Asherah (ver). Esta palavra é aquela traduzida na Bíblia com o sentido de “arvoredo” e é encontrada trinta vezes, É denominada “fdolo” e Maa- chah, avó de Asa, rei de Jerusalém, foi acusada de ter lavrado para si mesma um fdolo tal, que representava um lingham (ver). Por séculos este foi um rito religioso da Judéia. Porém o Asherah original era uma coluna com sete ramos de cada lado, arrematada por uma flor globular com três raios salientes e não uma pedra fálica, como a transformam os judeus, mas um símbolo metafísico. “Misericordioso, que ressuscita os mortos!””, eis a oração que safa dos lábios diante de Asherah, nas margens do Eufrates, O “Misericor- dioso” não era o deus pessoal dos judeus que, de seu cativeiro, levaram o “arvoredo”, nem nenhum deus extracósmico, mas a trfade superior do homem, simbolizada pela flor globular com seus três raios,
Ver Yggdrasil, Árvores da Vida e Ovo do Mundo. Arwaker (Esc.) — Literalmente: “o que desperta cedo”. O cavalo do carro do sol, guiado pela donzela Sol, nos Eddas. Ârya (Sânsc.) — Literalmente: “Santo”. [“Nobre”, “de raça nobre”, Nome de uma raça (a arlana), que invadiu a Índia, no período védico. Sobrenome de Agni, Indra e ou- tras divindades.) Originalmente, era o título dos Richis, que dominaram o Aryasatyâni (ver) e entraram no sendeiro Arvanimárga, que conduz ao Nirvâna ou Moksha (Libera- ção). Porém, atualmente, este nome tornou-se epíteto de uma raça e nossos orientalistas, privando os brahmanes hindus de seus direitos de nascimento, transformaram todos os europeus em Árias. Como no Esoterismo, os quatro sendeiros ou graus podem ser obti- dos unicamente através de um grande desenvolvimento espiritual e “crescimento em santidade”, quando são designados pelo nome de “quatro frutos”. Para se chegàr ao es- tado de Árhat, os quatro graus são respectivamente: Zrotâparti (aquele que entrou na corrente), Sakridâágâmin (que deve retornar à vida apenas uma vez), Anâgâmin (que não deve retornar à vida) e Arhat (venerável, o quarto grau de perfeição), São as quatro classes de Aryas, que correspondem a esses quatro sendeiros e verdades. | Ârya-Bhata (SânscJ- O primeiro algebrista e astrônomo hindu, além de Asurama- ya (ver), autor de uma obra intitulada Árya-Siddhânta, que é um sistema de astronomia, Árya-Dêsa (Sánsc.) — Literalmente: “Santo Instrutor”. Um grande sábio e Arhat da escola Mahâsampghika, : | Aryahata (Sânsc.) — Sendeiro que conduz à condição de Arhat ou de santidade. Arvyaman (Sânsc.) — O Sol. O chefe dos Pitris (ou antepassados), Um dos Ádityas, (Ver Bhagavad-Gitá, X, 29.) Aryasangha (Sánsc.) — Fundador da primeira escola de Yogáchârvya. Este Arhat, discípulo direto de Gautama Buddha, é confundido muito estranhamente com um perso- nagem de mesmo nome, que, segundo se diz, viveu em Ayodhya (a moderna Oude) até o séc. V ou VI de nossa era, ensinando o culto tântrico e também o sistema Yogâchârya. Aqueles que pretendiam torná-lo popular diziam que era o próprio Aryasangha, que ha- via sido um dos discípulos de S&âkyamuni e que tinha mil anos de idade, A evidência in- terna por si só é bastante para demonstrar que as obras escritas por ele e traduzidas por volta do ano 600 de nossa era -— obras atestadas de culto, ritualismo e dogmas tântricos, seguidos atualmente, em grande escala, pelas seitas dos “turbantes vermelhos” de Si-
Desde a mais remota antiguidade, as árvores foram relacionadas aos deuses e com as forças místicas da Natureza, Cada nação teve sua árvore sagrada com características peculiares e atributos baseados em propriedades naturais e, às vezes, também em propriedades ocultas, como se expõe nos ensinamentos esotéricos. Assim, o peepul ou Ázvatiha hindu, mansão de Pitris (elementais, na realidade) de uma ordem inferior, tornou-se a árvore Bo ou Ficus religiosa dos budistas em todo o mundo, desde que o Gautama Buddha atingiu o conhecimento supremo e o Nirvâna sob esta árvore. O freixo, Iggdrasil, é a árvore dos escandinavos, O baniano é o símbolo do Espírito e da matéria, pois desce à Terra, lança raízes e logo sobe outra vez para o céu. O palâza (Bu- tea frondosa ou Curcuma reclinata) de folha tripla é um emblema da essência tripla no Universo: Espírito, Alma e Matéria. O cipreste era a árvore da vida do México e, atual- mente, entre os cristãos e maometanos, é a árvore da morte, da paz e do repouso, O pi- nheiro era tido como sagrado no Egito e sua pinha era levada em procissões religiosas, embora, atualmente, tenha quase desaparecido da terra das múmias, O mesmo aconteceu com o sicômoro, a tamargueira, a palmeira e à videira. O sicômoro era a Árvore da Vida no Egito e também na Assíria. Era consagrado a Hathor, em Heliópolis, e hoje à Virgem sl
