Glossário Teosófico

Ramalias (Ramales, em latim)

Festas que, em honra de Baco e Aniadne, eram ce- lebradas em Roma e nas quais eram levadas em procissão cestas carregadas de frutas. Râmânujáchârya (Râmânuja-âchârya: “mestre Râmânuja”.) — Célebre filósofo reformador do século X1, nascido no ano de 1017 de nossa era. Fundador da escola Vizi- chthâdvaita do Vedânta. Escreveu um valiosíssimo comentário do Bhagavad-Gitáâ, Se- gundo a tradição, o bendito Râmânujâchârya não é outro senão Ádi Zecha, encarnado na Terra, no Kali-yuga, como um dos Salvadores espirituais da humanidade, segundo as exigências do tempo e do país. Falando dele, diz A. Besant: “... um grande Sábio, um da- queles grandes escritores da Antiga india, que se consagraram ao ensino das mais subli- mes Verdades espirituais, o Sábio Râmânuja”. (A. Besant, Os Três Sendeiros: Bhakri- Mârga.) Ver Zecha. Râma-setu (Sânsc.) — “A Ponte de Râma”, construída para a invasão do Ceilão, segundo relata o Rámáyanao. Atualmente dá-se o nome de “Ponte de Adão” a uma fileira de arrecifes, situada no estreito que separa o Ceilão do continente asiático. Râmatâpaniyopanichad (Sânsc.) — Um tipanichoed do Atharva-Veda, no qual o herói hindu Râma é adorado como deus supremo. Râmiâyana (Sônsc.) — Famoso poema épico hindu, tão conhecido quanto o Máhã- bháãrata. Parece que este poema foi o original da Hlímda, ou vice-versa, exceto que no Râmâvyana os aliados de Râma são macacos, chefiados por Hanumãân, e por aves e outros animais monstruosos, todos lutando contra os rákchasas ou demônios € gigantes de Lan- kã, |O Râmâvana descreve, segundo seu próprio nome, “as aventuras de Râáâma". E o Mais antigo dos poemas épicos sânscritos e foi escrito por Válmiki, cerca de cinco sécu- los antes de Cristo, segundo se supõe, e recebeu sua forma atual um século ou dois mais tarde. Os manuscritos desta epopéia variam consideravelmente. Há dois textos revisados, o do Norte e o de Bengala, sendo o primeiro o mais antigo e puro e, infelizmente, o texto mais alterado é o mais conhecido na Europa. O Râmâyana, diz Michelet, não é apenas um poema, mas uma espécie de Bíblia, que contém, além das tradições sagradas, a natu- reza, à sociedade, as artes, o país hindu, os vegetais, os animais, as transformações do ano no singular encanto de suas diversas estações... Longe de ser um caos, as variedades concordantes se enfeitam com um encanto mútuo, Ali tudo é amor, tudo é amizade e afeto recíproco; tudo ora aos deuses, respeito aos brahmanes, aos santos e aos anacore- tas, sendo neste último ponto, sobretudo, inesgotável. Como é de se supor, todo o Râmã- yana é alegórico. Alude à grande guerra entre os “Filhos de Deus” e os Filhos da Negra Sabedoria — nossos antepassados —, ou entr. os Adeptos a-antes e os ários. Râma é o primeiro rei da dinasua divina dos primitivos ários, Râávana é a personificação simbólica da raça atlântica (Lankã). Os primeiros eram a encarnação dos deuses solares; os segun- dos, dos devas lunares. Esta é a grande batalha entre o Bem e o Mal, entre a Magia bran- 555

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