Glossário Teosófico

Apolo de Belvedere

É a melhor e mais perfeita das antigas estátuas de Apolo, fi- lho de Júpiter e Latona, também chamado de Febo, Hélios e o Sol. Encontra-se na Gale- ria Belvedere do Vaticano, em Roma. É denominado Apolo Pitio, porque o deus é re- presentado no momento de sua vitória sobre a serpente Pitón. Essa estátua foi encontra- da nas ruínas de Ánzio, no ano de 1503, Apolônio de Tiana (ou de Tianes) (Gr.) — Filósofo admirável, que nasceu em Ca- padócia, no início do séc. I. Pitagórico fervoroso, estudou as ciências fenícias sob a orientação de Euxeno de Eutidemo, e filosofia pitagórica e outros estudos sob a orienta- ção de Euxeno de Heráclea. Seguindo as doutrinas dessa escola, foi vegetariano durante sua longa vida, alimentando-se apenas de frutas e hortaliças: não tomava vinho; usava roupas feitas apenas por fibras vegetais; andava descalço e deixou o cabelo crescer em todo o seu comprimento, como o faziam todos os Iniciados. Foi iniciado pelos sacerdotes do templo de Esculápio (Asclépios), em Eges, aprendendo muitos dos “milagres” utiliza- dos para curar doentes, realizados pelo deus da Medicina, Tendo-se preparado para uma iniciação mais elevada, através de um silêncio que durou cinco anos e também através de viagens, nas quais visitou Antióquia, Éfeso, Panfilia e outros locais, encaminhou-se sozi- nho, através da Babilônia, para a Índia, pois seus discípulos mais íntimos abandonaram- no por temerem ir à “terra dos encantos”, Contudo, um discípulo acidental, Damis, que encontrou no caminho, acompanhou-o em suas viagens. Na Babilônia, foi iniciado pelos caldeus e magos, como relata Damis, relato este que foi copiado por F. P. Filóstrato, cem anos depois. Após seu regresso da Índia, mMostrou-se como um verdadeiro Iniciado, pois todas as pestes e terremotos, mortes de reis e outros acontecimentos que profetizou ocorreram pontualmente. Em Lesbos, os sacerdotes de Orfeu, invejosos, negaram-se a iniciá-lo em seus mistérios especiais, embora o fizessem alguns anos depois. Pregou, ao povo de Atenas e outras cidades, a moral mais pura e nobre e os fenômenos que realizou foram tão admiráveis e estupendos quanto numerosos e bem comprovados. “Como é que — pergunta Justino (mártir) com espanto — os talismãs (telesmata) de Apolônio têm à virtude de impedir, como presenciamos, a fúria das ondas, a violência dos furacões e as investidas de animais ferozes, e, enquanto os milagres de Nosso Senhor são recordados apenas por tradição, os de Apolônio são numerosíssimos e realmente manifestados em fatos atuais?” (Quoest. XXIV). Porém, responde facilmente esta pergunta o fato de que, após cruzar o Hindu-kush, Apolônio foi orientado por um rei para a Mansão dos Sábios (que pode ser a mesma dos dias de hoje), onde lhe ensinaram a ciência não superada por nenhuma outra, Seus diflogos com o coríntio Menippo constituem um verdadeiro cate- cismo esotérico e revelam (quando compreendidos) mais de um importante mistério da Natureza, Apolônio era amigo, correspondente e hóspede de reis e rainhas e não há po- deres maravilhosos ou “mágicos” melhor atestados que os seus. No fim de sua longa e prodigiosa vida, abriu uma escola esotérica, em Efeso. Morreu com aproximadamente cem anos de idade. Apporrheta (Aporrheta) (Gr.) — Instruções secretas sobre assuntos esotéricos da- das durante os Mistérios gregos e egípcios. 45

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