Famoso cabalista, químico e médico, Nasceu no ano de 1502 e foi Iniciado na Teosofia (rosacruz) em 1544, Deixou várias obras cabalis- tas excelentes, sendo a melhor delas o Anfiteatro de Eterna Sabedoria (1598). Khyáti (Sânsc.) — Idéia, noção, conhecimento; nome, reputação,
Escola exotérica ou doutrina do Olho, em contraposição à Tsung-men, escola esotérica ou doutrina do coração, (A Voz do Silêncio, ID Kibel (Cald.) — Tradição, comunicação da palavra de Deus. Kibrich ou Kibrith (Alg.) — Termo da Ciência Hermética, utilizado por alguns químicos para designar o enxofre filosófico. Kim-puruchas (Sânsc.) — Devas monstruosos, meio homens, meio cavalos. [Lite- ralmente, “que homens?”. Uma classe de seres míticos, duendes, anões etc., que partici- pam da natureza e do aspecto dos animais. Ultimamente esta palavra tornou-se sinônima de Kinnaras., “Um nome dos seres da segunda Raça,” (P. Hoult)) Kin (Hebr.) — Caim, ou o Mal, filho de Eva e Samael (o Diabo, que ocupava o lugar de Adão), segundo os ensinamentos dos rabinos. (Doutrina Secreta, II, 406) Kings (Chin.) — Nome genérico das principais obras que tratam de religião e moral, da China. Kin-nara (Sânsc.) — Literalmente, “Que homens?”. Seres fabulosos da mesma es- pécie dos Kim-puruchas. Uma das quatro classes de seres chamados Mahárâájas, [Seres míticos que possuem corpo de homem e cabeça de cavalo; constituem uma classe de 295
Ver Kiu-tche, Kirátârjuniya de Bháravi (Sânsc.) — Poema épico sânscrito, que celebra a luta e as proezas de Arjuna com o deus Shiva, disfarçado de montanhês,
Sábio jesuíta alemão, nascido no ano de 1602, Escreveu nu- merosas obras, entre elas o Edipus Aegyptiacus, e foi autor de vários inventos, tais como o pantômeitro e a lanterna mágica. Decifrava com extrema facilidade os hieróglifos egíp- cios e operou várias vezes a chamada “palingenesia das plantas”, isto é, fazia reviver uma planta seca, morta, queimada e reduzida à cinzas, segundo o atestam numerosas pessoas sérias e fidedignas, e está detalhadamente escrito numa compilação intitulada Anedotas da Medicina, publicada em 1766, Luís Figuier, em sua curiosa obra A Alquimia € os Alquimistas, procura dar uma explicação científica de tão notável fenômeno.
Sábio alemão, nascido em Uffenheim, em 1615. Estu- dou as Iínguas orientais e escreveu grande número de obras sobre assuntos diversos, Fi- gura entre os autores que escreveram sobre Alquimia, Kirtta (Sânsc.) — Tiara, coroa, diadema, Kiritin (Sânsc.) — “Que porta tiara ou diadema”, Epíteto de Krishna e outros per- sonagens,
Famoso alquimista que, com alguns outros, obteve privilégios do rei Henrique VI da Inglaterra para fabricar em seus Estados o ouro e o elixir da longa vida, porque, segundo consta na ata de concessão, “encontraram o meio de transmutar indis- tintamente todos os metais em ouro”. Kirti (Sânsc.) — Glória, honra, fama, luz, esplendor. Kismet (Ár.) — Fado, destino. Kiu-tehe (Chin.) — Kioo-tche, na transliteração inglesa. Uma obra chinesa que trata de astrónomia, Kiver-Shans (Chin.) — O corpo astral ou “Corpo de pensamento”, Kiyun (Hebr.) — Por outro nome, o deus Kivan, adorado pelos israelitas no deserto e que era provavelmente idêntico a Saturno e também ao deus Shiva. De fato, como o H zendo é o 5 hindu (seu hapta é sapta etc.) e como as letras K, H e S são permutáveis, Shiva pode ter-se facilmente convertido em Kiva e Kivam, Klaivya (Sâánsc.) — Impotência, debilidade, desfalecimento. Klesha (Sânsc.) — Amor à vida; porém, literalmente, “dor e miséria” Apego à exis- tência e quase o mesmo significado de Kâma. [Amor ao prazer ou aos gozos mundanos, Ycitos ou ilícitos. (A Voz do Silêncio, ITD) Klesha significa também: dor, aflição, tristeza, angustia, afã, perturbação; obstáculo; distração, No Budismo, designa-se com este nome toda a imperfeição produzida pelo mal moral: há oito espécies, que são os pecados capi- tais, ou dez, entre os budistas do Ceilão. (Ver Pafichakleshas))] Klesha-kârins (Sânsc.) — Causas de dor ou de distração. É preciso advertir que to- da distração, todo obstáculo, é causa de dor, Nos Aforismos do Yoga de Patafijali, men- cionam-se cinco Klesha-kârins, que são: ignorância (avidyá), egoísmo (asmitâ), desejo (rága), aversão (dvecha) e apego [à vida] (abhi-niveza), (Ver Aforismos de Patafijali, II, 3-9.)
