Glossário Teosófico

Filosofia Vedânta

Sistema místico de filosofia, que se desenvolveu graças aos esforços de gerações de sábios para interpretar o significado secreto dos Lipanichads (ver). Em Chad-darzanas (seis escolas ou sistemas de demonstração) é denominado Urta- ra-Miímânsã |[Mímânsã posterior], atribuído a Vyâsa, compilador dos Vedas, a quem se atribui, portanto, a fundação da Vedânia. Os hindus ortodoxos chamam a Vedânta (pala- vra que significa literalmente “fim ou objeto de todo conhecimento (védico)”) de Brah- ma-jnâna ou conhecimento puro e espiritual de Brahma. Assim, admitindo as últimas datas assinaladas por nossos orientalistas para várias escolas e obras sânscritas, a Ve- dânia deve ter uma antiguidade de 3,300 anos, visto que se afirma que Vyâsa viveu 1.400 anos a.C. Se, como disse Elphinstone, em sua História da Índia, os Brâhmanas constituem o Talmud dos hindus e os Vedas os livros mosaicos, a Vedânia deve então se chamar, com toda propriedade, de Cabala da Índia. Porém, quão imensamente maior (é) Zankarâchârya, que foi popularizador do sistema vedantino e o fundador da filosofia ad- vaita; é chamado algumas vezes fundador das modernas escolas da Vedânta. [A filosofia Vedânria É a ciência do Abstrato, a única Realidade, enquanto o universo concreto é con- siderado como uma ilusão. De modo geral, ocupa-se do conhecimento de Brahma (Brahma-júâna) exposto nos Vedas. Segundo os ensinamentos da Vedânia, Paramâtmã (Alma universal ou Brahma) é a causa onisciente e onipotente da existência, manutenção e dissolução do Universo; é a Causa eficiente e material do mundo; a criação é um ato de sua vontade; ao chegar a consumação do Universo, todas as coisas n'Ele se resolvem, A Vedânta divide-se em três escolas: 1º) a dualista ou dvaita;, 2º) a dualista com a dife- rença ou vizichradvaita; e 3º) a monista, não-dualista ou advaita, da qual Zankarâchârya foi apóstolo fervoroso (ver estas palavras),|

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