Lombardo; grande Adepto na ciência hermética, que fez uma viagem à Pérsia para estudar Alquimia, Ao voltar, fixou residência na Ístria, no ano de 1330, e tornou-se célebre como rosacruz. Atribui-se a um monge da Calábria, chamado Lacf- nio, a publicação, em 1772, de uma versão condensada das obras de Bono referentes à transmutação dos metais, Seja como for, há mais de Lacínio do que de Bono na obra em questão. Bono era um verdadeiro Adepto e um Iniciado, e uma tal pessoa não deixa seus segredos em seus manuscritos,
Sacerdotes budistas da China, Japão, Tonkin e outros pontos da Ásia oriental. Boodhasp (Cald.) — Um suposto caldeu; porém, no ensinamento esotérico, era um budista (um Bodhisattva) do Oriente, que foi o fundador da escola esotérica do Neo-sa- beísmo e cujo rito secreto do batismo passou integralmente para o rito cristão do mesmo nome, Durante aproximadamente três séculos antes de nossa era, os monges budistas percorreram toda a Síria, encaminharam-se ao vale da Mesopotâmia e até visitaram a Irlanda. O nome Ferho e Faho do Códex Nazareno É apenas uma corruptela de Fho, Fo e Pho, nome que os chineses, tibetanos e até os nepaleses dão muitas vezes a Buddha,
Bisavô de Davi. À palavra em questão deriva de 8, que significa “dentro”, e oz, “força”, nome simbólico de uma das colunas do átrio do templo do rei Salomão. (W. W. W.)
Em Atenas, festas nas quais era honrado o deus Bóreas, personificação do vento norte. Os atenienses tinham razões poderosas para honrar este vento, pois Bóreas era seu aliado; roubara a bela Oritia, filha de Ericteu, rei de Atenas, e tomou-a por esposa... Além disso, prestara aos atenienses um notório servi- ço ao dispersar com seu sopro uma frota inimiga contra a qual lutavam. Borj (Per.)— À Montanha do Mundo; um vulcão ou montanha de fogo; o mesmo que o Meru hindu. 84
As selvas e os bosques foram durante muito tempo considera- dos como mansão de certos gênios. O temor secreto inspirado pela obscuridade e silêncio reinantes em tais locais contribuíram, sem dúvida, para o respeito religioso que os povos por eles sentiam. Nos países setentrionais, em tempos passados, não existiam outros tem- plos que não os bosques e as selvas. Cada árvore era consagrada a uma divindade parti- - eular; em sua sombra eram celebrados os sacrifícios e, com o sangue das vítimas, as ár- vores eram orvalhadas. À sua sombra também eram constituídos os tribunais de justiça e os juízes ditavam suas sentenças, persuadidos de que os gênios habitantes dos bosques iluminariam seu entendimento e lhes mostrariam a verdade, Both-al (frl.) — O Both-al dos irlandeses é derivado e uma cópia do Barylos grego e do Beth-el de Canaí, a “Casa de Deus” (ver estas palavras).
