Glossário Teosófico
Vidente
O clarividente; aquele que pode ver as coisas visíveis e invisíveis — para os outros — a qualquer distância e tempo com sua visão ou percepção espiritual ou inter- na. (Ver Richi.) Vidhâtri (Sánsc.) — Brahmãá, o Criador. Vidiõâna (Sânsc.) — Ver Vijiâna e Chakchus. Vidro (Aig.) — Matéria dura, seca, transparente, formada da umidade radical incor- ruptível dos mistos, através da violência do fogo, que separa as partes heterogêneas e combustíveis. Vidyá (Sânsc.) — Saber, conhecimento oculto. [Há quatro Vidyãs que fazem parte dos sete ramos do saber mencionados nos Purânas e que são: Yajfia Vidyá, ou seja, a prática dos ritos religiosos com o objetivo de produzir certos resultados; Mahãâ Vidyâ, o grande conhecimento mágico, atualmente degenerado em culto tântrika; Guhya Vidyd, a ciência dos mantras com seu verdadeiro ritmo e entonação, dos encantamentos místicos etc, é Armá Vídvá, a sabedoria verdadeiramente espiritual e divina. (Doutrina Secreta, 1, 192.) Vidyá chadakchart (Sânsc.) — À fórmula búdica de seis sílabas: Om Mani Padme Hum, é a mais sagrada de todas as fórmulas orientais. Tem sete significados diferentes e pode produzir sete resultados diferentes, de acordo com a entonação dada a toda a fór- mula e a cada uma de suas letras, (Doutrina Secreta, III, 436.) Vidyá-dhara (Sânsc.) — Vidyâ-dhara e Vidyá-dhari, divindades, masculina e femi- nina. Literalmente: “Possuidores do Conhecimento”. São também chamados de Nabhas- chara, “que se movem no ar”, que voam, e Privam-vada, “melífluos”, São os silfos dos rosacruzes, divindades inferiores que habitam a esfera astral entre a Terra e o éter e que, segundo a crença popular, são benéficos, mas, na realidade, são Elementais astutos, ma- lévolos e carentes de inteligência ou “Poderes do Ar”, São representados, tanto no Oriente como no Ocidente, como tendo relações com os homens (“casando-se com eles”, como se diz em linguagem rosacruz, Ver Conde de Gabalis). Na Índia são chamados 740