Glossário Teosófico

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Verbetes: I

Ignorância

É a causa dos males e tormentos que aflizem a humanidade, porque nos faz apreciar o que é indigno de apreço, afligir-nos pelo que não nos deveria afligir, ter por real o que não é real, mas ilusório, e passar nossa vida correndo atrás da posse de objetos indignos, descuidando daquilo que, na realidade, é o mais valioso. Além disso, segundo o Dihhammapada, à ignorância é o pior de todos os estigmas que o homem pode lançar sobre si mesmo, (Olcott, Catec. Búddhico) 1L.H.S. — Esta tríada de iniciais representa o in hoc signo da suposta visão de Cons- tantino, da qual, exceto Eusébio, seu autor, ninguém jamais teve notícia. £. H, S. é inter- pretado no sentido de Jesus Haominum Salvator (“Jesus salvador dos homens”] e de fn hoc signo (“Com este signo” ]. É sabido, contudo, que o grego | H É era um dos nomes mais antigos de Baco. Como Jesus nunca foi identificado com Jehovah, mas com seu próprio “Pai” (como todos nós) e tinha vindo antes para destruir o culto de Jehovah do 242

Iilinus

Um dos deuses da teogonia caldéia de Damascio.

Ikhir Bonga

Um “Espírito do Abismo”, das tribos kolarianas. Ikshana (Sâánsc.) — Olho, vista, olhar, aspecto. Ikshwaku (Sánsc.) — Progenitor da raça solar (os Sáryavanzas) da Índia e filho de Vaivasvata Manu, progenitor da atual raça humana, [Um dos Richis da classe real e pri- meiro rei da dinastia solar, que reinou em A yodhyâ no início do segundo yuga (Tretâ-yu- ga). À família real dos Sãkyas, a que pertencia Buddha, descendia dele.) 11 (Sânsc.) — Filha de Vaivasvata Manu e esposa de Budha (a Sabedoria), filho de Soma, Durante um mês era mulher e, durante o outro, era homem, por decreto de Saras- vati, E uma alusão à natureza andrógina da terceira Raça, Ilã é também Vãch (ver), con- siderado sob outro aspecto, [Também é a Terra ou a personificação da mesma, (Ver 1dâo) Hôávrita (Sânsc.) — À mansão de Dá, a Terra Santa, Um dos varshas (divisões) do Jambudwipa (a Índia). Havriti (Sânsc.) — Uma região no centro da qual está situado o monte Meru, resi- dência dos deuses, Hda (Hebr.) Filho, Uda-Baoth (Hebr.) — Literalmente, “Filho do Ovo” [ou seja, o Filho nascido no Ovo do Caos); termo gnóstico. É o criador de nosso globo físico (a Terra), segundo os ensinamentos gnósticos do Codex Nazaraeus (O Evangelho dos nazarenos e ebionitas), Este último identifica-o com Jehovah, o Deus dos judeus. Zida-Baoth € o “Filho das Tre- vas", tomado em péssimo sentido, e pai dos seis tenebrosos espíritos “estelares” terres- tres, antíteses dos brilhantes espíritos estelares, Suas respectivas residências são as sete esferas, sendo que à superior começa no “espaço médio”, a região de sua mãeSophia Achamôth, e a inferior termina nesta Terra, ou seja, a sétima região, (Ver Ísis sem Véu, 11, 183.) Ida-Baoth é o gênio do planeta Saturno, ou seja, o mau espírito de seu regente,

Ilha Sagrada

Hha de beleza sem par, situada num vasto mar interior que, em épo- ca remota, estendia-se na Ásia Central. Era habitada pelos últimos restos da Raça que precedeu a nossa, Tais restos eram os “Filhos da Vontade e da Yoga”, que sobreviveram ao grande cataclisma, que submergiu a Lemáúria, Segundo se diz, de tal ilha restou apenas uma espécie de oásis rodeado pela horrível aridez do grande deserto de Gobi, (Doutrina Secreta, 11, 230-231) (Ver Filhos de Deus.)