Um rosacruz veneziano, que realizou grandes feitos; ocultista e cabalista que foi decapitado no ano de 1595, na Baviera, por fabricar ouro. Bragi (Esc.) - O deus da Nova Vida, da regeneração da Natureza, da reencarnação 'do homem. É chamado de “Cantor Divino” sem mácula e é representado deslizando no navio dos Anões da Morte, durante à morte da Natureza (pralaya), dormindo sobre o convés com sua harpa de cordas de ouro a seu lado e sonhando o sonho da vida. Quando Oo navio cruza o umbral de Nain, o Anão da Morte, Bragi desperta e, tocando as cordas de sua harpa, entoa um canto que ressoa em todos os mundos, um canto que descreve a beleza da existência e desperta a silenciosa e adormecida Natureza de seu longo sono se- melhante à morte. Brahma (Sânsc.) — O estudante tem de distinguir entre Brahma (neutro) e Brahmãá (masculino), o criador do Panteão hindu, O primeiro, Brahma ou Brahman, é o impes- soal, supremo e incognoscível Princípio do Universo, de cuja essência emana tudo e ao qual tudo retorna, e que é incorpóreo, imaterial, inato, eterno, sem princípio nem fim. É onipresente, onisciente, anima desde o deus mais elevado até o átomo mineral mais dimi- auto. [Bralvna, neutro, com a final breve, ou Brahman € o Supremo, o Absoluto, a su- prema Divindade, o Espírito universal e eterno, que preenche, penetra, sustenta e anima todo o Universo; é o princípio e fim de todos os seres, pois todos d'Ele emanam e a Ele todos retornam ao término do Xalpa. Em algumas passagens do Bhagavad-GRá (XV, 3 etc.), a palavra Brahma equivale a “natureza” ou “matéria” e, em outras (XVII, 24), parece significar os Vedas. Para as demais acepções, consultar os dicionários sânscritos.) Brabmã (Sânsc.) — É o declarado Criador masculino; existe apenas periodicamente em sua manifestação c logo cutra de novo no pralaya, isto é, desaparece e é aniquílado, [Brahmá, masculino, com a final longo (á), é o Deus do Princípio criador do Universo Ou, em outras palavras, é a personificação temporal do podet criador de Brahma. Existe 85
“Noite de Brahmã”. Brahmarshis (Brahma-richis) (Sânsc.) — Richis brâhmanicos ou seja, que perten- ceram à casta sacerdotal. O nome Brahmarshi também é utilizado para designar uma re- gião da Índia, da qual faz parte o campo sagrado Kurukchetra, que foi palco da famosa guerra entre Kurus e Pândavas, (Ver Leis de Manu, II, 19.) Brahma-sútra (Sânsc.) -— O cordão sacerdotal, Este nome também é empregado para designar uma série de sentenças ou aforismos referentes a Brahma, atribuída a Vyâisa ou a Bâdarâyana (segundo alguns autores). Brabhmãâ- vâch (Sânsc.) — Brahmâ masculino e feminino, Vách é também denomina- do, algumas vezes, de Logos feminino, pois vách significa, literalmente, “palavra”, “lin- Euagem”, (Ver Manu, | e Vishau-Purâna.) Brahmavâdin (Sânsc.) — Literalmente: “que fala de Brahma”, Teólogo; expositor de Brahma ou dos Vedas. Brahmâvartta ou Brahmavartta (Sânsc.) — A Terra Santa, situada a Noroeste de Delhi, entre o rio Sarasvati e o Drichadvati. Recebeu tal nome por ser frequentada pelos deuses, (Ver Leis de Manu, 11, 17.) Brahma-veda (Sânsc.) — Sabedoria divina, conhecimento de Brahma ou de Deus. Assim também é denominado Arharva- Veda. Brahma-vid (Sânsc.) — Aquele que possui a sabedoria divina. 87
