Glossário Teosófico

Consulte um termo

Verbetes: H

Hipnomancia

Arte de adivinhar os sonhos ou de os interpretar. (M. Trevifio)

Hipnós (do grego Hypnos)

Sono. Divindade que, segundo a mitologia grega, é a personificação do Sono e irmã de Thanatos, a Morte.

Hipnose

Sono provocado por meios artificiais (narcóticos, mesmerismo, hipno- tismo).

Hipnotismo

Nome dado pelo Dr. Braid a vários processos graças aos quais uma pessoa dotada de grande força de vontade leva outra, de ânimo mais débil, a uma espécie de êxtase (transe); uma vez em tal estado, esta última executará tudo o que lhe for suge- rido pelo hipnotizador, A menos que o hipnotismo seja realizado para fins benéficos, é denominado pelos ocultistas de feitiçaria ou magia negra. É a mais perigosa de todas as práticas, tanto moral como fisicamente, visto que exerce influência prejudicial sobre o fluído nervoso e os nervos que regulam a circulação sangúfínea nos vasos capilares, [Gra- dual ou forçosamente a ciência tenderá a aceitar a velha “superstição”, como aceitou muitas outras. É uma vez que se veja obrigada a aceitá-la, seus ilustres professores, com toda probabilidade (a julgar pela experiência passada, como no caso do Mesmerismo e Magnetismo, agora rebatizados com o nome de Hipnotismo) adotarão o processo, recha- çando o nome, (Doutrina Secreta, L, 316)]

Hipocéfalo (do grego Hypocéphaius)

Uma espécie de almofada para a cabeça da múmia, Há vários tipos de hipocéfalo: de pedra, de madeira etc., é com freqiência são constituídos por discos circulares de linho cobertos de cimento ou argamassa, com ins- crições de letras e figuras mágicas, Deu-se-lhes no Ritual o nome de “descanso para os mortos” e cada ataúde de múmia possuía um.

Hipócrates (do grego Hippocrates)

Famoso médico de Cos, uma das Cícladas, que floresceu em Atenas durante a invasão de Artaxerxes e livrou tal cidade de uma ter- rível peste. Foi chamado de “Pai da Medicina”, Tendo aprendido sua arte das tábuas vo- tivas oferecidas pelos enfermos curados nos templos de Esculápio, chegou a ser um 230

Hipóstasis (do grego Hypostasis)

Subsistência, substância, Termo empregado pelos teólogos gregos para designar especialmente cada uma das três divisões (Pessoas) da Divindade. Os alquimistas aplicam tal nome aos três elementos (sal, enxofre e mercú»- rio), que consideram como os três princípios de todos os corpos materiais, (Webster) Hiquet (Eg.) — À deusa-rã; um dos símbolos da imortalidade e do princípio “água”. Os cristãos primitivos tinham em suas igrejas lâmpadas construídas em forma de rá, para denotar que o batismo de água conduzia à imortalidade,

Hiram Abiff

Personagem bíblico; arquiteto hábil e um “filho da Viúva”, a quem o rei Salomão mandou chamar em Tiro para dirigir as obras do Templo, é que, mais tar- de, chegou a ser um personagem maçônico, o herói em que se apóia todo o drama ou, melhor dizendo, peça teatral da terceira Iniciação maçônica. A Cabala tem Hiram Abiff em grande consideração, [É um mito solar. (Doutrina Secretá, 1 334) (Ver Filho da Viú- va.))] Hiranya (Sánsc.) — Radiante, áureo. Este adjetivo aplica-se ao “Ovo de Brahmãâ”, [Como substantivo significa ouro, prata ou outro metal precioso,) Hiranya-garbha (Sânsc.) — O radiante ou áureo Ovo ou Matriz. Esotericamente, a luminosa “Névoa de Fogo" ou material etéreo, do qual se formou o Universo. [Epfteto de Brahmã, nascido do Ovo de ouro primordial, “Aquele que só pode ser concebido pelo espírito... eterno, alma de todos os seres, tendo resolvido, em seu pensamento, fazer emanar de sua própria substância as diversas criaturas, produziu primeiro as águas e ne- las depositou um germe. Este germe converteu-se num ovo, brilhante como o ouro e ra- dioso como o Sol, Dele nasceu o próprio Brahmã, pai de todos os seres.” (Leis de Manu, 1,7-9)) Hiranyakazipu (Sânsc.) — Um rei dos daityas, a quem Vishnu (em seu avatar de “homem-leão”) matou, Hiranyaksha (Sánsc.) — Literalmente, “aquele de olhos de ouro”, Rei e regente da quinta região do Patála ou mundo inferior; um deus-serpente no panteão hindu. Esta palavra tem muitos outros significados, Hiranyapura (Sânsc.) — À cidade de ouro, [dos daitvas]. Hiranyaretas (Sânsc.) — O fogo ou deus do fogo (Agni); o Sol. Hisi (Fin.) — O “Princípio do Mal” no Kalevala, poema épico da Finlândia, Hita (Sâánsc.) — Bem, felicidade, benefício, dom, recompensa; proveito, utilidade. Como adjetivo: bom, útil, proveitoso, saudável etc. HitakâmyA (Sânsc.) — Desejo de fazer o bem a alguém. 231

