Glossário Teosófico

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Verbetes: Z

Zata-rêpa

Ver Sata rápa,. Zatha (Sánsc.) — Falso, enganoso; malvado, Zatru (Sânsc.) — Inimigo, adversário, rival, contrário. Zatrutva (Sânsc.) — Inimizade, hostilidade, rivalidade, antagonismo.

Zaucha

Ver Saucha. Zauhiron (Alg.) — Açafrão oriental, Zauir Anpin -—- O Microprósopo, (Ver Tiphereth e Seir Anpin.) Zaurya (Sânsc.) — Heroísmo, valor, bravura. Zauyá (Sânsc.) — Leito, cama; sono, repouso, Zavala (Sâánsc.) — Variegado, de cor variada; vaca de muitas cores; a vaca mística, Kâmaduh; observância piedosa própria dos budistas. (Ver Zabal.) Lazânka (Sânsc.) — O “marcado pela lebre”: a Lua. (Ver Zazf ou Zazin.) Zazar (Alg.) — Açúcar.

Zazi ou Zazin (Sânse,)

Lebre; a Lua, Zazin-Súrya (Sánsc.)- O Sol e a Lua. Zazvast ou Zarzvant (Sânsc.) — Todo, cada; muito, muitos; eterno, perpétuo. Como advérbio: sempre, eternamente; repetidamente. Zazvata (Sânsc.) — Perpétuo, eterno; eterno respeito ao futuro; infinito; imortal; contínuo; inalterável, imutável. Záârvati (Sânsc.) — Feminino de zâzvata: eterna, infinita. 770

Zecha

Ver Shesha. Zeco (Alg.) — Tragacanto, Zeida (Alg.) — Mercúrio.

Zelator

O grau mais inferior de todo o sistema rosacruz exotérico; uma espécie de noviço ou chelâ inferior. Zelotum (Alg.) — Pedra mercurial. Zemasarum (Alg.) — Cinabre. [Sulfureto de mercúrio (vermelho) na química vul- gar.) Zend-Avesta ou Zen Dawasta (Pelv.) - Nome geral dos livros sagrados dos par- ses, adoradores do fogo ou do Sol, como são chamados por ignorância. Muito pouco se compreendeu das grandes doutrinas, que se encontram nos vários fragmentos que com- põem tudo o que restou atualmente da coleção de obras religiosas, que no Zoroastrismo é chamado indistintamente de Culto do Fogo, Masdeísmo, Dualismo, Culto do Sol etc. O Avesta, como é hoje colecionado, tem duas partes, sendo que a primeira contém o Vendidãd, o Vispérat e o Yazna. À segunda, denominada Khorda Avesta, é composta de orações curtas chamadas de Gâh, Nyâyish etc, Zend significa “comentário” ou “expli- cação” e Avesta (do persa antigo ábáâshriã) “lei”, (Ver Narmsteter,) Segundo observa, em nota de rodapé (ver: fnt. XXX), o tradutor do Vendidãd: “o que se costuma chamar de língua “Zenda” deveria denominar-se “língua A vesta”, porque o Zendês não é idioma de modo algum e, se tal palavra é utilizada com tal designação, pode aplicar-se apenas ao pelvi””. Mas, o próprio pelvi é apenas o idiona para o qual foram traduzidas certas partes originais do Avesta, Então, que nome se deve dar ao antigo idioma Avesta e, particular- mente, ao “dialeto especial” mais antigo que o idioma geral do Avesta, em que estão es- critos os cinco Gâáthas no Yazna? Até o presente, os orientalistas permanecem calados sobre esse assunto, Por que o Zendês não poderia ser da mesma família, senão idêntico ao Zen-sar, que também significa a linguagem que explica o símbolo abstrato ou a “lin- guagem do mistério”, empregada pelos Iniciados?

Zendês

Ver Zend-Avesta. Zengiluer (Álg.) — Cinabre. Zenic (Alg.) — Mercúrio dos filósofos.

Zeroâna (Pelv)

É o Chakra ou Círculo de Vishnu, emblema misterioso, que se- gundo a definição de um místico, é “uma curva de tal natureza, que qualquer e a menor possível de suas partes, se a curva se prolongar numa direção qualquer, continuaria e fi- nalmente voltaria a entrar em si mesma, formando o que denominamos de círculo”, Não se pode dar melhor definição do símbolo natural e da natureza evidente da Divindade que, ao ter circunferência em todas as partes (o ilimitado), tem, portanto, seu ponto cen- tral em todas as partes também. Em outras palavras, existe em cada ponto do Universo. (Doutrina Secreta, 1, 1393 Zeroâna Akerne ou Zrvana Akarna (Pelv.) -- Como traduzido no Vendidãd (Far- gard XIX), significa literalmente, o “Tempo infinito” ou “ilimitado” ou “Duração em Círculo”, Misticamente, o Princípio Uno, sem princípio nem fim na Natureza; o Sar do Vedânta e, esotericamente, o Espaço abstrato universal, sinônimo da Divindade incog- noscível. E o Ain-Soph dos zoroastrianos, do qual emana Ahura Masda, a eterna Luz do Logos, da qual, por sua vez, emana tudo o que tem forma e existência, (Ver Masdeísmo.) 77

