O agregado ou conjunto de indriyas, ou seja, dos cinco poderes sensitivos ou de percepção e dos cinco de ação, Indriya-júâna (Sânsc.) — Conhecimento ou percepção através dos sentidos. Indriya-karman (Sânsc.) — Função de um sentido, de um dos indrivas.
Refreamento ou domínio dos sentidos. Indriyarama (Sânsc.) — Que goza nos sentidos, que gosta dos prazeres sensítivos. Indriyartha (Sânsc.) — Objeto dos sentidos.
Ver Criação Indriya, Indrivasakti (Sânsc.) — Potência dos sentidos. Indriya-samyama (Sânsc.) — Ver fIndriva-sanyama, Indriya-sanga (Sânsc.) — Apego ou inclinação aos objetos dos sentidos, Indriya-sanyama ou Indriya-samyama (Sánsc.) — Continência, disciplina ou do- mínio dos sentidos, Indrivya-svapa (Sânsc.) — “Sono dos sentidos”; privação ou perda da sensibilidade; inconsciência, Indriyatman (Sánsc.) — Alma espiritual ou intelectual, Indriyavant (Sânsc.) — Potente, forte, vigoroso,
Ver Indriva. Indu (Sánsc.)— À Lua; o soma (no sentido de Lua). Indubhrit (Sánsc.) — O deus Shiva, assim denominado por levar à frente a meia- Lua ou por ser levado em cima da meia-Lua, (Burnouf) Indumani (Sânsce.) — À pedra preciosa chamada “pedra de Lua”, Significado idên- tico ao de Chandramani ou Chandrakânta. 248
Os anglo-saxões derivaram certamente a palavra Heli (inferno) do nome da deusa Hela (ver), e os eslavões do grego Hades, sendo preciso notar que no russo e outras línguas eslavônias o inferno chama-se ád e a única diferença entre o frio inferno escandinavo e o ardente inferno cristão consiste em suas respectivas temperaturas. Po- rém, nem mesmo a idéia daquelas regiões escaldantes é original dos europeus, visto que muitos povos tiveram o conceito de uma região no mundo inferior, como também tería- mos se localizássemos nosso inferno no centro da Terra, Todas as religiões exotéricas — os credos dos brâhmanes, budistas, zoroastrianos, maometanos, judeus e outros -- fazem seus infernos ardentes e tenebrosos, embora muitos deles sejam bem mais atraentes do que aterrorizantes. A idéia de um inferno abrasador é uma reminiscência, uma desfigura- ção de uma alegoria astronômica, Entre os egípcios, o inferno não era um lugar de casti- go pelo fogo até a décima sétima ou décima oitava dinastia, quando Tifón foi transfor- mado de deus em diabo, Porém, seja qual for o tempo em que se inculcou esta horrível superstição no ânimo das pobres massas ignorantes, a idéia de um inferno abrasador e de almas nele atormentadas é puramente egípcia, Ra (o Sol) converteu-se em Senhor do Foro Ardente,em Karr, o inferno dos Faraós, e os pecadores eram ameaçados com o tormento “no ardor dos fogos infernais”. Havia ali um leão — diz o Dr, Birch — que era chamado de monstro rugedor. Outro autor descreve tal lugar como “o abismo sem fundo e lago de fogo, onde são lançadas as vítimas”. (Compare com a Revelação.) A palavra hebraica gai-hinnom (gehenna) jamais teve, na realidade, o significado que lhe foi dado pela ortodoxia cristã. [Ver Naraka.] Infinidade ou Tnfinitude -- Qualidade do infinito.