Ver Brahma, Brâhman (Sânsc.) — À mais elevada das quatro castas da Índia; a que se supõe, ou melhor, que se afigura ser tão elevada entre os homens, como Brahman ou Brâhman, o Absoluto dos vedantinos, é elevado entre ou acima dos deuses, Sacerdote ou brahman: indivíduo pertencente à casta sacerdotal. (Ver Brâhmana.) Brâhmana (Sánsc.) — Sacerdote, brahmane ou bracmane. Indivíduo da casta sacer- dotal, a primeira das quatro que há na Índia, Brâhbmanas (Sânsc.) — Livros sagrados da Índia. Obras compostas por e para brahmanes. Comentários ou interpretações daquelas partes dos Vedas destinadas ao uso ritualista e como guia daqueles “duas vezes nascidos” (dwija) ou brahmanes. Brahmanaspati (Sânsc.) — O planeta Júpiter; uma divindade mencionada no Rig- Veda, conhecida nas obras exotéricas com o nome de Brihaspati, cuja esposa Târá foi arrebatada por Soma (a Lua). Isto conduziu a uma guerra entre os deuses e asuras. [Ver Brihaspati,) 86
Religião da Índia, que reconhece e adora Brahma como Deus supremo. É a maior e mais antiga da raça ária e é professada pela maior parte dos habitantes da Índia. Brahmãâ-prajâpati (Sâánsc.) — “Brahmã, o progenitor” ou “Senhor das criaturas” ou seja, Brahmã, como Criador do Universo, Sob este aspecto, Brahmã é a síntese dos Prajápatis ou Forças Criadoras, Brahmâ-pura ou Brabhmapuri (Sánsc.) — “Cidade de Brahmâã”; o céu de Brahmã, situado no cume do monte Meru, Brâhma-purâna (Sânsc.) — Em categoria, é o primeiro dos Purânas. É chamado também Saura-Purâna, porque em grande parte é apropriado ao culto de Sárya, o Sol, Brabmâ-purf ou Brabhmapurí (Sânsc.) — O mesmo significado de Brahmâ-pura. Este nome também é dado à uma região situada na cabeça e que deve ser considerada como o microcosmo do corpo humano, por ser a origem e a raiz do nádi sensorial Su- chumna, denominado por esta razão Manomaya-jagat ou mundo da mente, (Uttara- gitá, 11, 24) Brahmãâ-putrâs (Sânsc.) — “Filhos de Brahmãâ”. [Os prajâpatis.) Brahmarandhra (Sânsc.) -- Um ponto do cocuruto ou vértice da cabeça, relaciona- do, através do Suchumna (um cordão da coluna espinhal), com o coração, Bralunaran- dhra é um termo místico, que só tem significado no misticismo. [É uma sutura do vértice da cabeça pela qual sai a alma do iogi no momento da morte. O canal espinhal termina neste ponto, Râma Prasãad.)
Força astral manifestada nos animais; segunda visão nos brutos; poder dos animais para descobrir instintivamente substâncias venenosas ou medicinais, (F. Hartmann) 88
À palavra inglesa witch (bruxa, feiticeira) deriva da palavra anglo-saxônica wicce; em alemão, wissen, “conhecer”, “saber”, e wikken, “adivinhar”, “vaticinar”. As bruxas eram chamadas inicialmente de “mulheres sábias”, até o dia em que a Igreja cha- mou para si o seguimento da lei de Moisés, que condenava à morte toda bruxa ou feiti- ceira.
Ver Feitiçaria, Magia etc, Bruxo -— Ver Feiticeiro, Mago etc. Bubasté (Eg.) — Cidade do Egito consagrada aos gatos e onde se encontrava seu templo principal. Muitas centenas de milhares de gatos foram embalsamados e sepultados nas grutas de Beni-Hassan-el- Amar. Por ser um símbolo da Lua, o gato era consagrado a Ísis, sua deusa. Tal animal é visto na obscuridade e seus olhos têm um brilho fosfores- cente, que amedronta as aves noturnas do mau agouro. O gato era também consagrado a Bast e daí a denominação de “destruidor dos inimigos do Sol (Osíris).
Ver Buddha e Budha. Buddha (Sánsc.) — Literalmente: “o Uuminado”. O mais alto grau de conhecimento. Para chegar a ser Buddha é preciso destruir inteiramente a escravidão dos sentidos e da personalidade, adquirir uma completa percepção do Eu e aprender a não o separar dos demais eus, aprender também, por experiência, em primeiro lugar, a completa falta de realidade de todos os fenômenos do Cosmo visível, chegar a um absoluto desprendi- mento de todo o efêmero e finito e viver, estando ainda na terra, só no imortal e eterno, num supremo estado de santidade, Não se deve confundir esta palavra com Budha (ver). (Ver também Buddha Siddhártha.) Buddha-chháyá (Sânse.) — Literalmente: “a sombra de