Glossário Teosófico

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Verbetes: K

Karma (Senhores do)

Ver Senhores do Karma, Lipikas, etc. Karma-bandhana (Sânsc.) — Laço que liga o Karma com a vida terrestre, Como adjetivo, significa: ligado ou encadeado pelas obras.

Karma coletivo

Aquele que afeta uma coletividade humana (família, povo, na- ção, a humanidade toda). É a resultante das forças em relação mútua dos indivíduos que compõem a coletividade e todos eles são conduzidos segundo a direção de tal resultante,

Karma futuro

Ver Acgâmi-Karma. Karma-ja (Sânsc.) — Nascido da ação ou das obras. Karma-kânda (Sânsc.) — Ciência ou mistério do Karma. Karmâkhila (Sânsc.) — À totalidade do ato; a perfeição do ato.

Karma maduro

É o mesmo que o Prárabdha Karma (ver Karma), isto é, aquele que está pronto a se manifestar nesta vida e que, portanto, é inevitável, Karma-mârga (Sánsc.) — Sendeiro de ação. (Ver Karma-yoga.) Karma-mimânsã (Sânsc.) — Ver Filosofia Púrva-mímânsã. Kârmana (Sânsc.) — Magia, feitiçaria, operação mágica; que encanta, enfeitiça ou fascina; pertencente às ações ou delas nascido, Karma- Nemesis (Sânsc. e Gr.) — Karma e Nemesis são duas palavras quase sinô- nimas, Como se disse anteriormente, Karma é Nemesis apenas no sentido de mau Karma, Karma-Nemesis não é nada além do efeito dinâmico espiritual de causas produzidas e forças que nossas próprias ações despertaram e colocaram em atividade. É uma lei de di- nâmica oculta, que “uma dada quantidade de energia gasta no plano espiritual ou astral produz resultados muito maiores do que à quantidade gasta no plano físico, objetivo da existência”, Karma-Namesis é sinônimo de Providência sem desígnio, bondade ou qual- quer outro atributo e qualidade finitos, tão antifilosoficamente a ela atribuídos. Nenhum ocultista ou filósofo falará da bondade ou crueldade da Providência; porém, identifican- do-a com o Karma-Nemesis, ensinará que guarda os bons e vela sobre eles tanto nesta vida quanto nas vindouras, e que castiga o malfeitor até sua sétima reencarnação, até que tenha sido finalmente reajustado o efeito de ter perturbado o mais ínfimo dos átomos no mundo infinito de harmonia; porque o único decreto kármico -— decreto eterno e imutável — é a Harmonia Absoluta, tanto no mundo material quanto no espiritual. (Doutrina Se- creta, 1, 1704-705) (Ver Fatalismo, Karma etc.) Karmanya (Sânsc.) — Que deve ser feito. Karma-phala (Sânsc.) — O fruto kármico, fruto da ação. 285

Karma-vaza

Ver Karma-vasha, Karma-vidhi (Sânsc.) — Regra de ação, prática, observância. Karmaya (Sânsc.) — Ver Chatur-yoní, Karma-yoga (Sânsc.) — Execução das ações, especialmente das obras religiosas. Yoga de ação, união com o Eu divino, através da ação; sendeiro de ação ou devoção através das obras, tais como os atos religiosos e também as obras inerentes ao cargo ou condição de cada um, sendo necessário que estas sejam executadas como um dever, sem apego, sem intenções egoístas ou interesseiras, sem desejo de recompensa e como uma oferenda à Divindade. o primeiro dos sendeiros de perfeição. É sinônimo de Karma- mârga (ver). Karma-yuga (Sânsc.) — O Kali-yuga. (P. Hoult) Karma-zuddha (Sânsc.) — Obra pura; ação meritória, Karmendriyâni (Sânsc.) — As cinco potências ou faculdades de ação, das quais os órgãos físicos (língua, mãos, pés etc.) são apenas os instrumentos materiais através dos quais reagimos sobre o mundo exterior. Estas faculdades são: fala, manipulação, locomo- ção, excreção e geração. (Ver Indriyas e Jhiânendrivas.) Kârmika (Sânsc.) — Partidário da ação, Com este nome designa-se uma escola de filosofia búdica, Karmin (Sânsc.) — Homem de ação, aquele que segue o Karma-máâárga ou sendeiro das obras, em contraposição ao jriânin ou homem de conhecimento, Karna (Sânsc.) — Literalmente, “orelha”, “timão”. Rei do país de Anga (Bengala) e um dos caudilhos da hoste dos Kurus. Era filho de Sôrya (o Sob e de Prithã, que o deu à luz antes de seu matrimônio com Pându, e, por temer a desonra, abandonou-o às mar- gens do rio Yamunã, onde foi recolhido por Nandana, seu pai adotivo, que era súta (co- cheiro ou condutor de carro) do rei Dhritarâchtra. Daí seu epíteto “Filho do síta”.

