Glossário Teosófico

Deuses solares

São as divindades ou devas relacionadas com o Sol ou que regem o mundo solar; entre eles figuram Apolo, Bel, Osíris, Sigurd, os A gnichvâttas, os Ku- mãêras, os Lares, os Mânasa Dhyânis, que dotaram o homem de inteligência e consciên- cia, de Ego imortal. Às hostes de deuses solares representam a luz, o dia, assim como as dos deuses lunares simbolizam as trevas, a noite. No grande poema épico Râmâyana, Râma, primeiro rei da divina dinastia dos primitivos arianos, representa os deuses sola- res, enquanto que Râvana, personificação da raça Lankâ (atlântica), representa os deuses lunares. Assim, tal poema representa a grande batalha entre o Bem e o Mal, entre a Ma- gia branca e a Magia negra. Dev ou Dew (Per.) - O Dev é, entre 08 zoroastrianos, o gênio do mal e a antítese do Ferouer. (Ver Ferouer,) Dev-bend (Per.) — Vencedor de gigantes. Deva (Sâánsc.) — Um deus, uma divindade “resplandecente”, Deva- Deus, da raiz div, “brilhar”, “resplandecer”, Um Deva é um ser celestial, seja bom, mau ou indiferente, Os Devas habitam “os três mundos” ou três planos superiores ao nosso, Há trinta e três grupos ou trezentos e trinta milhões deles. [Os Devas são, na Índia, o mesmo que os an- jos e arcanjos entre os cristãos. O príncipe destes gênios celestes ou divindades inferiores é Indra, rei do firmamento ou céu, Deva, como adjetivo, significa: divino, celeste, glo- rioso, resplandecente etc,] Deva-bhakti (Sâánsc.) Devoção aos deuses (devas). Deva-bhoga (Sánsc.) — Manjar ou alimento dos deuses; a ambrosia (amrita). Deva-bhãô (Sânsc.) — Deus; o céu, Deva-bhúya (Sánsc.) — Divindade, natureza divina. Deva-chakra (Sânse.) — Um círculo mágico. (P. Hoult) Devachan ou Devakhan (Tib.) — À “morada dos deuses”, Um estado intermediário entre duas vidas terrestres, no qual o Ego (Amá-Buddhi-Manas, ou seja, a Trindade feita UM) entra, depois de sua separação do Kâma-rápa e da desintegração dos princípios in- feriores, depois da morte do corpo na Terra. [Devachan é o nome que, em linguagem teosófica, se dá ao céu ou mansão de bem-aventurança, e literalmente traduzido signifi- ca: morada resplandecente ou mansão dos deuses. Devasthan, residência dos deuses, é seu equivalente em sânscrito. É o Svarga dos hindus, o Sukhávari dos budistas, o céu dos zoroastrianos e cristãos, assim como dos muçulmanos menos materialistas, É uma parte do plano ou mundo astral, especialmente protegida, da qual estão excluídos todo o sofri- mento e todo mal pelas grandes Inteligências Espirituais, que presidem a evolução 135

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