Glossário Teosófico
Kamala (SânscJ)
Água, lótus. Um centro de força nervosa situado no corpo. (Râma Prasãd) Kâmaila (Sânsc.) — Desejoso, amoroso, lascivo. Como substantivo, a primavera, Kamalâsana (Sánsc.) — Que está sentado sobre o lótus: Brahmã. Kâma-loka (Sânsc.) — O plano semimaterial, subjetivo e invisível para nós, onde as “personalidades” desencarnadas, as formas astrais, chamadas Kâmarâpa, permanecem até se desvanecerem totalmente, graças ao completo esgotamento dos efeitos dos im- pulsos mentais, que criaram estes eidolons das paixões e desejos humanos e animais, (Ver Kâma-rápa.) Ê o Hades dos gregos antigos e o Amenti dos egípcios, a região das som- bras silenciosas; uma divisão do primeiro grupo dos trailokyas. (Ver Kâmadhâtu.) [É o limbo ou purgatório dos católicos romanos é o Summerland dos espíritas americanos. (Doutrina Secreta, 111, 373) Kâma-loka é a região ou mansão do desejo, a esfera anímica (terceiro e quarto princípios) da Terra — não necessariamente na superfície da Terra — onde os restos astrais dos defuntos corrompem-se e se decompõem. Nesta região, as al- mas dos mortos que não são puras, vivem (seja conscientemente ou em estado de estu- por) até que seus kâmarúpas (formas de desejo) são abandonados por uma segunda morte e, ao se desintegrarem, verifica-se a separação dos princípios superiores. Ao se despojar dos princípios inferiores, a entidade imortal do homem, com seus afetos punifi- cados e os poderes que tenha adquirido durante sua existência terrena, entra no estado de Devachân, (F., Hartmann) Assim, pois, o Kâmaloka é a primeira condição pela qual passa a entidade humana, depois da morte, a condição que precede o Devachân. Kâma-manas (Sânsc.) — É o resultado da união ou fusão dos princípios humanos Kâmico e Manásico, “Assim o teósofo fala do Kâma-Manas para designar a inteligência quê opera em e com à natureza do desejo, afetando a alma animal e sendo afetada por ela. Os vedantinos classificam ambos os princípios como um só e falam do Eu como fun- cionante no manomavakosha, invólucro constituído pela mente inferior, as emoções e as paixões, (A, Besant, Sabedoria Antiga, cap. IV) Kâmana (Sâánsc.) — Amante, desejoso, Kâmanã (Sânsc.) — Amor, desejo, Kamar ou Camar (Álg.) — Prata, Kâma-râpa (Sânsc.) — Metafisicamente e em nossa filosofia esotérica, é a forma subjetiva criada, em virtude dos desejos e pensamentos mentais e físicos relacionados com objetivos materiais, por todos os seres sencientes, forma que sobrevive à morte do corpo, Depois desta morte, três dos sete “princípios” — ou, melhor dizendo, planos dos sentidos e da consciência, nos quais atuam por turnos ou instintos e a ideação do homem,