Abandono, solidão, Rahas (Sânsc.) — Solidão, retiro; lugar solitário ou oculto; confidência; segredo, mistério, arcano, Rahasa (Sânsc.) - O mar; o céu, Rahasya (Sânsc.) — Um nome dos Upanichads, Literalmente: essência secreta do conhecimento, [Segredo, mistério, arcano; como adjetivo: oculto, secreto, misterioso.) Rahasyavrata (Sânsc.)— O poder de manejar as armas misteriosas ou mágicas. Rahat -— O mesmo que arhar; o Adepto que chega a ficar completamente livre de todo desejo neste plano, através da aquisição do conhecimento e de poderes divinos. [Ver Arhat)] Rahâta (Sânsc.) — Conselheiro, ministro, secretário; espírito, fantasma, Rahita (Sânsc.) — Livre, isento; privado, desprovido; só, isolado, abandonado, Ra'hmin Seth (Hebr.) — Segundo a Cabala (ou Qabhbalah), as “falscas-almas” con- tidas em Adão (Kadmon) formaram três linhagens, cujas cabeças foram seus três filhos. De modo que, assim como à “fafsca-alma” (ou Ego) chamada Chesed converteu-se em 549
Jurisconsulto austríaco que, em 1680, declarou que todos os que duvidaram da existência da pedra filosofal se tornaram culpados de crime de lesa majes- tade, visto que muitos imperadores da Alemanha haviam sido alquimístas entusiastas. Rainha (Alg.) - Água mercurial dos filósofos, que é assim denominada pelo fato de seu enxofre ser chamado de Rei, Este enxofre deve se casar com esta água, sua esposa natural e sua mãe. Raio andrógino (Esot.) — O primeiro Raio diferenciado, o segundo Logos; Adão Kadmon, na Cabala; o “macho e fêmea os criou” do capítulo primeiro do Gênesis,
Ver (Os) Sete Raios Solares, Raivata (Sânsc.) — Nome de um Manu. Assim se chama também a cordilheira que vai do lado ocidental do Vindhya para o Norte. Raivata-Manvantara (Sânsc.) — O ciclo de vida presidido pelo Manu Raívata. Como é o quinto dos quatorze Manus (esotericamente, Dhyân Chohans), havendo sete Manus-raízes e sete Manus-sementes para as sete Rondas de nossa cadeia terrestre de globos (ver' Buddhismo esotérico, de A. P. Sinnet, e a Doutrina Secreta, t. 11, Cronologia Brahmânica), Raivata presidia a terceira Ronda e era seu Manu-raiz.
À Única Realidade absoluta, que antecede a todo ser manifestado, a Causa infinita e eterna de tudo o que foi, é e será; antes a Seidade do que Ser; Sat, Pa- rabrahman, o Absoluto, o Todo Abstrato; o Oeaohoo do Livro de Dzyan, Râja ou râjan (Sânsc.)- Um príncipe ou rei da Índia. Rájagriha (Sánsc.) — À capital de Magadha, famosa por sua conversão ao Budismo nos tempos dos reis budistas, Foi a residência de vários soberanos, desde Bindusâra até Azoka e foi a sede do primeiro Sínodo ou Concílio Búdico, celebrado no ano de S10 a.C, Râja-guhya (Sáânsc.) — Mistério soberano. Râja-guru (Sânsc.) — Preceptor real,
Literalmente: “filho de rei”; príncipe real; Kshatriva; o pla- neta Mercúrio. Rája-putri e Rãja-putrika (Sânsc.) — Filha de ret; princesa. Rájarchis ou Rájarshis [Rája-richis] (Sânsc.) — Os Richis reais ou Adeptos reais, uma das três classes de ríchis da Índia, o mesmo que os Hierofantes reais do Ántigo Egito, |Santo ou richi de casta real; um Kchatriya que, graças a uma vida pura e santa na Terra, elevaram-no como um santo ou semideus ao céu de Indra, como Vizvâ-mitra e outros. (Ver! Richis.)] Rajas (Sánso.) — “A qualidade de impureza” (isto é, diferenciação) e atividade nos Purânas., Uma das três divisões ou gunas nas correlações da matéria e da natureza, à que representa à forma e a mudança, [É o segundo dos três modos, atributos ou qualidades (gunas) da Prakriti (matéria): a qualidade passional, aquela da ação ou atividade, Seus efeitos no mundo objetivo são movimento e energia; no subjetivo, manifesta-se como sofrimento, dor, perturbação, ansiedade, inquietude, agitação, tédio, desgosto, zelo, in- veja, instabilidade, confusão, ambição, desejo, paixão, amor, ódio, malícia, afeição às dis- córdias e à maledicência, desequilíbrio, intranqúilidade, desordem, violência, luta, ener- gia, esforço e atividade, “Saiba que rajas, cuja natureza é de paixão, sendo origem de 551
Ver Rajas, Râja-hamsa (Sânsc.) — Cisne, Rájaka (Sânsc.) — Real, soberano; brilhante, esplêndido. Rôâjakiya (Sânsc.) — Régio, soberano. Râjakumâra (Sânsc.) — Príncipe real, Rajamsis (Sânsc.) — Mundos ou globos, (Verl Doutrina Secreta, U, 642-658,) Râjan (Sânsc.) — Príncipe, rel; um indivíduo da casta militar (kshatriya), senhor; a Lua; Indra., (Ver Râja.) Rajani ou Rajanf (Sânsc,)— A noite, Rajanikara (Sánsc.)- À Lua, Râjaniti (Sânsc.)— À conduta que os reis devem observar. Râájanya (Sânsc.) — Um indivíduo da casta militar (kshatriva); a própria casta guer- reira ou militar, em linguagem védica.
