Ver Ratha. Ratha (Sânsc.) — Carro, veículo; o corpo, como veículo da alma e do Espírito; membro; pé; aquele que guia o carro; guerreiro, herói. Rathânga (Sânsc.) — Roda de carro; roda de oleiro; o disco de Vishnu-Krishna, Rathânga-pâni (Sânsc.) — Vishnu, que tem um disco na mão, Rati (Sânsc.) — Gozo, prazer, deleite; amor, desejo; bem-estar; repouso, Personifi- cada como a esposa de Kâma, deus do amor, à deusa dos prazeres sexuais, a Vênus hin- du. Ratna (Sânsc.) — Dom, presente; tesouro, bens, riquezas; jóia, pedra preciosa; coisa excelente. Rtna-garbha (Sânsc.) — O mar. Epíteto de kuvera, deus das riquezas. Ratnaketu (Sânsc.) — Nome de um dos quatro Tathâgatas (Ver esta palavra.) 558
Ver] Tri-ratna, Ratnávabhâsa-Kalpa (Sânsc.) — À idade em que terá deixado de existir toda dife- rença sexual e o nascimento se efetuará na forma anupádaka [sem pais), como na segun- da e terceira Raças-Mães, À filosofia esotérica ensina que isto ocorrerá no fim da sexta e sétima e última Raça-Mãe na Ronda atual. Ratnavatt (Sânsc.)- A Terra, Rôâtra (Sânsc.) — À notte. Rátri ou Râtri (Sânsc.) -- À Noite [um dos quatro corpos de Brahmã, aquele toma- do por Brahmâ com o objetivo de criar os râkohasas ou pretensos gigantes-demônios. (Ver (Os) Quatro corpos de Brahrrã.)) Rau (Esc.)— À deusa do mar, na mitologia escandinava. Rauchya (Sânsc.,) — Nome do décimo terceiro Manu, que, com o Bhautya Manu, corresponde à sétima Ronda. (Ver Manu Sváyambhuva.) Raudra (Sânsc.) — Adjetivo derivado de Rudra; sobrenome de Kârttikevya, deus da guerra hindu. Significa também: violento, terrível, formidável; desfavorável, não-propí- cio; que faz chorar; à estação do calor forte; cólera, raiva. No plural, uma classe de maus gênios ou demônios. Raudri (Sánsc.) — Esposa de Rudra, Rauhineya (Sânsc.) — O planeta Mercúrio, Raumas (Raumasa) (Sânsc.) — Uma classe de devas (deuses), de quem se diz que se originaram os poros da pele de Virabhadra. Alusão à raça pré-adâmica denominada de “os nascidos do suor”. [No Mahãâábhârata (XII, 10, 308) fala-se de um povo chamado raumas, que, segundo se diz, foi criado dos poros de Virabhadra, terrível gigante, que pôs a perder o sacrifício de Dakcha, As outras tribos e raças são representadas também como nascidas do mesmo modo. Tudo isso é alusão à última parte da segunda Raça-Mãe e início da terceira. (Dourina Secreta, II, 71, 192, 193) Ver Sacrifício de Dakcha e Víra- bhadra.) Raumya (Sánsc.) —- Uma classe de gênios maus ou demônios, Raurava (Sânsc.) — Adjetivo derivado de ruru (antflope); instável, inconstante, Nome de um inferno ardente, onde se encontram em doloroso excesso as qualidades do fattva tejas, (Râma Prasâd) Rava (Sânsc.) — Som, ruído, grito, alarido, rugido, trovão. Rava (Finl.) - Deus supremo dos finlandeses, paí dos deuses do ar e do fogo, Ravail [Rivail, Rivaílle ou Reivail, Hipólito Dinizart (1804-1869)) — Verdadeiro nome do fundador do espiritismo moderno na França, Ravail e/muito mais conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec. [Yer Allan Kardec.) Râvana (Sânsc.) — O rei demônio (rákchasa), soberano de Lankâ (Ceilão), que raptou Sitã, esposa de Râma, fato que conduziu à grande guerra descrita no Râmâvyana, [Râvana é a personificação da raça atlântica. É descrito como um gigante colossal, 559
Esta notabilíssima faculdade humana foi representada pela figura de uma mulher armada e com a cabeça adornada por um diadema, que subjuga e mantém preso um leão, símbolo das paixões que deve dominar, Por trás da figura cresce uma oliveira, que indica que a paz da alma é o fruto de tal vitória, À razão pura, sinônimo de Buddhi, € a faculdade mais elevada do homem, aquela que mais o distingue do bruto e de todos os seres irracionais. Segundo a definição geralmente admitida pelos filósofos e naturalistas, o homem é um “animal racional”, Suprima nele a razão e necessariamente só restará o animal. É próprio, pois, de homens deixar perder em nós o império da razão e afogá-la pelo transbordamento das paixões e dos instintos animais? Tem o homem o direito de destruir ou atrofiar tão notável faculdade e privar-se de seu uso através do emprego de substâncias embriagantes e soporíferas, como o álcool, a morfina, o ópio e outras, que o embrutecem mais e mais? E justo, por outro lado, combater e refrear a “funesta mania de pensar”? Pode alguém, seja quem for, travar o exercício da razão e obrigar o homem a crer cegamente em dogmas e doutrinas que estão em desacordo com tão elevada facul- dade? Por seu lado, deve o homem olhar com menosprezo esse dom divino, esse dom do céu, e renunciar, por um momento que seja, a seu