Ver Klikuska. Klikuska (Rus.) — Aquele que está possuído pelo espírito maligno. Literalmente, “gritador”, “barulhento”, Estes infelizes são periodicamente atacados por acessos, du- rante os quais relincham, cantam como os galos, zurram e profetizam,
Cascas, invólucros. Termo usado na Cabala em vários sentidos: 1º) maus espíritos, demônios; 2º) as cascas ou invólucros de seres humanos defuntos, não o corpo físico, mas os restos da personalidade, após a saída do Espírito; 3º) os elementa- rês de alguns autores, (W. W. W.)
Também se escreve Kneph, Cnefe Nef. Possui os mesmos atributos de Khem. Um dos deuses de força criadora, visto que se encontra relacionado com o Ovo do Mundo, Porfírio chamava-o de “Criador do Mundo”; Plutarco, “a divindade eterna e não criada”; Eusébio identificava-o com o Logos; Jâmblico chega quase a identificá-lo com Brahmã, pois, falando do mesmo, diz: “este deus é o próprio intelecto, que percebe intelectualmente a si mesmo e deve ser adorado em silêncio”. Uma de suas formas - acrescenta Bonwik - “era Av, que significa carne. Era criocéfalo, tinha um disco solar sobre a cabeça e estava de pé sobre a serpente Mehen (ver). Na mão esquerda tinha uma víbora e na direita uma cruz, Estava ativamente ocupado no mundo inferior, desempe- nhando uma missão de criação”, Segundo Deveria, “sua viagem ao hemisfério inferior parece simbolizar as evoluções das substâncias, que nasceram para morrer e renascer”, Milhares de anos antes de Kardec, Swedenborg e Darwin virem ao mundo, os antigos egípcios sustentavam suas respectivas filosofias, (Crença Egípcia é Pensamento Moder- no), — [Ver Água.)
Ver Kosha. Koilon (Gr.) — Literalmente, “vazio”, Com este nome À, Besant e Leadbeater de- signaram a substância que contém os protótipos espirituais de todas as coisas, bem como seus elementos, onde são engendrados e onde evoluem. (Ver “Éter do Espaço”, artigo publicado em Sophia, 1908) Koinobi (Gr.) -— Uma seita que vivia no Egito no início do primeiro século da era cristã. Geralmente se confunde esta seita com a dos terapeutas, Eram tidos como magos, — Kokab (Cald.) — Nome cabalístico associado com o planeta Mercúrio, É também a Luz Astral. (W. W. W.) Kol (FHebr.) — Uma palavra em letras hebraicas, QO U L. À Palavra do divino. (Ver Bath Kol e VâchI) (WWW)
Uma das tribos da Índia Central, muito afeita à magia, Seus membros eram considerados como grandes feiticeiros. Komala (Sânsc.) — Brando, suave, terno, doce, aprazível, agradável. Como subs- tantivo: água. Konx-Om-Pax (Gr.) — Palavras místicas usadas nos Mistérios de Elêusis, Segundo se crê, estas palavras são a imitação, em grego, de antigos termos egípcios empregados, em outros tempos, nas cerimônias secretas do culto de Ísis. Vários autores modernos fornecem traduções fantásticas das mesmas, porém todas elas são apenas conjecturas so- bre a verdade, (W. W. W.)
