Na realidade, “uma aparência”, algo nunca visto antes e que confunde o ânimo, quando sua causa é desconhecida, Deixando de lado diversos tipos de fenômenos, tais como os cósmicos, elétricos, químicos etc. e nos atendo puramente aos fenômenos espirituais, é preciso lem- brar que, teosófica e esotericamente, cada “milagre” — desde os bíblicos até os taumatúr- gicos — é simplesmente um fenômeno, mas nem sempre um fenômeno é um milagre, isto é, algo sobrenatural ou que se encontra fora das leis da Natureza, visto que todo milagre é uma ocorrência impossível na Natureza. Fenris (Esc.) — Lobo monstruoso, filho de Loki, gênio do mal. Fensal (Esc.) - O palácio de Frigga, esposa de Odin.
Festas que os antigos romanos celebravam em honra dos defuntos, sobre cujas sepulturas os parentes colocavam manjares. Começavam no dia 21 de feve- reiro e duravam onze dias.
Ver Rito do féretro. Ferho (Gn.) — O supremo e maior poder criador entre os gnósticos nazarenos, (Co- dex Nazarceus) Ferouers (Per.) — À palavra Ferouer significa o reverso ou o lado oposto de algum atributo ou qualidade (Doutrina Secreta, 1, 256). Assim, o Ferouer (chamado Fravarshi no Vendidad) É a contraparte espiritual dos deuses, anjos, homens, animais, plantas, as- tros e também dos elementos (Água, fogo etc.), ou seja, a parte refinada e mais pura da criação grosseira, a alma do corpo; é a parte imortal da criatura da qual é o tipo e ao qual sobrevive (idem, III, 79). O próprio Ahura Mazda tem também seu Ferouer; assim é que recomenda à Zaratustra que não O invoque, mas a seu Fravarshi (ou Ferouer), a verda- deira e impessoal essência da Divindade e não seu falso aspecto pessoal (idem, II, 504). Aplicado ao homem, o Ferouer É a parte imortal de um indivíduo, aquela que sobrevive 187
Cerimônia ridícula e escandalosa celebrada, em outros tempos, na igreja de Ruan no dia de Natal. Em Beauvais, no dia 14 de janeiro, também se cele- brava a Festa do Asno, representando a fuga da Virgem, com o Menino Jesus, para o Egito. Esta última festa era ainda mais escandalosa que a anterior. Basta dizer que, du- rante a Missa solene, alternavam-se os zurros do sacerdote oficiante com os do povo e que, entre as estrofes da Prosa que se cantava, havia as duas seguintes: Ecce magnis au- ribus — subjugalis filius — Asinus egregius — asinorum dominus (“ Vêde al, com suas gran- des orelhas, este filho sujeito ao jugo, o asno egrégio, rei dos asnos.”); Áurum de Arabia, -— thus et myrrham de Sabá — tulit in ecclesia — virtus asinaria (“Quro da Arábia, incenso e mirra de Sabá, a virtude do asno traiu a igreja.'). (Para maiores detalhes, ver Dicioná- rio Histórico das Culturas Religiosas.)
Era uma das diversões favoritas na Alemanha da Idade Média, “Escolhiam um bispo e até, em algumas igrejas, um papa dos loucos, Os clérigos lambu- Zzavam a cara com escórias de vinho, mascaravam-se ou disfarçavam-se do modo mais extravagante e ridículo; entravam no coro dançando e cantando canções obscenas; os diáconos e subdiáconos comiam morcelas e salsichas sobre o altar, diante do sacerdote celebrante, e jogavam cartas e dados na sua frente, colocavam no incensório pedaços de sapatos velhos, para fazê-lo respirar seu odor. Em seguida passeavam pelas ruas em carros cheios de excrementos, adotando atitudes lascivas e fazendo gestos impudicos. Muitos monumentos recordam estas farsas Ímpias e asquerosas.” (Ph, Le Bas, História da Alemanha, t. 1, p. 393), Festas ou Festins de Amor (agapae) (Gr.) -- Estes banquetes de caridade, celebra». dos pelos cristãos primitivos, foram instituídos em Roma por Clemente, durante o reina- do de Domiciano. O professor A. Kestner, em sua obra Os Ágapes ou Sociedade Secreta do Mundo (Weltbund) dos Cristãos Primitivos, publicada em Iena, no ano de 1819, fala das Festas de Amor, dizendo que “tinham uma constituição hierárquica e uma base do simbolismo maçônico e dos Mistérios”, e manifesta uma relação direta entre os À gapes antigos e as comidas ou banquetes das lojas dos franco-maçons. Contudo, tendo retirado de cena o “santo beijo” e as mulheres, os banquetes eram mais festas “da bebida” do que “do amor”, Os ágapes