Ver Báculo Episcopat. Epopteia (Gr.) — Nos Mistérios, a terceira ou última parte dos ritos sagrados cha- mava-se Epopteia ou revelação, recepção dos segredos. Significa aquele grau de clariívi- dência divina em que a visão terrestre paralisa-se, tudo o que pertence à Terra desapare- ce e a alma une-se livre e pura com seu Espírito ou Deus, Porém o verdadeiro significa- do de tal palavra é “superintendente, supervisor, inspetor, vigilante, mestre-de-obra” e equivale à palavra sânscrita evâpia. (Ísis sem Véu, 90-91) Epoptes (Gr.) — Um Iniciado, Aquele que passou por seu último grau de Iniciação, [São Paulo, ao aplicar a si próprio esta palavra (/ Corínt., III, 10), declara-se um Adepto ou Iniciado, com faculdades para iniciar outrem, (Ver sis sem Véu, 11, 91.)]
Ver Período. Erdaviraf -— Célebre mago persa que o rei Artaxerxes escolheu entre 80.000 sacer- dotes para que lhe declarasse o verdadeiro sentido da doutrina de Zouroastro, interpretada de diversas maneiras por grande número de hereges que haviam surgido na Pérsia. Tal mago disse ao rei que ja enviar sua alma ao céu, para consultar o Ser supremo, Em se- guida caiu em uma letargia profunda, muito semelhante à morte. Tal estado durou sete dias, após os quais a alma voltou ao corpo de Erdaviraf que, diante do rei e de seis magos que o acompanhavam, fez a revelação do verdadeiro sentido de tal doutrina. Ébera (Gr.) — O inferno.
Uma representação pintada ou alegórica de alguns acontecimentos futuros; as visões, sonhos simbólicos que podem ser produzidos de diversas maneiras, H4 três classes de sonhos, dos quais podem resultar outros quatro estados misturados com os mesmos. Às três classes puras são: 1º) sonhos que provêm de condições fisiológicas; 2º) sonhos resultantes de condições psicológicas e influências astrais; e 3º) sonhos causados por atividade espiritual. À penas estes últimos são dignos de grande consideração, embora Os primeiros possam, em alguns casos, indicar mudanças importantes nos planos a que pertençam. Por exemplo: sonhar que um prego € lançado à cabeça pode produzir a apoplexia etc. 171
No Egito, era o símbolo da ressurreição e também do renascimento; de ressurreição para a múmia, ou melhor, dos aspectos superiores da per- sonalidade que a animava; renascimento para o Ego, o “corpo espiritual” da alma infe- rior humana. Os egiptólogos não nos dizem mais do que meias-verdades quando, ao es- pecularem sobre o significado de certas inscrições, dizem: “À alma justificada, uma vez atingido um certo período de suas peregrinações (simplesmente a morte do corpo físico), deve unir-se ao seu corpo (isto é, ao Ego) para não mais se separar dele” (Rougé). O que é esse assim denominado corpo? Pode ser a múmia? Certamente não, porque o corpo murnificado vazio jamais poderá ressuscitar. Só pode ser a vestimenta eterna, espiritual, o Ego que nunca morre, que dá imortalidade a tudo o que a ele se umr. “A inteligência liberta (que) toma novamente seu invólucro luminoso e (outra vez) se converte em Dai- mon”, como diz o professor Maspero, é o Ego espiritual; o Ego pessoal ou Kâma-Manas, seu raio direto ou alma inferior, é o que aspira a chegar a ser osirificado, isto é, a unir-se com seu “Deus”, e aquela parte do mesmo que conseguir fazê-lo nunca mais será dele separada (do Deus), nem mesmo quando este último Ego encarnar-se uma vez ou outra, descendo periodicamente à Terra em sua peregrinação na busca de novas experiências e seguindo os decretos do Karma. Khem, “o semeador”, é apresêntado numa lápide em uma pintura da ressurreição, depois da morte física, como o criador e semeador do grão de trigo, que, depois da corrupção, brota de novo, cada vez em forma de nova espiga, sobre a qual se vê pousado um escaravelho sagrado. E Deveria indica justamente que “Friah é a forma inerte, material de Osíris, que se converterá em Sokari (o Ego eterno) para renascer e logo ser Harmachus”, ou Hórus em sua transformação, o deus nascido. À oração que tantas vezes é encontrada nas inscrições tumulares, “o desejo da ressurrei- ção na alma vivente de alguém” ou o Ego superior, tem sempre ao final um escaravelho, que representa a alma pessoal. O escaravelho é o mais venerado, bem como o mais fre- qiiente e familiar de todos os símbolos egípcios. Não há múmia que não tenha alguns de- les: o adorno favorito em gravações, móveis caseiros e utensílios é o escaravelho sagra- do, e Pierret indica, em seu Livro dos Mortos, que o significado secreto deste hieróglifo é suficientemente explicado pelo fato de o nome egípcio do escaravelho, Kheper, signifi- car: ser, chegar a ser, fazer-se, formar ou construir novamente.
