Glossário Teosófico
Luz lunar
Lemos no Bhagavad-Gitâ (VIII, 25): “Fumaça, noite, a quinzena em que a Lua mingua € os seis meses em que o Sol está no sul; então o yogf alcança apenas a luz lunar, para nascer novamente entre os mortais”. Mohini M. Chatterji acha que esta “luz lunar” significa certas mansões de felicidade, onde a alma permanece até o mo- mento em que há de voltar para a Terra. Râmânuja refere-se ao Pitri-loka ou reino dos Manes. Annie Besant relaciona tal luz com o corpo lunar ou astral (Linga-shartra). Até que este corpo sutil seja destruído, a alma está sujeita ao renascimento. Thomson acha que esta passagem pode referir-se ao Soma-tloka ou mundo lunar, inferior ao de Brahmãô, embora esteja mais inclinado a crer que se trate do Deva-loka ou mundo das divindades inferiores, baseando-se no texto de Manu, que, em seu livro IV, 182, substitui o Soma- toka pelo Deva-loka. Luz primordial! — Em Ocultismo, é a luz que nasce em e através das trevas preter- naturais do Caos, que contém “o todo no todo”, os sete raios que, mais tarde, passam a ser os sete Princípios da Natureza, [Ver Fohat.) Luz sideral -— Nome que Paracelso e outros filósofos herméticos deram para a Luz Astral. 331