Glossário Teosófico
Dhyân
Ver Divyâna. Dhyân-Chobâns (Sânsc.) — Literalmente, “Os Senhores da Luz”, Os devas ou deuses mais elevados, correspondentes aos arcanjos da religião católico-romana, As in- teligências divinas encarregadas da superintendência do Kosmos. [Filhos da Sabedoria; Espíritos planetários, cujo agregado coletivo forma o Verbo manifestado do Legos não- manifestado e constitui, ao mesmo tempo, a Mente do Universo e sua Lei imutável, (Doutrina Secreta, 1, 2983) Dhyâna (Sânsc.) — No Budismo, é um dos seis Paramítas de perfeição, um estado de abstração que conduz o asceta, que o pratica, muito mais acima deste plano de per- cepção sensitiva e mais além do mundo de matéria. Literalmente, “contemplação”. Os seis estados de DAhyân diferem apenas nos graus de abstração da vida sensitiva em que se encontra o Ego pessoal, [DAyâna é o penúltimo grau nesta Terra, à não ser que se con- verta em Mahatma completo. O râja-yogí permanece ainda espiritualmente consciente do Eu e da operação de seus princípios superiores. Um passo mais e se encontrará no plano além do sétimo, ou quarto, segundo certas escolas, Estas últimas, depois da prática do FPratyâhara (processo de educação preliminar, que tem por objetivo dominar a mente e os próprios pensamentos), contam com o Dharâna, o Dhyâna é 0 Samâdhi, compreendi- dos sob o nome genérico de Samyama. Dhyâna É a porta de ouro, que, uma vez aberta, conduz o Narjo! (Santo ou Adepto) ao reino do eterno Sat e sua contemplação incessan- te. (A Voz do Silêncio, 1 e HD “Dhyâna (meditação ou contemplação) é a contínua e prolongada corrente de pensamento dirigida a um determinado objeto até chegar a se absorver ou unificar com ele.” (Aforismos do Yoga de Patafijali, LUI, 29] Dhyâna-mârga (Sânsc.) — Sendeiro que se percorre em virtude da meditação. Dhyâna-yoga (Sânsc.) - Yoga de meditação ou de contemplação.