Palavra derivada da mesma raíz latina de initia, que significa os pri- meiros ou fundamentais princípios de uma ciência, A prática da Iniciação ou admissão nos Sagrados Mistérios, ensinados pelos Hierofantes ou sábios sacerdotes dos templos, é uma das mais antigas. Era praticada em todas as antigas religiões nacionais. Na Europa foi abolida com a queda do Gúltimo templo pagão. Atualmente existe apenas uma Inicia- ção conhecida do público, que é a Iniciação nos ritos maçônicos. À Maçonaria, contudo, já não tem mais segredos a revelar ou encobrir, Nos dias florescentes da Antiguidade, os Mistérios, segundo os maiores filósofos gregos e romanos, constituíam a mais sagrada de todas as solenidades, bem como a virtude mais benéfica e altamente estimulada, Os Mis- térios representavam a passagem da vida mortal para a morte finita e as experiências da Alma e do Espírito desencarnados no mundo da subjetividade. Em nossos dias, por já se ter perdido o segredo, o candidato passa por diversas cerimônias que nada significam e é Iniciado na alegoria solar de Hiram Abiff, o “Filho da Viúva”. [Ninguém pode alcançar as sublimes regiões, onde moram os Mestres, sem ter passado antes pela estreita porta da Iniciação, a porta que conduz à vida perdurável, Para que os homens se encontrem em condições de cruzar tal porta, é preciso chegar a um grau muito alto de evolução para que deixem de ter o menor interesse por tudo quanto pertença à vida terrena, salvo o po- der servir, com toda a abnegação, ao Mestre e ajudar na evolução da humanidade. 249
Designa-se com este nome a todo aquele que foi ad- mitido nos Mistérios e a quem foram revelados os segredos da Maçonaria ou do Ocul- tismo, Na Antiguidade, eram aqueles que tinham sido Iniciados no arcano conhecimento, ensinado pelos hierofantes dos Mistérios, e, em nosso tempo, aqueles que foram Ínicia- dos pelos Adeptos da sabedoria mística na ciência misteriosa, que, apesar do transcurso dos séculos, conta com alguns verdadeiros partidários na Terra,
Qualificativo ou sobrenome dado aos Iniciados e cabalistas, antes da era cristã, Os “Inocentes” de Bethlehem e de Lud (ou Lydda), que foram condenados à morte por Alexandre Janneus em número de alguns milhares (no ano 100 a.C., aproxi- madamente), deram origem à lenda dos 40.000 meninos inocentes assassinados por He- rodes, enquanto buscava o menino Jesus, O primeiro é um fato histórico pouco conheci- do; o segundo é uma fábula, como o foi suficientemente demonstrado por Renán, em seu Vida de Jesus. [O rei Herodes é a representação de Kansa, tirano de Mathurâ e to ma- terno de Krishna, Os astrólogos haviam prognosticado a Kansa que um filho de sua so- brinha Devaki arrebatar-lhe-ia a coroa e traria sua vida; em vista disso, o tirano mandou matar o menino (Krishna); porém, graças à proteção de Mahádeva, Seus pais consegui- ram colocá-lo a salvo. Então, Kansa quis assegurar-se da morte do verdadeiro menino e, com este fim, ordenou uma matança geral dos meninos de seu reino. (Ver Devakí, Krish- na etc.)|
Fala-se freqlientemente em inspiração, mas em geral não se sabe ab- solutamente o que é. Há um grande caudal de inspiração, que provém de nossos Mestres, os verdadeiros guias da humanidade, que sugerem ou projetam na mente do homem as idéias, de modo que este nada mais faz além de expressá-las, oralmente ou por escrito. À verdadeira inspiração distingue-se da mediunidade, porque, nesta última, o sujeito é pas- sivo e fica exposto à influência de qualquer entidade astral que se ericontre nas imedia- ções. Quando um homem se encontra sob tal influência, está em geral inconsciente, não sabe nada do que faz por mediação de seu organismo nem quem o faz, nem lembra-se de nada ao acordar, Seu estado é de uma verdadeira obsessão temporal. Enquanto que, du- rante o estado