uso para submeter-se covardemente à fé cega, a essa “fé do carvoeiro”, a essa “enfermidade mental”, como a qualifica H. P. Blavatsky, na Chave da Teosofia? Com a mão sobre o coração, responda sinceramente a estas perguntas qualquer pessoa de critério são e livre de preocupações e fanatismos, qualquer pessoa que se preze como ser “racional” e possa com justiça julgar-sêé superior ao bruto. À Teosofia, que aspira enobrecer o homem, desenvolvendo e enaltecendo suas faculdades superiores, jamais explora a credulidade humana; a ninguém impõe violenta- mente suas doutrinas nem obriga a aceitar de olhos fechados os seus ensinamentos, so- bretudo se estes não concordam com os ditames da razão e da consciência de cada um, À mesma coisa faz o budismo, quando estabelece que ninguém precisa acreditar no que foi dito por qualquer sábio, nem no que está escrito em qualquer livro, nem no que é afirma- do por tradição, a não ser que esteja de acordo com a própria razão, (Ver Olcott, Cate- cismo Búdico, 42º edição, questão 196,)
Ver Átman, Parabrahman. Rebis (Herm.) — Matéria dos Sábios durante a primeira operação da Obra, O espf- rito mineral cru, segundo Trevisan, mistura-se com seu corpo na primeira decocção, dissolvendo-o. É por isso que se chama Rebis, uma vez que é feita de duas coisas, isto é, 560
Ver: Abesi, Rechaka (Sânsc.) — Uma das práticas do Hatha-Yoga durante o exercício do Prâá- návâáma ou regulação do alento, Consiste em manter aberta uma das narinas e por ela exalar o alento, enquanto a outra é mantida fechada; uma das três operações denomina- das respectivamente Páraka, Kumbhaka e Rechaka, muito perniciosas à saúde. [Uma das práticas do Prânâyâmia, que consiste em expelir o ar dos pulmões, fazendo uma expira- ção prolongada. (Râma Prasãd) Ver Prânâyâma,.) Reconciliação (Herm.) — Os filósofos herméticos recomendam a reconciliação dos inimigos e que seja feita a paz entre eles, de modo que se unam inseparavelmente, isto é, a reunião do volátil com o fixo, de modo que o volátil se torne fixo.
Ver: Memória. Redução (Alg.) — Retrogradação de algo que atingiu um certo grau de perfeição a um grau mais baixo, como se do pão se fizesse o grão de trigo. Assim a redução dos me- tais em sua primeira matéria, tão recomendada pelos filósofos, é a retrogradação dos metais filosóficos, e não vulgares, em sua própria semente, isto é, um mercúrio herméti- co. Esta redução é feita através da dissolução do fixo pelo volátil de sua própria natureza e do qual é feito.
É a doutrina do renascimento, na qual acreditavam Jesus e seus apóstolos, como toda gente daqueles tempos, porém negada hoje pelos cristãos que pare- cem não compreender a doutrina de seus próprios Evangelhos, visto que a Reencarnação é ensinada claramente na Bíblia, como o é em todas as demais escrituras antigas. Todos os egípcios convertidos ao cristianismo, os padres da Igreja e outros acreditavam em tal doutrina, como provam os escritos de vários deles, Nos símbolos ainda existentes, a ave com cabeça humana, que voa para uma múmia, um corpo ou “a alma que se une com seu sahou (o corpo glorificado do Ego e também o invólucro Kâmalokico)" é uma prova desta crença. “O Canto de Ressurreição” entoado por Ísis para fazer a vida voltar a seu esposo defunto poderia ser traduzido como “Canto de Renascimento”, visto que Osíris é a Humanidade coletiva. “Oh, Osíris (aqui segue o nome da múmia osirificada, ou seja, o defunto), levanta-te de novo na santa terra (matéria), augusta múrnia que jaz no féretro sob tuas substâncias corpóreas” — eis a oração funerária que era pronunciada pelo sacer- dote diante do defunto, A palavra “ressurreição”, entre os egípcios, nunca significou a ressurreição da mutilada múmia, mas da Alma que a animava, o Ego num novo corpo. O fato de revestir-se periodicamente de carne a Alma ou o Ego era uma crença universal; nada pode estar mais concorde com a justiça e à lei kármica. À Reencarnação é também chamada de palingenesia, metempsicose, transmigração das almas etc., e, como indicam estes nomes, esta doutrina ensina que a Alma, o princípio vivo, o Ego ou parte imortal do homem, depois da morte do corpo em que residia, passa sucessivamente para outros cor- pos, de modo que para um mesmo indivíduo há uma pluralidade de existências ou, me- lhor dizendo, uma existência única de duração ilimitada, com perfodos alternados de vida Objetiva e vida subjetiva, de atividade e repouso, comumente chamados de “vida” e “morte”, comparáveis de certo modo aos períodos de vigília e de sono da vida terrestre; cada uma dessas existências na Terra é, por assim dizer, um dia da Grande Vida indivi- dual, Através do processo da Reencarnação, a entidade individual e imortal, a Trfada su- perior, transmigra de um corpo para outro, reveste-se de sucessivas e novas formas ou 561
