Glossário Teosófico
Tâma (Sánsc,
Languidez, decaimento; ansiedade, temor; desejo; vício, defeito. Tamôla (Sânsc.) — Marcas negras que alguns seguidores levam na fronte. (Ver Ti- taka,) Tamáilapatra (Tamála-Patra) (Sânse.) — Imaculado, puro, É também o nome da folha do Laurus cassia, árvore considerada como possuidora de virtudes mágicas muito ocultas, [O tilaka ou signo frontal, (Ver Tamála.)) Tama-prabha (Sânsc.) — Um dos infernos ardentes. Tamarisk [Tamaris] ou Erica (Eg.) — Uma árvore sagrada do Egito, dotada de grandes virtudes ocultas, Muitos templos eram rodeados por tais árvores, especialmente um situado em Filé, sagrado entre os sagrados, porque supunha-se que sob ele jazia se- pultado o corpo de Osíris. Tamas (Sánsc.) — À qualidade de trevas, “impureza” e inércia; é também a qualida- de da ignorância, pois a matéria é cega, É um termo empregado na filosofia metafísica. a mais inferior das três qualidades (gunas) fundamentais, [No mundo objetivo, Tamas manifesta-se como peso, inércia, densidade, tenacidade e tenebrosidade, Na natureza in- terna do homem, mostra-se como abatimento, temor, desconfiança, indecisão, indolên- cia, ignorância, ofuscação, cegueira, ilusão, erro, insensatez, apatia, displicência, torpor, sono, letargia, sensualismo, impudência, dureza de coração etc. É a qualidade predomi- nante nos brutos e nos reinos vegetal e inorgânico. — “Saiba que a qualidade Tamas, nas- cida da ignorância, leva à ofuscação todas as almas, escravizando-as através do erro, in- dolência e letargia... À cegueira, a inércia, o erro, a confusão, nascem do incremento do Tamas.,* (Bhagavad-Gitá, AIV, 8,13) — Ver Gunas.) Tâmasa (Sânsc.) — Tenebroso, obscuro, sombrio, ignorante, ofuscado, iludido; inerte; indolente, — Nome do quarto Manu. Tâmast (Sânsc.) — À noite; Durgâ. Tamata (Sânsc.) — Que deseja, suspira por alguma coisa ou pessoa, Tamis dos Sábios (Alg.) — Mercúrio Hermético. Tamis da Natureza: é o ar através do qual passam as influências dos astros para chegar até nós, Tamisra (Sânsc.) — Obscuridade, obscuração; obscuridade do ânimo, ignorância; erro; pecado; cólera; a porção obscura do mês, ou seja, desde o plenilâónio até o novilá- nio. Tammuz (Sfr.) — Uma divindade síria adorada por idólatras hebreus e sírios. As mulheres de Israel celebravam anualmente lamentações por Adônis (jovem formoso idêntico a Tammuz), À festa celebrada em sua honra era solsticial e começava com a Lua nova no mês de Tammuz QGullho) e ocorria principalmente em Byblos, na Fenfeia; porém, eram celebradas também, no séc. IV de nossa era, em Bethlehem, pois vemos São Jerô- nimo (Epístolas, p, 49) escrever suas lamentações com estas palavras: “Sobre Bethlehem, o bosque de Tammuz, isto é, de Adônis projetava sua sombra! E na gruta onde antes chorara o menino Jesus, era chorado o amante de Vênus.” De fato, nos Mistérios de Tammuz ou Adônis, transcorria uma semana inteira em lamentos e pranto. Às procissões fúnebres eram seguidas por um jejum e, mais tarde, por festas; porque depois do jejum considerava-se Tammuz-Adônis como ressuscitado dos mortos e, pelo espaço de vários dias, ocorriam orgias desenfreadas de júbilo, de comida e bebida, como atualmente du- rante à semana da Páscoa, 673