Seu símbolo é a cruz ansata, Isitwa (Sânsc.) — O poder divino. Israel (Hebr.) — Os cabalistas orientais derivam este nome de isaral ou Asar, o Deus-Sol. fsra-el significa “que peleja com Deus”; o “Sol que se eleva sobre Jacob-Is- rael” designa o Deus-Sol Isaral (ou Isar-eD, que luta com “Deus e com o homem”, e a matéria fecundada, que tem também poder com “Deus e com o homem” e fregiente- mente prevalece sobre ambos. Esaú, AEsaou, Asu, é também o Sol, Esaú e Jacob, os gê- meos alegóricos, são emblemas do princípio dual da Natureza, que está sempre em luta: bem e mal, luz e trevas, o “Senhor” (Jehovah) e seu antetipo., Jacob-Israel é o princípio 253
Do grego ithys, ereto, e phailos, falo. Qualidade dos deuses como varões e hermafroditas, tais como a Vênus barbada, Apolo vestido com trajes femininos, Am- món, o procriador, o embrionário Ptah e assim sucessivamente, Contudo, o falo, tão conspícuo e, segundo nossas idéias melindrosas, tão indecente, nas religiões da Índia e do Egito estava associado, na simbologia mais primitiva, muito mais com outra idéia consi- deravelmente mais pura do que a da criação sexual. Segundo está provado por mais de um orientalista, o falo representava a ressurreição, o ressurgir vivo da morte. Nem um nem outro significado tem qualquer coisa de indecente: “Estas imagens simbolizam ape- nas, de modo muito expressivo, a força criadora da Natureza, sem qualquer intenção obscena”, escreve Marjette Bey, e acrescenta: “Não há outra maneira melhor de ex- pressar a geração celeste do que fazer o defunto entrar em uma nova vida”, Em geral, os cristãos e europeus são muito severos e injustos no que se refere aos símbolos fáílicos dos antigos, Os deuses ou deusas nus, com seus emblemas geradores e estatuária, têm de- partamentos secretos reservados para eles em nossos museus, Por que, pois, adotar e conservar os mesmos símbolos para o clero e os seculares? Os festins de amor da Igreja primitiva — seus banquetes -— eram tão puros (ou tão impuros) como as festas fálicas dos pagãos; as amplas vestimentas sacerdotais das Igrejas romana e grega e o cabelo longo da última, os hissopos para a água benta & outras coisas estão af para provar que o ritualis- mo cristão conservou, sob formas mais ou menos modificadas, todos os símbolos do An- tigo Egito, Em relação ao simbolismo de uma natureza puramente feminina, vemo-nos obrigados a confessar que, aos olhos de todo arqueólogo imparcial, a seminudez de nos- sas cultas damas da seciedade sugere muito mais o culto sexual do que as fileiras de lâm. padas em forma de yoni acesas ao longo das ruas que conduzem aos templos da Índia,
Falo que levavam os que concorriam à procissão das festas de Dionísio (Baco). Itihãsa (Sânsc.) — História, lenda, tradição. Tal termo aplica-se principalmente às duas grandes epopéias hindus, o Mahábhárata e o Râmityana. Tttham (Sáânsoc.) — Assim, deste modos; tão, Ttyukta (Sânsc.) — Assim se chama, no budismo, uma lenda ou tradição recolhida; coleção de relatos ou explicações da Lei. Tu-Kabar-Zivo (Gn.) — Também conhecido pelo nome de Nebat-lavar-bar-lIufin- Ifafin, “Senhor dos Eons”, no sistema nazareno. É o procriador (Emanador) das sete YVi- das Santas (os sete primeiros Dhyân Chohans ou Arcanjos, cada um deles representando uma das virtudes cardeais, e ele, por sua vez, é chamado de terceira Vida (terceiro 254
O anão cujos filhos fabricaram para Odin a lança mágica. Um dos mestres forjadores subterrâneos, que, juntamente com outros gnomos, idealizou uma es- pada encantada para o grande deus da guerra, Cheru. Esta espada de dois gumes figura na lenda do imperador Vitelio, que a obteve do deus “para seu próprio dano”, segundo o oráculo de uma “sábia mulher”; abandonou-a e, finalmente, foi morto com ela ao pé do Capitólio, por um soldado germano, que bavia furtado a arma, À “espada do deus da guerra” conta com imensa bibliografia, pois reaparece também na semilegendária bio- grafia de Átila. Tendo-se casado com Ildikd, contra vontade dela, a formosa filha do rei de Borgonha, a quem Átila havia matado, obtém de uma velha misteriosa a espada mági- ca e com ela mata o rei dos hunos, [Ver Anão da Morte.) fza, Ésa ou Isha (Sánsc.) — Senhor, soberano, rei, chefe etc. Epíteto de Shiva. Tf- tulo de um dos Upanichads (zopanichad). Ízana (Sânsc.) — Poder, domínio, soberania. fzâna Ísâna ou Ishâna (Sânsc.) — Epíteto de Shiva ou de Rudra, fzatva (Sânsc.) — Soberania, domínio; supremacia e poder “sobrenatural” do brâh- mane Iniciado, :
Nome de um herói mencionado nos fragmentos de história e teogonia caldéia, nos chamados ladrilhos assírios, segundo os decifraram G. Smith e outros. Smith identifica Izdubar com Nemrod, Pode ser ou não; porém, dado que o nome de tal rei só “aparece”. como Izdubar, sua identificação com o filho de Cus pode ser também mais aparente do que real, Os sábios são um pouco propensos a contrastar seus descobrimen- tos arqueológicos com as declarações posteriores, que se encontram nos livros mosaicos, ao invés de trabalhar ao contrário. O “povo eleito”, em todos os períodos da história, costumava apropriar-se da propriedade de outros povos. Desde a apropriação da história primitiva de Sargão, rei da Acádia, e sua aplicação em grande escala a Moisés, nascido (se realmente nasceu) alguns milhares de anos depois, até que tal povo destruiu os egfp- cios, sob a direção e divino conselho de seu Senhor Deus, todo o Pentateuco parece ser formado de fragmentos mosaicos não-declarados de Escrituras de outro povo. Isso de- veria ter tornado mais precavidos os assiriólogos, porém, como muitos deles pertencem à casta clerical, algumas coincidências, como a de Sargão, não os preocupam muito, Uma única coisa é certa: Izdubar, ou como quer que se chame, é apresentado em todas as tá- buas como um poderoso gigante, que se avantajava em estatura a todos os demais 255