Glossário Teosófico
Kalpâdhikârins (Sânsc,)
“Senhores dos Kalpas”. (Ver Gana-devas.) Kalpakchaya (Sânsc.) — Período de declínio ou fim de um Kaipa. Kalpânta (Kalpa-anta) (Sânsc.) — Fim de um Kalpa; dissolução de um Universo, que se resolve em Brahmã, (Ver Pralaya.) Kalucha (Sânsc.) — Misturado, confuso, turvo, obscuro. Como substantivo: falta, pecado. Kalya (Sânsc.) — Disposto, hábil, são; que tem suas faculdades físicas e mentais fn- tegras; favorável, feliz, Kâlya (Sânsc.) — Aurora, o amanhecer, Kalyâna (Sânsc.) — Bem, fortuna, felicidade, prosperidade, riqueza, Como adjetivo: feliz, próspero, favorável, bom, justo, Kalyânakrit (Sânsc.) — Que pratica o bem; homem de bem. Kalyatva (Sânsc.) — Saúde. Kâma (Sânsc.) — Mau desejo, lascívia, luxúria, concupiscência, volição; apego à existência, Kâma é geralmente identificado com Máãra, o tentador. [Kâma significa tam- bém desejo, apetite, paixão, afã; sensualismo, prazer; amor; o deus do amor, o Cupido hindu; objeto amado, coisa desejada ou apetecível etc. É também o quarto princípio na constituição humana, em cujo caso é designado pelo nome geralmente de Kâma-rtápa; o centro do homem animal, local dos desejos e paixões animais, forinando a linha de de- marcação que separa o homem mortal da entidade superior ou imortal. “É a vida que se manifesta no corpo astral e que por ele está condicionada. Caracteriza-se pelo atributo da sensibilidade sob a forma rudimentar de sensação ou sob a forma complexa de emo- ção ou de qualquer dos graus que há entre ambas. Tudo isso se reduz a desejo, isto é, aquilo que é atraído ou rechaçado pelos objetos, segundo causem prazer ou dor ao eu pessoal.” (A. Besant, Sabedoria Antiga, cap. ID) (Ver Kâma-râpa, Kâma-deva, Kâma- manas etc.) Kâmachârin (Sânsc.) — Que segue seus desejos; que está entregue a seus desejos. Kâma-deva (Sânsc.) — Segundo as idéias populares, é o deus do amor; um Vízvade- va no panteão hindu. Como o Eros de Hesíodo, degradado até o nível de Cupido pela lei exotérica, e mais degradado ainda pelo sentido popular que posteriormente se atribuiu a este termo; assim é Káma um ponto sumamente misterioso e metafísico. À mais primitiva descrição védica de Kâma cita apenas o fundamental daquilo que simboliza. Kâma é o primeiro desejo universal consciente de bem e amor, em geral; para tudo o que vive e sente, requer proteção e benevolência; o primeiro sentimento de infinita e terna compai- 277