Ver Ksharriya. Râjya (Sánsc.) — Realeza, soberania, reino. Râkâ (Ved.) — O dia de Lua cheia; dia apropriado para certas práticas ocultas. | À deusa do plenilúnio.| so. Ráâkâpati (Sânsc.) — Literalmente: “esposo de Râkã"”": a Lua cheia. Rakcha (Sânsc.) — Cuidado, guarda, proteção, conservação; protetor, guardião; um preservativo, especialmente uma espécie de bracelete ou amuleto. Râkchã (Râkshã) (Sânsc.) — Um amuleto preparado durante a Lua cheia ou nova. Rakchâgandaka (Sámrsc.) — Uma espécie de talismã. Rakchaka (Sánsc.) — Guardião, protetor. Râkcha-loka (Sánsce.) — Ver Râákehasa-loka. Rakchâmangala (Sánse.) - Cerimônia praticada para proteção. Rakchâmani (Sánsc.) — Jóia empregada como talismã. Rakchana (Sâánsc.) — Guarda, proteção; conservação; administração; governo, guardião, protetor,
Ver Rakehakao, Rakchâpratisara (Sánsc.) - Um amuiletce (para previnir algum dano). Rakchas (Sânsc.) — Mal, dano, ofensa, detrimento, prejuízo. Nome de certa classe de gênios ou gigantes conhecidos também pelo nome de rãkchasas. (Ver esta palavra.) Râkchasas (Sánsc.) — Literalmente: “comedores de carne (crua)” e, segundo a su- perstição popular, maus espíritos, demônios. Esotericamente, contudo, são os gibborim (gigantes) da Bíblia, a quarta raça dos Atlantes. (Os rãkchasas, exotericamente, são gi- gantes, titãs, espíritos inimigos dos deuses; são demônios, gênios ou espíritos malignos dotados de grande poder; atormentam a humanidade com todo tipo de mal; frequentam os cemitérios, comem came crua, estorvam ou perturbam os sacrifícios e mudam de forma à vontade. São os ogros ou antropófagos da Índia. Estão geralmente associados com os yakchas (ver esta palavra), porém são inferiores a estes. Uma classe de ráchasas são gênios servidores de Kuvera, deus das riquezas, e guardiães de seus tesouros. Porém os ráâkchasas, considerados como demônios na teologia popular hindu, são designados pelo nome de “preservadores” além do Himalaia. Este duplo significado tem origem nu- ma alegoria filosófica, exposta de várias maneiras nos Purânas. Diz-se que, quando Brahmã criou os demônios, yakchas e râkchasas, as duas classes de demônios, aqueles que entre eles gritaram: “Não, ob, deixemo-lo a salvo”, foram chamados râkehasas (Vi- shnu-Purâna, 1, V), — O Bhagavata-Purâna (III, 20) expressa de modo diferente esta alegoria: “Brahmã — diz — transformou-se em noite (ignorância) revestido de um corpo”. 553
Ver Raktâmbara. Rakti (Sânsc.) — Afeto, apego, afeição. Raktotpala (Sánsc.) — Lótus vermelho. Ram (Sânsc.) — Nominativo eutro de Rá. Considerado como símbolo do zattva Agnt. Ramãô (Sãâuso.) — sobrenome de Lakchmi, Râma (Sânsc.) — Sétimo avarar ou encarnação de Vishnu; filho mais velho do rei Dazaratha, da raça solar [e Kauzalyã, uma de suas quatro esposas]. Seu nome completo é Râma-Chandra. É o protagonista do grande poema épico Rámâyana. Casou-se com Sitá, 554
