Glossário Teosófico

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Verbetes: B

Belites (Hebr,)

Judeus adoradores da Lua, (Ver Ben Shemesh,) Belona (Mit.) — Deusa da guerra frequentemente confundida com Minerva e Palas. Bembel ou Benibel (Alg.) — Termo da Ciência Hermética, Mercúrio Filosofal ou a Grande Obra da Pedra dos Sábios.

Bembo

Ver Tabuinha de Bembo, 75

Bergelmir (Esc)

O único gigante que escapou, num barco, da matança geral dos seus irmãos, filhos do gigante Y mir, que se afogaram no sangue de seu pai furioso. Éo Noé escandinavo e, como ele, veio a se tornar pai dos gigantes após o Dilúvio. Os cantos dos antigos escandinavos mencionam os netos do divino Burt (Odin, Wali e We), que venceram e mataram o terrível gigante Ymir e de seu corpo criaram o mundo,

Berilo (do latim Beryllus)

Pedra preciosa parecida com a esmeralda, de cor verde muito intensa e transparente, que é utilizada como espelho mágico, em cuja aura astral o vidente pode observar aparições e imagens de coisas futuras.

Berosio

Ver Berosus. Berosus (Calid.) — Um sacerdote do templo de Belo, que escreveu, para Alexandre, o Grande, a história da Cosmogonia, tal como era ensinada nos templos, retirada dos re- gistros astronômicos e cronológicos guardados no referido templo. Os fragmentos que dela temos nas soi-disant traduções de Eusébio são, sem dúvida alguma, tão pouco dignas de confiança como as que poderiam ser feitas pelo biógrafo do imperador Constantino — o qual fez deste último um santo! O único guia para tal Cosmogonia pode ser encontrado atualmente nas Tabuinhas Assírias, evidentemente copiadas quase por completo dos pri» mitivos registros da Babilônia, que, digam o que quiserem os orientalistas, são inegavel- mente os originais do Génese de Moisés, do Dilúvio, da Torre de Babel, do filho de 76

Bharima

Ver Barima, Bhãs (Sánsc.) — Lus, brilho, esplendor, glória,

Bhâshya

Ver Bháchva, Bhâáskara (Sânsc.) — Um dos epítetos de S&irya, o Sol. Significa “doador de vida” e “produtor de luz”, Bhautika (Sânsc.,) — Adjetivo derivado de bhúta (ver). Bhautika-sarga (Sânsc.) — Criação dos seres ou corpos. Bhava (Sánse.) — Ser ou condição de existência; o mundo, nascimento e também um nome de Shiva, [Vida, princípio, origem, realidade, prosperidade, riqueza etc.) Bháva (Sânsc.) — Ser, existência, substância, ser real, ser vivente, criatura; produ- ção, nascimento; forma ou modo de ser, estado ou condição de existência; vida; disposi- ção, natureza, caráter; ânimo, coração; emoção etc. Bhavaja (Sânsc.) — O amor, Kâma, Bhávanê (Sáânsc.) — Produção interna de idéias ou sentimentos; recolhimento, con- centração espiritual, conternplação, meditação. Bhávitva (Sânsc.,) — Os três mundos: céu, terra e inferno. Bheda (Sânsc.) — Divisão, separação, diferença, variedade etc. Bheda-múla (Sánsc.) — À raiz ou origem do estado de separação. (Bhagavân Dês)

Bhikshu (Sánsc,)

Em páli, Bikkhu. Nome dado aos primeiros prosélitos de Sãk- yamuni Buddha. Literalmente: “discípulo mendicante”. O Dicionário Sânscrito-Chinês explica corretamente este termo, dividindo os Bhikshus em dois tipos de sramanas (mon- ges e sacerdotes budistas), a saber: “mendigos esotéricos, que refrelam sua natureza através da lei (religiosa), e os mendicantes exotéricos, que refreiam sua natureza através da dieta”, E acrescenta o Dicionário menos corretamente: “todo verdadeiro Bhrikshu tem fama de fazer milagres”, Bhima (Sánsc.) — Literalmente: “terrível”. Também denominado Vrikodara (ventre de lobo). Era o segundo dos príncipes pândavas e foi engendrado misticamente por Vã- Ju, deus do ar. Principal caudilho do exército pândava, renomado por sua força e frieza, que lhe valeu o epíteto acima. (Ver Bhagavad-Gitá, cap.L) 79

Bhôtezvara

Ver Bhúifeza. Bhuva ou Bhuvar (Sânsc.) — À região intermediária (atrmosfera) situada entre a Terra (Bhú) e o céu (Svar). Bhuvana (Sânsc.) — Um nome de Rudra ou Shiva, que faz parte da Trimárii (trin- dade) hindu. O mundo dos homens, Bhuvana-traya (Sânsc.) - Os três mundos, O mesmo que Loka-tiraya, Bhuvar-loka (Sânsc.) — Um dos quatorze mundos, À região intermediária, ou seja, o espaço compreendido entre a Terra e o Sol, a região dos Siddhas, Munis etc.; o mundo astral, Biblia (do grego biblia, livros, isto 6, o Livro por excelência) -— Conjunto das Escrituras sagradas dos cristãos, ou seja, os livros canônicos do Antigo é Novo Testamentos. 81

