Elementos compostos
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Glossário Teosófico
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Ver Elementos. Elementos grosseiros ou compostos -- Ver Elementos compostos.
Ver Elementos & Tanmâtras.
Ver Elementos primários. Elementum (Lat.) — O elemento invisível ou princípio fundamental de todas as substâncias, que podem estar em estado sólido (terrestre), Kíquido (aquoso), gasoso (aé- reo) ou etéreo (Ígneo), Não se refere aos chamados corpos simples ou “elementos” da química, mas à substância invisível fundamental de que são formados, (F. Hartmann) Elemptis (Alg.) — Ouro ou Sol dos Sábios. 165
Profeta judeu que se distinguiu pelo grande número de prodígios que reali- zou, Segundo lemos no Novo Testamento, o próprio Jesus, referindo-se às palavras de Malaquias (IV, 5): “Eu lhes enviarei o profeta Elias”, afirmou claramente que João Ba- tista “é aquele Elias que há de vir” (Mateus, XI, 14) e, em outra ocasião, falando do mesmo João Batista, disse: “Digo a vós que Elias já vejo e não o conheceram” (Mateus, XVII, 12, 13), Esta é, entre outras, uma prova palmar de que Jesus e seus discípulos ad- mitiam a doutrina da reencarnação. Elidrion (Alg.) — É o mercúrio.
Ver Campos Elíseos.
Ver Dido. Elites (ffebr.) — Judeus adoradores do Sol. (Ver Ben Shamesh.) Elixir (Herm.) — Segundo Trevisan, o elixir não é nada mais do que a redução do corpo em água mercurial, e desta água extrai-se o elixir, 1sto é, um espírito animado. O termo Elixir vem etimologicamente de É e lixis, isto é, de água, uma vez que na obra tu- do se faz com esta água. 166
O problema de se prolongar a vida humana além dos limi- tes comuns é uma questão que sempre foi considerada como um dos mistérios mais obs- curos e mais cuidadosamente reservados da Iniciação no Ocultismo, Porém, é preciso observar que esta questão não deve ser tomada ao pé da letra e nem é preciso crer cega- mente nas maravilhosas virtudes do Ab-ê-Hyal ou Água da Vida, que não passa de sim- ples alegoria. Contudo, apesar do que foi dito, é possível, seguindo-se pontualmente os preceitos da ciência esotérica, prolongar a vida humana por um tempo tal que chegue a ser incrível a todos quantos pensam que a duração de nossa existência limita-se a um máximo de duzentos anos, Todo o segredo da longevidade consiste em fazer com que o corpo etéreo atrala para si o princípio vital (prâna) e o assimile devidamente. Um dos fatores que, em primeiro lngar, contribuem para o prolongamento da vida € a força de vontade robustecida por um esforço decidido, persistente e o mais concentrado possível, Como regra geral, morremos apenas quando nossa vontade deixa de ser bastante forte para nos fazer viver. Outro fator importantíssimo consiste em atenuar a atividade do or- ganismo animal, para torná-lo mais obediente ao poder da vontade e, por sua vez, retar- dar tanto quanto possível o processo vital, visto que a intensidade da vida encontra-se na razão inversa de sua duração, Este é o objetivo dos diversos procedimentos de disciplina pessoal, tais como os jejuns, austeridades, meditação etc, prescritos por diferentes seitas esotéricas do Oriente, Também é preciso purificar a mente, evitando todo pensamento impuro, devido ao fato de ser o pensamento uma potência dinâmica, que afeta as relações moleculares do homem físico, A meditação, fortalecendo as partes mais etéreas e espiri- tuais do homem, é excelente meio de purificação moral, Para maiores detalhes, consulte o artigo “Elixir de Vida”, publicado na revista Antahkarana. Segundo se lê na Doutrina Secreta, “decompondo-se alquimicamente o ar puro, Alento de Vida, produzir-se-ia o Espírito de Vida e seu Elixir” (1, 686, nota), “Aquele que alatropiza o pouco ativo oxi- gênio, convertendo-o em ozone até