Glossário Teosófico
Kubera
Ver Kuvera. Kuch-ha-guf (Hebr.) — O corpo astral do homem. Franz Lambert escreve tal termo Coach-ha-guf, porém a palavra hebraica é Kuch, que significa vis, “força”, causa origi- nal do corpo terrestre. (W. W. W.) Kuhaka (Sânsc.) — Impostor, farsante; engano, farsa, impostura, Kuhana (Sânsc.) — Invejoso. Kuhanâ ou Kúhani (Sânsc.) — Hipocrisia, falsa devoção, Kuhu (Sânsc.) — O nàdi que vai para os órgãos geradores. Kuhô (Sânsc.) — Deusa que preside o dia seguinte ao da Lua nova, Em linguagem védica, a Lua nova. Kuhul (Alg.) — Chumbo dos filósofos; latão que é preciso branquear; a matéria da obra em putrefação e tendo atingido o negro muito negro. Kukkuta Padagiri (Sânsc.) — Também chamada Guru-padagiri, a “Montanha do Mestre”. Está situada a cerca de sete milhas de Gaya e é famosa devido ao persistente rumor de que em suas cavernas vive ainda hoje o arhat Mahâkâzyapa. Kukkuti (Sânsc.) — Hipocrisia, piedade fingida ou interessada, Kuklos Anagkes (Gr.) — Literalmente, “Ciclo inevitável” ou “Círculo de Necessi- dade”, Entre as numerosas catacumbas do Egito e Caldéia, as mais renomadas eram as criptas subterrâneas de Tebas e Méênfis., Às primeiras começavam no lado ocidental do Nilo e se estendiam para o deserto do Líbano. Eram conhecidas pelo nome de catacum- bas das Serpentes (Adeptos Iniciados), Nelas eram celebrados os sagrados mistérios do Kuklos Anagkes e instruídos os candidatos sobre as leis inexoráveis traçadas para todas as almas desencarnadas desde o princípio dos tempos. Estas leis eram que cada Entidade que se reencarna, depois de abandonar seu corpo, deve passar desta vida terrestre para outra vida num plano mais subistivo, um estado de bem-aventurança, a não ser que os pecados da personalidade produzissem uma completa separação entre os “princípios” su- periores e inferiores; que o “Círculo da Necessidade” ou Ciclo inevitável deve durar um período de tempo determinado (de mil até três mil anos, em alguns casos) e que, uma vez terminado, a Entidade deve voltar à sua múmia, isto é, a uma nova encarnação. Os ensi- namentos egípcios e caldeus eram os da “Doutrina Secreta” dos teósofos, Os ensina- mentos dos mexicanos também eram os mesmos. No Popol Vuh (ver a obra de Bour- bourg), descreve-se o agulheiro da cobra, que é idêntico às “Catacumbas das Serpen- tes”, ou passagem, acrescentando que este era subterrâneo e “terminava na raiz do céu”, onde seu semideus Votan era admitido, por ser ele, por sua vez, “um filho das Serpen- tes” ou um Dragão de Sabedoria, isto é, um Iniciado, Em todo o mundo, os sacerdotes Adeptos davam-se os nomes de “Filhos do Dragão” e “Filhos do Deus-serpente”, [Ver Doutrina Secreta, 1, 396.) Kula (Sânsc.) — Família, raça, casta, tribo, casa, Kulagna (Sânsc.) —- Matador ou destruidor de uma família, Kulltka Bhatta (Sânsc.) — Célebre comentador de Manu, Kumãâra (Sânsc.) — Sobrenome de Skanda ou Kârttikeya, o deus da guerra hindu. É também o título que se dá a um príncipe real, herdeiro da coroa. 304