Ver Ruch. Ruchaka (Sáânsc.) — Adorno, atavio; grinalda; um perfume; objeto de bom agouro, Como adjetivo: belo, formoso, brilhante, virtuoso, agradável, Ruchi (Sânsc.) — Luz, brilho, raio de luz; lustro, beleza; desejo; paixão, sede: fome; atenção fixa num objeto. Ruchira (Sânsc.) — Belo, brilhante; vistoso; agradável; doce. Aquilo que brilha, agrada ou seduz, Ruchya (Sânsc.) — Aquila que dá prazer, que é agradável, grato: marido amante. Rud (Sânsc.) — Pranto; pesar, aflição, dor. Rudatha (Sâánsc.) — Cão; discípulo: estudante, 576
Em ocultismo, equivale a Elemento. Rudra (Sâánsc.) — Um dos epítetos do deus Shiva, o Destruidor. [Rudra é uma for- ma de Shiva. No Rig- Veda não se encontra o nome de Shiva é o Deus a ele correspon- dente é Rudra. (Doutrina Secreta, II, 648) No Yajur-Veda Branco, Rudra aparece pela primeira vez como o grande Deus (Mahâdeva), cujo símbolo é o longam (ver esta pala- vra). No Rig- Veda, Rudra é chamado de “uivador” ou “gemedor”, divindade ao mesmo tempo benéfica e maléfica, o Curador e o Destruidor, No Vishnu-Purâna, É o deus que nasce da fronte de Brahmã, que se divide em macho e fêmea e é o pai dos Rudras ou Maruts. Nos Vedas, é o Ego divino, que aspira voltar a seu estado puro e deífico e, ao mesmo tempo, o Ego divino aprisionado na forma terrestre, cujas violentas paixões fa- zem dele o “uivador”, o “terrível”, (Doutrina Secreta, II, 578.) — Ver Rudras.] Rudras (Sânsc.) — Os “poderosos”; os senhores dos três mundos superiores. Uma das classes de espíritos “cafdos” ou que se encarnam. Todos eles nasceram de Brahmâ [segundo o Vishnu-Purâna, enquanto que em outras obras lemos que os onze Rudras são filhos de Kazyapa e Surabhi. Na Doutrina Secreta diz-se que os Rudras são filhos de Rudra e constituem as sete manifestações de Rudra-Shiva, o deus destruidor e também o grande Yogi e asceta (II, 173). São alguns semideuses imensamente poderosos e têm de nascer em cada idade, isto é, reencarnam-se em cada manvantara (II, 242), com um no- me diferente em cada “período” (11, 651). Metade deles é brilhante e benévola; os demais são negros e ferozes, São em número de onze e seus nomes são: Ajaikapâd, Ahivradha- na, Aparâájita, Virúpâkcha, Surezvara, Jayanta, Bahurúpa, Tryambaka, Savitra, Hara e Rudra, Foram designados também como “dez alentos vitais (prana), com o coração f(ma- nas) como décimo primeiro” (II, 578). Outros autores dizem que os Rudras personificam as onze distinções de Shiva (sabedoria, bondade, valor, poder, justiça, verdade etc). O chefe de todos eles é Hara ou Zafikara, que é o mesmo que Shiva, (Ver Bhagavud-Gitã, X, 23) No Rig- Veda, os Rudras são identificados com os Maruts, embora sob outro as- pecto, tornando-se as personificações dos ventos e relacionando-se com ventos e tem- pestades. Daí seu nome, que significa “chorões” ou “gemedores”, da raiz rud (chorar, gemer) e alude ao rumor produzido pelo vento.) Rudrabali (Sánsc.) — Oferenda em honra aos Rudras. Rudra-loka (Sânsc.) — O mundo celeste de Rudra (Shiva), Rudrâni (Sânsc.) — Esposa de Rudra. Rudrâri (Sânsc.) — Sobrenome de Kâma, Rudra-sâvarna (Sânsc.) — Nome do décimo Manu. (Ver Manu Sváyambhuva.) Rudra-Shiva (Sánsc.) — O deus destruidor e também o Grande Yogie asceta, ante- cessor de todos os Adeptos. Chamado de o “primeiro” e o “último”, é o patrono das ter- ceira, quarta e quinta Raças-Mães, (Doutrina Secreta, II, 528, nota) Vishnu, o deus conservador, transforma-se em Rudra-Shiva, o destruidor. (bid., 1, 573) Ruha (Sâánsc.) — Que cresce ou aumenta,