Ilurbo- Adonai ou Iurbo-Adunai

Termo gnóstico: o nome composto utilizado para designar a Tao-Jehovah, a quem os ofitas consideravam como emanação de TIda- Baoth, filho de Sophia Achamoth, o deus soberbo, ambicioso e invejoso, e Espírito im- puro, a quem muitas das seitas gnósticas consideravam como o deus de Moisés. “Jurbo é chamado pelos abortos (judeus) de Adunai” fou Adonail, diz o Codex Nazareeus (vol. III, p. 13). “Abortos” e fetos eram alcunhas que os gnósticos aplicavam a seus adversá- rios, 05 judeus, [O Codex Nazaraeus designa Jehovah pelo nome de furbo-Adonai. (DOoutrina Secreta, 1, 51) Ius (Gr.) — Lodo ou barro primordial, também chamado Hilé,

Ilusão

Em Ocultismo, toda coisa finita (como o Universo e tudo o que nele está contido) chama-se ilusão ou máyá. [Exceção feita a Parabrahman, a Realidade Absoluta, tudo é aparência, tudo é ilusão. (Doutrina Secreta, 1, 307, 569)]

Imaculada Conceição

À Substância Primordial não havia safdo de seu estado pré-cósmico latente, nem tinha ainda passado a ser o invisível (pelo menos para o ho- mem) Protilo da ciência, Porém, quando “soa a hora” e tal Substância faz-se receptora da impressão Fohatica do Pensamento Divino — o Logos, ou aspecto masculino da Anima Mundi, Alaya — seu “Coração” abre-se, Diferencia-se e os três (Pai, Mãe, Filho) 244

Imagem

O Ocultismo não permite nenhurma outra imagem além da imagem vi- vente do homem divino (símbolo da Humanidade) na Terra. À Cabbala ensina que esta Imagem divina, reflexo da sublime e santa Imagem Superior (os Elohim), mudou agora para outra semelhante, devido ao desenvolvimento da natureza pecaminosa dos homens. Apenas a divina Imagem superior (o Ego) continua sendo à mesma; a inferior (a persona- lidade) mudou, é o homem, temendo agora as feras, passou a mostrar em seu rosto à se- melhança com muitas delas, (Zohar, 1, fol, 71a) No primeiro período do Egito não havia imagens; porém, mais tarde, como diz Lenormand, “nos santuários do Egito, dividiam-se as propriedades da Natureza e, conseqlientemente, da Divindade (os Elohim, os Egos) em sete qualidades abstratas, cada uma das quais caracterizada por um emblema, que são: matéria, coesão, fluxão, coagulação, acumulação, estação e divisão”. Todas eram atri- butos simbolizados em diversas imagens.

Imagens mentais

Nas quatro subdivisões inferiores do piano mental, as vibrações da consciência dão origem a forma, imagens ou pinturas, cada pensamento aparecendo como forma vivente, (A, Besant, Sabedoria Ántiga, 144) As imagens do mundo exterior, nascidas do contato dos sentidos, atraem a matéria mental mais densa para seu redor e podem ser reproduzidas pelos poderes nascentes da consciência. (Sabedoria Antiga, 160- 161) As imagens mentais criadas em uma vida aparecem como qualidades características € tendências mentais na seguinte, Por isso diz um dos U/pantchads: “O homem É uma criatura de reflexo: o que ele reflete nesta vida chega a sê-lo mais adiante, O homem afeta seus semelhantes através de seus próprios pensamentos, visto que suas imagens mentais, que formam seu próprio corpo mental, originam vibrações, reproduzindo-se assim em formas secundárias, e estas, misturando-se com o desejo, tomam certa porção da matéria astral, pelo que tais formas secundárias de pensamento foram denominadas de imagens astro-mentais” (Sabedoria Antiga, 330-331) (Ver Elementos, Formas Mentais, Karma.)