Festas que, em honra de Baco e Aniadne, eram ce- lebradas em Roma e nas quais eram levadas em procissão cestas carregadas de frutas. Râmânujáchârya (Râmânuja-âchârya: “mestre Râmânuja”.) — Célebre filósofo reformador do século X1, nascido no ano de 1017 de nossa era. Fundador da escola Vizi- chthâdvaita do Vedânta. Escreveu um valiosíssimo comentário do Bhagavad-Gitáâ, Se- gundo a tradição, o bendito Râmânujâchârya não é outro senão Ádi Zecha, encarnado na Terra, no Kali-yuga, como um dos Salvadores espirituais da humanidade, segundo as exigências do tempo e do país. Falando dele, diz A. Besant: “... um grande Sábio, um da- queles grandes escritores da Antiga india, que se consagraram ao ensino das mais subli- mes Verdades espirituais, o Sábio Râmânuja”. (A. Besant, Os Três Sendeiros: Bhakri- Mârga.) Ver Zecha. Râma-setu (Sânsc.) — “A Ponte de Râma”, construída para a invasão do Ceilão, segundo relata o Rámáyanao. Atualmente dá-se o nome de “Ponte de Adão” a uma fileira de arrecifes, situada no estreito que separa o Ceilão do continente asiático. Râmatâpaniyopanichad (Sânsc.) — Um tipanichoed do Atharva-Veda, no qual o herói hindu Râma é adorado como deus supremo. Râmiâyana (Sônsc.) — Famoso poema épico hindu, tão conhecido quanto o Máhã- bháãrata. Parece que este poema foi o original da Hlímda, ou vice-versa, exceto que no Râmâvyana os aliados de Râma são macacos, chefiados por Hanumãân, e por aves e outros animais monstruosos, todos lutando contra os rákchasas ou demônios € gigantes de Lan- kã, |O Râmâvana descreve, segundo seu próprio nome, “as aventuras de Râáâma". E o Mais antigo dos poemas épicos sânscritos e foi escrito por Válmiki, cerca de cinco sécu- los antes de Cristo, segundo se supõe, e recebeu sua forma atual um século ou dois mais tarde. Os manuscritos desta epopéia variam consideravelmente. Há dois textos revisados, o do Norte e o de Bengala, sendo o primeiro o mais antigo e puro e, infelizmente, o texto mais alterado é o mais conhecido na Europa. O Râmâyana, diz Michelet, não é apenas um poema, mas uma espécie de Bíblia, que contém, além das tradições sagradas, a natu- reza, à sociedade, as artes, o país hindu, os vegetais, os animais, as transformações do ano no singular encanto de suas diversas estações... Longe de ser um caos, as variedades concordantes se enfeitam com um encanto mútuo, Ali tudo é amor, tudo é amizade e afeto recíproco; tudo ora aos deuses, respeito aos brahmanes, aos santos e aos anacore- tas, sendo neste último ponto, sobretudo, inesgotável. Como é de se supor, todo o Râmã- yana é alegórico. Alude à grande guerra entre os “Filhos de Deus” e os Filhos da Negra Sabedoria — nossos antepassados —, ou entr. os Adeptos a-antes e os ários. Râma é o primeiro rei da dinasua divina dos primitivos ários, Râávana é a personificação simbólica da raça atlântica (Lankã). Os primeiros eram a encarnação dos deuses solares; os segun- dos, dos devas lunares. Esta é a grande batalha entre o Bem e o Mal, entre a Magia bran- 555
À primeira das oito perfeições físicas ou siddhis (fenômenos) dos hatha-yogis. É a rápida evolução, à vontade, dos humores do corpo independente- mente de todo alimento que provenha do exterior [ou, segundo P. Hoult, é a produção das secreções do corpo, sem a ingestão de alimento comum]. Rasshoo [Ras-hoo ou Ra-shu] (Eg.) — Os fogos solares formados dentro e fora das “águas” primordiais, ou substância, do Espaço. Rasya (Sâánsc.) — Saboroso, gostoso. Rata (Sânsc.) — Contente, satisfeito, prazeroso. Ráta (Sânsc.)- À oferenda do sacrifício.