Lebre
Em alguns momentos da antiguidade cristã, tais como pedras sepulcrais, lâmpadas, mármores etc., vê-se esculpida a figura deste animal, cujo significado, segun- 316
Glossário Teosófico
Em alguns momentos da antiguidade cristã, tais como pedras sepulcrais, lâmpadas, mármores etc., vê-se esculpida a figura deste animal, cujo significado, segun- 316
Ver Sacrifício.
Ver Mânava-dharma-shâstra. Leite (Herm.) — Água mercurial dos filósofos. Alguns químicos imaginaram que este nome havia sido dado ao mercúrio devido à sua semelhança, em fluidez e brancura, com o leite comum, e acreditaram ter encontrado esta água mercurial na água branca do mercúrio vulgar trabalhado quimicamente; mas Zacarias (o Panapolitano) desiludiu-os, assegurando que tal nome foi dado porque o mercúrio dos filósofos talha-se e se coagula no meio do corpo fixo, que ele denomina de Coádguto.
É o mercúrio dos Sábios sob a forma de água leitosa, via úmida, Alguns dão-lhe este nome na via seca, logo que está cozido ao branco,
Procusto ou Procrusto era um famoso bandido da Ática que estendia suas vítimas sobre um leito de ferro, fazendo-as ajustarem-se exatamente ao comprimento do mesmo, Ássim, cortava-lhes as extremidades das pernas, se estas fosses mais compridas, ou as estirava com força, se fossem mais curtas. Esta alegoria, da qual se falava várias vezes nas obras teosóficas, aplica-se principalmente aos dogmáticos que 315
Escrito, escritura; folha de palmeira, casca de bétula (utilizadas para escrever, no lugar do papebD.
São os manes ou sombras, que conhecemos pelo nome de lares. Quando se encontram a certa distância de nós e nos mostram uma proteção benéfica, honramos neles as divindades protetoras do lar doméstico; porém, se seus crimes condenam-nos a andar errantes, são denominados de larvas. Chegam a ser uma verdadeira praga para os homens maus e um vão terror para os bons. ([sis sem Véu, 1, 345) São os elementais do ar; elementais dos mortos; “espíritos chamadores ou golpeadores”, que produzem mani- festações físicas. (F, Hartmann) (Ver Cabales, Elementares, Lares etc.) Lemúria -— Termo empregado por alguns naturalistas e que os teósofos usam, atualmente, para designar um vastíssimo continente que, segundo a Doutrina Secreta do Oriente, precedeu a Atlântida. Seu nome oriental não revelaria muito aos ouvidos euro- peus, [A Lemúria constitufa um antiquíssimo e gigantesco continente, anterior à África e à Atlântida. Foi destruída por terremotos e fogos subterrâneos e submergida no oceano há milhões de anos, deixando apenas, como recordação, vários picos de suas montanhas mais altas, que agora constituem várias ilhas, entre as quais figura a chamada Ilha de Páscoa, famosa por suas estátuas gigantescas, Este vastíssimo continente compreendia o sul da África, Madagascar, Ceilão, Sumatra, Oceano Índico, Austrália, Nova Zelândia, estendendo-se até grande parte do sul do Oceano Pacífico. Foi o berço ou residência da Terceira Raça-mãe, ou seja, da primitiva humanidade física e sexual, que, naqueles tem- pos remotos, tinha estatura gigantesca. Uma vez desaparecida a Lemáúria, surgiu a Atlântida.) — Lemurianos — Constituíam a Terceira Raça-mãe. Eram de estatura gigantesca, an- dróginos e hermafroditas durante os primeiros períodos da Raça, porém, mais tarde, di- ferenciaram-se em formas distintas, masculinas e femininas. (P. Hoult) (Ver Lemúria,)
Estes nomes, que expressam atributos fgneos, foram aplicados aos Seres elevados, que constituem a primeira das Hierarquias criadoras, pelo fato de ser a Vida e o Coração do Universo, (Ver Hierarquias Criadoras.)