Ziehya (Sânsc,)

Discípulo, estudante, ZH (Hebr.)- Um mês hebreu, que começa com a Lua nova de abril. Zikchã (Sânsc.) — Estudo, ciência adquirida; exercício; um dos seis Vedângas: a fo- nética. À ciência que ensina a devida pronúncia e a maneira de recitar os Vedas. Há nu- merasos tratados sobre isso. (Dowson) Zikhanda (Sánsc.) — Mechas de cabelo deixadas nos meninos tonsurados, especial- mente da casta guerreira, no alto ou nos lados da cabeça. Zikhandin (Sânsc.) — “Que leva Zikhanda”, Nome do filho de Drupada, um dos caudilhos aliados dos pândavas. LZikharin (Sânsc.) — “Que tem cume”; monte, Zikr (Árab.) — Dança circular dos derviches,

Zio (Esc)

Também chamado de Tyr e Tius, Nos Eddas, é um deus que vence e prende o lobo Fenris, quando este ameaçava os próprios deuses no Asgard e perde uma das suas mãos na luta com o monstro. É o deus da guerra e foi muito adorado pelos anti- Eos germanos. Zipporah (Hebr.) — Séphora — Literalmente, “brilhante, radiante”. Na alegoria bí- blica do Gênese, Zipporah € uma das sete filhas de Jetro, sacerdote madianita e iniciador de Moisés, que encontra a Zipporah (ou luz espiritual) próximo do “poço” (do conheci- mento oculto) e a toma por esposa, Zipporah, Zípora ou Séphora é um dos sete poderes ocultos, que, segundo se supõe, o Hierofante transmitia ao noviço não Iniciado. (Doutri- na Secreta, 111, 171, nota.) Lira (Sânsc.) — Cabeça. ZLiras (Sânsc.) — Cabeça, cume, ponta; frente. Zirat-banit (Cald.) — Esposa do grande e divino herói das tábuas assírias, Meroda- ch, Foi identificada com a Succoth Benoth da Bíblia. Ziruph (Hebr.) — Mais propriamente Tziruph, um método de adivinhação por Te- mura ou permutação de letras, ensinado pelos cabalistas medievais, À escola de rabinos de Abulafia e Gikatilla insistiu muita no valor deste procedimento da Cabala prática. (W. W. W)

Ziva-Rudra

Ver Shiva-Rudra. Zizira (Sánsc.) — Estação do orvalho e da neve. Um dos seis ritus ou estações, de dois meses cada uma, em que se divide o ano dos hindus.

Zloka

Ver Stoka. Zobhana (Sânsc.) — Brilhante; planeta; o quinto yoga astronômico. Zodíaco (Gr.) — Da palavra zodion, diminuítivo de zoon, animal, Esta palavra é em- pregada com significação dupla: tanto pode se referir ao Zodiaco fixo ou intelectual co- mo ao Zodíaco móvel e natural. “Em astronomia — diz Science — é um cinturão imaginá- rio no céu, de 16º ou 18º de largura, através do qual passa o caminho do Sol (a eclípti- ca)” Contém as doze constelações que constituem os doze signos do Zodíaco e das quais recebem seus nomes, Como a natureza da luz zodiacal — aquela figura triangular prolon- gada € luminosa, que, por estar situada quase na eclíptica, com sua base no horizonte e seu vértice em alturas maiores ou menores, só pode ser vista durante os crepúsculos matutino e vespertino — é inteiramente desconhecida pela ciência, a origem, o verdadeiro significado e o sentido oculto da Zodíaco foram e continuam sendo um mistério para to- dos, exceto para os Iniciados, Estes últimos guardaram bem seus segredos. Entre o cal- deu contemplador dos astros e o astrólogo moderno há, atualmente, um grande abismo e, segundo as palavras de Albumazar, andam errantes “entre os pólos e os eixos celestes, entre excêntricas, centros, concêntricas, círculos e epiciclos”, com a vã pretensão a algo mais do que a profana habilidade humana. Contudo, alguns astrólogos, desde Tycho Brahe e Kepler, de memória astrológica, até os modernos Zadkiels e Raphaels, tentaram fazer uma ciência maravilhosa com tão poucos materiais ocultos, que tinham à mão desde Ptolomeu, (Ver Astrologia.) Voltando ao Zodíaco astrológico propriamentedito, é um círculo imaginário, que passa ao redor da Terra no plano do Equador, sendo Áries O º seu primeiro ponto. É dividido em doze partes iguais denominadas “Signos do Zodíaco”, contendo cada um 30 º de espaço e nele é medida a verdadeira ascensão dos corpos ce- lestes, Zodíaco móvel ou natural é uma série de constelações, que formam um cinturão de 47 º de largura, situado ao Norte e ao Sul do plano da eclíptica. A precessão dos equi- nócios é causada pelo “movimento” do Sol através do espaço, o que faz com que as constelações pareçam mover-se para a frente, contra a ordem dos signos, à razão de 50 e 1/3 segundos por ano. Um cálculo simples demonstra que, a tal razão, a constelação de Touro (Aleph, em hebraico) encontrava-se no primeiro signo do Zodíaco no princípio do Kali Yuga e, portanto, o ponto equinocial cafa ali, Neste tempo também, Leão estava no solstício de verão, Escorpião no equinócio de outono e Aquário no solstício de inverno e estes fatos formam a chave astronômica da metade dos místérios religiosos do mundo, inclusive o esquema cristão. O Zodíaco foi conhecido na Índia e no Egito desde tempos imemoriais e o conhecimento dos sábios (magos) destes países, em relação à influência 7173