Associado a Baehrens, publicou várias dissertações sobre Alquimia, cu- jos títulos são: Da Dissolução Filosófica, Sobre a Teosofia Químico-Mística, Sistema da Arte Hermética etc. Kosha (Sânsc.) — Em geral, todo recipiente ou receptáculo que contém alguma coi- sa; qualquer coisa reservada num recipiente; assim, pois, tem numerosos c diversos sig- nificados: tesouro, dicionário, botão de flor; ovo, matriz, vaso, caixa, casca etc, (Ver Ko- za.) Kosmos (Gr.) — O Universo, considerado como diferente do mundo, que pode sig- nificar nosso globo ou Terra. [À palavra Kosmos, escrita com K, aplica-se a todo o Uni- verso; enquanto que Cosmos, com C, aplica-se somente à porção da Universo constituí- da por nosso sistema solar, (Ver Cosmos.)) Kotha (Sânsc.) — Atacado de mal físico ou moral. Koti (Sânsc.) — Ponta, cúspide; correção, excelência. Uma quantidade equivalente a dez milhões de unidades. Também significa lombo, “O lombo (Kar) é denominado Ta- látala.” (Utara-Gitá, 11, 27)
Ver Kutsa. Kounboum (Tib.) — À árvore sagrada do Tibet ou “Árvore das dez mil imagens”, como a denomina o abade Huc., Vegeta num cercado das terras do mosteiro da Lamase- ria de mesmo nome e é muito bem cuidada. Segundo a tradição, nasceu da cabeleira de Tson-ka-pa, que foi enterrado em tal lugar. Este “Lama” foi o grande reformador do Budismo do Tibet e é considerado como uma encarnação do Amita Buddha. Segundo o abade Huc, que viveu durante alguns meses em companhia de outro missionário chamado Gabet, perto desta árvore féênomenal. “Cada uma de suas folhas, ao se abrir, tem uma letra ou uma sentença religiosa, escrita em caracteres sagrados, de uma perfeição tal que os tipos de fundição de Didot não contêm nenhum que possa ultrapassá-los. Abra as fo- Ilhas, que O vegetal está a ponto de abrir, e nelas descobrirá, a se formarem, as letras ou palavras distintas que são a maravilha desta árvore sem par. Desvie a atenção das folhas e a fixe na casca do tronco e dos ramos e novos caracteres saltarão à vista, Não deixe de- cair seu interesse, retire camadas desta casca e aparecerão sempre novos caracteres sob aqueles cuja beleza tanto o impressionou. Porém não creia que estas camadas superpostas repitam a mesma impressão; não, pelo contrário, porque cada lâmina apresenta um tipo 298
As Pleyades. Às sete nutrizes de Kâárttikeya, deus da guerra, [Na maior parte das obras, lê-se que as Pleyades são seis. Isso exige uma explicação. Quando os deuses entregaram Kârttikeya às Kritikãs (ou Pleyades), para que o criassem, estas eram apenas seis e, por esta razão, Kârttikeya é apresentado com seis cabeças; po- rém, quando a fantasia poética dos primeiros simbologistas arianos tornou-as esposas respectivas dos sete Richis, seu número chegou a sete, serftlo seis delas visíveis e a sétima oculta. Seus nomes são: Ambã, Duláâ, Nitatui, Abrayanti, Maghâyanti, Varchayanti e Chapunikâ. Alguns autores designam-nas por nomes diferentes, Seja como for, os sete Richis foram tornados esposos das sete Pleyades antes do desaparecimento da sétima. De autro modo, como poderiam os astrônomos hindus falar de uma estrela que ninguém po- dia ver sem o auxilio de telescópios muito potentes? As pleyades estão relacionadas com os maiores mistérios da Natureza oculta e completam o mais secreto e misterioso de to- dos os símbolos astronômicos e religiosos. (Doutrina Secreta, 11, 580-581 e 654-655)] Kritya (Sânsc.) — Coisa que se deve fazer; coisa justa, devida; dever, ofício, ocupa- ção; fim, propósito. Kritya (Sânsc.) — Hostil, malfeitor, traidor, daninho, Krityà (Sânsc.) — Ação, ato. Divindade maléfica que perturba a harmonia conjugal. Krityavat (Sânsc.) — Que se aplica para cumprir bem seu dever, Kriyã (Sânsc.) — Ação, operação, função, prática, obra, especialmente piedosa; la- bor, tarefa, atividade; dever; ofício; empresa; culto, rito, sacrifício; o rito purificatório; a ablução do corpo após a morte, Kriyâlopa (Sânsc.) - Omissão de obras piedosas. Kriyamâna (Sânsc.) — Que se faz ou executa; que se está efetuando ou formando, 301