que chegue a ter certo grau de atividade alquímica, reduzindo-o à sua pura essência, descobriria, através deste meio, um substituto do Elixir de Vida. (Doutrina Secreta, 1, 168). Há outros procedimentos para prolongar a vida, po- rém, fora do que consiste na rigorosa observância das regras da higiene, a maior parte deles entram completamente no domínio da magia negra, que consiste em se apropriar, através de uma espécie de vampirismo, da força vital de outras pessoas, do mesmo modo que as plantas parasitas vivem às expensas do vegetal que estão parasitando, (Ver Amri- ta.) Eliwagar ou Elivagar (Esc.) — As águas do Caos, chamadas, na cosmogonia dos antigos escandinavos, “correntes de Ekwagar", Elohim (Hebr.) — Também chamado Alhim, pois tal palavra escreve-se de várias maneiras. Godfrey Higgins, que escreveu muito sobre seu significado, sempre a escreve Aleim, As letras hebraicas que compõem este nome são: aleph, lamed, hé, yod, mem e são numericamente 1, 30, 5, 10, 40 = 86, Parece ser o plural do nome feminino Eloah, A L H, formado pela adição da forma plural comum 1 M, que € uma terminação masculina e, por tudo isso, parece implicar nas essências emitidas ativa e passiva, Como denominação, refere-se a Binah, a Mãe suprema, como é também a denominação mais completa IA V H ALHIM, Jehovah Elohim, Como Binah, leva à frente até sete Emanações sucessivas, e assim se diz que Elohim representa um sétuplo poder da Divindade, (W. W. W.) [Os Elohim (Deuses ou Senhores) são idênticos aos Devas, Dhyâni-Buddhas ou Homens 167
Espíritos da Natureza, que habitam o plano astral e que, juntamente com as fadas e duendes, desempenham importante papel no folclore de todas as nações; crianças encantadoras e irresponsáveis da Natureza, friamente relegados pela ciência a velhas e amas, porém que os sábios mais conspícuos dos tempos vindouros tornarão a colocar no lugar que lhes é correspondente na ordem natural, Ágora só acreditam nestes seres dimi- nutos os poetas e acultistas, os primeiros pela intuição de seu gênio e os segundos pela visão de seu adestrado sentido interno. (A. Besant, Sabedoria Antiga, cap. 11) Os Elfos (Elves, em inglês; Elfen, em alemão) são uma espécie de duendes, gênios ou espíritos aé- reos, diminutos, de forma humana, de rosto belo e gracioso, muito amantes da Natureza €& geralmente dotados de caráter generoso, compassivo e benéfico. (Ver Fausto, 2º parte, cena 1, canto de Ariel.) Alguns se comprazem em fazer travessuras é brincadeiras e há também os de caráter vingativo e maléfico. Costumam freqilentar as paragens solitárias e frequentemente são confundidos com os Silfos. Na mitologia escandinava há duas classes de Elfos: de Luz (Ljosaifar) e de Trevas (Dôpkalfar ou Svartalfar). (Ver Anões Negros.)
Em seu significado metafísico, é oposta à Evolução e, contudo, é una com a mesma. Ensina a ciência que a Evolução é fisiologicamente um modo de geração no qual o germe, que desenvolve o feto, já preexiste na mãe, e que o desenvolvimento e a forma final, assim como as peculiaridades de tal germe, são levados a cabo na Natureza. Ensina também que, na cosmologia, o processo efetua-se cegamente através da correlação dos elementos e suas várias misturas ou combinações. O Ocultismo contesta que este é apenas o modo aparente, visto que o verdadeiro processo é a Emana- ção, dirigida por Forças inteligentes sujeitas a uma Lei imutável. Portanto, também quando os ocultistas e teósofos acreditam por completo na doutrina da Evolução, tal co- mo exposta por Kapila e manu, são mais emanacionistas do que evolucionistas. À doutri- na da Emanação foi num certo tempo universal. Era ensinada pelos filósofos alexandri- nos, bem como pelos hindus, pelos hierofantes do Egito, da Caldéia, da Grécia e também pelos hebreus (em sua Cabala