Assim começa uma oração meritória, que os parsis repetem continuamente em sua liturgia (Zend-Avesta) Esdras (Ezra, em inglês) (Hebr.) — O escriba e sacerdote judeu que, perto de 450 a.C., compilou o Pentateuco (se é que não foi realmente o seu autor) e o resto do Antigo Testamento, exceto o livro de Nehemias [Ou Livro Segundo de Esdras] e o de Malaquias.
Escolas fundadas por Samuel para a introdução dos Nabiim (profetas), Nelas era seguido o mesmo método observado pelo chela ou candidato à Ini- ciação nas ciências ocultas, ou seja, o desenvolvimento das faculdades anormais de clari- vidência, que conduzem à condição de Vidente ou Profeta, Antigamente havia muitas de tais escolas na Palestina e na Ásia Menor, É fato completamente certo que os hebreus adoravam a Nebo, o deus caldeu da ciência secreta, uma vez que adotaram seu nome co- mo equivalente de sabedoria. 172
Esta famosa escola surgiu em Alexandria (E- gito) e foi, durante séculos, o grande centro das letras e da filosofia. Renomada devido à sua biblioteca, que tem o nome de “Alexandrina”, fundada por Ptolomeu Soter, que morreu no ano de 283 1.C,, no início de seu reinado; biblioteca que, em outros tempos, ostentava 700.000 rolos ou volumes (Árlo Gelio). Era famosa também por seu museu, à primeira academia verdadeira de ciências e artes, por seus sábios membros, que gozavam de celebridade mundial, tais como Euclides (pai da geometria científica), Apolônio de Perga (autor da obra ainda existente sobre as secções cônicas), Nicômaco (o aritmético), astrônomos, filósofos naturalistas, anatomistas tais como Herófilo e Erasfstrato, físicos, médicos, músicos, artistas etc, Tornou-se ainda mais famosa por sua Escola Eclética, ou seja, a Neoplatônica, fundada no ano de 193 d.C, por Ammonio Saccas, entre cujos dis- cípulos figuravam Orígenes, Plotino e muitos outros sábios atualmente célebres na His- tória. As mais renomadas escolas de gnósticos tiveram sua origem na Alexandria. Filon, o Judeu, Josefo, Jâmblico, Porfírio, Clemente de Alexandria, Eratóstenes, 5 astrônomo, Hipatia, a virgem filósofa, e um sem-número de outros astros de segunda grandeza, to- dos pertenceram, em tempos diversos a estas grandes escolas e contribuíram para fazer de Alexandria um dos mais famosos centros de saber que o mundo jamais produziu,
A Escola Hínavâna, “pequeno Veículo” ou “Veículo Menor”, e à Mahãyâna, ou “Grande Veículo”, constituem as duas escolas de ensino religioso e filosófico no Budismo do Norte. (A Voz do Silêncio, ID (Ver Escola Maháyâna.)
