em conjunto, um agregado ou corpo planetário, que se desin- tegra e novamente se forma sete vezes no curso da vida planetária. Esta Cadeia tem, pois, por assim dizer, sete encarnações e os resultados de cada uma são transmítidos para a seguinte. Estas sete encarnações (manvantaras) constituem a evolução planetária, o reinado de um Logos planetário, e cada uma delas se subdivide em sete períodos, Uma onda de vida, procedente do referido Logos, dá uma volta completa pela cadeia e sete destas grandes ondas de vida, denominadas “Rondas”, completam um manvantara. Em cada uma destas Rondas ou voltas em torno da série de mundos, que formam a Cadeia planetária, vão se desenvolvendo as Mônadas ou Individualidades humanas e este desen- volvimento se verifica através de ondas sucessivas, que correspondem aos diversos glo- bos da Cadeia, sendo preciso notar que, assim como o esquema completo da Natureza a que pertencemos se desenvolve através de tal série de Rondas sucessivas ao redor de 573

Roquetaillad

Conhecido mais comumente pelo nome de Rupescissa. Famoso al- quimista que expôs um procedimento para preparar a pedra filosofal com o sal marinho. Atribulu ao Magister Magistus a propriedade de transmutar em ouro cem partes de metal impuro. (Ver Rosário filosófico.) Rosa (Aig.) — Significa a mudança da cor branca da matéria filosófica para a cor vermelha,

Rosacruzes

Este nome foi dado inicialmente aos discípulos de um sábio Adepto chamado Cristian Rosenkreuz, que viveu na Alemanha por volta de 1460 e fun- 574

Rosário

À origem deste fio de contas É muito antigo, Os hindus representavam Padma-pâni com um rosário no pescoço, (Ver Padmapâni) Os antigos romanos usa- vam o rosário; este era conhecido também no Japão, Sião, Tonkin, Ceilão e outros pa/- ses. Era igualmente usado entre os maometanos, tomado deles por Pedro o Ermitão, para que fosse utilizado pelos cruzados. Os turcos possuem um rosário composto de seis de- zenas e outro, de cem grãos, dividido em três partes: enquanto passam pelos dedos as contas da primeira parte, pronunciam trinta vezes a fórmula Soubhan lallah, que signiti- ca Deus é digno de louvor; na segunda, dizem as palavras Elham lailah, ou Glória a Deus, e na terceira, Allah ecber, ou Deus é grande.

Rosário filosófico

Título de uma obra de Arnaldo de Vilanova, na qual se des- creve um procedimento para preparar a pedra filosofal. Nesta obra diz o autor: “Aquele que conhece o sal e sua preparação, possui o segredo oculto dos antigos sábios”,

Rosetta, Pedra de

Em 1799, durante a expedição de Napoleão ao Egito, Bous- sard, oficial francês, descobriu em Rosetta uma pedra coberta com uma tripla inscrição: hieroglífica (ou língua sagrada), demótica (língua egípcia vulgar) e grega. Esta pedra ser- viu de base para os primeiros ensaios feitos para decifrar a escrita egípcia. Ro-sta (Eg.) — Literalmente: “Porta da passagem”. Com esta expressão designa-se a entrada da tumba e é também o nome de uma localidade mística fregilentemente men- cionada no Livro dos Mortos, Havia sacerdotes afeitos ao culto dos deuses de Ro-sta, (Pierret, Dicr. dArch, Egypr)

Rostan

Livro dos Mistérios de Rostan; uma obra oculta em sânscrito. Rowhanee, Rowhani ou Er-Ruhani (Ez.) — É a magia do Egito moderno, que, se- gundo se supõe, procedeu dos Ánjos e BEspíritos, isto é, Gênios, e na qual utilizam-se os 575

Ru (Sânsce,)

Som, ruído, grito, gemido; batalha: medo, alarma; corte, divisão. (Ver Ro,)

Ruach (Hebr,)

Ar e também Espírito, um dos “princípios humanos” (Budah.-Ma- nas). [Entre os cabalistas e ocultistas, Ruach é a Alma espiritual (Buddhui), (Ver: Doutri- na Secreta, 1, 262.) Por vários séculos reinou uma lamentável confusão entre os cabalis- tas ocidentais, que denominam de Ruach (Espírito) ao que chamamos de Kâmarâúpa, en- quanto que para nós, Ruach seria a Alma espiritual ou Buddhi, e Nephesh o quarto prin- cípio, a alma vital ou animal, Eliphas Levi incorre no mesmo erro. (Doutrina Secreta, LL, 670, nota) (Ver Nephesh e Neshamah.)) Ruach Elohim (febr.) — O Espírito dos deuses; corresponde ao Espírito Santo dos cristãos. Significa também: vento, alento e água corrente, (W, W, W2J Rua'h (Hebr,)-- Espírito, Rúibezah!t fAlem,) — Ver Number Nip. Rubi (Alg.)— Magistério ao rubro perfeito, Rubificação (Alg.) — Continuação do regime hermético, no qual se faz a matéria passar da cor branca para a vermelha, Ruch (Sánse.) — Luz, esplendor, brilho, beleza; desejo; explosão de alegria ou rego- zijo. Ruch (Sárso.) — Cólera, ira, furor.

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