Um dos legendários picos da cadeia montanhosa em Tenerife, Nas tradições do Irã, é uma grande montanha que, em seu significado alegórico, corres- ponde ao Monte do Mundo, o Meru, O Asburj é a montanha “ao pé da qual o Sol se põe”, Asch Metzareph (Hebr.) — *O Fogo Purificador”. Tratado cabalístico que trata da Alquimia e da relação que há entre os metais e os planetas. Ased (Alqg.) — Leão dos filósofos, Asecka ou Asekha -— No Budismo, este nome é dado àquele que não tem mais nada a aprender: um indivíduo da hierarquia superior à de Arhat. “Quando o homem atingiu este nível, adquire o mais completo domínio sobre seu próprio destino e estolhe sua fu- tura linha de evolução” (The Vâhan). (FP. Hoult) Ases (Esc.) — São os criadores de Anões e Elfos, os Elementais que estão abaixo dos homens, nas lendas escandinavas. São a descendência de Odin; o mesmo que AEsir (ver), Asgard (Esc.) — Reino e residência dos deuses escandinavos; o Olimpo escandinavo, situado “acima da casa dos Elfos de Luz", porém no mesmo plano do Joet unheim, 54
Ver Ashen e Langhan.. Ashen e Langham (Kol.) — Certas cerimônias em uso entre as tribos kolarianas da ndia e cujo objetivo é afastar os maus espíritos, São análogos às cerimônias de exorcis- mo comuns entre os cristãos. [Na obra intitulada Cinco Anos de Teosofia, a palavra Ashen está escrita Áshãb.) Asherah (Hebr.,) — Esta palavra encontra-se no Antigo Testamento € é comumente traduzida como “arvoredo”, referindo-se ao culto idolátrico; porém, é provável que se refira, realmente, às cerimônias de depravação sexual. É um nome feminino, (W, W, W.)
Ver Achquenazi. Ashlesha (Álechã&) (Sânsc.) - Uma das mansões lunares, (Râma Prasãd) Ashmog (Zend.) — O Dragão ou Serpente, monstro com pescoço de camelo, no Avesta. Uma espécie de Satã alegórico, que, depois da queda, “perdeu sua natureza e nome”, Nos antigos textos hebreus (cabalísticos) é denominado “camelo voador". Em um outro caso, é evidente uma reminiscência ou tradição dos monstros pré-históricos ou antediluvianos, meio aves e meio répteis. Ashoka (Asoka ou Azoka) (Sânsc.) — Célebre rei budista da Índia, da dinastia Morya, que reinou em Magadha. Na realidade existiram dois Ashokas, de acordo com as crônicas do Budismo do Norte, embora o primeiro Ashoka, avô do segundo, chamado pelo professor Max Mílller “o Constantino da Índia”, seja mais conhecido pelo nome de Chandragupta. O primeiro deles foi intitulado Piyadaso (palD, “o formoso”, e Devânâm- Piva (priva, em sânscrito), “amado dos deuses”, e também Káláshoka; enquanto seu neto era Dharmâshoka, “o Ashoka da boa lei”, devido à sua devoção ao Budismo. Por outro lado, segundo o mesmo autor, o segundo Ashoka nunca seguiu a fé brahmânica, pois era budista desde o nascimento. Seu avô foi quem se converteu primeiro à nova fé e, depois disso, mandou gravar uma multidão de editos em pilares e rochas, costume que seu neto também seguiu. Porém o segundo Ashoka foi o mais zeloso defensor do Budismo; man- tinha de sessenta a setenta mil monges e sacerdotes em seu palácio, erigiu oitenta e qua- tro mil stupas e topes (colunas) em toda a Índia, reinou trinta e seis anos (do ano 234 ao 198 a.C.) e enviou missões ao Ceilão e a todo o mundo, As inscrições de vários editos publicados por ele revelam os sentimentos morais mais nobres, particularmente o edito de Allahabad, na chamada “Coluna de Ashoka", no Forte, Tais sentimentos são elevados e poéticos, respiram benevolência e afeto, tanto para com os animais como os homens, e dão uma alta imagem da missão de um rei em relação a seus súditos, que poderia ser se- guida com grande êxito nos tempos atuais, onde grassam guerras cruéis e bárbara violên- cia. Ashrama (Asrama ou Azrama) (Sânsc.) — Um edifício sagrado, mosteiro ou ermi- da para fins ascéticos. Cada seita da india tem seus Ashramas, Ordem; hierarquia; retiro, especialmente a vida do eremita no deserto. Um dos quatro graus ou perfodos em que se divide a vida religiosa do brahmane, Os Ashramas são: o Brahmachâri, o Grihastha, o Vanaprastha e o Bhikchu ou Sannvâási, (P. Hoult) 55