primitivos eram certamente idênticos às festas fálicas, que, “em outros tempos, eram tão puras como as de Amor dos primitivos cristãos”, como observa acertadamente Bonwick, “embora, como elas, tenham degenerado rapidamente em li- bertinagem” (Crença EeRfípcia e Pensamento Moderno, p. 260). [Estes banquetes frater- nais eram celebrados pelos antigos cristãos, antes da comunhão, e se compunham não só de pão e vinho, mas de carnes e de manjares e comidas (épulae) de vários tipos, e eram presididos pelos próprios apóstolos e, mais tarde, pelos bispos e sacerdotes: non licitum "est sine eptscopo agapen (“não é cito celebrar ágape sem bispo”). Desde o séc. IH fo- ram introduzidos nos ágapes os abusos mais escandalosos, a tal ponto que foi necessário suprimir tais festins. (Ver Ágapes.)] Festas Lupercais (Lupercalia, em latim) -—- Festas populares esplêndidas, celebradas em Roma, no dia 15 de fevereiro, em honra de deus Pã, durante as quais os fupercos (os 188
Ídolo ou objeto de culto supersticioso entre OS negros. À ves, peixes, árvores, pedras e muitos outros seres, que a Natureza oferece à visão destes idólatras, são as divindades que forjaram e às quais rendem culto e fazem oferendas. Os negros atribuem a seus fetiches um poder sem limites e os consideram co- mo autores de todos os bens e todos os males que lhes sucedem,
Culto dos fetiches. O fetichismo adora ou cultua a matéria e a forma externa, passiva, de um objeto. Nisso se distingue da cosmolatria, que considera sempre a essência que se encontra em seu interior. (Doutrina Secreta, 1, 498) Fialar e Galar (Esc.) — Dois anões que mataram Qvaser, de cujo sangue, misturado com mel, fabricaram um licor, que é a Poesia. Fida (Aig.) — Ouro dos filósofos. Fidda (Alg.) — Prata dos químicos herméticos. Fido (Alg.) — Mercúrio dos Sábios.
Ninfas dos bosques, cujo destino dependia das árvores e, especialmente, dos carvalhos aos quais estavam unidas e com os quais nasciam e morriam, Isso as distinguia das dríadas, que gozavam de maior liberdade e podiam sobreviver às árvores a que estavam unidas. (Ver Drfadas.) 217
Literalmente, “aqueles que amam seus semelhantes”, Uma seita do séc. XVII, fundada por uma tal Joana Leadly. Opunham-se a todos os ritos, formas e ceri- mônias da Igreja e também à própria Igreja, pretendendo ser guiados, em alma e espírito, por uma Divindade interior, seu próprio Ego ou Deus interno (Chave da Teosofia). Filaleteus (Philaletheos) (Gr.) — Literalmente, “amantes da verdade”, Nome dado aos neoplatônicos alexandrinos, também denominados analogistas e teósofos. (Ver Cha- ve da Teosofia, p. 1 e ss.) Tal escola foi fundada por Ammonio Saccas, no início do séc. III, e durou até o séc, V. À ela pertenciam os mais ilustres filósofos e sábios daquele tempo. O sistema de meditação empregado pelos filaleteus era o Êxtase, sistema seme- lhante à prática hindu do yoga. (Ver Neoplatônicos.)
Uma ilha do Alto Egito, onde se situava um famoso templo de mes- mo nome e cujas ruínas podem ser visitadas até hoje. Filha de Platão (Alg.) -—- Nome que alguns filósofos químicos deram ao mercúrio dos Sábios.
Os sete Filhos da Luz, designados com os nomes de seus respecti- vos planetas (e que o vulgo muitas vezes identifica com eles), são os Pais celestes ou, sinteticamente, nosso “Pai” (Doutrina Secreta, 1, 628). São também denominados “As- tros” ou *logoi da Vida” (idem, 625). Seres angélicos (Dhyân Chohans), os místicos “Vigilantes” dos alquimistas e cabalistas cristãos (idem, 144) (Ver Filhos do Fogo) Também foi designada com o nome de “Filhos da Luz” ou “do Sol” uma das duas classes em que se dividiram os atlantes primitivos e os habitantes da Lemúria, classe que se en- contrava em guerra com a oposta, ou seja, à dos Filhos da Noite ou das Trevas,
Os Mânasa-putrás, que dotaram o homem de mente (ma- nas), Dhyân-Chohans ou Anjos das esferas superiores, que revelaram aos homens os mistérios dos céus,
Embora idênticos aos Arcanjos que a Teologia fez por bem chamar de “caídos”, são tão dívinos e tão puros, senão mais ainda, do que todos os Miguéis e Gabriéis tão glorificados nas igrejas, (Doutrina Secreta, 11, 2359)