Glossário Teosófico
Beijo da Morte
Segundo a Cabala, o prosélito mais assíduo não morre pelo poder do Espírito do Mal, Yetzer ha Rah, mas por um beijo da boca de Jehovah Tetragramma- ton, a quem encontra no Haikal Ahabah ou Palácio de Amor. (W. W. W.) Bel (Cald.) — O mais antigo e poderoso dos deuses da Babilônia; uma das trindades mais primitivas. Anu (ver); Bel, “Senhor do Mundo”, Pai dos deuses, Criador e “Senhor da cidade de Nipur” e Hea, forjador do destino, Senhor do Abismo, Deus de Sabedoria e do conhecimento esotérico e “Senhor da cidade de Eridu”, A esposa de Bel, ou seu as- pecto feminino (Shakfi), era Belat ou Beltis, “Mãe dos grandes deuses” e “Senhora da cidade de Nipur”. O Bel original era também denominado Enu, Elu e Kaptu (ver Narra- ção Caldgia do Gênese, de G. Smith). Seu filho mais velho era o Deus Lua Sin (também denominado Ur, Agu e Itu), a divindade que presidia a cidade de Ur, assim chamada em honra de um de seus nomes. Então, vejamos: Ur é o local de nascimento de Abraão (ver Astrologia). Na religião babilônica primitiva, a Lua era, como o Soma da Índia, uma di- vindade masculina e o Sol, uma divindade feminina. E isto levou quase todas as nações a grandes guerras fraticidas entre os que cultuavam a Lua e o Sol; por exemplo, as conten- das entre as dinastias lunar e solar, Chandra e Súrya-vansa [a raça lunar e a solar] na an- tiga Aryavarta [Índia]. Encontramos a mesma coisa, embora em menor escala, entre as tribos semíticas, Abraão e seu pai Terah, segundo se ensina, emigraram de Ur levando com eles seu deus lunar (ou seu ramo), pois Jehovah Elohim ou £!/ — outra forma de El — esteve sempre relacionado com a Lua. À cronologia lunar hebraica levou as nações “civilizadas” da Europa aos maiores erros e desatinos, Merodach, filho de Hea, veio a se tornar o Bel posterior e foi adorado na Babilônia, Bel possui um grande número de sig- nificados simbólicos. : Bela Shemesh (Cald., Hebr.,) — “Senhor do Sol”. Nome da Lua durante aquele pe- ríodo em que os judeus tornavam-se alternadamente adoradores solares e onde a Lua era uma divindade masculina e o Sol, feminina, Tal perfodo engloba o tempo compreendido entre à expulsão de Adão e Eva do Éden e o não menos alegórico dilúvio de Noé. (Ver Doutrina Secreta, 1, 397)