de inspiração procedente dos Mestres, o homem permanece consciente de tudo o que faz e sabe a quem empresta seus órgãos de expressão, segue com interesse tudo o que ocorre e recorda-o prontamente com clareza. Outras vezes a inspiração vem do Ego, do Eu Superior ou divino, e, em outros casos, as idéias inspiradas vêm do exte- rior, de alguma outra pessoa do mundo astral ou de seres mais ou menos elevados (Devas etc.), que habitam nos planos superiores, Disso resulta que nem sempre as sugestões são exatas em todos os conceitos, visto que a simples mudança de plano não confere a nin- guém o dom da infalibilidade. Isso sabido, aconselha-se a prudência mais elementar, que se esteja muito alerta, que se considere a fundo cada coisa, segundo seu valor intrínseco, € não se creja com excessiva facilidade em toda sugestão dessa índole, sempre que não se esteja completamente seguro sobre a procedência da inspiração; em uma palavra: não é preciso rechaçar nada de modo impulsivo, porém tampouco deve-se admitir às cegas coisa alguma, simplesmente porque a mensagem chega engalanada com um nome sublime ou com uma aparência atraente, pois não faltam seres que têm verdadeiro afã de nos en- ganar e são diabolicamente hábeis na arte da fraude. (Ver o artigo “Inspiração”, de C. W,. Leadbeater, publicado no Loto Branco, de julho e agosto de 1917.) 250
É o aspecto inferior do Manas, ou seja, seu princípio instintivo, que é atraído pelo Kâáma (local dos desejos e paixões animais), (Chave da Teosofia, p. 120) à Mônada animal só é dotada da faculdade instintiva, (Doutrina Secreta, II, 108)
Há algumas hierarquias de Inteligências, que brotam dos sete Logoi secundários e formam o corpo governante de seu reino, que guia os processos de ordem natural, São alguns Seres radiantes, dotados de vasto conhecimento e grande poder, En- tre tais Inteligências figuram os Lipikas, que são os registradores do Karma de tal reino e de todas as entidades que nele existem; os Mahârájas ou Devaráias, que vigiam ou diri- gem as operações da lei kármica; as numerosas hostes de Construtores, que moldam to- das as formas, segundo as Idéias contidas no tesouro do Logos, na Mente Universal. (A, Besant, Sabedoria Antiga, 149, 414 etc.)
Abusa-se muito dessa palavra e fregilentemente seu uso é feito de modo incorreto na pedagogia, É o conhecimento superior, real e objetivo, por assim dizer; uma espécie de visão direta com os olhos da alma, em virtude da qual o homem adquire, por experiência própria, a percepção ou conhecimento claro, Íntimo e instantâneo de uma idéia ou verdade, sem o auxílio da razão, como se se tratasse de um objeto material colo- cado diante de nossos olhos. À intuição corresponde às faculdades da mente superior e é o guia infalível do vidente, Segundo diz o Catecismo Búdhico, de Olcott, a intuição é su- perior à razão para perceber a suprema verdade; é um estado mental em que qualquer verdade desejada é instantaneamente compreendida; pode ser alcançada quando alguém, através da prática do Júiâna, chega ao seu quarto grau de desenvolvimento, Segundo Râma Prasâd, depois de se obter o estado de paravairâgya, em que, graças à total ausên- cia de desejos e paixões, o fogf adquire a calma mais completa, apresenta-se o poder chamado samáâpatti, intuição, que é aquele estado mental em que se torna possível rece- ber o reflexo dos mundos subjetivo e objetivo, À intuição tem quatro graus: 1º) Sa-vitar- ka (verbaD; 2º) Nir-vitarka (sem palavras); 3º) Sa-vichára (meditativo); 49) Nir-vichâra (ultrameditativo), O estado de intuição é comparado a um cristal brilhante, puro, trans- parente e incolor. Um objeto qualquer, olhado através dele, dar-lhe-á sua própria cor. (As Forças Mais Sutfs da Natureza, cap. VIIL) (Ver também Aforismos de Patafijali, II, 36, 43; IV, 23 etc.)
