Glossário Teosófico

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Verbetes: H

Homem interno

Termo do Ocultismo empregado para designar a Entidade ver- dadeira e imortal, que reside dentro de nós, e não a externa e mortal forma de barro, que chamamos de corpo, Tal termo é aplicado estritamente falando somente ao Ego superior, visto que o “homem astral” é a denominação do Duplo e do Kâma-rfita (ver), ou seja, o eidolon sobrevivente, Homeogênese -— Formação de seres análogos, dentro de um mesmo eropo zoolági- co.

Homeomeria

Este termo era empregado por Anaxáígoras para designar os ele- mentos primitivos da matéria, com os quais formou-se o mundo, em virtude da lei da atração, 233

Homogeneidade

Palavra derivada do grego homos, “mesmo”, e genos, “espécie”, O que é inteiramente de uma só natureza, indiferenciado, não-composto, como se supõe que seja o ouro,

Homunculi imagunculas

Imagens ou figurinhas feitas de cera, barro, madeira etc., usadas na prática da magia negra, bruxaria, feitiçaria, para estimular a imaginação e prejudicar um inimigo ou para afetar uma pessoa ausente de modo oculto e à distância, (F., Hartmann)

Homúnculos

Pequenos seres humanos feitos artificialmente, engendrados do sperma viri, sem qualguer participação do organismo feminino, (F. Hartmann) Os ho- múnculos de Paracelso são um fato na Alquimia e, muito provavelmente, sê-lo-ão na Química. (Doutrina Secreta, IL, 364) Estes seres diminutos, criados artificialmente atra- vés de procedimentos espagíricos, têm forma humana e são de natureza gasosa ou etérea, transparente, incorpóreos, porém dotados de inteligência. Existem relatos circunstancia- dos da produção de alguns homúnculos, entre outros os do famoso conde Kueffstein, camareiro da imperatriz Maria Tereza. Este conde e o abade Geloni fecharam-se num laboratório de convento na Calábria e, durante cinço semanas, dia e noite, estiveram tra- balhando com fornos acesos. Depois desse tempo, conseguiram criar nada menos do que dez homúnculos. O modus operandi é descrito por Paracelso em seu tratado De Natura Rerum. (Ver Ísis sem Véu, 1, 133-134 e 465; Figuier, L'Alchimie et les Alchimístes, ed. de 1860, pp. 78-79; Christian, Histoire de la Magie, p. 447; Goethe, Fausto, segunda parte etc.) | Háinir (Esc.) — Um deus criador, que dotou o primeiro homem de razão e entendi- mento, depois de o homem ter sido criado por ele, juntamente com Odin e Lodur, de um freixo. [Ver Hahnir,]) Honover (Zend.) — O Logos persa, o Verbo manifestado, [“Então Ormuzd disse: o puro, o santo, o ativo Honover... era antes do céu, antes da água, antes da terra, antes dos rebanhos, antes das árvores, antes do fogo... antes do homem puro, antes dos dews, antes de existir todo o mundo, antes de todos os bens e de todos os puros germes dados por Ormuzad.” (Izeschné, 2º parte, XIXº Há — Zend-Avesta)) Horá (Sânsc.) —- Hora. À metade de um signo do Zodíaco. (Râma Prasãd) Hor-Ammon (Eg.) - “O engendrado de si mesmo”. Em teogonia é uma expressão que corresponde à palavra sânscrita Anupádaka (“sem pais”), Hor-Ammón é uma com- binação do deus de Tebas, de cabeça de carneiro, e de Hórus. Horà-shâstra (Sânsc.) — Título de uma obra astronômica composta por Varâhami- hira. Tal obra chegou até nós incompleta, pois dela só resta uma terceira parte, (Weber, Indische Literatur- geschichte) Horchia (Cald.) — Segundo Beroso, é idêntica a Vesta, deusa do lar.

Hormus

Uma das danças principais dos lacedemônios, na qual os jovens de ambos os sexos, colocados de modo alternado e de mãos dadas, dançavam circularmente, Se- gundo as tradições mais antigas, tais danças circulares foram instituídas como imitação do movimento dos astros. Os cantos que acompanhavam tais danças dividiam-se em es- trofes e antístrofes; nas primeiras, as voltas eram dadas do Oriente para o Ocidente; nas segundas, seguiam um movimento oposto. À pausa feita pelo coro era chamada de epo- do. (Noel, Dicionário da Fábula) 234

Horoscopia

Arte de predizer os acontecimentos da vida de uma pessoa através de seu horóscopo. Como os Lipikas estão relacionados com o destino de cada homem e com o nascimento de cada criança, cuja vida já se encontra traçada na Luz astral (não de um modo fatalista, mas apenas porque o futuro, como o passado, está sempre vivo no pre- sente), pode-se dizer que exercem marcada influência na ciência da horoscopia. Deve- mos admitir, queiramos ou não, a verdade desta ciência. (Doutrina Secreta, 1, 131)

Horóscopo

Observação do estado do céu na hora do nascimento de alguém, o que permite ao astrólogo predizer os acontecimentos de sua vida. Está sobejamente provado que os horóscopos e a astrologia não estão totalmente baseados na ficção e que os astros e as constelações têm, portanto, uma influência oculta e misteriosa sobre os indivíduos, e com eles estão relacionados. (Doutrina Secreta, 1, 709)