Karma em curso de formação ou criação; o Karma que cada um está criando na atual vida terrena. Kriyâ-sakti (Sânsc.) — O poder do pensamento; uma das sete forças da Natureza. À potência criadora dos Siddhis (poderes) dos yogfs perfeitos, [No Livro de Dzyan, se- gunda parte, estância VII, nº 21, lê-se: “A Terceira Raça tornou-se veículo dos Senho- res da Sabedoria, Criou filhos da Vontade e do Yoga, através do Kriyvâã-sakti Os criou... *". Kriyâ-sakti é aquele misterioso e divino poder latente na vontade de cada homem e que, se não é chamado à vida, avivado e desenvolvido pela prática do Yoga, permanece inerte nos 999.999 de cada milhão de homens, razão pela qual chega a se atrofiar. É aquele po- der misterioso do pensamento que, em virtude de sua própria energia inerente, permi- te-lhe produzir resultados fenomenais externos, perceptíveis, Os antigos sustentavam que uma idéia qualquer se manifestará exteriormente se a atenção [e a vontade] de al- guém está profundamente concentrada nela, Do mesmo modo, uma volição intensa será seguida do resultado desejado. Através deste poder e do Ichehhâsakrti (poder da vontade) É que o vogi opera geralmente seus prodígios. (Doutrina Secreta, 1, 313 e II, 182)) Kriyâvat (Sânsc.) — Ocupado em alguma obra; apto para desempenhar uma função Ou realizar uma empresa. Kriyà-yoga (Sânsc.) — Yoga preliminar ou preparatório, Consiste na prática dos meios preparatórios, que conduzem ao verdadeiro Yoga e “compreende a mortificação, o estudo e o próprio abandono ao Senhor. Estas práticas têm por objetivo afirmar a con- centração (Samádhi) e diminuir os obstáculos ou distrações”, (Aforismos de Patafijali, 1, 1, 2) Alguns dão à expressão Kriyá-yoga o significado de “Yoga prático”, porém esta interpretação é incorreta e pode conduzir ao erro. (M. Dvivedi, Comentário dos Aforis- mos) Kriyâ-zakti (Sânsc.) — Ver Krivá-sakt, Krizâzva (Sânsc.) — Nome de um Richi guerreiro, (Ver Filhos de Krizâzva.) Krodha (Sânsc.) — Ira, cólera, nojo, indignação; furor, frenesi, paixão, ódio, aver- são, Toda paixão que participa da cólera. Krodhana (Sânsc.) — Irascível, arrebatado, furioso, colérico. Krodhin (Sáânsc.) — Furioso, irritado, Kronos (Gr.) — Saturno. O deus do tempo infinito e dos ciclos, (Ver Cronos.)
À doutrina teológica de que Cristo, durante seu estado de humilhação, continuava a possuir de maneira velada ou oculta os divinos atributos da onipotência e da onisciência etc, Krira (Sânsc.) — Cruel, feroz, sanguinário, terrível, rude, Krira-buddhi (Sânsc.) — Que tem o ânimo propenso para o mal, Krôra-lochana (Sânsc.) — Aquele “de mau olho” ou “de aspecto terrível”, Termo aplicado a Zani, ao planeta Saturno hindu. Krâra mânasa (Sânsc.) — De alma cruel, Krâratã (Sánsc.) — Aspereza, crueldade. Ksana ou Kshana (Sânsc.) — Um instante incalculavelmente breve: a 90º parte ou fração de um pensamento, a 4.500º parte de um minuto, durante a qual ocorrem nesta Terra de noventa a cem nascimentos e outras tantas mortes. [Em geral significa: 202
Ver Kchânti. Kshâtra ou Kshattra (Sânsc.) — Guerreiro, militar, indivíduo pertencente à segun- da casta. Poder, domínio, supremacia, (Ver Kshatriva.) Kshatradharma (Sánsc.) — Lei ou dever dos Kshatras ou Kshatrivas. Kshatriya ou Kshattriya (Sânsc.) — Guerreiro; indivíduo pertencente à casta mili- tar Ou real, À segunda das quatro castas em que primitivamente os hindus estavam divi- didos. Kshaya (Sânsc.) — Destruição, aniquilação, ruína, míngua, decadência, queda, fim. Kshayita (Sâánsc.) — Destrufdo, apagado, desvanecido, Kshayitakalmacha (Sánsc.) — Que tem os pecados destruídos ou desvanecidos, Kshetra ou Kshetram (Sânsc.) — O “Grande Abismo” da Bíblia e da Cabala; caos, yoní, prakriti; espaço, [Eis os outros significados desta palavra: campo, planície, terreno, sítio, lugar santo; olhar; meio; matéria, corpo; matriz; vida etc, No Bhagavad-Gitá, cap. XIII, v. 1º, lê-se: “Este corpo... é chamado Meio (Kshetra)"; porém, no caso atual, são admissíveis outras acepções da palavra Kshetra, tais como residência ou morada, terreno, campo, matéria, corpo etc. Residência, porque a matéria, tanto se estiver organizada (corpo humano, animal ou vegetaR como se for inorgânica (mineral), é morada do Espíf- rito; campo, porque é o terreno onde são semeadas as boas e más sementes e onde se co- lhem os frutos de nossas obras; corpo, porque é o veículo de nosso Eu individual] Kshetrajfia ou Kshetrajõezvara (Sânsc.) — O Espírito encarnado, o Ego cons- ciente em suas manifestações mais elevadas; o Princípio que se reencarna, o “Senhor” que está dentro de nós. Kshetrajfia significa literalmente “Conhecedor do Meio". É o Espírito individual, o verdadeiro Eu, o Espírito supremo e consciente que está em nós e em todos os seres do Universo, Kshetra-kshetrajfiau (Sânsc.) — O Meio (corpo) e o Conhecedor do Meio; o corpo (ou matéria) e o Espírito.