É a queda ou descenso gradual, progressivo, cíclico do Espírito na Matéria. Realiza-se nos Globos designados com as letras A, B e C, que formam o arco descendente da Cadeia Planetária. Ao chegar ao Globo D (do qual o exemplo é a nossa Terra), a matéria física do descenso adquire sua densidade máxima e o Espírito encontra- se num estado latente e sumido na inconsciência mais profunda, para logo despertar e as- cender, divinizando-se de modo gradual, isto é, para empreender a evolução ou redenção nos Mobo restantes (E, F e OG) do arco ascendente da Cadeia Planetária, (Ver Evolu- ção. Io (Gr.) — Filha de Inaco. “À donzela de chifres de vaca.” Alegoricamente, é idênti- ca à Lua, como o prova o fato de ser representada com os referidos apêndices. Io, por se negar a ceder à ilícita paixão de Júpiter, foi dotada de chifres de vaca, animal que é sím- bolo da potência geradora passiva da Natureza. (Doutrina Secreta, Il, 436) “Entre os egípcios e os gregos, Io é a Grande Mãe, equivalente a Aditi, Ísis ou Eva, mãe de tudo o que vive; daí também a Lua e o círculo como símbolos das funções geradoras da mu- lher.” (P. Hoult) (Ver Ísis.) 251
Eis aqui o que diz a respeito desta Fraternidade a grande autori- dade, em matéria de sociedades secretas, o irmão Kenneth R., H. Mackenzie IX: “No ano de 1498, estabeleceu-se em Florença uma ordem mística, intitulada Frates Lucis, Irmãos da Luz, Entre os membros desta ordem figuravam Pasqualis, Cagliostro, Swedenborg, St. Martin, Eliphas Levi e muitos outros místicos eminentes, Seus membros foram su- mamente perseguidos pela Inquisição, É uma corporação reduzida, porém sólida, e seus membros estão disseminados por todo o mundo”,
Nome que os ocultistas deram aos feiticeiros e, especialmen- te, aos Dugpastibetanos, dos quais há muitos na seita Bhon dos “Turbantes Vermelhos” (Dugpas). Tal qualificativo aplica-se a todos quantos praticam a magia negra ou da mão esquerda. [Ver Dad-dugpas,] ,
Nome dado pelos muçulmanos a Jesus. Isarim (Hebr.) — Iniciados essênios, Ishanyâ (Sânsc.) — Impulso, atividade, Ishim (Cald.) — Os E'ne-Aleim, os “belos filhos de Deus”, os originais e protótipos dos posteriores “Anjos caídos”, Íshitáà (Sânsc.) — Superioridade. O poder de alcançar supremacia; um dos oito vi- bhúris e poderes de Shiva, (P. Hoult) Ishmonia (Ár.) — À cidade em cujas cercanias encontra-se sepultada a “Cidade pe- trificada” do Deserto, A lenda fala de imensos subterrâneos, salas, passadiços, galerias e bibliotecas escondidas em tais lugares. Os árabes temem aproximar-se de lá, após o pôr- do-Sol. (Ver Ísis sem Véu, II, 29.) — —Ishopanishad (fIza-upanichad, Izopanichad) (Sânsc.) — Título de um dos Upani- chads, Ishta (Sânsc.) — Ver Ichta, 252
Em egípcio, /ssa, a deusa Virgem-Mãe; a Natureza personificada. Em egípcio e copta, Uasi, reflexo feminino de Uasar ou Osíris. É a “mulher vestida de Sol” do país de Chemi (Egito). Ísis-Latona é a Ísis romana. [Filha e mãe de Osíris, do mesmo modo que Vãch é filha e mãe do Logos. (Doutrina Secreta, 1, 464) Corresponde a Adiu € Vãch dos hindus, a Io dos gregos e a Eva. É a mãe ou matriz da Terra; é também a deusa que dá vida e saúde. (Doutrina Secreta, II, 30) Isis é uma deusa lunar por estar relacionada ao nosso satélite, devido aos mistérios lunares e por certas considerações a respeito da fi- siologia e natureza da mulher, tanto física como psiquicamente., À Ísis eram consagrados o bis e o gato. Como deusa lunar, era freqlientemente representada com a cabeça de tal ave, visto que o Íbis branco e preto era uma imagem da Lua, que é branca e brilhante do lado iluminado pelo Sol, e negra e obscura do lado oposto. (Doutrina Secreta, 1, 368) O gato é outro dos símbolos lunares. (Ver Bubasté.) O ovo era igualmente consagrado a tal divindade, porque simboliza a origem da vida. Ísis é quase sempre representada com um lótus em uma das mãos e, na outra, um círculo e uma cruz ansata, Como deusa de misté- rio, é representada geralmente com o rosto coberto por um véu impenetrável e, no fron- tispício de seu templo em Sais, viam-se escritas as seguintes palavras: “Sou tudo o que foi, é e será, e nenhum mortal jamais retirou o véu que oculta minha divindade aos olhos humanos”, Contudo, há pouco tempo já se levantou uma ponta deste véu.]