Nome de um rabino judeu do séc, XIII, Foi acusado de ter com- posto a Zohar, que publicou como obra verdadeira de Simeão Ben Jachai, Seu nome completo encontra-se na Qabbalah de Myer e era Moisés Ben-Shem-Tob de León, ra- bino espanhol, e o próprio autor demonstra, com clareza, que León não foi o autor do Zohar. Poucos diriam o contrário, porém todos devem suspeitar que Moisés de León falsificou consideravelmente o “Livro de Esplendor” (Zohar) original. Esta falta, contu- do, pode ser compartilhada com os “cabalistas cristãos” da Idade Média e especialmente com Knonr von Rosenroth. Com toda a certeza nem o rabino Simeão, condenado à morte por Tito, nem seu filho, o rabino Eliezer, nem seu secretário, o rabino Abba, po- dem ser acusados de haver introduzido no Zohar doutrinas e dogmas puramente cristãos, inventados pelos padres da Igreja, alguns séculos após a morte dos primeiros rabinos mencionados. Isso, indo um pouco além do devido, seria uma suposta profecia divina. Leopoldo 1 -— Este imperador cobriu de favores o monge Venzel Zeyler, por este ter transformado, em sua presença, estanho em ouro, Diz-se que ele também realizou tal transformação, Lerad (Esc.) — O abeto do Walhall, com cujas folhas alimenta-se a cabra Heidruna.
Um dos rios do inferno, chamado também de “Rio do Esquecimento”. Após passarem muitos séculos nos infernos, onde expiaram suas culpas, as almas, antes de abandonarem a região das sombras, foram obrigadas a be- ber das águas tranquilas e silenciosas de tal rio, que tem a virtude de apagar as lembran- ças de sua vida anterior ou de não deixar na memória nada além de reminiscências vagas e obscuras, dispondo-as, assim, a sofrer num novo corpo as provas e misérias da existên- cia. Com esta engenhosa alegoria, os gregos explicavam a perda da memória das vidas passadas. Levânah (Hebr,)- À Lua, considerada como planeta e como influência astrológica.
“O primeiro homem”, Termo gnóstico utilizado em Pistis- Sophia.
O verdadeiro nome deste sábio cabalista era Alfonso Luis Cons- tant. Eliphas Levi Zanhed era autor de várias obras sobre magia filosófica, Membro da Fratres Lucis (Irmãos da Luz), foi também, num certo tempo, sacerdote ou abade da lgreja Católico - Romana, que o secularizou quando adquiriu fama de cabalista.. Morreu por volta de 1872, deixando cinco obras famosas: Dogma e Ritual de Alta Magia (1856); História da Magia (1860); A Chave dos Grandes Mistérios (1861), Legendas e Símbolos (1862) e A Ciência dos Espíritos (1865), além de algumas outras obras de menor impor- tância, Seu estilo é sumamente claro e fascinante, porém com um selo marcado de ironia e paradoxo para ser o ideal de um cabalista sério, 317
No esoterismo bíblico, é a Divindade em sua dupla manifestação de bem e de mal, Seu significado pode ser encontrado no Zohar (II, 34, b: “O rabino Shimeon disse: A obra do princípio (de “criação”) os companheiros (candidatos) estudam-na € compreendem; porém os peguenos (os completos e perfeitos Iniciados) são aqueles que compreendem a alusão à obra do princípio através do Mistério da Serpente do Grande Mar (a saber) Thanneen, Leviathã”, (Ver também Qabbalah, de 1, Myer.)