Hoang-Ty (Chin)

“O grande Espírito”, Diz-se que seus Filhos adquiriram novas sabedorias e comunicaram o que sabiam anteriormente aos mortais, caindo — como os anjos rebeldes — no “Vale de Dor”, que é, alegoricamente, a nossa Terra. Em outras pa- lavras, são idênticos aos “Anjos caídos” das religiões exotéricas e aos Egos que se reen- carnam, esotericamente.

Hoder

Ver Hôdur. - Hódur, Hoder ou Hoeder (Esc.) — Deus cego, porém dotado de uma força ex- traordinária, Seu nome é de mau agouro, Matou Baldur (ou Balder) com um dardo, po- rém, como era cego, Loki guiou sua mão, |

Hoeder

Ver Hôdur. Hoener ou Húner (Esc.) — Um dos deuses criadores, Com Odin e Loder, criou Ask e Embla, os primeiros homens, Odin deu a estes o espírito, Hoener a mente e Loder O Sangue, 232

Holocausto

Palavra derivada do grego e que significa, literalmente, “tudo quei- mado”, Sacrifício em que a vítima era inteiramente consumida pelo fogo, sem deixar qualquer resfduo,

Hom (Fers,)

Santo personagem, fonte de pureza, de inteligência e de vida, que habita o monte Albordj, Bendiz as Águas e os rebanhos, instrui os homens que praticam o bem é combate os dews (gigantes ou gênios perversos), Preside a árvore Hom, traçou o curso, das nuvens e ajudou o gênio Taschter a distribuir a chuva, Dá-se também este no- me à Árvore da Vida. (Ver Gogarad.) Homa (Sánsc.) — Oblação de arroz e manteiga feita no fogo. (Leis de Manu, 111, 84) Homabhasman (Sânsc.) — A cinza do holocausto.

Homâgni (Sânsc,)

O fogo sagrado, Homem (Herm) —-— À maioria dos filósofos compara a confecção do magistério com a geração do homem e, em consequência, personifica as duas partes ou ingredientes da obra, o fixo e o volátil, Denominam o fixo de macho e lhe dão o nome dos homens, e o volátil de fómea € o indicam por nomes femininos. É desta maneira que os Antigos Egípcios e Gregos, Iniciados nos mistérios da Arte Sacerdotal ou Hermética, inventaram as fábulas. — Homem: significa simplesmente o fixo, — Homem Elevado: refere-se à matéria dos filósofos digerida, dissolvida e em putrefação, — Homem com Capacete: significa o mercúrio digerido e que chegou à cor negra. É uma denominação tirada por comparação com a figura do Deus Mercúrio, representado com um capacete na cabeça, portando seu caduceu, ao redor do qual duas serpentes en- rodilhadas parecem combater-se.

Homem arquétipo

O primeiro tipo ou imagem mais primitiva do homem; Adão Kadmon, o Protolegos, origem criadora de todas as coisas,

Homem astral

Termo utilizado para designar o Duplo astral é o Kâáma-rôta.

Homem celeste

Adão Kadmon, o Logos celeste, a síntese dos Sephiroth, Nos hi- nos do Rig- Veda é denominado de Purucha, o “Homem”, o Adão superior, que é andró- gino ou, melhor dizendo, sem sexo, (Ver Ádão Kadmon,)

Homem divino

O homem perfeito, que atingiu a meta e alcançou a liberação, e, renunciando à glória do Nirvâna, volta à Terra, como Mestre de Sabedoria, para guiar à humanidade e ativar a evolução do mundo, (A. Besant, Sabedoria Antiga, 408-409)

Círculo de leitura

Receba novos textos e percursos de estudo.