Zohak ou Azhi Dâhaka

À personificação do Diabo ou Satã sob a forma de ser- pente, no Zend ÁAvesta. Esta serpente tem três cabeças, uma das quais é humana. O Avesta descreve o Zohak dizendo que mora na região do Bauri ou Babilônia, Na reali- dade, Zohak é o símbolo alegórico da dinastia assíria, cuja bandeira portava o signo púr- Pura do dragão. (/sis sem Véu, II, 486, nota)

Zohar ou Sohar

Um compêndio da Teosofia cabalística, que compartilha com o Sepher Yetrzirah a reputação de ser o mais antigo tratado sobre as doutrinas religiosas esotéricas hebraicas. À tradição indica o rabino Simeão ben Jochai (80 a.C.) como seu pai literátio, porém a crítica moderna inclina-se a acreditar que não passa de 1280, ano em que certamente foi editado e publicado pelo rabino Moisés de Léon, de Guadalajara, na Espanha. O leitor deve consultar os dados referentes a estes dois nomes. Em Lúcifer (tomo 1, p. 141) também podem ser encontradas notas referentes a este assunto; novos argumentos para elucidar este ponto também podem ser obtidos nas obras de Zunz, Graetz, Jost, Steinschneider, Frankel e Ginsburg. À obra de Frank (em francês), sobre a Cabala, pode ser consultada com proveito. À verdade parece encontrar-se num meio- termo, isto é, embora Moisés de Léon tenha sido o primeiro a apresentar o volume como um todo, uma grande parte de alguns de seus tratados constitutivos é composta de ilus- trações e dogmas tradicionais, que chegaram até nós desde a época de Simeão ben Jochai e do segundo Templo. Há porções das doutrinas do Zohar que portam o selo da civiliza- ção e do pensamento caldeu, ao qual a raça judia esteve exposta no cativeiro da Babilô- nia. Porém, por outro lado, para rebater a teoria de que tal obra é antiga em sua totalida- de, é preciso advertir que nela se faz menção às Cruzadas, que há uma citação de um hi- no composto por Ibn Gebirol, do ano de 1,050 de nossa era, que do afamado autor Si- meão ben Jochai se fala como de um homem mais eminente que Moisés, que menciona os pontos vogais, que começaram a ser usados apenas pelo rabino Mocha (570 d.C.), que os introduziu para fixar a pronúncia das palavras e ajudar seus discípulos, e, por último, que menciona um cometa, cuja aparição, por evidências do contexto, apareceu em 1264. Não existe nenhuma tradução do Zohar como um fodo, nem sequer uma latina. As edições hebraicas, que podem ser obtidas, são as de Mantua (1558), de Cremona (1560) e de Lu- blin (1623), À obra de Knorr von Rosenroth intitulada Kabbala Denudata inclui vários tratados do Zohar (mas não todos, em hebraico e latim). MacGregor Mathers publicou uma versão inglesa de três desses tratados: o Livro do Mistério Escondido, a Santa As- sembléia Maior é a Menor e sua obra inclui uma introdução original ao assunto. Os principais tratados incluídos no Zohar são: “O Midrash Oculto”, “Os Mistérios do TIA

Zoofagia

Alimentação com produtos derivados de animais. (Ver Vegetarianismo.)

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