Bhú-loka

Ver Bhúr-loka, Bhômi (Sânsc.) — À Terra, também chamada Prithivi. Bhô-putra (Sânsc.) — Literalmente: “Filho da Terra”, O planeta Marte, (P. Hoult) Bhuranyu (Sânsc.) — “O rápido” ou o voador, Esta palavra é aplicada a uma arma lançadora e é também um equivalente do grego Phoroneus. Bhúôr-Bhuva (Sânsc.) — Um encantamento místico, como Om, Bhár, Bhuva, Svar, que significa: “*Om, Terra, atmosfera, céu”. Essa é a explicação exotérica, Bhúr-loka (Sânsc.) — Um dos quatroze lokas ou mundos do panteísmo hindu, Éa nossa Terra ou mundo terrestre. 80

Bhúita-vidyá (Sânsc,)

Arte de exorcizar, de tratar e curar a possessão demonfaca, Literalmente: “Conhecimento dos espectros ou demônios”. [Demonologia,] Bhôta-yajãà (Sânsc.) — Sacrifício aos espíritos elementais ou às sombras dos de- funtos. Bhúteza (bhôtá-fza) ou Bhôtezvara (bhúta-lzvara) (Sánsc.) — Literalmente: “Senhor dos seres viventes”, Nome aplicado ao “Senhor dos seres viventes”, Nome apli- cado a Vishnu, Brahmâ e Krishna,

Bhutão

É uma região ou país de hereges budistas e lamaístas, situada para além de Sikkhim, onde governa Dharma-Râja, vassalo nominal do Dalaí-Lama, Bhúta-sarga (Sánsc.) — À segunda das sete criações expostas nos Purânas: a dos elementos. Criação elemental ou incipiente, isto é, quando a matéria era alguns graus menos material do que agora, [A segunda criação, Bhúta, foi a dos princípios rudimen- tares ou Tanmátras; daf vem a denominação dada ao Bháta-sarga de criação elemental. É o período do primeiro momento da diferenciação da matéria ou elementos pré-cósmicos. (Doutrina Secreta, 1, 488)) Bhútâtman(Sânsc.) — À alma dos seres, o Espírito individual (Jivâtman), Brahmã, Vishnu ou Shiva, Nas Leis de Manu (XII, 12) pareçe que com tal nome se designa o “corpo”, como composto de elementos.

Biomancia

Adivinhação baseada nos fenômenos da vida (M, Treviãho), À arte de adivinhar a duração da vida de um indivíduo, seu destino, sua sorte etc., pela observação de certos sinais do corpo. Birs Nimrud (Cald.) — Segundo acreditam os orientalistas, é o local onde foi ergui- da a Torre de Babel. O grande amontoado de Birs Nimrud encontra-se nas vizinhanças da Babilônia, Sir H, Rawlinson e vários assiriólogos, examinando as escavações das ruf- nas, verificaram que a torre constava de sete pisos de ladrilhos, cada um dos quais de uma cor diferente, o que prova que o templo era dedicado aos sete planetas, Embora seus três pisos superiores estejam em ruínas, a torre eleva-se ainda hoje a 154 pés acima do nível da planície. (Ver Borsippa.)

Boddhisattra

Ver Bodhisaítva. Bodha (Sâánsc.) — Conhecimento, inteligência, entendimento, sabedoria. Bodhi ou Sambodhi (Sánsc.) — Inteligência receptiva, em contraposição a Buddhi, que é a potencialidade da inteligência. [A sabedoria perfeita, a ciência sagrada, ilumina- ção; a árvore do conhecimento ou do saber,] Bodhidharma (Sânsc.) — Religião da Sabedoria ou a sabedoria contida no Dharma (ética). É também o nome de um grande Arhat kehatriva (ou seja, da casta guerreira), fi- lho de um rei, Panyatara, seu guru, “deu-lhe o nome de Bodhidharma para designar seu conhecimento (bodhi) da lei (dharma) de Buddha” (Dicionário Sânscrito-Chinés), Bo- dhidharma, que floresceu no séc. VI, fez uma viagem à China, aonde levou uma relíquia preciosa: o cesto ou gamela para recolher esmolas que pertenceu ao Senhor Buddha, Bodhi Druma (Sânsc.) — “À árvore Bo ou Bodhi'; a árvore do “conhecimento”, o Baniano, Pippala ou Ficus religiosa, em botânica. É a árvore sob a qual Sâkyamuni me- ditou pelo espaço de sete anos, após os quais atingiu a condição de Buddha, Segundo contam, tinha originalmente 400 pés de altura; porém, quando Hiouen-Tsang a viu, por 82