Hortulanus

Autor de um extenso comentário sobre o documento alquímico inti- tulado Tábua de Esmeralda. Hórus (Eg.) — O último da série de soberanos divinos do Egito, que, diz-se, era fi- ho de Osíris e Ísis. É o grande deus “amado dos céus, amado do Sol, descendente dos deuses, subjugador do mundo”. No solstício de inverno, sua imagem, sob forma de me- nino recém-nascido, era retirada do santuário para ser exposta à adoração da multidão. Coma Hórus é a representação da abóbada celeste, diz-se que velo do Maem Misi, o lu- gar nativo sagrado (a matriz do mundo) e é, portanto, o “místico Menino da Árca” ou argha, símbolo da matriz, Cosmicamente, é o Sol de inverno. Uma tábua descreve-o di- zendo que é a “substância de seu pai”, Osíris, de quem é uma encarnação, e que também € idêntico a ele, Hórus é uma divindade casta e “como Apolo, não tem amores, Seu papel no mundo inferior está relacionado com o Juízo, Apresenta as almas a seu pai, o Juiz” (Bomvick), Dele diz um antigo hino: “Por ele o mundo é julgado naquilo que contém, O céu e a Torra encontram-se sob sua presença imediata. Governa todos os seres humanos, O Sol dá voltas segundo sua vontade, Produz a abundância e a distribui por toda a Terra, Todos adoram sua beleza, Doce € seu amor em nós”. [Hórus é o Christos e simboliza o Sol. (Doutrina Secreta, 1, 159)] Horus-Apolo -- O deus-Sol, Hosvareseh (Pel.) — Literalmente, “língua dos fortes ou dos heróis”, Equivalente a Pelvi ou Pehlvi, no idioma parse. (A nquetil du Perron, Zend-Avesta, t. II, pp. 429 é 523) Hotra (Sânsc.) - O vaso do sacerdote sacrificador; a oferenda de ghrita (manteiga clarificada), Hotraka (Sânsc.) — Libação. Hotrl (Sânsc.) — Sacerdote que recita hinos do Rig- Veda e faz oblações ao fogo. [Sacerdote sacrificador.) Hotris (Sânsc.) - Nome simbólico dos sete sentidos, chamados, no Anugitá, de “os sete sacerdotes”, “Os sentidos fornecem o fogo da mente (isto é, o desejo) com as obla- ções dos gozos externos,” É um termo oculto empregado no sentido metafísico. Hotriya (Sânsc.) — O sacerdote hotri (sacrificador); o local onde se faz a oferenda (o altar), Hovah (Hebr.) — Eva; a procriadora ou mãe de tudo o que vive; a Terra ou Nature- za, (Doutrina Secreta, 11, 133) (Ver Jah-Eve e Jalh-Hovah.) Hraesvelg (Esc.) - Nos Eddas, é o gigante em forma de águia, que com seu bater de Asas causa os ventos, 235

Hrylozoismo

Ver Hilozotsmo, Hymer (Esc.) - Um gigante com quem Thor foi pescar, para ver se pegava a ser- pente de Midgard.

Huas (Hebr,)

Ele, Na Cabala hebraica este prenome é aplicado ao Macroprosopo oculto; assim como Ateh, “Tu”, refere-se ao Microprosopo. (Doutrina Secreta, 1, 107) Hugen (Esc.) — Um dos corvos de Odin,

Humanidade

Oculta e cabalisticamente, o conjunto da humanidade é simbolizado na Índia por Manu; por Vajrasattva ou Dorjesempa, chefe dos sete Dhyânis, no budismo do Norte,e por Adão Kadmon, na Cabala. Todos eles representam a totalidade da espé- cie humana, cujo princípio encontra-se neste protoplasma andrógino (primeiro paí) e cujo fim está no Absoluto, muito além de todos estes símbolos e mitos de origem huma- na. À Humanidade é uma grande Fraternidade, devido à identidade do material de que é formada, física e moralmente, Porém, a menos que forme uma Fraternidade também in- telectualmente, não vale mais do que um gênero superior de animais. Hún-deza (Sânsc.) — A região situada ao redor do lago Mânasarovara, no Tibet.

Hvaniratha

Ver Hvanuatha e Jambudvípa. Hvyanuatha (Masd.) — Nome da terra em que vivemos, Um dos sete Karshvars (Terras) de que se fala no Orm. Ahr. (Ver “Introdução ao Vendidad”, do Prof. Darms- teter.)

Hvergelmer

Ver Hwergelmir. Hwergelmir (Esc.) — Uma caldeira onde são consumidas as almas dos malfeitores, [Situa-se no meio do Inferno.)

Hwun (Chin,)

O Espírito, O mesmo que Ágmad, Hydranos (Gr.) — Literalmente, “o Batista”, Nome do antigo hierofante dos Misté- rios, que fazia o candidato passar pela “prova da água”, na qual era submerso três vezes. Tal era o seu batismo pelo Espírito Santo, que se move nas águas do Espaço. São Paulo alude a São João pelo nome de Hydranos, o Batista, À Igreja Cristã tomou esta cerimô»- nia do ritual dos Mistérios eleusinos e outros. Hyksos (Eg.) — Os nômades misteriosos, os Pastores que invadiram o Egito, num período desconhecido e muito anterior aos dias de Moisés. Foram denominados de “Reis-Pastores”. Hylê (Gr.) — Substância ou matéria primordial, Esotericamente é o sedimento ho- mogêneo do Cans ou Grande Abismo, O primeiro princípio do qual foi formado o Uni- verso objetivo. (Ver Hus.)

Hyperbóreo

Ver Hiperbóreas. Hypnotismo -— Ver Hipnotismo,

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