“Grande Veículo” ou Escola Contemplativa. É a principal das duas escolas de estudo religioso e filosófico no Budismo do Norte. (Ver Escola Hínayã- na.) i
Ou “Antiga Academia”, em contraposição à posterior, ou seja, a Escola Neoplatônica de Alexandria, (Ver Escola Filosófica de Alexandria e Filaleteus.) Eschem (Per.) — O mais poderoso e cruel dos dews (gênios maléficos); o dew da in- veja, da cólera e da violência. (Zend-Avesta)
Ver Kchira-samudra,. Kuaser (Celt.) — Filho dos deuses, dotado de um engenho tal que respondia satisfa- toriamente a todas as perguntas que lhe eram feitas, por mais difíceis ou obscuras que fossem. Percorreu toda a Terra ensinando à sabedoria aos povos. Dois anões mataram- no à traição, recolheram seu sangue num vaso e, misturando-o com mel, confeccionaram uma bebida que transforma em poetas todos os que dela bebem. Vê-se com clareza que 303
Os céus, o firmamento no qual estão o Sol, os planetas e as es- trelas, Tal palavra deriva da raiz Sm, que significa “colocar”, “dispor”, daf os planetas como disponentes, (W, W, W.J Esmeralda dos Filósofos (Alg.) — Nome que os filósofos deram ao flos caeli e al- guns outros ao orvalho dos meses de maio e de setembro. Encaram este último como O macho, uma vez que se encontra mais cozido e digerido pelos calores do verão; ao pri- meiro chamam de fêmea, uma vez que é mais frio, mais cru e participa mais do inverno, Acreditar que este orvalho seria a matéria da qual os filósofos herméticos obtém seu mercúrio é grosseira ilusão.
Segundo o Zend-Avesta (Patet Mokhtat), a esmola estabelece um laço de união entre aquele que dá e o que recebe a esmola. Esotérico (Gr.) — Oculto, secreto. Palavra derivada do Brego esotericos, “Interno”, “escondido”, [Esotérico é aquilo que se oculta à generalidade das pessoas e se revela 173
O Espaço, que os pseudo-sábios, em sua ignorância, proclamaram ser “uma idéia abstrata” e “um vazio”, é na realidade o Continente € o Corpo do Universo com seus sete Princípios. É um corpo de extensão ilimitada, cujos princípios, segundo à fraseologia oculta — sendo cada um deles setenário —, manifestam em nosso mundo fe- nomenal apenas a mais grosseira fábrica de suas subdivisões. O Espaço, o Caos, como também é chamado, não é nem o “vazio sem limites” nem a “plenitude condicionada”, mas as duas coisas de uma só vez. Sendo, no plano da abstração absoluta, a sempre in- cognoscível Divindade, que é vazia apenas para as mentes finitas, e, no da percepção mavávica, o Plenwn divino, o absoluto Continente de tudo o que existe, tanto manifesta- do como não-manifestado, sendo portanto o Todo Absoluto, O Espaço sempre foi, é e será; é a Causa eterna de tudo, a Divindade incompreensível, cujas vestimentas invisíveis constituem a mística raiz de toda matéria e do Universo. É a única coisa eterna que po- demos facilmente imaginar, imóvel em sua abstração e não influenciada pela presença nem pela ausência de um universo objetivo nele, Carece de dimensões em todos os senti- dos e é existente por si mesmo, O Espaço e Aquele que nele está contido são coetâneos, eternos, infinitos ou sem dimensões; ambos constituem a única excelsa Realidade e são origem de tudo o que existe. O Espírito é a primeira diferenciação d'Aquetle, à Causa sem causa do Espírito e da Matéria. O Espaço, considerado como unidade substancial, a fonte viva da Vida, é, como a desconhecida Causa sem causa, o mais antigo dogma do Ocul- tismo., Assim são a Força e a Matéria, como Potências do Espaço, inseparáveis e revela- doras desconhecidas do Desconhecido; Parabrahman é como uma realidade sem segun- do, o Kosmos que a tudo contém, ou melhor, o infinito Espaço cósmico, no mais alto sentido espiritual. Segundo os ensinamentos esotéricos, o Espaço e o Tempo são uma só coisa; são inominados porque são o incognoscível Aquele, que só pode ser percebido por seus sete Ralos (que são as sete Criações, 06 sete Mundos, as sete Leis etc.); também no Vishnu Furána insiste-se na identidade de Vishnu com o Tempo e o Espaço (Doutrina Secreta, passim).
O Espelho luminoso, Aspaqularia nera, termo cabalístico, significa o po- der de previsão e de visão à distância, de profecia, tal como a que Moisés teve. Geral- mente os mortais têm apenas o Aspaqularia della nera ou Espelho não-luminoso e só vê- em de um modo obscuro no cristal; um simbolismo paralelo é o da concepção da Árvore da Vida e o solo da Arvore do Conhecimento. (W. W. W.)