Glossário Teosófico
Váhan
Ver Vâhana. Vâhana (Sânsc.) — Um veículo, o portador de algo imaterial e sem forma, Todos os deuses e deusas são, portanto, representados como utilizando váhanas para se manifes- tarem e tais veículos são sempre simbólicos. Assim, por exemplo, Vishnu, durante os pralayas, tem AÁnanta, “o infinito” (o Espaço), simbolizado pela serpente Zecha e, du- rante os manvantaras, tem Garuda, o gigantesco ser meio homem e meio águia, símbolo do grande ciclo; Brahma aparece como Brahmã, descendo até os planos de diferenciação sobre Kála-hamsa, o “cisne no tempo ou eternidade finita”, Shiva aparece como o touro Nandi; Osíris como o touro Apis; Indra viaja montado num elefante; Kârttikeya num pa- vão real; Kâma-deva em Makâára, em outros tempos um papagaio; A gni, o deus do Fogo universal (e também solar), que é, como todos eles, “um Fogo consumidor”, manifes- ta-se como um carneiro e um cordeiro, Ajá, “o não-nascido”; Varuna, como um peixe etc., etc., enquanto o veículo do HOMEM é seu corpo. Vâhana veículo, carro, cavalo etc.; sinônimo de upádhi. Vahni (Sânsc.) — Epfíteto de Agni (o Fogo), por levar a oferenda aos deuses; fogo, chama, calor; digestão; apetite. Vaibhâchikas (Sânsc.) — Seguidores do Vibhâcha Shâstra, antiga escola de mate- rialismo; uma filosofia que afirmava que nenhum conceito mental poderia ser formado exceto pelo contato direto entre a mente (através dos sentidos, tais como a visão, a audi- ção, o tato etc.) e os objetos exteriores. Existem ainda hoje vaibháâchikas na Índia,