Buddha", Segundo dizem, faz-se visível em certos grandes acontecimentos, bem como durante algumas cerimônias imponentes, celebradas nos templos, em comemoração a fatos gloriosos da vida de Bud- dha. O viajante chinês Hiouen-tseng menciona certa gruta onde, algumas vezes, esta sombra aparece na parede, porém acrescenta que somente podem vê-la aqueles “cuja mente é totalmente pura”, Buddha-dharma-sangha (Sânsc.) — “O Buddha, a Lei, a Ordem”, Esta fórmula é o resumo da profissão de fé dos buddhistas, chamada Tisarana. “Eu sigo Buddha como meu guia; sigo a Lei (ou Doutrina) como meu guia; sigo a Ordem (ou Igreja) como meu guia.” Buddhâgama (Báddha-âgama) (Sâánsc.) — Literalmente: “aproximação ou chega- da à Iluminação”, ou seguimento da doutrina de Sâkya-Muni (Buddha). No Ceilão e ou- tros países búdicos, tal nome é utilizado para designar o Budhismo, ou seja, a doutrina de Buddha, (Ver: Olcott Catec, Búddhico.) Buddha-mârga (Sâánsc.) — “À via de Buddha", À lei religiosa pregada por Buddha, Buddha-phala (Sânsc.) — Literalmente: “o fruto de Buddha", a fruição do Arahaitt- vaphala ou condição de Arhaf, Buddha Siddhârtha (Sânsc.) — Ou Buda Siddhârtha. Nome dado a Gautama, prín- cipe de Kapilavastu, em seu nascimento. Tal termo é uma abreviação de Sarvárthasiddha e significa “realização de todos os desejos”. Gautama, que significa “o mais vitorioso (tama) na Terra (gauy/', era o nome sacerdotal da família Sâãkya, nome patronímico régio da dinastia a que pertencia o pai de Gautama, o rei Suddhodhana de Kapilavastu, Kapila- vastu era uma cidade antiga, solo nativo do grande Reformador, que foi destruída no tempo em que ele viveu, Do título Sákyamuni, o último componente, muni, é interpreta- 89
Com este nome são designados aqueles Bodhisattvas que, tendo alcançado a categoria de Arhat, recusam-se a passar ao estado nirvânico ou “colocar a vestimenta Dharmakáya e passar à outra margem”, pois então não estaria mais ao seu alcance ajudar a humanidade, ainda que o pouco que o Karma permite. Pre- ferem permanecer invisíveis (em Espírito, por assim dizer) no mundo e contribuir para a salvação dos homêns, exercendo sobre eles sua influência para que sigam a boa Lei ou, o que é a mesma coisa, guiando-os pelo sendeiro da Justiça. (Voz do Silêncio, IID Buddhi (Sânsec.) — Mente ou Alma universal. Mahábuddhi € um nome de Maha: (ver Alaya). É também a Alma espirítual do homem (o sexto princípio), o veículo de Ágman, exotericamente o sétimo. [Buddhi é a faculdade que está acima da mente racional e é a Razão pura, que exerce a faculdade discernidora da intuição, de discernimento espiri- tual.] (A. Besant) É o Eu espiritual, intelecto, entendimento, conhecimento, intuição, dis- cernimento, razão; o poder pensante por si só, independente das impressões vindas do exterior, a faculdade de julgar, discernir e resolver; a potência que transforma em con- ceitos claros e perfeitos as impressões procedentes dos sentidos, através do Manas e Ahankára, (Ver Filosofia Sânkhya.) Por sua grande importância, o Buddhi é qualifica- do de “grande Princípio” (Mahat tattva) ou simplesmente mahat (grande), Tal palavra tem muitas outras acepções: mente, ânimo, pensamento, consciência, juízo, percepção, intenção, resolução, sabedoria, ensinamento, doutrina etc. Às vezes é equivalente a von- tade. Buddhi-bedha (Sânsc.) — Perturbação, confusão ou perplexidade do ânimo (ou da mente). 91
Adjetivo que significa: pertencente ou relativo ao budismo. Por exem- plo: catecismo búddhico, doutrina búddhica etc. (Também se escreve búdico.) Buddhi-grahya (Sánsc.) — Que pode ser obtido pela razão; inteligível. Buddhimat ou Buddhimant (Sânsc.) — Sábio, douto, inteligente.