“Suspensão de um corpo pesado no ar, sem qualquer sustentação visf- vel” (A, Besant)] A levitação e o fato de andar sobre a água podem ser executados com a ajuda dos elementais do ar e da água, respectivamente: porém, com mais freqiiência, em- prega-se para isso um método distinto, assim expresso por Pataúíjali em um de seus Afo- rismos do Yoga: “Pelo domínio do ar vital chamado de udána, o yogí adquire o poder de ascensão (oulevitação), de se sustentar sobre a água, sem tocá-la, e sobre o lodo, e de andar sobre abrolhos” (111, 39). (Ver Etrobacia.) Leza (Sânsc.) — Diminuição; partícula; pequena quantidade, Lha (Tib.) — Espíritos das esferas mais elevadas; desta palavra deriva o nome de Lhassa, residência do Dalai-Lama. O título de Lha é dado frequentemente, no Tibet, a alguns Narjols (santos e yogês Adeptos), que alcançaram grandes poderes ocultos. [Lha é um termo antigo das regiões situadas além dos Himalayas; significa “Espírito”, um Ser celestial ou super-humano qualquer é compreende toda a série de hierarquias celestes, desde o Arcanjo ou Dhyâni, ate/um anjo de trevas ou espírito terrestre. (Doutrina Se- creta, 11, 25))] Lhagpa (7ib.) — O planeta Mercúrio [simbolizado por uma “mão”. (Ver À Voz do Silêncio, U1.)) Lhakang (Tib.) — Um templo; uma cripta, especialmente um templo subterrâneo para cerimônias místicas, Lhamayin (Tib.) — Espíritos elementais do plano terrestre inferior. À fantasia po- pular torna-os demônios e diabos. [Espíritos elementais e malignos, invejosos e inimigos do homem. (A Voz do Silêncio, ITD Em uma das instruções expostas no recomendável artigo de H, P, Blavatsky, intitulado “Ocultismo Prático”, lê-se: “Não se deve fazer uso de qualquer vinho, qualquer espírito, qualquer ópio, porque são à maneira dos lhamayin (maus espíritos) que se apoderam do imprudente e devoram o entendimento”, Estes seres são diametralmente opostos aos Lhas, segundo se colhe da estância 11, 8 do Livro de Dz- yan: “Vieram os Lhas do Alto e os Lhamayin de Baixo”".) Lhassa (Tib.,) — Cidade onde reside o Dalai-Lama. (Ver Lãha.) Li (Sânso.) — Dissolução, destruição; igualdade, identidade.
Ver Sunyatá. Zânyavádin (Sânsc.) — Filósofo que professa a doutrina da vacuidade, isto é, de que tudo nasce do nada e ao nada retorna, Zunzifar (Alg.)— Cinabre, Zúra (Sânsc.) — O Sol; herói, leão; valente; esforçado. Zúratã (Sânsc.) — Heroísmo; vigor; valor, inirepidez,
Chabas (Egiptologia, p. 95) opina que a efusão de água em honra dos manes tinha um significado muito importante: era símbolo da frescura e umidade devol- vidas ao corpo pela mumificação. Nos ritos funerários eram prescritas frequentes liba- ções, (P, Pilerret, Dict, dArch. Egypt.)
Uma cadeia de montanhas da Síria que conserva alguns poucos restos dos cedros gigantescos, um bosque que coroava seu cume em ou- tros tempos. Conta a tradição que dali foi retirada a madeira para construir o Templo do Rei Salomão. (Ver Drusos,)
Ver Mokcha. Libra -— Um dos signos do Zodíaco, (Ver Tulâ.) 318
Fisiologicamente é uma enfermidade ou ma- nia, durante a qual uma pessoa pensa ser um lobo +. age como tal. Ocultamente, significa à mesma coisa que a palavra inglesa werwoif, a faculdade psicológica de certos feiticeiros de aparecer ou se apresentar com à aparência de lobo, Voltaire afirma que no Departa- mento de Polícia, no espaço de dois anos, entre 1598 e 1600, uns seiscentos licântropos foram sentenciados à morte por um juiz demasiado cristão. Isso não quer dizer que os pastores acusados de feitiçaria e vistos como tobos tinham o poder de se transformarem fisicamente em tais animais, mas que simplesmente possulfam o poder hipnótico de fazer as pessoas (ou aqueles que consideravam como inimigos) acreditarem que estavam vendo um lobo, quando, na realidade, não havia nenhum, O exercício de tal poder é verdadeira feitiçaria. À possessão “demoníaca” é no fundo verdadeira, exceção feita aos diabos da teologia cristã. Porém este não é lugar apropriado para um amplo exame de mistérios ocultos e poderes mágicos.
Como seu pró- prio nome expressa, é a adivinhação através da chama, segundo sua intensidade, cor, di- reção etc.