Ver Achta-Siddhis. Ashvatta (Aswattha ou Ashvattha ou Azvattha) (Sânsc.) — À árvore Bo ou ár- vore do conhecimento, Ficus religiosa. Baniano ou figueira sagrada da Índia. O Ashvatta é o emblema do Universo, da vida e do ser. Suas raízes simbolizam o Ser Supremo, a Causa Primeira, a Raiz do Cosmo. À corrente rotatória da existência individual (Samsá- ra) é representada por seus ramos, que descem até o solo e lançam novas raízes. Esta ár- vore só pode ser abatida através do conhecimento espiritual, Sua destruição conduz à imortalidade. (Ver Bhagavad-Girá, XV, 1-3.) Ashwatthima (Aswatthâma ou Azvatthâman) (Sânsc.) — Literalmente: “Que tem a força de um cavalo”, Filho de Drona e de um dos caudilhos do exército dos Kurus. (Ver Bhagavad-Gtá, 1, 8.) Ashwins (Aswins, Azvins, Azvinau (dual) ou também Azwinfkumârau (dual) — São as divindades mais ocultas e misteriosas de todas, que “deixaram confusos os mais antigos comentaristas”, Literalmente, são os “Ginetes”, os “Cocheiros Divinos”, visto que estão montados num carro de ouro puxado por cavalos, aves ou outros animais e são dotados de muitas formas. Os Ashwins são duas divindades védicas, os filhos gêmeos do Sol e do céu, que se convertem na ninfa Ashwinl, [Os gêmeos chamam-se Dasra e Nôâ- satya.] No simbolismo mitológico, são “os brilhantes arautos ou precursores de Uchas, a aurora”, que são “sempre jovens e formosos, resplandescentes, ágeis, velozes como fal- cões” e “preparam o caminho da aurora radiante para aqueles que pacientemente a es- peraram durante toda a noite”, São denominados também “médicos do Svarga" (céu ou Devachan) [ou médicos dos deuses], pois, do mesmo modo como curam de todo mal e sofrimento, curam também todas as enfermidades. Astronomicamente, são constelações. Foram objeto de adoração fervorosa, como mostram seus epftetos. São os “Nascidos do Oceano” (isto é, nascidos do espaço) ou Abdhijas [Abdhijau, dual), “Coroados de Lotus” ou Puchkara srajam etc. Yâska, comentarista do Nirukta, é de opinião que “os Ashwins representam a transição entre as trevas e a luz" — cosmicamente e, podemos acrescentar, metafisicamente também, Porém, Muir e Goldstiicker sentem-se inclinados a ver neles os antigos “Ginetes Renomados”, baseando-se certamente na lenda de que “os deuses ne- garam a admissão dos Ashwins num sacrifício, pelo fato deles terem mantido relações bastante familiares com os homens”, É precisamente por isso, como explicou o próprio Yâska, que “são identificados com o céu e a Terra”, só que por uma razão diferente. Na verdade, os Ashwins são idênticos aos Ribhus, “originalmente renomados mortais (po- rém, às vezes não-renomados) que, com o passar do tempo, foi-lhes permitido desfrutar da companhia dos deuses”; e oferecem um caráter negativo, *resultado da aliança da luz com as trevas”, simplesmente porque estes gêmeos são, na filosofia esotérica, os Kumá- ra-Egos, os “Princípios” que se reencarnam neste Manvantara. (Provavelmente, em certo aspecto, os dois Ashwins são personificações dos crepúsculos matutino e vesperti- no, Misticamente, correspondem a Hermes, na teogonia egípcia. Representam o órgão interno através do qual o conhecimento é transmitido da alma para o corpo. (Cinco Anos de Teosofia)] Ash Yggdrasil (Esc) A “Árvore do Mundo”, o símbolo do Mundo entre os es- candinavos, a “Árvore do Universo, do Tempo e da Vida”. É sempre verde, porque as Normas do Destino regam-na diariamente com a água da vida da fonte de Urd, que brota em Midgard (a Terra). O dragão Nidhogg, o dragão do Mal e do Pecado, rói sem 56
