Glossário Teosófico

Falk, Cain Chenul

Cabalista judeu, que tinha a fama de ter realizado “milagres”. Kenneth Mackenzie, referindo-se a ele, cita a seguinte passagem da obra que, sobre a Inglaterra, escreveu, em 1788, o cronista alemão Archenoiz: “Existe em Londres um homem extraordinário, que durante trinta anos foi célebre nos anais cabalísticos. Chama- se Cain Chenul Falk. Certo conde de Rautzow, que serviu à França como marechal-de- campo, certifica que viu Falk, em Brunswich, e que efetuou uma evocação de espíritos na presença de testemunhas dignas de fé”. Estes “espíritos” eram elementais, que Falk fez aparecer diante das testemunhas através de conjurações utilizadas por todos os caba- listas, Seu filho John F, Falk, igualmente judeu, era também renomado cabalista e esteve uma vez à frente de um colégio cabalístico de Londres. Era joalheiro e avaliador de dia- mantes e era um homem rico. Até hoje todo verdadeiro estudante de Ocultismo pode ler, em certa biblioteca semipública de Londres, os escritos místicos e as raras obras cabalís- ticas por ele legadas a um depositário, Os escritos autênticos de Falk estão ainda manus- critos e alguns são cifrados. Fals (Per.) — Livro astrológico de adivinhação, que os persas e quase todos os povos do Oriente consultam nos assuntos importantes da vida. Para este fim, lançam um dado e em seguida procuram em taís livros o número obtido, (Anquetil du Perron, Zend-Avesta)

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