e até no Gênese). Porque apenas a uma tradução delibera- damente errônea deve-se o fato de que a palavra hebraica asdr tenha sido vertida pelos Setenta no sentido de “anjos”, sendo que significa Emanações, Fones, exatamente o mesmo sentido que tem entre os gnósticos. A verdade é que no Deuteronômio (XXXIII, 2) à palavra asdt ou ashadt está traduzida como “lei do fogo”, quando a versão correta desta passagem deveria ser “de sua destra saiu (não uma lei de fogo, mas) um fogo se- sundo a lei”, isto é, o fogo de uma chama é comunicado a outra e colhido por ela, como ocorre com um rego de substância inflamável. Isso é precisamente a Emanação. Segundo foi exposto em Ísis sem Véu: “Na Evolução, como agora se começa a compreender, su- pôe-se que há em toda matéria um impulso para adquirir uma forma mais elevada — su- posição claramente expressa por Manu e outros filósofos hindus da mais remota antigui- dade. A árvore filosófica é um exemplo disso, no caso de uma solução de zinco. À con- trovérsia suscitada entre os partidários desta escola e os emanacionistas pode, em poucas palavras, ser assim formulada: o evolucionista põe termo a toda investigação ao chegar aos limites do “Incognoscível”; o emanacionista crê que nada pode evoluir (ou, como significa tal palavra, ser desentranhado ou nascido) a não ser que primeiro tenha sido in- volucionado, indicando que a vida procede de uma potência espiritual, que está acima de tudo”, (Ver Criação.) Embrião (Alg.) — Os filósofos químicos dão este nome ao seu mercúrio, antes que seja extraído de seu minério, e a seu enxofre, quando ele ainda não se manifestou. Emepht (Eg.) - O Um, Supremo Princípio planetário, que, de um sopro, lança de sua boca o Ovo do Mundo, sendo portanto idêntico a Brahmã. 168
Célebre filósofo de Agrigento, que floresceu no séc. V a.C. Ensina- va as doutrinas da transmigração e da evolução, além disso, estabeleceu a teoria de que nada advém do nada, mas do que já existia antes. Empsicose (Gr.) — Na filosofia espiritualista, é o ato em virtude do qual a alma une- se ao corpo e o anima, (M, Trevifio) Empusa (Gr.) Um vampiro, um demônio ou gênio mau, que tomava diversas for- mas. [Aristófanes, em uma de suas comédias, representa este monstro como um espectro horrível, que se transforma em cão, em mulher, em víbora, tem um pé de asno e outro de bronze, e só pensa em causar prejuízos. Hecate fazia-o aparecer como um espantalho com forma feminina, para assustar os homens com sua cara horrorosa,] En (Cald.) — Partícula negativa, como 0 a em grego e em sânscrito. É a primeira sf- laba de En Soph (ver) ou não-coisa, nada que comece ou termine, o “Infinito”,
Ver En-Soph.
Dá-se este nome a certas fórmulas ou combinações de palavras, em verso ou prosa, pronunciadas ou escritas, que são utilizadas para produzir efeitos ex- traordinários e maravilhosos. Grande número de encantos são realizados também através de procedimentos mágicos e magnéticos (sopro, sugestão etc.). À palavra inglesa charm e a francesa charme vêm da palavra latina carmen, que, além de verso, significa uma fór- mula concebida em determinadas palavras, encanto, salmo, conjuração etc., sendo por- tanto equivalente ao termo sânscrito mantra (hino, verso, feitiço, fórmula mística de en- cantamento). Conta Plínio que, em seu tempo, e através de certos encantos, apagavam-se incêndios, estancava-se o sangue de feridas, voltavam ao seu lugar os ossos desconjunta- dos, curava-se a gota, impedia-se que um carro tombasse etc, Na Antiguidade, todos acreditavam firmemente nos encantos, cuja fórmula consistia geralmente em certos ver- sos gregos ou latinos. Assim, para curar à gota, escreviam-se estes versos latinos de Homero, numa prancha de ouro: Concio turbata est, subter quoque terra sonabat. (Ver Mantra.)