kataski — haix -— tetrax — damnameneus — aison — Estas palavras místicas que, segundo A nastasio Kircher, significam: “Trevas, Luz, Terra, Sol e Verdade", foram — segundo Hesíquio — gravadas no cinto da Diana de Efeso. Plutarco relata que os sacer- dotes costumavam recitar estas palavras diante de pessoas possuídas pelo demônio. (WWW) Asmi (Sânsc. — “(Eu) sou”. Asmitâã (Sânsc.) — (1) Egotismo, personalismo; sentimento ou consciência do ser pessoal; é sinônimo de Ahankára; (2) que faz parte ou partícula do eu; (3) a noção de que o eu não é uma coisa separada das percepções e conceitos; a identificação da consciência com o eu. (Râma Prasâãd)
Éo persa Aêshma-dev, o Esham-dev dos parsis, “o mau Espírito da concupiscência” — segundo Breal —, o qual foi apropriado pelos judeus com o nome de Ashtimedaí, “o Destruidor”; o Talmud identifica a criatura com Beelzebub (ou Belzebu) e Azrael, o Anjo da Morte, chamando-o de “Rei dos Demônios”,
Reis-sacerdotes de Israel, cuja dinastia durou 126 anos, Promulgaram o Cânone do Testamento Mosaico, em contraposição aos Apócrypha (ver) ou Livro Se- creto dos judeus de Alexandria, os cabalistas, e mantiveram o significado da letra morta dos primeiros, Até o tempo de Hircano, foram Ascedeanos (Chasidim) e Fariseus; po- rém, mais tarde, tornaram-se Saduceus ou Zadokites, defensores da regra sacerdotal co- meodiferente da rabínica,
À forma (ráúpa) sob à qual um princípio qualquer se manifesta no homem Ou na natureza setenária é denominada, em Teosofia, um aspecto de tal princípio. (Glos- sário da Chave da Teosofia)
Também denominados Haschischinos. Nome de uma seita maçônica e mística fundada por Hassan Sabah, na Pérsia, no séc. XI. Esta palavra é uma corruptela 57
Ver Sagradas Escrituras Assírias. Assorus (Cald.) — O terceiro grupo de descendentes (Kissan e Assorus) da “díade” babilônica Tauthe e Apason, segundo as Teogonias de Damascio. Desta última surgiram outras três, de cujas séries a última, Aus, engendrou Belo (Reius), “o criador do Mundo, o Demiurgo”". Assur (Caid.) — Uma cidade da Assíria; o antigo lugar de uma biblioteca, da qual George Smith escavou as primeiras tábuas conhecidas, às quais ele atribui a data de 1.500 anos a.C., chamadas de Assur Kileh Shergat. Assurbanipal (Caid.) — O Sardanápalo dos gregos, “o maior de todos os soberanos assírios, muito mais memorável devido à esplêndida proteção às letras do que pela gran- deza de seu império”, escreve G, Smith, que diz em seguida: “Assurbanipal acrescentou à biblioteca real assíria muito mais do que todos os reis que o precederam”, Como nos diz o eminente assiriólogo, em outra parte de sua Literatura Babilônica e Assíria (Chaid. Account of Genesis), “a maior parte dos textos conservados pertence ao primeiro perío- do, anterior ao ano de 1600 a.C”; entretanto, afirma: “às tábuas escritas em seu (de Assurbanipal) reinado (673 a.C.) devemos quase tudo quanto sabemos da primitiva bhis- tória da Babilônia”. Pode-se, com razão, perguntar: “Como você o sabe ?”, Asta-dazá (Asta dashã) (Sánsc.) — Perfeita, suprema Sabedor.a (ou Inteligência): um dos títulos da Divindade, Aster't (AÁstarte) (Hebr.) — Astarté, a deusa síria, esposa de é don ou Adouai. Asteya (Sárnsoc.) — “Falta de interesse ou ambição”. Desinteresse. Asthira (Sânsec.) — Instável, inseguro, móvel, vacilante, inconstante. Âstikya (Sânsc.) — Fé, piedade, conhecimento das coisas divinas. Ortodoxia. | Astra (Sánsc.) — Arma, em geral, flecha, dardo, projétil etc. Na Mitologia hindu, é o nome de certos meios misteriosos empregados para vencer os inimigos. Por Astra podem ser entendidas as formas — pensamento ou as armas de diversas espécies concebidas ou fabricadas através de fórmulas mágicas, Assim, agnyastra (agni-astra ou “arma de fo- go") são os meios de guerrear com fogo; mahâmâvâ-astra são as armas da grande ilusão; mohan-astra são as da fascinação etc. (P. Hoult) Astraca (Astréia) (Gr.) — À antiga deusa da justiça, a quem a maldade dos homens afastou da Terra para o céu, onde reside agora, formando a constelação de Virgem.