Imaginação

Em Ocultismo, não se deve confundir a imaginação com a fantasia, visto que a primeira é um dos poderes plásticos da Alma Superior e é a memória das en- carnações precedentes, que, embora desfigurada pelo Manas inferior, repousa sempre sobre um fundo de verdade, [A imaginação € o poder plástico da Alma, produzido pela consciência ativa, o desejo é a vontade, (F, Hartmann))

Imbeber (Herm,)

Cozer, digerir a matéria da Obra Hermética, fazê-la sublimar em vapores, de maneira que recaia, sob forma de chuva, que rega e embebe a terra filo- sófica no fundo do vaso, Imbebição (fHerm.) — Em termos de filosofia hermética, é o mesmo que destilação e freqlientemente também o mesmo que sublimação «é coobação. Ocorre enquanto a maté- ria encerrada no ovo sublima e se reúne em forma «de vapor no alto do vaso, onde não encontra ponto de escape, sendo então obrigada a recair sobre si mesma, até que, fixada, não circule mais.

Impressões

Efeitos de uma imaginação daninha, que pode originar várias afec- ções corporais, enfermidades, más conformações, estigmas, monstros (lábios leporinos, acefalia etc.), molas, marcas etc. (F. Hartmann) Para maiores informações a respeito da influência que tem a imaginação da mãe sobre o feto, consulte Ísis sem Véu, 1, pp. 394 ess, In ou Yin (Chin.) — O princípio ferránino da matéria, fecundado pelo Eu, o etéreo princípio masculino, e precipitado depois no Universo.

Inaco (do grego Inachos)

Pai de Foroneu (ver). Incas (Peru) -— Nome dado aos deuses criadores, na teogonia peruana e, mais tarde, aos reis e príncipes do país, “Os Incas, em número de sete, repovoaram a Terra depois do Dilávio”, dizem eles, como afirma Coste (L. IV, 19). Pertenciam, no início da quinta Ra- ça-mãe, a uma dinastia de reis divinos, tais como os do Egito, Índia e Caldéia.

Incubo (do latim fncubus)

É algo mais real e perigoso do que a significação co- mum que se dá a tal palavra, ou seja, a de “pesadelo”. O incubus é o elemento masculino e à succuba é o feminino, e estes são, sem dúvida alguma, os fantasmas da demonologia medieval, evocados das regiões invisíveis, pela paixão e concupiscência humanas. Atual- mente são denominados de “Espíritos-esposas” e “Espíritos-esposos” entre médiuns e ignorantes espíritas, Porém tais nomes poéticos não impedem em nada que tais fantasmas sejam o que são realmente: vampiros e elementais sem alma; informes centros de vida, desprovidos de sentido, em uma palavra: protoplasmas subjetivos, quando são deixados em paz; porém são introduzidos em um ser e forma definidos pela imaginação criadora e enferma de certos mortais, Foram conhecidos em todos os países e em todas as idades e os hindus podem fazer mais de um relato horripilante dos dramas representados na vida de jovens estudantes e místicos pelos pizáchas, como são chamados na Índia, [lncubos e Stúcubos: 1º) parasitas machos e fêmeas, que se desenvolvem nos elementos astrais do homem ou da mulher, em consegiiência de uma imaginação lasciva. 2º) formas astrais de pessoas mortas (elementais), que de modo consciente ou instintivo são atraídas pelos lu. xuriosos, manifestando sua presença de forma tangível, porém invisível, e que tem co- mércio carnal com suas vítimas; 3º) os corpos astrais de feiticeiros e bruxas, que visitam homens e mulheres para fins imorais. O fncubo é macho e o sácubo é fêmea, (F. Hart- mann)) Indambara (Sánsc.) — Lótus azul

Individualidade

Um dos nomes que, em Teosofia e Ocultismo, foi dado ao Ego Superior humano, Estabelecemos uma distinção entre o Ego imortal e divino e o Ego humano mortal. Este último, ou “personalidade” (Ego pessoal) sobrevive ao corpo morto apenas durante certo tempo no Kâma-loka; a Individualidade subsiste para sempre, [In- dividualidade É a natureza imortal do homem, o conjunto dos princípios humanos supe- riores (Atmmaá Buddhi e Manas), que sobrevivem ao corpo físico e se reencarnam vezes re- petidas, revestindo-se de uma nova personalidade transitória em cada reencarnação e acumulando em cada uma destas um caudal maior ou menor de experiências. (Ver Personalidade )) 246

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