Glossário Teosófico

Árvore do Mundo

Ver Yggdrasil, Árvores da Vida e Ovo do Mundo. Arwaker (Esc.) — Literalmente: “o que desperta cedo”. O cavalo do carro do sol, guiado pela donzela Sol, nos Eddas. Ârya (Sânsc.) — Literalmente: “Santo”. [“Nobre”, “de raça nobre”, Nome de uma raça (a arlana), que invadiu a Índia, no período védico. Sobrenome de Agni, Indra e ou- tras divindades.) Originalmente, era o título dos Richis, que dominaram o Aryasatyâni (ver) e entraram no sendeiro Arvanimárga, que conduz ao Nirvâna ou Moksha (Libera- ção). Porém, atualmente, este nome tornou-se epíteto de uma raça e nossos orientalistas, privando os brahmanes hindus de seus direitos de nascimento, transformaram todos os europeus em Árias. Como no Esoterismo, os quatro sendeiros ou graus podem ser obti- dos unicamente através de um grande desenvolvimento espiritual e “crescimento em santidade”, quando são designados pelo nome de “quatro frutos”. Para se chegàr ao es- tado de Árhat, os quatro graus são respectivamente: Zrotâparti (aquele que entrou na corrente), Sakridâágâmin (que deve retornar à vida apenas uma vez), Anâgâmin (que não deve retornar à vida) e Arhat (venerável, o quarto grau de perfeição), São as quatro classes de Aryas, que correspondem a esses quatro sendeiros e verdades. | Ârya-Bhata (SânscJ- O primeiro algebrista e astrônomo hindu, além de Asurama- ya (ver), autor de uma obra intitulada Árya-Siddhânta, que é um sistema de astronomia, Árya-Dêsa (Sánsc.) — Literalmente: “Santo Instrutor”. Um grande sábio e Arhat da escola Mahâsampghika, : | Aryahata (Sânsc.) — Sendeiro que conduz à condição de Arhat ou de santidade. Arvyaman (Sânsc.) — O Sol. O chefe dos Pitris (ou antepassados), Um dos Ádityas, (Ver Bhagavad-Gitá, X, 29.) Aryasangha (Sánsc.) — Fundador da primeira escola de Yogáchârvya. Este Arhat, discípulo direto de Gautama Buddha, é confundido muito estranhamente com um perso- nagem de mesmo nome, que, segundo se diz, viveu em Ayodhya (a moderna Oude) até o séc. V ou VI de nossa era, ensinando o culto tântrico e também o sistema Yogâchârya. Aqueles que pretendiam torná-lo popular diziam que era o próprio Aryasangha, que ha- via sido um dos discípulos de S&âkyamuni e que tinha mil anos de idade, A evidência in- terna por si só é bastante para demonstrar que as obras escritas por ele e traduzidas por volta do ano 600 de nossa era -— obras atestadas de culto, ritualismo e dogmas tântricos, seguidos atualmente, em grande escala, pelas seitas dos “turbantes vermelhos” de Si-

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