Glossário Teosófico

Ashta-Siddhis

Ver Achta-Siddhis. Ashvatta (Aswattha ou Ashvattha ou Azvattha) (Sânsc.) — À árvore Bo ou ár- vore do conhecimento, Ficus religiosa. Baniano ou figueira sagrada da Índia. O Ashvatta é o emblema do Universo, da vida e do ser. Suas raízes simbolizam o Ser Supremo, a Causa Primeira, a Raiz do Cosmo. À corrente rotatória da existência individual (Samsá- ra) é representada por seus ramos, que descem até o solo e lançam novas raízes. Esta ár- vore só pode ser abatida através do conhecimento espiritual, Sua destruição conduz à imortalidade. (Ver Bhagavad-Girá, XV, 1-3.) Ashwatthima (Aswatthâma ou Azvatthâman) (Sânsc.) — Literalmente: “Que tem a força de um cavalo”, Filho de Drona e de um dos caudilhos do exército dos Kurus. (Ver Bhagavad-Gtá, 1, 8.) Ashwins (Aswins, Azvins, Azvinau (dual) ou também Azwinfkumârau (dual) — São as divindades mais ocultas e misteriosas de todas, que “deixaram confusos os mais antigos comentaristas”, Literalmente, são os “Ginetes”, os “Cocheiros Divinos”, visto que estão montados num carro de ouro puxado por cavalos, aves ou outros animais e são dotados de muitas formas. Os Ashwins são duas divindades védicas, os filhos gêmeos do Sol e do céu, que se convertem na ninfa Ashwinl, [Os gêmeos chamam-se Dasra e Nôâ- satya.] No simbolismo mitológico, são “os brilhantes arautos ou precursores de Uchas, a aurora”, que são “sempre jovens e formosos, resplandescentes, ágeis, velozes como fal- cões” e “preparam o caminho da aurora radiante para aqueles que pacientemente a es- peraram durante toda a noite”, São denominados também “médicos do Svarga" (céu ou Devachan) [ou médicos dos deuses], pois, do mesmo modo como curam de todo mal e sofrimento, curam também todas as enfermidades. Astronomicamente, são constelações. Foram objeto de adoração fervorosa, como mostram seus epftetos. São os “Nascidos do Oceano” (isto é, nascidos do espaço) ou Abdhijas [Abdhijau, dual), “Coroados de Lotus” ou Puchkara srajam etc. Yâska, comentarista do Nirukta, é de opinião que “os Ashwins representam a transição entre as trevas e a luz" — cosmicamente e, podemos acrescentar, metafisicamente também, Porém, Muir e Goldstiicker sentem-se inclinados a ver neles os antigos “Ginetes Renomados”, baseando-se certamente na lenda de que “os deuses ne- garam a admissão dos Ashwins num sacrifício, pelo fato deles terem mantido relações bastante familiares com os homens”, É precisamente por isso, como explicou o próprio Yâska, que “são identificados com o céu e a Terra”, só que por uma razão diferente. Na verdade, os Ashwins são idênticos aos Ribhus, “originalmente renomados mortais (po- rém, às vezes não-renomados) que, com o passar do tempo, foi-lhes permitido desfrutar da companhia dos deuses”; e oferecem um caráter negativo, *resultado da aliança da luz com as trevas”, simplesmente porque estes gêmeos são, na filosofia esotérica, os Kumá- ra-Egos, os “Princípios” que se reencarnam neste Manvantara. (Provavelmente, em certo aspecto, os dois Ashwins são personificações dos crepúsculos matutino e vesperti- no, Misticamente, correspondem a Hermes, na teogonia egípcia. Representam o órgão interno através do qual o conhecimento é transmitido da alma para o corpo. (Cinco Anos de Teosofia)] Ash Yggdrasil (Esc) A “Árvore do Mundo”, o símbolo do Mundo entre os es- candinavos, a “Árvore do Universo, do Tempo e da Vida”. É sempre verde, porque as Normas do Destino regam-na diariamente com a água da vida da fonte de Urd, que brota em Midgard (a Terra). O dragão Nidhogg, o dragão do Mal e do Pecado, rói sem 56

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