É a filosofia religiosa ensinada por Gautama Buddha. O buddhismo atualmente divide-se em duas Igrejas distintas: a do Sul e a do Norte. Diz-se que a primeira é a forma maisZu por ter conservado mais religiosamente as doutrinas originais do Senhor Buddha. a religião do Ceilão, Sião, Birmânia e outros países. O Buddhismo do Norte limita-se ao Tibet, China e Nepal. Tal distinção, contudo, é incor- reta. Se a Igreja do Sul, naquilo de que não se afastou (exceto, talvez, em alguns dogmas insignificantes, devido aos numerosos concílios celebrados após a morte do Mestre), está mais próxima dos ensinamentos públicos ou exotéricos de Sákyamuni, a Igreja do Norte é resultado das doutrinas esotéricas que Siddhârtha Buddha reservou unicamente a seus bhikchus e arhats escolhidos. Na verdade, o Buddhismo em nossos tempos não pode ser julgado devidamente por nenhuma de suas formas populares exotéricas, O verdadeiro buddhismo só pode ser apreciado combinando-se a filosofia da Igreja do Sul com a me- tafísica das Escolas do Norte. Se uma parece demasiado iconoclasta e rígida e a outra bastante metafísica e transcendental, até ter-se desenvolvido excessivamente graças aos ervados do exoterismo hindu (visto que muitos dos deuses de seu Panteão foram trans- plantados, sob novas denominações, ao solo tibetano), tudo isso se deve inteiramente à expressão popular do Buddhismo em ambas as Igrejas. Estas encontram-se mutuamente nas mesmas relações do Protestantismo e do Catolicismo. Uma e outra erram por ex- cesso de zelo e por interpretações errôneas, embora nem o clero budista do Sul nem o do Norte jamais se tenham afastado da verdade e muito menos trabalhado sob os ditames da ambição cierical, ou posto os olhos no poder e lucro pessoais, como o fizeram as duas Igrejas Cristãs. [O Buddhismo, tal como existe em sua forma setentrional, está inteiramente de acordo com as religiões mais antigas, porém em sua forma meridional parece ter abando- nado a idéia da Trindade lógica bem como da Existência Una, da qual a Trindade proce- de. O Logos, em sua tripla manifestação, é como se segue: primeiro Logos, A mitâbha, a Luz infinita; o segundo, A valokitesvara ou Padmapâni (Chenresi); o terceiro, Mandjusri, que “representa a Sabedoria criadora e corresponde a Brahmãâ”, (Eitel, Dicionário Sâns- crito-Chinês). O Buddhismo chinês parece não conter a idéia de uma Existência primor- dial, fora do Logos, porém o Buddhismo do Nepal postula a Ádi-Buddha, de quem pro- cede Amitâbha. Segundo Eitel, Padmapâni representa a Providência compassiva e cor- responde em parte a Shiva; porém, como aspecto da Trindade búdica, que emite encar- nações, parece representar melhor a idéia de Vishnu, com o qual é relacionado, por transportar o Lótus (fogo e água, ou Espírito e Matéria, como constituintes primordiais do Universo). (A. Besant, Sabedoria Antiga)]
Pessoa que professa o Buddhismo. Buddhi-taijasf (Sânsc.) — Literalmente: “o Buddhi radiante”, Termo altamente místico, que se presta a várias interpretações. No Ocultismo, contudo, e em relação aos Princípios humanos (exotericamente), expressa o estado de nosso Manas dual quando, reunido durante a vida do homem, banha-se na emanação do Buddhi, a Alma Espirítual. Porque taijasi significa radiante, e o Manas, tornando-se também radiante através de sua união com Buddhi e estando, por assim dizer, fundido com ele, identifica-se com o pró- prio; a trindade converteu-se em um e, como o elemento de Buddhi é o mais elevado, converte-se em Buddhi-taijasí. Em poucas palavras: é a alma humana iluminada pela ra- diação da Alma divina, a razão humana iluminada pela luz do Espírito ou a Própria Consciência divina. (H, P. Blavatsky, Chave da Teosofia) 92
Uma obra hermética oriental, Buri (Esc) O “Espírito das colinas”. Esta divindade driática é adorada pelas tri- bos kolarianas da India Central, com grandes cerimônias e ostentação mágica, Há certos mistérios relacionados com ela, porém o povo é muito receoso e não quer admitir ne- nhum estranho em seus ritos.