Karnaim (Hebr,)

Provido de chifres; atributo de Ashtoreth e Astarté. Os chifres simbolizam o elemento masculino, e convertem a divindade em um ser andrógino. Ísis é também representada, às vezes,com chifres. Compare-se também a idéia da Lua em seu quarto crescente — símbolo de Ísis — como provida de chifres. (W. W. W.) Karnajit (Sânsc.) — * Vencedor de Karna”, Epíteto de Arjuna. 286

Karpanya (Sânsc,)

Piedade, compaixão; pobreza, miséria, Karpatadhârin (Sânsc.) — Religioso mendicante, vestido de farrapos. Karpatika ce Karpatin (Sânsc.) — Mendigo. Karr (Eg.) — O inferno dos Faraós. (Ver Inferno.) Karshipta (Masd.) — À ave sagrada do céu, nas Escrituras masdeístas, da qual Ahura Mazda diz a Zaratushta que “ela recita o Avesta na linguagem das aves” (Bund, XIX e ss.). À ave é símbolo da “Alma”, do Anjo e Deva em todas as religiões antigas. Vê-se facilmente, portanto, que esta “Ave Sagrada” representa o Ego divino do homem, ou seja, a “Alma”, É o mesmo que Karanda (ver).

Karshvars (Zend)

As “sete Terras” (nossa cadeia setenária), sobre as quais re- gem os Amesha Spentas, os Arcanjos ou Dhyân-Chohâns dos parses. São as sete Terras, das quais uma só, Hvaniratha (nossa Terra), é conhecida pelos mortais, Às Terras (eso- tericamente) ou sete divisões (exotericamente) são nossa própria cadeia planetária, como se ensina no Buddhismo Esotérico e na Doutrina Secreta. Tal doutrina encontra-se cla- ramente exposta no Fargard, XIX, 39, do Vendidad. [Ver Hvaniratha.) Kartã (Sânsc.) — Nominativo singular de Kartri (ver). 287

Kartikeya

Ver Kârttikeya. Kartra (Sânsc.) — Feitiço, encanto, prestígio, ensalmo, Kartri (Sânsc.) — Autor, agente. Kartritva (Sânsc.) — Atividade, produção, Kárttika (Sânsc.) — O mês (outubro-novembro) em que a Lua está cheia nas Pleya- des. (Ver Kârttikeva.) Kaârttikeya ou Kârttika (Kartika) (Sâánsc.) — O deus da guerra hindu, filho de Shiva, nascido da semente deste caída no Gânges. É também a personificação do poder do Logos. O planeta Marte, Kârttika é um personagem muito misterioso, criado pelas Plêiades e um dos Kumãâras. [Kârttikeya é um dos Kumãâras e chefe, por sua vez, destes e dos Rudras. Estas divindades eram, como os Cabires, a personificação dos Fogos Sagra- dos dos mais ocultos Poderes da Natureza, Kârttikeya, chamado também de Skanda, É o caudilho das hostes celestiais ou, melhor dizendo, dos Siddhas, É o protótipo de Miguel e de São Jorge; nasceu com o objetivo de matar Târaka, o Demônio, demasiado santo e sá- bio, cujas grandes austeridades tornaram-no temível aos deuses. Seu nascimento é prodi- gioso, visto que este deus foi engendrado sem pai nem mãe. À semente de Shiva foi lan- çada ao Fogo (Agni) e recebida, em seguida, no seio da Água (Gânges), nascendo assim do Fogo e da Água. As Plêiades encarregaram-se de o criar e daf deriva seu nome de Kârttikeya, (Doutrina Secreta, LI, passim))

Karuna (Sánse,)

Infeliz, miserável, digno de lástima, Karunâ (Sânsc.) — Piedade, lástima, compaixão, Karunàa- bhâvaná (Sánsc.) — Meditação sobre a piedade e a compaixão, no Yoga. Kârunika (Sánsc.) — Compassivo, misericordioso. Kârunya (Sânsc.) — Piedade, compaixão, misericórdia. Kârya (Sânsc.) — Que deve ser feito ou praticado; prescrito, obrigatório: dever, ta- refa, ofício, ato obrigatório; motivo, objeto, Kâryaputa (Sânsc.) — Que descuida de seu dever, que persegue um objeto impossf- vel; imprudente, descarado. Kâryavat (Sânsc.) -— Ocupado, atarefado; solícito, serviçal, Kasam (Ailg.) — Ferro. Kasbeck -— À montanha da cordilheira do Cáucaso onde Prometeu estava preso,

Kasdim

Os caldeus. Kashâya (Sânsc.) — Aspereza, corrupção.

Kasi

Ver Kázf, Kasina (Sânsc.) — Cerimônia mística do Yoga, que se pratica para livrar a mente de toda a perturbação e agitação e conduzir o elemento kâmico a uma calma completa.

