Glossário Teosófico
Pranati
Ver Pranama. Pranâtman (Frâna-âtman) (Sânsc.) — O mesmo que Sútrâtman [ou Sútrâmaãl, o eterno germe-fio, no qual encontram-se enfileiradas, como contas de um rosário, as vi- das pessoais do Ego. [Ver Sfitrâmean.] Pranava (Sânsc.) — Uma palavra sagrada equivalente a AUM, [Louvor; expressão glorificadora ou laudatória; a palavra ou sílaba sagrada OM ou AUM, (Ver OM, AUM e Vâch.) Prânavâyus (Sánsc.) — Os cinco ares ou alentos vitais; os cinco Pândavas; ar ou alento vital. Prâna-vidyá (Sânsc.) — A ciência do Prâna (alento). Prânavritti (Sânsc.) — Atividade ou função vital. Pranaya (Sánsc.) — Chefe, guia; conduta; manifestação; confidência, confiança; fa- miliaridade; favor; afeto, amor; zêélo; desejo; petição, solicitação. Pranáya (Sânsc.) — Livre de paixão, de amor ou de desejo; reto, justo, honrado; ze- loso. Fráânáyâma (Sânsc.) — Domínio, restrição e regulação do alento na prática do Yoga. [É um dos exercícios preparatórios do Yoga superior, Consta de três partes: 19) Púra- ka, inspiração prolongada, retendo, em seguida, tanto quanto possível, o ar no corpo; 2º) Rechaka, expiração prolongada até deixar, tanto quanto possível, os pulmões vazios e 3º) Kumbhaka, suspensão de ambos os movimentos respiratórios. À ordem destas três partes é variável; alguns as expõem da maneira descrita, outros começam pela expiração, segui- da da inspiração e retenção do alento, e outros, finalmente, enumeram estes três passos da seguinte maneira: inspiração, retenção do alento e expiração. À prática mais comum é começar pela expiração seguida da inspiração pela mesma narina e suspensão do alento seguida de expiração pela outra narina; repetindo a inspiração por essa narina e assim su- cessivamente. Às vezes o nome Prânâvyâma é aplicado a cada uma das partes isolada- mente, O exercício do Prânáyâma, devidamente praticado sob a direção de uma pessoa habilitada, é altamente benéfico, uma vez que, como já se disse, é uma das partes preli- minares do verdadeiro Rája-yoga, através do qual todas as energias vitais são dominadas e todas elas se submetem ao Eu superior. Porém, nesta mesma prática repousa também o Hatha-Yoga e em tal conceito os Mestres se opõem unanimemente a seu exercício, pe- las consequências funestas que costuma trazer tanto para a parte física quanto para a moral do homem, (Doutrina Secreta, 111, 502, 509) Ver Bhagavad-Gitá, IW, 29; Aforis- mos de Patarijali, 11, 29, 49, 50, 51 e o comentário correspondente de M. Dvivedi. Ver também a passagem do Astugftá reproduzido na Doutrina Secreta, 1, 122.1 Pranâza (Sânsc.) — Perdição, perda, ruína, quebra, destruição, S10