À Imaculada Conceição é tão proeminente- mente egípcia quanto hindu. Segundo o autor de Crença Egípcia: “Não é a história vul- gar, grosseira e sensual, como na mitologia grega, mas refinada, moral e espiritual”, e por outro lado, a idéia da encarnação é revelada num muro de um templo em Tebas por Samule Sharpe, que a analisa da seguinte maneira: “Primeiro, o deus Toth... como o mensageiro dos deuses, como o Mercúrio dos gregos (ou Gabriel dos Evangelhos), diz à virgem rainha Mautmes que ela dará à luz um filho, que será o rei Amunotaf III, Se- gundo, o deus Knef, o Espírito... e a deusa Hathor (a Natureza)... colhem ambos a rainha em suas mãos e colocam dentro de sua boca o signo da vida, uma cruz, que será a vida do futuro menino” etc. Realmente a encarnação divina ou doutrina do avatar constituiu o maior mistério de todos os antigos sistemas religiosos. Ennoia (Gr.) — Entre os Gnósticos era um aspecto da Mente divina. Ennoia e Ofis (o Agathodaimon, a Serpente, a sombra da Luz) eram os Logoi dos ofitas, Como uma unidade, Ennoia e Ofis constituem o Logos, que se manifesta como duplo princípio do bem e do mal, porque, segundo suas idéias, estes dois princípios são imutáveis e existiram desde a eternidade, como existirão sempre. Quando separados, um é a Árvore da Vida (espiritual) e o outro à Árvore do Conhecimento do bem e do mal, Úsis sem Véu, 11, 293)
Na Bíblia (Gé- nese, IV e V) são mencionados três Enochs: o filho de Caim, o de Seth e o de Jared, po- rém todos são idênticos e dois deles são mencionados apenas para despistar. Esoterica- mente, Enoch é o “Filho do homem”, o primeiro; simbolicamente, a primeira sub-raça da quinta Raça-mãe. E se seu nome, para fins de hieróglifos numéricos e astronômicos, 169
Aristóteles e, modernamente, Libniz deram este nome às Mô» nadas “criadas” ou emanadas (os Elementais emitidos pelos Espíritos ou Deuses cósmi- cos). Em linguagem filosófica designa-se com o nome de enteiéquia “alguma coisa real, que leva em si o princípio de sua ação e que tende por si mesma a seu próprio fim",
Entre outros significados, esta palavra tem o de “inspiração divina”. Também era aplicado ao “furor da Sibila, ao dar seus oráculos, inspirados pela divindade”, “A fantasia, diz Olimpiodoro, é um impedimento a nossas concepções intelectuais e, por 1sso, quando nos encontramos agitados pela inspiradora influência da Divindade, a fantasia intervém, cessa a energia entusiástica, porque o entu- siasmo e o êxtase são contrários um ao outro”. (Ver Ísis sem Véu, II, 591,)
Antigos hereges, assim chamados porque pretendiam ter inspirações verdadeiras, embora estivessem agitados pelo demônio, Deu-se este nome aos anabatis- tas e aos quackers, (Dict. Histor., des Cuttes Relig.) Eolo [Eols, em latim; Afolos, em grego) — O deus que, segundo Hesfodo, ata ou desata os ventos: o rei dos ventos e das tormentas. [Segundo Virgilio, Eolo tinha enca- deado os ventos numa caverna profunda, para prevenir estragos semelhantes aos feitos quando separaram a Sicília da terra firme e abriram o Estreito de Gibraltar. É também o nome de um rei da Eolia, inventor das velas para a navegação e também um grande as- trônomo, pelo que foi divinizado pela posteridade, Como divindade do ar, Eolo é o VAyu dos hindus,] Eon ou Eons [Aion, em grego; Aon, em latim; o tempo, a eternidade.) — Perfodos de tempo; emanações da essência divina e seres celestiais; entre os gnósticos, eram gênios e anjos. [Eon € também o primeiro Logos (Doutrina Secreta, 1, 375); “eternidade”, no sen. tido de um perfodo de tempo aparentemente interminável, porém que, apesar de tudo, 170
O Corvo celeste, ave divina radiante de luz e dotada de grande inteligência. É a principal das aves instruídas por Ormuzd. Fala a linguagem do céu e ali onde chega sua voz poderosa todos os Dews apavoram-se. Protege toda a Terra, quando o homem puro leva o Zour em honra de Mitra, (Zend-Avesta) Eos (Gr.) — Personificação da aurora.
Literalmente: “aquele que se aconselha de- pois” do acontecido. Um irmão de Prometeu, na mitologia grega. Epinoia (Gr.) — Pensamento, intenção, desígnio. Nome que os gnósticos adotaram para o primeiro Eon passivo.