Katenoteismo (Kathenotheismo)

Do grego Kata, segundo, heis (hen-), um, € theos, deus. Uma forma de religião na qual se escolhe e adora a um só deus com ex- clusão dos demais, (Ver Henoteísmo.) 288

Kathopanichad (katha-upanichad)

Ver Katha. Khityiyana (Sânsc.) -- O chela favorito de Gautama o Buddha. Kaumâra (Sânse.) — [Adjetivo derivado de Kwnâra.] — À “criação dos Kumâras”, jovens virgens nascidos do corpo de Brahmã. [Ver Kmaras e Criação kaumãra.) Kaumuda (Sânsc.) — À Lua do mês Kârtikadoutubro-novembro). Kaumudt (Sânsc.) — O dia de Lua cheia do mês ázvina e do mês Kârttika;, festa em honra de Kârttikeya, Kaundinya (Sánsce.) — Nome de um Buddha vindouro, Kaunteya (Sánsec.) — “Filho de Kunti”". Nome patronfímica de Arjuna. Kaupin ou Kaupina (Sânsc.)— As partes genitais; pedaço de tecido usado para co- brir tais partes. Kaurava (Sânsc.) — “Descendente de Kuru". Nome patronímico dos príncipes Kurus (ou Kuravas) e Pândavas, por ser Kuru o antecessor comum de ambos; aplica-se, porém, especialmente aos primeiros, ou seja, aos filhos de Dhritarâchtra, Kauravya (Sânsc.) — Rei dos Nágas (Serpente) no Pátãla, exotericamente um infer- no, Porém, esotericamente, significa coisa bem diferente. Há uma tribo dos Nâgas, na Índia superior; Naga! é atualmente o nome que se dá, no México, aos principais exorcis- tas e feiticeiros e era o dos principais Adeptos no alvorecer da história. Finalmente, Patal significa antípodas e é um nome da América, Daí o mito de que Arjuna fez uma viagem ao Pátâla e se casou com Úlúpi, filha do rei Kauravya, pode ser um fato tão histórico como tantos outros que, considerados inicialmente como fabulosos, verificou-se mais tarde serem verdadeiros. [Ver Párâla.) Kautuka (Sânsc.) — Gozo, alegria, regozijo, prazer; festa, jogos ou espetáculos púá- blicos etc. Kauzala (Sânsc.) — Prosperidade, bom êxito, acerto; saudação. Kavanim (Hebr.) — Também escrito como Cunim, Nome de certas tortas místicas oferecidas a Ishtar, a Vênus babilônica. Jeremias fala destes Cunim oferecidos à “Rainha do Céu” (VII, 18). Em nossos tempos, não oferecemos bolas, mas os comemos no dia de Páscoa. (W. W. W.J) Kavi (Sânsc.) -— Poeta, sábio, vidente. Kavya (Sânsc.) — Oferenda aos Pitris ou Ántepassados. Kávya (Sânsc.) — Poesia épica cortesã; poesia épica artificial; poema épico ou he- róico composto segundo as regras da arte, em contraposição aos /tihãsas e aos Purânas. Os Kâvyas principais são: À Dinastia de Raghu (Raghu-vanza) e o Nascimento do Deus da Guerra (Kumâra-sambhava) do grande poeta hindu Kálidâsa. Kâvya-darza (Sânsc.) — “Espelho da Poesia”. Obra que trata da arte poética, com- posta por Z11 Dandi, Kavya-vahana (Sânsc.) — O fogo dos Pitris, Káya (Sânsc.) — O corpo, organismo; coleção, massa, 289

Kcham (Védico)

À Terra. Kchama (Sáânsc.) — Paciente, tolerante, indulgente, Kchamãâ (Sánsc.) — Paciente, tolerante, indulgente, Kechami ou Kehâmin (Sânsc.) — Paciente, sofrido, resisnado, tolerante, indulgente.

Kchana

Ver Kshana. Kchanada (Sânsc.) — Água. Kchanadãá (Sárnrsc.) — Noite. Kchanadâchara (Sânsc.) — “Que anda de noite”: râkchasa, demônio, mau espírito ou fantasma noturno, Kchanadâkara (Sânsc. — “Que faz a noite”: a Lua, Kchanika (Sânsc.) — Momentâneo, fugaz, transitório. Kchânta (Sánsc.) — Paciência, indulgência; paciente, indulgente, Kchânti (Kshanti) (Sânsc.) — Paciência, [indulgência, “À doce paciência que nada pode alterar” é uma das chaves de ouro de que se fala em A Voz do Silêncio, III, Uma das seis “perfeições” ou páramitãs (ver).] Kchapãâ (Sânsc.) ou Kchapas (Védico) — À noite. Kchapâkara (Sânsc.) — O astro da noite: a Lua. Kchapana (Sânsc.) — Insolente, descarado; destruidor, Kchapanyu (Sânsc.) — Ofensa, pecado, Kchapãâta (Sânsc.) —- Râkchasa ou demônio noturno. Kchara (Sânsc.) — Esgotável, divisível, mortal, alterável, mutável. Kchata (Sânsc.) — Violado, quebrado, ferido, morto. Kchatavrata (Sânsc.) — Que violou ou quebrou um voto ou dever religioso. Kchatra ou Kchâttra (Sânsc.) — Ver Kshatra. Kchatradharma (Sânsc.) — Ver Kshatradharma, 290

Kchayitakalmacha

Ver Kshavitakalmacha. Kchema f(Sânsc.) — Bem, sorte, gozo, bem-estar, felicidade, posse; bom, feliz, afortunado.

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