Todos os mundos estão sujeitos ao Poder e à superintendência de alguns grandes Seres chamados Regentes (Eichis, Pitris, Devas ou Deuses, Dhyân Chobhans, Anjos, Gênios etc.). Quatro destes seres elevados, que são os quatro grandes Reis ou Mahárâjahs, presidem ou dirigem cada um dos quatro pontos cardeais ou as Forças cós- micas do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste, cada uma das quais com uma virtude oculta própria, Os cristãos designam estes Seres pelos nomes de “Espíritos” ou “Virtudes an- gélicas”. (Doutrina Secreta, 1, 148) Estes Devas encontram-se também relacionados com o Karma, porque este tem necessidade de agentes físicos e materiais para cumprir seus decretos, tais como os quatro tipos de ventos, que exercem influências boas ou más sobre a saúde dos seres vivos. (Ibid,, 1, 147) Os Regentes são também os Poderes que gover- nam os quatro elementos primitivos, -— terra, água, ar e fogo — e os espíritos da Natureza a eles relacionados. Há também ossete Regentes ou gênios protetores, que correspon- dem a cada um dos sete planetas principais ou sagrados (Ibid., 1, 176, 454) é a outros as- tros (Ibid., 1, 484, 628); assim, temos os sete Richis ou Regentes das sete estrelas da Ursa Maior (II, 332), os Regentes da Lua (II, 339), os Regentes ou deuses protetores de cada um dos doze signos do Zodíaco (Il, 374) etc. HÁ, finalmente, os Regentes ou Patro- 563
Ver Senhores do Karma. Rehouh (Eg.,) — (Os dois deuses.) — Segundo o capítulo XV do Livro dos Mortos, os dois Rehouh são Hórus e Set, isto é, a personificação da eterna luta entre o bem e o mal, São representados por um personagem de cabeça dupla (de gavião e de animal tifo- niano). Também são denominados de os “dois leões”. (Pierret, Dict. dÁárch, Égypt) Reidgotaland (£sc.) — Nos Eddas, assim se denomina a moderna Jutlândia, uma das províncias da Dinamarca,
Dos sete reinos que constituem os elos da cadeia evolucioná- ria, há três chamados de elementais, anteriores aos reinos mineral, vegetal, animal e hu- mano e dos quais não se pode falar por várias razões, uma das quais é que ninguém, à não ser um grande vidente ou uma pessoa naturalmente dotada de intuição, poderá fazer idéia daquilo que não é possível expressar com palavras, (Doutrina Secreta, 1, 326, no- ta.)
Esotericamente, são as raças primitivas de homens, malformadas e feitas como que por tentativas. Alguns cabalistas os interpretam no sentido de “faíscas”, mundos em formação, que desaparecem tão logo estejam formados, (Ver Edom.) Reis magos -— A bonita lenda dos três reis magos, que chegaram do Oriente para adorar o menino Jesus recém-nascido e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra, é de origem oriental. Estes mesmos dons eram aqueles que os magos costumavam oferecer a Ahura Mazda, o primeiro de seus espíritos puros e cujo símbolo é o Sol. (Ver E, Burnouf, A Ciência das Religiões, p. 2717.) Rej (Sânso.) — Agni, o logo,
Nome com que se designavam os sacerdotes, hierofantes, mestres de magia, os quais, segundo Lenormant, Maspero, os dois Champollion e outros, “podiam praticar a levitação, andar pelo ar, viver sob a água, sustentar uma enorme car- ga, sem sofrer qualquer dano ou mutilação, ler o passado, predizer o futuro, tornar-se invisíveis e curar diversas doenças”, (Bonwick, Religião da Magia) E acrescenta o mes- mo autor: “A admissão nos Mistérios não conferia poderes mágicos; estes dependiam de duas coisas: da posse de aptidão inata e do conhecimento de certas fórmulas empregadas nas circunstâncias adequadas. Exatamente como hoje”,
Apesar da imensa diversidade que oferecem do ponto de vista exterior, todas as religiões têm um fundo comum nas idéias dogmáticas, filosóficas e morais. De fato, o estudo comparado das religiões demonstra que os ensinamentos fundamentais so- bre a Divindade, o homem, o universo, a vida futura, são substancialmente idênticos em todas elas, apesar de sua diversidade aparente. São as mesmas verdades encobertas pelo 564
À única religião que serve de base a todos os credos existentes na atualidade. Aquela “fé” que, sendo primordial e revelada diretamente à es- pécie humana por seus Progenitores e pelos Egos que a instruem (por mais que à lgreja os considere como “anjos cafdos”) não exige “graça” alguma ou fé cega para crer, por- que era conhecimento, (Ver Gupta Vidyâ ou conhecimento oculto.) Nesta Religião da Sabedoria baseia-se a Teosofia.