Bodhisat

Ver Bodhisattva, Bodhisattva (Sánsc.) — Literalmente: “Aquele cuja essência (sattva) tornou-se inte- ligência (bodhi)”, aquele a quem falta apenas uma encarnação para chegar a ser um Bud- dha perfeito, isto é. para ter direito ao Nirvâna,. Este, como aplicado aos Buddhas Manu- chi (terrestres), No sentido metafísico, Bodhisattva é um título dado aos filhos dos Dh- yYâni Buddhas celestes, Aquele que possui o dom ou qualidade de Bodhi (sabedoria su- prema ou iluminação). Na ordem hierárquica, o Bodhisattva é inferior ao “Buddha per- feito”. Na linguagem exotérica, estes dois termos são muito confundidos. Contudo, o inato e justo sentimento popular, em razão do grande sacrifício que o Bodhisativa fez de si mesmo, em sua respeitosa estima, colocou-o em lugar mais eminente que o de Buddha, Nos países búdicos do Norte, cada novo Bodhisattva, o grande Adepto Iniciado, recebe o nome de “libertador da humanidade”, (Voz doe Silêncio, 11D Bodhisattvas gêmeos —Ver Amitâbha.

Bodhismo esotérico

Sabedoria ou conhecimento secreto, Derivado do grego esotéricos (“interno”) e do sânscrito bodhi (“conhecimento”, inteligência, em contrapo- sição a buddhi, “a faculdade intelectual ou de conhecimento”, e Buddhismo, a lei ou fi- losofia de Buddha, o Iluminado), Também se escreve Budhismo, de Budha (inteligência e Sabedoria), filho de Soma. Bodhyanga (Bodhi-anga) (Sânsc.) — Literalmente: os (sete) ramos do conheci- mento ou entendimento. Uma das trinta e sete categorias do Bodhi-pakehika-dharma, . que compreende sete graus de inteligência (esotericamente, sete estados de consciência), a saber: 1) Smrit, “memória”; 2) Dharma pravitchaya, “compreensão correta” ou dis- cernimento da lei; 3) Vírya, “energia”; 4) Príti, “prazer espiritual”; 5) Prazradbhi, “tran- quilidade” ou quietude; 6) Samádhi, “contemplação extática” e 7) Upekcha (ou Upek- chana), “indiferença absoluta”.

Boehme, Jacobo

Grande filósofo místico, um dos mais eminentes teósofos dos tempos medievais. Nasceu por volta de 1575 em Alt Seidenberg, a cerca de duas milhas de Gôrlitz (Silésia), e morreu em 1624, perto dos cinglienta anos de idade, Em sua infân- cia, foi um simples pastor e, depois de aprender a ler e escrever numa modesta escola de aldeia, foi trabalhar como aprendiz na casa de um sapateiro em Gôrlitz, Era um clarivi- dente natural, dotado de poderes maravilhosos, Sem educação nem conhecimento cientf- fico, escreveu várias obras que, conforme está provado atualmente, estão cheias de ver- dades científicas; porém, estas, como ele próprio disse a respeito de seus escritos, “ele as viu como se em grande Profundidade no Eterno”, Teve “uma visão claríssima do Uni- verso, como em um caos”, que dele se soltava, de tempos em tempos, como num planeta jovem. Foi um consumado místico de nascimento e, evidentemente, de uma constituição rara ao extremo; uma daquelas naturezas sutis, cujo envoltório material não impede de maneira nenhuma a mútua comunicação direta, embora apenas acidental, entre o Ego intelectual e o espiritual. Este Ego é o que Boehme, assim como tantos outros místicos inexperientes, tomava erroneamente por Deus, “O homem deve reconhecer — escreve — que seu conhecimento cão € próprio, mas que vem de Deus, que manifesta as Idéias de sabedoria na Aíma do homem, à medida que lhe agrade. Se este grande teósofo tivesse dominado o Ocultismo oriental, ter-se-ia expressado de outra maneira, Saberia, então, que o “Deus” de que falava, através de seu pobre cérebro inculto e pouco adestrado, era 83

Bona-Oma ou Bona Dea (Boa deusa)

Deusa romana, padroeira das Iniciadas e ocultistas. Também era chamada de Fauna, por ser filha de Fauno. Éra adorada como uma divindade profética e casta e seu culto era reservado unicamente às mulheres, en- quanto aos homens não era permitido sequer que pronunciassem seu nome, Revelou seus oráculos apenas às mulheres e as cerimônias de seu santuário (uma gruta do Áventino) eram dirigidas pelas vestais no primeiro dia de maio de todos os anos, Sua aversão por homens era tanta que não se permitia a nenhum varão aproximar-se da casa dos cônsu- les, onde sua festividade era realizada algumas vezes. Até os retratos e bustos dos ho- mens eram levados para fora da casa durante a cerimônia, Clódio, que em certa ocasião profanou tão sagrada festa, introduzindo-se na casa de César, onde era celebrada, dis- farçado de mulher, atraiu desgraça sobre si mesmo. Seu templo era decorado com folha- gens e flores e as mulheres faziam libações, bebendo de um vaso (mellarium) cheio de leite. O melilarium não continha vinho, como afirmavam alguns escritores, que, por serem homens, trataram de se vingar,

Bonati, Guido

Frei franciscano, que nasceu am Florença no séc. XIH, morrendo no ano de 1306, Foi astrólogo e alquimista, porém não pôde chegar a ser um Adepto ro- sacruz., Depois de tal fracasso, retornou ao seu convento,

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